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LISBOA - O programa de António Costa para Lisboa é transformar uma cidade vivida numa montra perfeita para visitantes, mas incómoda e impossível para quem a habita. Durante o mandato de Costa as condições de vida dos residentes em Lisboa têm-se agravado – na limpeza da cidade, no conforto de circulação, na degradação do piso dos passeios e das ruas. Têm sido feitas muitas obras de fachada mas poucas obras de recuperação, tem sido gasto mais dinheiro em agitação e propaganda (veja-se o caso do Intendente) que num trabalho sério de devolver habitantes à cidade e dar vida a zonas fora do eixo típico-turístico. Devia ser interessante fazer um estudo que avaliasse o custo por utente  das ciclovias construídas pela inspiração do vereador Sá Fernandes. Agora, para além da calamidade de circulação no Terreiro do Paço, começaram as obras da absurda transformação do Marquês do Pombal, que prometem infernizar a vida aos lisboetas. A EMEL, essa instituição que não tem deveres nem obrigações para com os contribuintes de Lisboa e que só gosta de exercer o que entende serem os seus direitos, gaba-se de ter tido lucros à custa do arbítrio e da perseguição, de tarifas inflacionadas, e tenta fazer crer que a prepotência é equivalente de boa gestão. Ao fim destes anos já é evidente que, a António Costa e à sua equipa, não interessa o bem estar de quem vive na cidade e muito menos conseguir mais residentes - interessa apenas o cenário, a fachada, o glamour de festas por tudo e por nada, sempre com uma mascarilha pretensamente popular. Se repararem no que tem sido a actividade festeira ao longo destes dois últimos meses, na maior parte a cargo da EGEAC, poderão constatar uma torrente de desperdício, de programação sem lógica nem sentido, para além do fomentar clientelas de favor, numa preparação de apoios artísticos que se vão estimulando para as próximas autárquicas. Aqueles que, nas anteriores eleições, por omissão e vingança, abriram o caminho a que Costa continuasse a estragar Lisboa terão agora o cenário de uma ampla coligação, onde o PCP é desejado, para continuar as malfeitorias na cidade. Quem semeia ventos, colhe tempestades e Lisboa vai demorar muito a recuperar.


 


OLÍMPICOS – Olhamos para a equipa olímpica portuguesa e a única reacção possível é dizer que parece milagre terem-se conseguido as posições alcançadas. Descobrem-se agora histórias de atletas que tiveram de sair do país para treinar, de outros que só puderam verdadeiramente começar a preparar-se para as olimpíadas a escassos meses do início da prova. Se ainda temos atletas que nos representem, isso deve-se a eles, ao seu esforço individual, à sua força de vontade e muito pouco a apoio oficial, organização e planificação. Os resultados, em modalidades inesperadas, mostram isso mesmo. São um bom sinal da capacidade dos que conseguiram posições de honra e um atestado de amadorismo, no pior sentido, a quem tinha o dever de planear, apoiar, organizar. A selecção nacional de futebol, bem vistas as coisas, no recente Europeu, teve piores resultados que muitos dos nossos atletas olímpicos, apesar de ser constituída por jogadores que treinam todos os dias nas melhores condições, sendo todos eles muito bem pagos. Vai uma diferença para quem trabalha todo o dia e treina quando calha sem grandes condições nem apoios.


 


SEMANADA – Uma em cada seis famílias tem dívidas de crédito de habitação em atraso aos bancos; há mais de 200 famílias por dia a entrar em incumprimento; no primeiro semestre mil empresas deixaram de poder cumprir os seus compromissos com a banca; mais de 500 empresas abrem falência em cada mês; numero de alunos que procuram universidades estrangeiras subiu 140%; o consumo de remédios para o colesterol duplicou nos últimos oito anos; nas facturas de energia o valor da energia propriamente dita é quase tanto como o das alcavalas, subsídios e taxas diversas; nos Estados Unidos estima-se que a quebra de produtividade provocada pelas pessoas que seguiram as transmissões dos Jogos Olímpicos atinja os 650 milhões de dólares; a “Newsweek” publicou a lista dos 101 melhores restaurantes do  mundo – há dez espanhóis e nenhum português.


