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por falcao, em 24.10.06
SACUDIR ÁGUA DO CAPOTE
Mais do que a essência de trapalhadas da semana passada, o que é curioso é ver como todos os envolvidos da área do Governo tiveram, quando confrontados com protestos, dúvidas ou manifestações de desagrado, a mesma reacção: sacudir a água do capote e atribuir a culpa de todas as situações, da saúde ao preço da electricidade, sempre ao mesmo destinatário: os cidadãos. Foi chocante ver como em todos os casos quer os Ministrios, quer os Secretários de Estado foram rápidos a indentificar o culpado - que nesta estranha novela em que a acção governativa se está a transfiormar tem a particulariedade de se confundir com a vítima.

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publicado às 10:54

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por falcao, em 23.10.06
GEHRY – Em Espanha um dos grandes produtores de vinhos de Rioja, as Bodegas Marqués de Riscal, contrataram o arquitecto Frank Gehry para desenhar e construir no meio dos vinhedos de Elciego uma Cidade do Vinho. Ao lado da antiga e histórica adega, Gehry erigiu um hotel, um spa e um centro de reuniões. O projecto, surpreendente, foi inaugurado a semana passada com a presença dos Reis de Espanha. Notem por favor a diferença com o que se tem passado com o mesmo arquitecto em Portugal e pensem nisto: será o arquitecto mais caro aqui do que lá? Que teremos nós para o desenho do seu projecto aqui não estar sequer terminado enquanto em Espanha já está finalizada a construção? De quem será a culpa?

DESCOBRIR – O novo fenómeno da política norte-americana, o senador Barack Obama, do Illinois, que alguns dizem dever ser o candidato democrata às presidenciais de 2008. Pesquisem o site da Time (www.time.com) e leiam a sua história. Pelo caminho vejam os belos ensaios fotográficos da revista sobre a actual campanha para o senado.

EVITAR – A mais autocrítica exposição de fotografia dos últimos tempos chama-se «Paisagens Inúteis», é da autoria de Augusto Alves da Silva e está exposta na Galeria da Fidelidade, ao Chiado, gerência Culturgest. É preciso ter muita lata para colocar imagens banais, em ampliações gigantescas que apenas fazem da monumentalidade um cenário e uma desculpa para o vazio de criatividade. Puro oportunismo, por mais reflexões e teorizações que se façam – e não têm faltado, claro. Para fazer fotografia não basta usar técnica e ter presunção contextualizante.

VER – As maravilhosas montras da loja Hermès do Chiado, concebidas e desenhadas por Filipe Faísca a partir de flores transformadas e manipuladas.

USAR – O serviço de entregas «noMenu» (que, entre outros, já disponibilizava os petiscos japoneses do restaurante Assuka e os chineses do Tun Fon), passou a incluir as deliciosas sanduíches da «City Sandwich», a resposta do chefe de cozinha do Mezzaluna, Michael Guerrieri, à fast food. Vale a pena ler sobre ele em www.chefguerrieri.com e descobrir a sua história assim como algumas receitas. Em www.no-menu.com escolha do lado direito a opção «sandwich» e estude as possibilidades. Eu experimentei uma deliciosa construção de pão com gambas, agrião, pesto de manjericão com iogurte, mel, mostarda, cebola e tomate. Do menu constam iguarias como beringela panada com molho de tomate e mozarella derretida ou ainda atum com iogurte, aipo, cebola, orégãos e alface. O pão , género chapata comprida, é delicioso e estaladiço, com pouco miolo e boa côdea e obviamente segue a regra da casa: aqui não entra mayonese. Se quiser pode visitar a City Sandwich no Palácio Sotto Mayor (Av Fontes Pereira de Melo) ou na esquina da Joaquim António de Aguiar com a Artilharia Um.

EXPERIMENTAR – Por estes dias abra um dióspiro bem maduro (é a época), tire-lhe a polpa, misture ao de leve gelado de baunilha e polvilhe com canela . É de chorar por mais – as coisas simples são sempre maravilhosas.

