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por falcao, em 27.02.06
O CASO – Há muitos anos que se ouve dizer que a empresa Bragaparques cresceu de uma forma veloz graças a não ter encontrado dificuldades de maior nos seus projectos em Braga e noutras cidades do país. Tem ficado sempre no ar que os negócios são melhores para a empresa do que para as autarquias envolvidas, e tem ficado sempre na dúvida se não terá havido nalguns casos tratamento privilegiado. Como é de dinheiros e de bens públicos que se trata, o elementar é que a Câmara Municipal de Lisboa esclareça este assunto todo sem margem para dúvidas.


O MELHOR DA SEMANA – O blog de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente (www.o-espectro.blogspot.com) tem sido a alegria de quem gosta de pensar no que se passa neste rectângulo à beira mar plantado. Com actualizações frequentes, uma pontaria certeira e um constante humor, O Espectro tornou-se numa referência absolutamente fundamental da blogosfera e numa imperdível leitura diária.


O PIOR DA SEMANA – A absoluta falta de reacção do Presidente da República, do Presidente da Assembleia da República e do Presidente do novo órgão regulador da comunicação social ( e já agora dos seus pares) em relação ao ataque policial ao jornal «24 Horas», em busca da localização de fontes de uma notícia. Com instituições destas, estamos conversados – ainda havemos de ver pior. Lembram-se daquele poema de Brecht que dizia «primeiro vieram e ninguém se importou»? Estamos a caminho da indiferença – e em matéria de liberdades e direitos nada é pior. Mandava o bom senso que, na tomada de posse, o empossado Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social pusesse os pontos nos iis – só para sabermos como isto irá ser.


TRINCAR – Os croquetes com arroz de tomate malandrinho do bar Pedro Quinto, na Rua D.Pedro V nº14, uma casa a cargo do Senhor Juvenal e que combina a intriga política e jornalística com comida honesta fora de horas. Telefone 213 427 842.


OUVIR – Se há discos feitos para acompanhar paixões, «Foreign Land» de Christina Rosenvinge é exactamente o bom exemplo. A produção é simples e escorreita e tem por único objectivo destacar a voz, sublinhar as palavras e deixar respirar canções como «off scream», «king size», «german heart» e sobretudo «submission». Resta dizer que Christina Rosenvinge nasceu em Madrid filha de pais dinamarqueses e está a meio caminho entre os Velvet Underground e Françoise Hardy.


AGENDA – Sai dentro de dias, a 27, o disco estreia dos Cindy Kat, a nova banda de Pedro Oliveira ( a voz da Sétima Legião), Paulo Abelho (Golpe de Estado) e Paulo Eleutério (Comboio Fantasma). Com convidados como Sam The Kid, JP Simões (Bellechase Hotel), Gomo e Pedro Abrunhosa, os Cindy Kat trouxeram os hinos de volta à musica portuguesa, acentuando o valor das palavras e de uma subtil combinação entre ritmos e melodias, muito ao som dos anos 80, como o concerto de apresentação no Lux na passada quarta-feira mostrou – destaque absoluto para «Distância», o tema interpretado com Gomo e para «Polaróide», o single estreia.


LER – A nova edição de um clássico de Marshall McLuhan, «Understanding Media», uma edição crítica e anotada por Terrence Gordon e editada pela Gingko Press. Eu acho que cada membro da nova Entidade Reguladora da Comunicação Social devia receber um livrinho destes e ser estimulado a lê-lo, com teste de perguntas no fim, a ver se perceberam aquilo de que devem tratar.


A NÃO PERDER – O «Obituário Político do Soarismo” por Fátima Bonifácio, na edição de Março da revista «Atlântico».


PERGUNTINHA DA SEMANA – O que vai acontecer ao Galo de Barcelos com a gripe das aves?


