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RTP: TEORIA DO DANO COLATERAL

por falcao, em 27.11.12

Na passada semana o Ministro Miguel Relvas, no que foi entendido como uma reprimenda publica ao Conselho de Administração, avisou preferir que a RTP fizesse notícias em vez de ser, ela própria, notícia. Pois passadas 48 horas eis que a RTP se tornou notícia devido à forma como Nuno Santos foi levado a apresentar o seu pedido de demissão de Diretor de Informação, tendo por pano de fundo um comunicado da Administração no mínimo inusitado. Para quem está de fora, a aparência é que na televisão pública se passou mais um golpe palaciano, uma sucessão de conspirações e jogos de corredor que evidenciaram a tentação do abismo em que tantas vezes a RTP se deixa cair. 

 

Para quem tem falta de memória aqui deixo a indicação de que Nuno Santos esteve na fundação de estações de rádio, na fundação da SIC Notícias, e que tem obtido bons resultados nos projetos em que se tem envolvido. Quando há cerca de dois anos foi convidado a dirigir a informação da RTP, substituindo José Alberto Carvalho que tinha ido para a TVI, a ideia foi mal acolhida na RTP por Luis Marinho, um ex-Director de Informação da estação  que foi o único elemento da administração da RTP que se pronunciou contra esse convite. Na sequência da sua posição acabou por sair do Conselho de Administração e foi para Diretor Geral, um cargo que não estava previsto na estrutura da estação de serviço público. Os relatos surgidos mostram que Luis Marinho foi uma peça chave no processo que agora levou ao afastamento de Nuno Santos.

 

Gostava de perceber a razão de fundo que levou a que Nuno Santos fosse levado a demitir-se. Um mau trabalho na informação não foi. Mas havia quem, no Governo, se queixasse de falta de protagonismo nos telejornais. Chama-se, ao sucedido, efeito colateral de uma reprimenda. Ou, como tapar o sol com uma peneira.


(Publicado no diário Metro de hoje)

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publicado às 10:54



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