OUVIR – Pode parecer estranho, mas funciona: Sting atirou-se à música antiga, canções do século XVII, compostas por John Dowland, e fez um disco contemporâneo que preserva a riqueza da música nos intrumentos de época, mas com uma interpretação vocal herética e apropriada. A execução instrumental é da responsabilidade de Edin Karamazov. Um oásis de criatividade no meio de tanta imitação. Gravação Deutsche Grammophon, CD distribuído por Universal Music.

INSUPORTÁVEL – Ouvir as crónicas de António Peres Metelo, que está transformado num autêntico pregoeiro radiofónico do Ministro Teixeira dos Santos.

PERGUNTAS VADIAS – Como se chama a quem ganha eleições a prometer não aumentar impostos nem cobrar portagens nas Scuts e, depois, chegado ao Governo, desata a fazer tudo ao contrário?

BACK TO BASICS – O idealismo precede a experiência; o cinismo é o passo seguinte – David T. Wolf.

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publicado às 10:46

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por falcao, em 19.10.06
DÚVIDA - Existem duas hipóteses: 1- Quando na campanha eleitoral o PS prometeu não subir os impostos e não cobrar portagens nas SCUT não estava bem informado, não tinha estudado a realidade e não estava preparado para Governar; 2- Quando o PS fez as promessas eleitorais já sabia bem como tudo estava, mas mentiu para ganhar votos, uso e abusou da demagogia para enganar os eleitores e mal se viu no poder passou a fazer o que havia criticado na campanha eleitoral. Entre as duas hipóteses venha o Diabo e escolha.

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publicado às 10:09

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por falcao, em 18.10.06
AUMENTO – As audiências de TV Móvel (emissões para telemóveis) aumentaram 45 por cento no segundo trimestre deste ano, nos Estados Unidos. Existem agora 3,7 milhões de assinantes do serviço e as receitas da TV Móvel aumentaram 86 milhões de dólares no mesmo período. Canais de notícias, previsão do tempo, desporto e humor lideram, por esta ordem, as preferências do público. Em Portugal, na TV Móvel, o humor também conta: os líderes incontestados da RTP Móvel são os sketches dos Gato Fedorento.

GRAVE – O facto de a maior parte da população activa estar na faixa litoral, sobretudo entre Porto e Lisboa, não deve ser motivo de justificação de medidas técnicas, mas sim de séria preocupação política sobre o desenvolvimento do país e a igualdade dos cidadãos. Nos últimos tempos o Governo tem tomado, em nome da racionalidade técnica, uma série de medidas que descriminam o interior em áreas básicas como a educação e a saúde. A gravidade de tal opção vai deixar marcas fundas no país, vai agravar a macrocefalia histórica de Portugal e vai condenar ainda mais o interior ao subdesenvolvimento. O que se está a fazer na área da saúde não é aceitável.

CURIOSO – Os jornais desta semana deram conta da demissão do editor de política nacional da agência Lusa, Nuno Simas. Aqui há algum tempo dei conta nesta coluna do incómodo que começava a existir na agência pela forma como o Director nomeado por este Governo, Luís Miguel Viana, velava pelo que entendia ser a correcção do noticiário político difundido pela agência. Os jornais desta semana diziam que as pressões da Direcção sobre a editoria nacional tinham levado à demissão do seu responsável. A situação veio apenas confirmar que o que se está a passar na Lusa merece a atenção especial da Entidade Reguladora da Comunicação Social – já agora convinha que garantisse o pluralismo e o papel imprescindível que nessa matéria uma agência noticiosa deve ter.

LER – Confesso que gosto de policiais, é um género que me agrada particularmente. Há cerca de um ano recomendei aqui «O Canto da Sereia» do brsaileiro Nelson Motta. Repito a recomendação para o novo livro do autor, «Bandidos e Mocinhas», uma trama de mistério passada em torno da morte de uma actriz de teatro em pleno palco. O enredo é arrebatador, a caracterização de personagens e a forma como se cruzam na história é simplesmente brilhante. Nelson Motta escreve com a acção nas mãos, com uma simplicidade que encanta – como fazia aliás nas saudosas conversas de «Manhattan Connection», do tempo em que se podia ver em Portugal o GNT. Editado pela Palavra, 256 páginas.