BACK TO BASICS – «Posso resistir a tudo, menos à tentação» . Oscar Wilde

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publicado às 11:03

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por falcao, em 27.02.06
ISTO ANDA TUDO LIGADO

O que eu gostava mesmo é que as entidades policiais e judiciais investigassem o tentacular mundo da corrupção na política em vez de investigarem quem são as fontes dos jornalistas; o que eu gostava era de ver uma brigada da judiciária a fazer em sede política o que se atreve a fazer em sede jornalística; o que eu gostava era que vivêssemos numa sociedade onde se procurasse justiça e não apenas perseguição e intimidação.
Na semana passada ficámos a saber que um vereador da autarquia lisboeta reuniu provas de uma tentativa de corrupção por uma empresa de construção que tem, digamos, um registo de influências e situações de excepção nos seus negócios com entidades públicas.
Se for verdade devo dizer que a coisa não me espanta. Já aqui o escrevi uma vez, mas esta é boa altura para recordar: nas décadas mais recentes quem manda na política (e muitas vezes em políticos) é o mundo da construção – seja nas grandes obras públicas, seja nos negócios imobiliários das autarquias.
Basta ver de onde se diz que vêm financiamentos não declarados a campanhas e actividades partidárias, basta ver a impunidade com que construtores se passeiam com autarcas, basta olhar para o desgraçado estado de tantas e tantas cidades, desfiguradas pelos promotores imobiliários em nome do progresso.
Este país tem uma justiça péssima, umas polícias prepotentes e pré-históricas, um sistema de saúde deficiente e um sistema de ensino ineficiente; mas farta-se de construir e de semear betão, infelizmente sem pensar muito no assunto.
Todos os negócios são legítimos – desde que as oportunidades sejam iguais e que a concorrência não seja desvirtuada. O problema é que, à vista desarmada, parece que na construção há mais tráfico de influências que concorrência salutar.

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publicado às 11:02

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por falcao, em 27.02.06
BASTA! - Não sou leitor do «24 Horas» – mas há jornais assim em todo o mundo. Mais: ainda bem que em Portugal também há um «24 Horas». O problema de que o «24 Horas» parece ser acusado não é, na realidade, da responsabilidade do jornal: é de alguém, nos meandros do aparelho judicial, seja na duvidosa Procuradoria da República ou na prepotente Judiciária. Alguém de dentro do sistema deixou escapar o que o sistema queria esconder, houve um jornal que publicou o que obteve – e que por acaso mostra abuso de autoridade. Quem está mal? Certamente não é o jornal. A Judiciária anda a assemelhar-se a uma máquina de perseguição – há sectores dentro dessa polícia que consideram ser esse o caminho. E cá para mim, já que o mundo anda em maré de solidariedades, convém dizer aos esbirros da Judiciária: somos todos do «24 Horas».


PENSAR – Uma das coisas curiosas em toda a envolvente da OPA da Sonae sobre a PT é a simpatia geral, em termos de opinião pública, com a qual esta acção foi recebida. Seja qual for o resultado final este acolhimento simpático ultrapassa o carinho pelo mito de David contra Golias. O que dá que pensar é que a PT, com o seu sistemático desprezo pelos clientes, grangeou ao longo dos anos um clima de antipatia latente que agora explodiu. Por aqui passa um dos grandes problemas da PT.


COMER – Chegou a lampreia, e com ela nascem novas alegrias nesta altura do ano. Desde já sublinho que este é um bom pretexto para revisitar o «Manel» do Parque Mayer, onde o bicho é servido à moda do Minho, com arroz farto e cheio de sabores do animal. O estacionamento é fácil, o serviço é bom, a casa continua a merecer uma visita. Telefone antes, para saber quando há lampreia, 21 346 3167.


LER – Todos os que se interessam por meios de comunicação, e em particular pelos conteúdos jornalísticos, deviam ler o artigo que tem honras de capa na edição de Janeiro/Fevereiro da «Columbia Journalism Review». Sob o título «Há Uma Saída Para Isto?» (Is There A Way Out?), Douglas McCollam aborda a relação entre os accionistas e as empresas detentoras de meios, e o círculo vicioso em que se tem vindo a cair – e que tem produzido maus resultados empresariais e péssimos produtos jornalísticos. Da maneira que as coisas andam cá na terrinha há muita gente que poderia aproveitar bastante de uma leitura atenta deste belíssimo artigo, disponível em www.cjr.org .


