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por falcao, em 26.06.05
CRIATIVOS – O Ministro britânico das Indústrias Criativas lançou um apelo para que o Reino Unido se torne no mais importante polo de criatividade no mundo inteiro. Num discurso no Institute For Public Policy Research, Purnell apelou a um maior investimento na indústria audiovisual britânica e anunciou medidas de modernização e reforço do controlo dos direitos de autor e conexos. Ao mesmo tempo apelou a um ensino que reforce nos alunos a componente da criatividade. As indústrias criativas abrangidas por este ministério são o cinema, as artes de palco, o artesanato, artes plásticas, rádio e televisão (broadcasting), música, publicidade, design, arquitectura, publishing (exploração de direitos), jogos de computador, desenvolvimento de software, moda e o mercado de antiguidades. As indústrias criativas significam 8 por cento da economia britânica: como transformar a criatividade em sucesso industrial, como transformar o talento em sucesso e o sucesso em lucro é o objectivo das políticas que estão a ser desenvolvidas nesta área pelo Governo Blair. Giro, não é?

EXEMPLO – A Ministra espanhola da Cultura, Carmen Calvo, anunciou que a Espanha, o México e o Brasil têm intenção de lançar uma televisão cultural latino-americana a fim de reforçar a sua cultura comum. O anúncio, citado pela France Presse, foi feito na 8ª Conferência de Cultura Latino-Americana à qual assistiam 18 ministros e secretários da Cultura da América Latina, Espanha e Portugal. Por cá ainda não se ouviu que pensa Portugal fazer sobre este assunto. Enfim... coisa de somenos.

COMIDINHAS – Nas listas dos restaurantes fazem falta comidas de verão, sopas frias, saladas que possam ser prato principal. Para além do velho rosbife com salada russa pouca coisa aparece. Com estes dias de calor não apetece comida pesada nem coisas muito quentes. E as listas variam pouco. Imaginação precisa-se, que a coisa não anda muito famosa na restauração alfacinha.

VIVER – Está de regresso a mais extraordinária esplanada de Lisboa, a «Perdigueiros do Rio», mesmo ao pé da Portugália do Cais do Sodré. Espreguiçadeiras viradas para o Tejo, mesas cobertas com toldo (onde este ano se pode almoçar – por sinal comidinhas leves), um ambiente fantástico, grande música, o ideal para criar o hábito de beber um copo de vinho branco antes de ir para casa ou de partir para um jantar.

LER – A mais recente edição da revista «Media XXI» que traz um dossier cheio de informação sobre Cidades e Regiões Digitais cheio de boa informação sobre o que se passa no país e asobre a regionalização virtual. Na mesma edição vale a pena ler a entrevista com o vice-director da Associação Mundial de Jornais, Eamonn Byrne, que de passagem por Lisboa falou sobre o futuro da imprensa escrita.

VER – A exposição «Espelho Meu- Portugal Visto por fotógrafos da Magnum» , no CCB a partir de 30 de Junho. A Magnum é uma das mais importantes agências de fotografia em termos mundiais e por lá passaram nomes como Robert Capa ou Henri Cartier Bresson; Sebastião Salgado e Susan Meiselas são dois dos seus fotógrafos no activo. Mais informações em www.magnumphotos.com , onde diariamente se podem ir seguindo as grandes imagens recolhidas pela agência.

OUVIR – Ry Cooder é um guitarrista de muitos talentos com uma invulgar capacidade para colocar em música os seus sentimentos. «Chávez Ravine» fala da forma como a sua cidade de Los Angeles se transforma, como se perdem os sítios onde se contruíram memórias de uma vida. Disco ambicioso e virtuoso, esta é uma das gratas surpresas deste ano. CD Nonesuch – se querem um conselho visitem www.amazon.fr e comprem os vossos discos só com 5% de IVA e em euros. Este custa 17,55 e em poucos dias têm-no cá. Se comprarem três discos, já poupam. E mandam o aumento do IVA às urtigas.

REMATE - Quando dois primeiros ministros, de seguida, trocam o seu país por um cargo internacional é sinal de que por aqui a crise é profunda.

BACK TO BASICS – Os políticos a falar parecem mulheres a comprar sapatos. Não pensam e descontrolam-se.

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publicado às 19:45

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por falcao, em 23.06.05
LER O ABRUPTO
Com a devida vénia a José Pacheco Pereira:
POBRE PAÍS,

o nosso.