OUVIR – Música com ritmo, imprevisível, inconformista: o jazz é isto, não é uma sucessão de harmonias delico doces, como às vezes se pensa hoje em dia. O Quarteto de Branford Marsalis atirou-se ao assunto com arte e devoção e fez um belíssimo disco, «Braggtown», que esta semana me acompanhou nalgumas noites de dúvida, preocupação e decisão. Este é um disco aventureiro e foi uma inspiração. Ao lado do saxofone de Branford Marsalis esá o piano de Joey Calderazzo, o baixo de Eric Revis e a bateria de Jeff «Tain» Watts. CD Marsalis Music, distribuído pela Universal.

EVITAR – As teorizações revisionistas sobre o kitsch em torno das aventuras pirosas de Anne Sofie Von Otter sobre a música dos Abba. Uma grande voz de uma grande intérprete, por melhor que seja, não consegue eliminar a vulgaridade bacoca das canções de Benny Anderson. Os Abba foram o expoente europeu da bubble gum music: mascar e deitar fora. Não há necessidade nenhuma de criar justificações para o injustificável.

PERGUNTA VADIA – Porque é que o o Ministro António Costa ainda não disse se acha bem o comportamento da GNR nos dois incidentes ocorridos na região do Porto nos últimos dias?

BACK TO BASICS – A felicidade resume-se a ser saudável e a ter má memória, Albert Schweitzer.

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publicado às 12:17

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por falcao, em 18.10.06
UM ANO
O balanço deste primeiro ano de actividade da vereação da Cultura - e da política cultural em geral - na Câmara Municipal de Lisboa é um desastre total - pouca iniciativa, falta de cumprimento das promessas, adiamento dos compromissos anunciados e assumidos. Depois de um período inicial de anúncios constantes, passam-se meses sem que nada seja concretizado.
O Parque Mayer continua uma confusão, o destino do Pavilhão de Portugal é um mistério, o Cinema S. Jorge continua a ser aberto sem ter condições de segurança para tal. Do resto nem vale a pena falar - travou-se a maior parte do que existia, mudou-se por mudar, e quase nada se fez.
Mas o mais engraçado de tudo foi a entrevista dada a semana passada por Amaral Lopes à »Visão», em que antecipando-se a balanços inevitavelmente negativos, preferiu assumir-se como incompetente para resolver os problemas que lhe surgem no dia a dia autárquico. Extraordinário, simplesmente extraordinário.

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publicado às 12:17

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por falcao, em 09.10.06
CONHECER – Após um ano de trabalho, o American Press Institute (www.americanpressinstitute.org) divulgou o primeiro estudo sério (93 páginas), feito com o objectivo de ajudar a redefinir e recuperar o sector da imprensa, dos jornais diários em particular. Intitulado «Blueprint For Transformation» e elaborado pela equipa do projecto «Newspaper Next» (www.newspapernext.org) este estudo demonstra que a circulação, audiência e receitas publicitárias dos jornais estão a encolher mais depressa do que a penetração e a publicidade online estão a aumentar. Em todos os casos estudados a receita para a crise foi semelhante: mais proximidade, sites que privilegiem a interacção com os leitores, leitura mais rápida, edições especiais segmentadas. Em resumo as empresas jornalísticas têm que repensar a forma como se organizam, como inovam e como elaboram a sua estratégia. Vale a pena fazer o download.

LUCRO – As cem maiores companhias de media dos Estados Unidos tiveram uma receita global de 268 mil milhões de dólares, com a internet e o cabo no papel de locomotivas de um crescimento de 6,6% em 2005. A maior empresa continua a ser a Time Warner, com receitas de 33,7 mil milhões, bastante à frente da segunda classificada, a Comcast, com 22 mil milhões. O sector da internet significa já 17 mil milhões em publicidade e assinatura de serviços, tornando-se num importante canal de distribuição, mas quem lidera é o cabo com 72 mil milhões.