OUVIR – No meio das celebrações mozartianas foi reeditada uma das mais brilhantes gravações das suas obras para cravo e piano. Trata-se de uma gravação de 1962, devidamente actualizada em termos tecnológicos, e que mostra a interpretação que Wilhelm Kempff fez , ao piano, de duas Fantasias (397 e 475) e duas Sonatas (331 e 310) de Mozart. Em vez de amontoarem vinte discos coleccionáveis que surgem tipo brinde, comprem este só e ouçam-no repetidamente. Nunca é demais dizer que o espírito humano às vezes se eleva para além do que se poderia imaginar.


VER – «O Livro de Cesário Verde», uma exposição de um livro-objecto do pintor João Vieira, na Galeria Arqué (Avenida Miguel Bombarda 120), até dia 7 de Março.


AGENDA – Dia 23, quinta da próxima semana - depois de ter estado na Tate Modern e na Fundacion Caixa Galicia, inaugura no CCB a exposição sobre a obra da pintora mexicana Frida Kahlo. Imperdível.


PERGUNTINHA DA SEMANA – O Ministro da Justiça dorme feliz e descansado?


BACK TO BASICS – Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

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publicado às 11:01

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por falcao, em 27.02.06
UM PRESIDENTE PARA A HISTÓRIA


Jorge Sampaio vai certamente ficar para a História, mas não pelas melhores razões. O seu segundo mandato é um «case study» de manobra política, de instabilidade, de favoritismo à sua família partidária. O tempo se encarregará de proporcionar a distância, que é a melhor conselheira na elaboração de juízos.

No meio deste unanimismo bajulatório de final de mandato vale a pena recordar três temas: em primeiro lugar a guerra surda de Sampaio com Ferro Rodrigues (cujas razões verdadeiras talvez nunca se descubram) depois do desaparecimento de Guterres, guerra surda que acabou por facilitar a chegada de Durão Barroso ao poder; em segundo lugar a reacção presidencial ao abandono do cargo de Primeiro-Ministro por Durão Barroso e o longuíssimo período de instabilidade e indecisão que se lhe seguiu; em terceiro lugar o facto de nessa altura não ter convocado eleições antecipadas, sendo certo que se na época, Verão de 2004, o PS tivesse ido a votos dificilmente obteria um resultado vitorioso – e a situação político-partidária seria provavelmente muito diferente hoje em dia. Sampaio preferiu esperar e criar clima para a dissolução da Assembleia da República quando Sócrates já tivesse criado as condições mínimas no PS para se poder submeter às urnas.

Mas se na política a instabilidade foi a marca do segundo mandato de Sampaio, na sociedade portuguesa estes anos ficarão marcados pela degradação e descredibilização da justiça, pelo grau zero da confiança dos cidadãos num sistema judicial que cada vez mais se mostra incapaz de investigar e julgar no respeito pelas liberdades e direitos dos cidadãos. Um Presidente que deixa a situação chegar onde chegou ao longo do seu mandato –acabando ele próprio por ser escutado - certamente tem pouco de que se orgulhar.

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publicado às 10:59

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por falcao, em 13.02.06
ESMAGADOR - A transmissão da Superbowl no Domingo passado deu à cadeia de televisão norte-americana ABC uma audiência média de 90,7 milhões de espectadores, um aumento de cinco por cento emr relação ao ano passado.A vitória dos Pittsburgh Steelers sobre os Seattle Seahawks foi vista em 45.85 milhões de casas. Um spot publicitário de 30 segundos num dos intervalos custava 2,5 milhões de dólares (no ano passado o valor era de 2,4 milhões). A cervejeira Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, colocou dez spots ao longo de todo o jogo, que teve os Rolling Stones como convidados musicais.


DIFERENTE – A entidade reguladora britânica de media, Ofcom, anunciou estar a estudar a possibilidade de autorizar o patrocínio integral e exclusivo de canais de rádio e de televisão por uma única entidade comercial. Existem no entanto limitações: entidades proibidas de fazer publicidade nestes media, como o tabaco, não poderão ser patrocinadores. E canais que tenham serviços de noticiários e de actualidades também não podem receber subsídio integral e exclusivo.


BARATO – O site da estação de televisão norte-americana CBS permite que se faça o download dos novos episódios do reality show «Survivor» ao preço de 1.99 dolares por episódio.