É difícil encontrar melhor exemplo de um processo puramente casuístico, atrapalhado, incompetente, cúmplice nas fraquezas, revelador de puro taticismo, onde políticos dos partidos da governação, PS, PSD, PP, mostram que não se respeitam nem a si próprios, nem aos portugueses que os representam, do que tudo o que se passou com esta “revisão constitucional” para referendar a Constituição europeia. Que tudo isto tenha sido possível como se fosse o mais normal dos processos, onde ninguém se envergonha, ninguém se revolta nos respectivos partidos, é um sinal claro, insisto claro, do grau de degradação a que chegou a actividade política e parlamentar em Portugal.

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publicado às 11:49

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por falcao, em 23.06.05
A FUGA
Quando leio os jornais e revistas percebo porque é que dois primeiros ministros de seguida abandonaram os seus lugares e funções em Portugal e procuraram refúgio em organismos internacionais.

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publicado às 11:47

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por falcao, em 22.06.05
QUE TEMPOS CURIOSOS...
Manuel Maria Carrilho fala dos jornalistas de uma maneira que até parece discípulo de Alberto João Jardim e Jorge Sampaio a falar da banca faz lembrar Pedro Santana Lopes. Será da canícula?

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publicado às 10:02

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por falcao, em 21.06.05
EXTRAORDINÁRIO
No mesmo dia em que num universo de 65 000 alunos que estavam inscritos para o exame de matemática apenas sete se viram impossibilitados de o fazer por causa da greve. Os sindicatos face a estes números dizem que a greve teve uma adesão de setenta por cento e um dos seus porta vozes, Paulo Sucena, tem a supina lata de dizer que a greve não é para dificultar os exames, mas sim para criar diálogo com o Governo. Quem é que os sindicalistas querem enaganar com esta conversa?

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publicado às 18:30

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por falcao, em 21.06.05
RESPONSABILIDADE
Sabe-se já que só sete alunos na região de Lisboa (em Alpiarça), não puderam fazer exame de matemática por causa da greve. Quer-me parecer que o espírito de responsabilidade da maioria dos professores deu uma bofetada à irresponsabilidade dos sindicalistas profissionais.

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publicado às 11:50

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por falcao, em 21.06.05
MISTÉRIO
Porque é que será que em Portugal nunca se falou do Alto Comissário para os Refugiados e de repente todos os passos que dá são motivo de notícia em telejornais? É isto que nos torna provincianos - em vez de se utilizarem meios para reportar o que se passa no país, anda-se a estimular o ego de um ex-primeiro- ministro fugitivo.

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publicado às 09:21

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por falcao, em 21.06.05
OPOSIÇÃO
Não entendo porque é que a única voz da oposição nos últimos meses foi a da Dra. Manuela Ferreira Leite na semana passada. Não entendo porque é que o PSD não fala do que se está a passar no ensino com a greve dos sindicalistas. Não entendo porque é que se dizem barbaridades sobre os resultados da cimeira europeia. Não entendo o que esta oposição anda a fazer.

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publicado às 09:09

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por falcao, em 21.06.05
GREVE DOS PROFESSORES
A greve é na sua origem uma forma de luta dos trabalhadores contra o patronato; o mecanismo desta forma de luta é simples: a greve faz-se para causar prejuízos a quem explora a mais valia do trabalho e não quer fazer um pagamento justo pelo trabalho desenvolvido. Com o andar dos tempos a coisa evoluíu para outras formas e com o desenvolvimento do peso do Estado muitas das greves ( provavelmente a maior parte numa série de países) faz-se contra o próprio Estado. Aqui é que as coisas se complicam - como nesta greve dos professores. A quem prejudica esta greve? Ao Estado? Ou aos alunos em período de exames? Quem perde com a greve? O Estado ou os alunos e as suas famílias? A resposta não é difícil, mas também não é surpreendente.
E que pretendem os professores: que o seu trabalho não seja aferido nem avaliado segundo padrões mais rigorosos (que eventualmente podem ter repercussões nas respectivas carreiras, como acontece em qualquer profissão), e que a idade da reforma fique nos 60 anos.
Tenho o maior respeito por professores. A minha mãe foi professora. Tive grandes professores. Os meus filhos têm alguns bons professores mas têm outros que são erráticos no comportamento, no ensino e avaliação e ne assiduidade: porque hão-de estes - que profissionalmente são piores que outros - não ser penalizados pelas suas falhas?
Estes sindicalistas que impulsionam a greve não dão aulas há anos: são burocratas de um aparelho sindical que quase só tem peso no Estado. Estes sindicalistas vão levar à total perca de influência e descrédito dos sindicatos.Já faltou mais.
Neste triste processo os professores utilizam formas de luta em que os únicos prejudicados são os alunos e ainda por cima numa altura particularmente cruel. Paradoxal, mas verdadeiro. Educadores? Assim, não, de certeza.