CONFIANÇA – Um recente inquérito realizado nos Estados Unidos mostra que a maioria dos consumidores de informação (52%) deposita maior confiança nos formatos tradicionais dos media (jornais, revistas, TV e rádio) do que na informação fornecida pelos novos media, como sites, podcasts, blogs e pelo chamado «jornalismo dos cidadãos».

LER – Jeremy Bullmore dirigiu a J. Walter Thompson em Londres de 1976 a 1987 e foi também durante vários anos o presidente da Advertising Association britânica. É dono de um agudo sentido de observação, de um contagiante sentido de humor e de um enorme conhecimento do mercado publicitário. «Apples, Insights and Mad Inventors- an entertaining analysis of modern marketing» é uma compilação de algumas das suas conferências e textos, editada já este ano pela Wiley,e certamente um dos mais entusiasmantes livros sobre esta área que tive oportunidade de ler.

OUVIR- Inesperado, divertido, provocador – três palavras para uma descrição rápida de «Cê», o novo álbum de Caetano Veloso, onde a palavra se joga numa dimensão especial, onde o sexo é tema sempre presente e em que o rock é o veículo de excelência. É, de longe, um dos mais surpreendentes e cativantes discos de Caetano nos últimos anos, bem longe do conformismo papai-mamãe que parecia estar a marcar esta fase mais recente da sua carreira. A ouvir, mesmo. CD Universal

PETISCAR – Fruto de noitadas e de boas companhias dei comigo a especializar-me ultimamente em tostas. Numa das incursões mais recentes por este domínio fiquei deliciado a ensaiar uma tosta de queijo brie com azeitonas e rúcula, em pão saloio, que estava simplesmente delirante. O petisco deixou-se comer numa nova esplanada ribeirinha, na Doca do Bom Sucesso. O local chama-se «À Margem» e além das tostas há chás, refeições mais sérias e copos variados. Telefone 917 824 149.

VER – Lisboa está bem recheada de coisas para ver: (Re)volver, uma colectiva de esculturas, fotografias e instalações na Plataforma Revólver e as pinturas de Manuel Gantes na VPF Creamarte, ambas na Rua da Boavista 84º; a retrospectiva de João Paulo Feliciano na Culturgest; e o estado da nação do fotojornalismo no «World Press Photo», no CCB.

PERGUNTA VADIA – Se o caso de compras vultuosas de acções de um banco pelos seus principais dirigentes a 24 horas do anúncio de uma OPA se passasse nos Estados Unidos, o que aconteceria?

BACK TO BASICS – Um banqueiro é alguém disposto a emprestar o chapéu de chuva num dia de sol, mas que o exige logo de volta aos primeiros sinais de chuvisco. (Mark Twain)

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publicado às 22:00

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por falcao, em 02.10.06
PREÇO – 620 000 dólares é o preço de um spot de 30 segundos no intervalo do show de maior audiência da Fox TV, a versão norte-americana dos «Ídolos». Outros preços: um spot de 30 segundos no intervalo de «Desperate Housewives» nas noites de Domingo na cadeia ABC custa 394 000 dólares e CSI às Quintas na CBS vale 347 000. «Grey’s Anatomy», da ABC, que esta semana derrotou CSI em audiências, valia até agora 344 000.

GOLFE – Em 1996 a Nike assinou um contrato com Tiger Woods, inicialmente só para roupas. Em 1998 a companhia decidiu criar a marca Nike Golf. Em 2000 Tiger Woods começou a jogar com bolas da Nike, mediante mais um contrato, e em 2002 reforçou o seu envolvimento com a marca, jogando a partir dessa data com tacos Nike. Este ano a Nike subiu ao quarto lugar das marcas mais importantes no golfe, uma ascensão meteórica nos oito anos que leva no sector, com uma facturação de 650 milhões de dólares. Mas não é só aqui que eTiger Woods faz «milagres»: a Buick diz que desde que Woods está associado à marca conseguiu diminuir a idade média dos seus clientes em dez anos, um dos seus objectivos face ao envelhecimento da sua clientela. Os contratos de patrocínio de Tiger Woods significam 87 milhões de dólares por ano e envolvem outras marcas como os relógios TAG Heuer e os cartões American Express.