PERIGOSO – A ideia de colocar artistas à frente de espaços culturais é mais sinal de atraso e de provincianismo do que de abertura e inteligência. À frente dos espaços culturais devem estar pessoas não directamente envolvidas no processo criativo que é o sujeito principal do espaço que vão gerir. Têm que ser pessoas interessadas e conhecedoras, com uma visão pluridisciplinar e não parte interessada daquilo que será programado. Por isso é que a escolha de António Mega Ferreira para o CCB é muito boa e a de Pedro Burmester para a Casa da Música ou Diogo Infante para o Teatro Maria Matos levanta as maiores dúvidas e reservas. Estes espaços são casas de acolhimento e não devem ser núcleos de produção.


O MELHOR DA SEMANA – Todo o movimento desencadeado pela Sonae em torno da OPA sobre o universo PT. Nos tempos que correm não se pode dar nada por certo e imutável – essa é a grande lição de Belmiro de Azevedo.


O PIOR DA SEMANA – Freitas do Amaral, pela desgraçada e envergonhativa nota em prol do fundamentalismo islâmico.


UMA PERGUNTINHA – O Ministério dos Negócios Estrangeiros mudou de nome e de missão?


DESABAFO - Se Bill Gates visitasse Portugal todas as semanas tínhamos o Governo a tomar medidas positivas constantemente…


APROVEITAR – Este sábado, pelas 16h00, no CCB, o fotógrafo José Maçãs de Carvalho fala sobre a sua obra e o seu universo criativo. Algumas das suas imagens podem ser vistas no mesmo local, na exposição BESphoto.


LER – A história recente da transformação da Lego e da sua entrada no mundo virtual e de alta tecnologia, na edição deste mês da revista norte-americana «Wired» (também disponível em www.wired.com) .


OUVIR – Um grupo de artistas de New Orleans juntou-se depois do furacão e gravou este disco que reflecte a diversidade e a riqueza dos estilos musicais da cidade. É um testemunho de criatividade no meio das ruínas, é uma autêntica história da música da cidade. Inclui participações de Eddie Bo, Carol Fran, Allen Toussaint, Wild Magnólias e da Louisiana Philarmonic Orchestra, entre outros.
CD Elekta Nonesuch/Warner.


PROVAR – O velho e clássico Senhor Sebastião, do Cantinho da Paz, a S.Bento, tomou conta do restaurante da Casa de Goa, perto do Palácio das Necessidades, Calçada do Livramento 17, telefone 219 301 712. Ali se podem provar os petiscos que fizeram a fama do Cantinho, num sítio simpático e onde se estaciona com facilidade.


BACK TO BASICS - A liberdade de cada um termina onde começa a do próximo.

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publicado às 14:45

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por falcao, em 13.02.06
O ESTIMADO CLIENTE


Um inquérito recente a cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal tinha um dado curioso. Interrogados sobre a qualidade dos serviços, a maioria dos inquiridos dizia que esperava que fosse introduzida concorrência no fornecimento de energia eléctrica a particulares para poder deixar de ser cliente da EDP. Percebo bem o problema: para a EDP o estimado cliente serve apenas para pagar as facturas, de preferência pagando adiantado e sem refilar muito. Que a energia falhe, seja instável, que as facturas de estimativa tenham pouca correspondência com a realidade e outros pormenores do género são detalhes de somenos importância.

Nos últimos meses assisto muito interessado à discussão sobre o futuro modelo de governação da EDP e correspondentes alterações na sua administração. Muito curiosamente não vejo ninguém da empresa a preocupar-se com o serviço que é prestado, com a assistência aos clientes.

Dir-me-ão que não é caso único. Pois não, mas curiosamente há uma matriz: os piores casos de desrespeito pelo cliente vêm, na generalidade, de empresas que eram exclusivamente de capitais públicos e que existiam como monopólios estatais na sua área. Quem não tem reclamações da PT e seu universo, da Gás de Portugal e seu rol de subsidiárias, das empresas de fornecimento de águas ou da EDP? Como é que empresas desta dimensão tratam de forma tão má – abusiva mesmo - os seus clientes?

Esta área da atenção dada aos clientes, do equilíbrio dos tarifários, da qualidade do serviço prestado devia ser vigiada e regulada por alguém. José Sócrates bem que podia recuperar para o seu Governo a dinâmica de defesa dos consumidores que teve quando foi Ministro com a tutela dessa área.

