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Cada vez que há um caso na arbitragem, quem perde é o futebol, os seus protagonistas, dos jogadores às equipas, passando por toda uma cadeia de valor (transmissões de televisão, merchandising dos clubes e por aí fora). Falsificar um resultado  é manipular o jogo, tirar-lhe interesse, criar uma ilusão impossível de manter. Já repararam na sucessão de casos que envolvem tentativas de manipulação dos resultados através da compra de árbitros?


 


Analisemos esta situação como se estivéssemos a olhar para um produto: ninguém num mercado aberto sobrevive a resultados falseados, não há consumidores que queiram comprar produtos aldrabados. Mais: não há marca que resista à revelação de que andou a enganar o mercado.


O futebol português tem tido repetidos casos de apitos de diversas cores – sejam dourados ou outros. Para muitas pessoas no futebol vale tudo – em nome do fanatismo. Esse fanatismo cego pode ajudar a disfarçar erros, mas no fim do dia vira-se contra quem usa subornos e pressões em vez de qualidade e eficácia de jogo.


 


Hoje em dia o futebol é uma das maiores formas de entretenimento globais e tem uma capacidade de atrair espectadores para a televisão como poucos outros espectáculos. Mas se fôr baseado em resultados falseados nunca se tornará global, se não tiver uma lógica clara nas decisões da arbitragem, nunca poderá, por exemplo, conquistar o mercado norte-americano. Aqueles que em Portugal falseiam resultados estão a dar cabo da possibilidade de desenvolver uma área importante da indústria do entretenimento. Se calhar é porque pensam apenas em si próprios e em vantagens imediatas e não encaram o que fazem como uma actividade profissional que deve criar marcas, defende-las e gerar resultados – em vez de processos judiciais.


 

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