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publicado às 08:40

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por falcao, em 20.06.05
PNEUS EM VEZ DE SAPATOS

TRANSPLANTE - Fazer política neste país reduziu-se a um paradoxo: se um homem precisa de sapatos promete-se que em vez disso passará a ter pneus novos; cortam-se-lhes os pés, adaptam-se-lhe umas rodas à tíbia e ao peróneo e depois faz-se o lançamento da inovação – com todos os correspondentes novos impostos de circulação pelo meio. Este é o retrato dos dias que correm.

ANEDOTA – Na net circula uma curiosa anedota, também ela sinal dos tempos. Preconiza a instituição de um «Dia Nacional sem Políticos», uma acção que «visa proibir a circulação de políticos durante um dia inteiro» e da qual se esperam benefícios como «milhares de contos de poupança em ajudas de custo, almoços de trabalho e despesas de representação, um dia sem decisões que custam milhões a quem realmente trabalha, e um dia sem carros oficiais e escoltas a funcionar, o que permitirá fazer aumentar a fluidez do trânsito, poupar combustível e proteger o meio ambiente».

TRANSPARÊNCIA – O Conselho Superior do Audiovisual (CSA), o orgão regulador francês, anunciou a short list de cinco nomes entre os 15 que se candidataram ao lugar de Presidente da estação pública, France Télévision. Repararam no verbo: que se candidataram. Um processo aberto e transparente, em vez de umas negociatas de corredores parlamentares. Os finalistas são Marc Tessier, o actul Presidente; Simone Haldberstadt- Harari, presidente de uma produtora e distribuidora privada; Patrick de Carolis, um jornalista e apresentador/produtor de uma série na France 3; Norbert Balit que tem trablahado em estações públicas e privadas de televisão em França; e José Frèches que vem do sector do publishing e que nos anos 80 esteve ligado à privatização da TF1. Repararam? Todos são profissionais do sector. As entrevistas do CSA com os candidatos decorrem à porta fechada e estão marcadas para dia 4; a decisão será anunciada dia 6.

INJUSTIÇA – Li no «Público» de terça-feira que na sexta-feira passada, há uma semana, morreu no Algarve o artista plástico René Bertholo, membro do célebre grupo KWY onde também estiveram Lourdes de castro, Costa Pinheiro, João Vieira e Christo, por exemplo. Nestes dias de edições especiais, Bertholo não teve chamadas de capa nem honras de depoimentos. E, no entanto, foi dos nossos melhores criadores contemporãneos. Morreu no meio de mortes mais mediáticas: como pode a pintura rivalizar com a política ou a literatura?

ENERGIA – Cadeia financeira na indústria audiovisual norte-americana: as vendas internacionais já ultrapassam as receitas de exibição domésticas e as vendas de DVD tornaram-se na maior fonte de receitas, cerca de 16 mil milhões de dólares em 2004, o dobro das receitas de bilheteira nos Estados Unidos.

OUVIR – Chama-se «Verde» e é obra de um nome desconhecido, Badi Assad, uma cantora, autora, guitarrista e percussionista brasileira. Não se assustem – não sou muito dado às brasileirices musicais mais recentes mas este é um disco invulgarmente simples e cativante. Da primeira vez que o ouvi lembrei-me do «Morte e Vida Severina», editado nos idos de 60 pela «Chant Du Monde», mais tarde refeito por Chico Buarque. A obra de João Cabral de Melo Neto, falava-nos da vida no nordeste brasileiro e é esse mesmo som que enche este disco – essa rara harmonia nascida nessas terras e que tem um intimista poder de sedução. Este «Verde» inclui temas tradicionais, clássicos como o «Asa Branca» de Luiz Gonzaga, versões como «One» dos U2 ou «Implorando» de Toquinho e vários e bons temas originais de Badi Assad. CD Edge, distribuído pela Universal

REMATE - A estação russa TNT, que tem introduzido reality-shows no país, vai produzir uma versão local do formato «O Aprendiz», que na sua versão original norte-americana foi apresentado e protagonizado por Donald Trump. Sinal dos tempos, a feroz competição capitalista chega à televisão russa. O programa local chama-se «O Candidato» e o vencedor terá um emprego com um salário anual superior a um milhão de rublos (cerca de 30 000 euros).

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publicado às 09:47

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