COMPROMISSO – Mais do que as presenças, foram muito notadas algumas ausências na segunda edição do Compromisso Portugal, na semana passada. Mais curioso ainda foi ver o alinhado batalhão de opiniões contra as propostas saídas da reunião. E, ainda mais engraçado, foi notar que depois de vários porta-vozes governamentais, fardados e à paisana, terem arrasado as observações do Compromisso sobre a Função Pública, eis que a própria Comissão oficial nomeada pelo Governo apareceu a dizer coisas, na substância, semelhantes. Não admira que tivesse sido sumariamente despedida.

LISBOA – Tenho muita pena de Lisboa, do estado a que as coisas chegaram, de a Câmara Municipal querer aumentar os encargos de estacionamento residencial para os moradores, em vez de procurar cativar mais gente para viver na cidade. Tenho pena que uns folclóricos tenham posto metade da cidade às escuras com umas capas ridículas nos candeeiros. Tenho pena do caos de obras e da irresponsabilidade geral. Tenho pena de todas as indefinições, como a do futuro do Pavilhão de Portugal. Não gosto de viver numa cidade em que e Assembleia Municipal passa uma sessão inteira (como aconteceu na semana passada) a discutir moções em vez de debater os pontos da Ordem de Trabalhos. Não me agrada que quem vive na cidade seja mal tratado – mas é o que acontece.

LER – Passei os anos 80 a ler a «Face», os anos 90 a ler a «Wired» e agora devoro a «Wallpaper». Não me arrependo: a revista faz dez anos e comemora-os com uma edição especial, de encantar, imperdível e arrasadora.

OUVIR- O tributo a Mozart gravado por Anna Netrebko, Thomas Quasthoff, Bryn Terfel, Elina Garanca e René Pape, que interpretam árias de «Le nozze di Fígaro», «La clemenza di Tito», «Don Giovanni», «Idomeneo», «Die Zauberflute» e «Cosi Fan Tutte», sob a direcção de Cláudio Abbado, Charles Mackerras e Sebastien Weigle. Bem sei que a teoria dos «Best Of» não é coisa que se recomende, mas este tributo a Mozart é a excepção que vale a pena conhecer – arrisque começar o dia assim, com a Netrebko a cantar a «Giunse alfn il momento», das «Bodas de Fígaro». CD «The Mozart Album», edição Deustche Grammophon, Universal Music.

PETISCAR – Um dia destes entrei num sítio simpático para almoçar à procura de qualquer coisa levezinha. Encontrei na lista uma ideia sedutora, Braz de Vegetais, esclareceram-me que era uma espécie de Bacalhau à Braz em que o bacalhau era substituído por legumes, e resolvi experimentar. Resposta rápida da gentil funcionária: « - olhe que vai ficar com fome» . Bem sei que tenho um volume considerável, mas mesmo assim arrisquei. Não me arrependi, «Spazio», Av. Sacadura Cabral 53-B, Lisboa, tel. 21 797 07 60.

PERGUNTA VADIA – Porque é que o Primeiro Ministro não conta como foi a reforma do sistema de pensões que o PSOE promoveu em Espanha há uns anos?

BACK TO BASICS – Existem três géneros de mentiras: as mentiras simples, as maldosas, e as estatísticas. (Benjamin Disraeli).

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publicado às 13:06

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por falcao, em 02.10.06
TENDÊNCIAS - Os principais anunciantes norte-americanos estão a seguir a mesma tendência nos próximos orçamentos de marketing:menos spots de 30 segundos para televisão, mas mais product placement e mais patrocínios de programas. Os novos media começam também a reter somas significativas: a Coca Cola decidiu que 25 milhões de dólares serão investidos nesses novos suportes, seja na Internet, em Digital Vídeo Recorders (DVR’s), Vídeo On Demand (VOD) , jogos ou em sistemas móveis.