 


ARCO DA VELHA – Em 220 dias as empresas de transportes já fizeram greve em 189 dias – e dia 15 de Agosto estão em greve seis empresas do sector.


 


VER – Esta semana o destaque é para o site www.nasa.gov, onde podem seguir as peripécias da sonda Curiosity – assim como a sua história e as fotografias que vai enviando.


 


OUVIR – Depois de alguns anos a experimentar formações e colaborações diversas e até de alguns discos a solo, Brad Mehldau regressou este ano ao trio – essa forma simples e eficaz que fez a sua fama. Para além de Brad Mehldau ao piano, aqui estão Larry Grenadier no baixo e Jeff Ballard na bateria. Os três conhecem-se bem de muitos concertos em que tocaram juntos e este regresso a estúdio produziu um bom disco. Ao contrário de registos anteriores, este “Ode” é baseado unicamente em originais do próprio Mehldau, escritos para esta formação em concreto. “Ode” revela uma energia arrebatadora, sempre trabalhando sobre linhas melódicas imaginativas e por isso mesmo é um daqueles discos de jazz incontornáveis. CD Nonesuch, via Amazon.


 


FOLHEAR – Vale a pena comprar a edição de iPad do número especial da revista “Time”, evocativo do 50º aniversário da morte de Marilyn Monroe, que reproduz a edição de 14 de Maio de 1956 daquela revista – precisamente aquela em que Marilyn fez a capa e em que se profetizava uma carreira brilhante. No extenso (e ainda hoje interessante) artigo no interior, a revista utilizou o trabalho de 33 repórteres em 26 cidades, e mais de 100 entrevistas, para descrever a ascensão da actriz e fazer um retrato invulgar e sensível das suas aspirações, no ano em que ela protagonizou o filme “Bus Stop”. É engraçado ver como a revista aparecia nessa altura, é fantástico folhear no iPad as páginas da publicidade desse tempo. E, sobretudo, é curioso ver ali retratada uma Marilyn um pouco diferente, para melhor, do mito que a sua morte criou.


 


PROVAR – Não há muitos restaurantes que se possam gabar de ter uma vista desafogada sobre o Tejo e o mar e de, simultaneamente, terem uma cozinha original e de muita qualidade. Esta semana descobri um sítio assim – no Hotel Solar das Palmeiras, em plena Marginal, antes de Paço de Arcos - onde dantes estava o Cocagne, está agora o Claro!. O nome vem do Chef Vítor Claro. Ao almoço há um menu que vai variando e que oferece uma refeição completa por 24 euros. Ao jantar há duas hipóteses de menus degustação e uma carta com boas sugestões. Na bela noite em que lá fui descobrir a arte de Vítor Claro experimentou-se como entrada um belíssimo presunto de porco preto, muito bem cortado,  acompanhado por finíssimas fatias de melão. A seguir, um lado da mesa ficou com o lombo de veado à general Wellington, que mereceu elogios, e eu fiquei-me por garoupa escalfada, acompanhada por lingueirão, berbigão e mexilhões, numa infusão perfeita, acompanhada de batatinhas mesmo pequeninas e sabiamente salteadas. A carta de vinhos é apropriada e a curiosidade mandou experimentar – com bom resultado - o “Dominó”, branco, um vinho do próprio chefe, oriundo de uma pequena vinha na Serra de São Mamede, a 900 metros de altura. O sítio ajuda, mas a arte de Vítor Claro acrescenta valor. Telefone             214414231      


 


GOSTO –   Da aventura, da ousadia e da tecnologia de quem preparou e levou a sonda Curiosity a Marte.


 


NÃO GOSTO – Das tricas, estados de alma e birras de algumas Fundações e seus dirigentes, depois do relatório que pôs a nu muitos podres do sistema.


 


BACK TO BASICS – A razão pela qual temos dois ouvidos e uma só boca é porque devemos ouvir mais e falar menos – Zeno, filósofo grego


 


 


 


 

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publicado às 15:30



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