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publicado às 14:43

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por falcao, em 05.02.06
Guerra de sexos – Cerca de metade dos 98 milhões de espectadores de um dos maiores eventos desportivos em televisão, a Superbowl, são mulheres, revela um estudo recente. Ora acontece que a publicidade dos intervalos tem sido quase exclusivamente dirigida ao público masculino – mas este ano as coisas vão mudar com os sabonetes Dove e com a Anheuser – Busch, que irá fazer um spot dirigido para as mulheres que gostam de cerveja.


Lojas – A News Corporation de Rupert Murdoch está a desenvolver a sua actividade de colocação de espaço publicitário em 35 000 lojas e, através da News America, está já a assinar contratos, que vão até dois anos de exclusivo pela utilização de todo o espaço de publicidade e promoção de produtos utilizável dentro dos estabelecimentos comerciais afiliados. A operação rende cerca de 300 milhões de dólares por ano à News America.


Record – 2005 foi o ano desta década em que maior número de companhias da lista das 1000 mais da Fortune mudou de CEO. Ao todo foram 129 novas nomeações (entre as quais a HP e a Sony), contra 98 em 2004 e 57 em 2000. A vida média de um CEO no cargo anda agora nos 54 meses, nada mau comparado com os 23 meses de vida média de um responsável de marketing das grandes companhias.


Exemplo irlandês –Novo canal de televisão na Irlanda dentro em breve. Trata-se do Channel 6, resultado do interesse de um conjunto de investidores privados que juntaram 14 milhões de euros para assegurar o capital inicial do canal, que emitirá em sinal aberto, por cabo e satélite, com as receitas provenientes da publicidade. A grelha baseia-se em séries norte-americanas, filmes e entretenimento. O alvo é o público entre os 15 e 35 anos.


Concorrência – A Google que se cuide . A Yahoo News é uma página informativa organizada de forma exemplar (news.yahoo.com), fornecendo o melhor da actualidade mas também reportagens exclusivas e uma ronda por algumas colaborações via blog.


O melhor da semana – a série de medidas de desburocratização anunciadas por José Sócrates. Se se cumprirem num prazo razoável será dos maiores avanços para fazer o país avançar.


O pior da semana – as reportagens patéticas e de poesia de pacotilha a propósito dos nevõezitos de há uns dias atrás.


Para ler – A edição de Fevereiro da revista «Atlântico», a primeira dirigida por Paulo Pinto de Mascarenhas, focada no resultado das presidenciais e com um belíssimo artigo de Rui Ramos muito apropriadamente intitulado «A esquerda já não mora lá». Descubram o resto em qualquer banca de jornais perto de si e em www.revista-atlantico.com .


Para navegar – O recém criado blogue www.o-espectro.blogspot.com , da autoria conjunta de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente. É obrigatório ler todos os dias a prosa – aqui ainda mais solta – de VPV. Se mantiverem o ritmo de escrita dos primeiros dias promete ser dos sítios mais animados da blogosfera.


Para ouvir – O álbum de estreia dos norte-americanos Clap Your Hands Say Yeah , uma banda que cresceu na Internet e que fez um disco onde uma voz que evoca em alguns momentos David Byrne se mistura com influências dos Cure, Smiths e de um bom número de sonoridades dos anos 80. Vale a pena descobrir um álbum que tem canções como «Over And Over Again (Lost & Found) » ou «Upon This Tidal Wave Of Young Blood». Sempre é uma boa alternativa à enchente de Mozart que de repente se abateu sobre nós.


Para beber – A Happy Hour do Bar Garrett, no Bairro Alto Hotel, Largo de Camões. Lisboa ganhou um daqueles sítios onde apetece acabar o dia antes de começar a noite, um bar confortável, com uma decoração irrepreensível, boa música de fundo e uma mezzanine com uns sofás irresistíveis e tentadores.


Uma perguntinha – Como se chama a um entrevistador que escolhe sempre a mesma pessoa para entrevistar e usa sempre o mesmo estilo?


Desabafo – oposição, procura-se.


Back To Basics – Estude o passado se quer saber como vai ser o futuro, Confúcio.

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publicado às 14:13


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