DESACELERAÇÃO – A atenção redobrada dada a novos formatos digitais, nomeadamente os que funcionam sobre dispositivos móveis, levou já a Yahoo a prever um abrandamento no crescimento da publicidade on line, que este ano nos Estados Unidos valerá oito mil milhões de dólares, contra 7,2 no ano passado. A Yahoo sozinha é responsável por 1,15 mil milhões de dólares, investidos sobretudo no Yahoo Mail, bem à frente do seu mais directo rival, o MySpace. A quota da Internet no investimento publicitário global nos Estados Unidos deve subir dos 3,7% de 2005 para 8,3% em 2012, segundo previsões divulgadas pela Merril Lynch.

JORNALISMO – A nova campanha publicitária do «New York Times» coloca a tónica num ponto pouco vulgar – a qualidade da reportagem e do jornalismo do diário. O novo slogan é «These Times Demand The Times», e o spot televisivo, filmado na redacção, acaba com a frase: «It’s about the quality of the journalism. Period. End of story.» . A nova campanha substitui a anterior, «Expect The World», que foi utilizada nos anos mais recentes. Os responsáveis de marketing do jornal sublinham que neste período de crise da imprensa, a qualidade do jornalismo e o rigor da reportagem são os valores principais de qualquer marca na área da informação. A edição de Domingo do «New York Times» vende um milhão e seiscentos mil exemplares e oferece sob diversas formas promocionais mais 83 000 exemplares. Números simpáticos.

MULTAS – Parece que uma extraordinária entidade lisboeta que é a EMEL vai alargar o seu poder de passar multas de estacionamento – é a maior declaração da ineficácia e inutilidade dessa coisa bizarra que é a Polícia Municipal e que conta entre as suas prioridades a fiscalização e ordenamento do estacionamento. Lisboa está a ficar uma prepotente que pratica o desrespeito continuado pelos seus residentes, pelos munícipes e onde o abuso de poder é oficialmente estimulado. As novas tarifas e poderes da EMEL são um escândalo, um roubo à mão armada que penaliza quem vive na cidade. Uma vergonha.

UNIVERSIDADE – Os alunos da segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior vão ter que esperar mais de um mês pelas colocações e é mais que certo que muitos alunos com médias altas não conseguirão entrar para os cursos que pretendiam porque na primeira fase houve vagas ocupadas por alunos com médias baixas. Que sistema é este? Que justiça é esta? Que lógica existe?

VER - «Voltar», o novo filme de Pedro Almodóvar. É uma história bizarra à volta de três gerações de mulheres da mesma família, por vezes previsível no enquadramento da obra do autor, mas com algumas soluções de realização inesperadas (alguns enquadramentos, a presença de uma equipa de filmagens na própria acção) , momentos épicos e irresistivelmente divertidos. Alguns diálogos extraordinários e uma interpretação absolutamente magnética de Pénélope Cruz, no papel principal, Raimunda., fazem deste filme uma das melhores propostas para estas noites de fim de Verão e início de Outono.

OUVIR – Regina Belle nasceu em New Jersey e cresceu a ouvir e a cantar gospel e soul. Estudou jazz e opera e na sua carreira cantou ao lado de nomes como Peabo Bryson e Kool & The Gang. «Lazy Afternoon» é um disco editado originalmente em 2004. Fazendo jus ao título, o álbum começa com canções de jazz boas para uma tarde preguiçosa, mas com o andar das faixas vai nascendo uma noite bem quente, com rhythm and blues bem ritmados. Destaque para a interpretação de «Fly Me To The Moon» popularizada por Sinatra e por uma arrebatadora homenagem a Otis Redding com «Try A Little Tenderness».

PERGUNTA VADIA – Porque será que os deputados são considerados pelos eleitores como sendo os políticos com menor credibilidade? (sondagem «Correio da Manhã»).

BACK TO BASICS – Os políticos são sempre o mesmo: prometem construir uma ponte mesmo nos sítios onde não existe nenhum rio –Nikita Khrushchev.

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publicado às 13:05


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