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Um dos fenómenos que me intriga é a mudança de nomes tradicionais de organismos do Estado. Alguns eram boas marcas, fáceis de memorizar e directamente relacionados com a actividade. Não havia que enganar.Quando se queria saber o estado do tempo ía-se à metereologia e o caso ficava arrumado.


A designação foi popularizada durante anos em apontamentos de previsão metereológica na televisão, na rádio e nos jornais. Técnicos do Instituto de Meteorologia tornaram-se até figuras populares, e respeitadas, graças à televisão.


Pois no ano passado o Instituto de Meteorologia e Geofísica foi transformado em Instituto Português do Mar e da Atmosfera - IPMA. Dificilmente se encontraria um nome tão pomposamente gongórico como este, tão anormal em termos de objecto e de comunicação. E a mudança é coisa para ter custado uns cobres aos contribuintes...


Mas o mais curioso é percorrer os nomes de duas dezenas e meia de instituições europeias semelhantes e descobrir que apenas a nóvel instituição portuguesa omite da sua nomenclatura a palavra meteorologia ou suas abreviaturas. A criatividade dos nossos burocratas não pára de me surpreender. Tornámo-nos assim verdadeiramente um país percursor que faz da meteorologia uma ciência tão oculta que até o seu nome é escondido da designação.


Isto pode parecer um preciosismo, mas não é. O nome das instituições deve ser claro sobre elas e a sua missão, deve ser amigável e claro para os utilizadores, confortável e conveniente para nacionais e estrangeiros. Tudo o que a bizantina designmação IPMA não é.


(Publicado no diário Metro de 22 de Janeiro)

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publicado às 17:57


4 comentários

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De Vento e Chuva a 13.02.2013 às 19:57

Hoje mesmo foi provado o caricato do nome do IPMA: houve um terramoto, fenómeno do âmbito das competências do IPMA. Só não sei se é no mar ou na atmosfera.
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De Ar e Vento a 13.02.2013 às 20:01

Para mim, está na mesma linha do Acordo Ortográfico, e da baixa de exigência no sistema de ensino. Baixar o nível, ou tratar a população como se não tivesse capacidade. Mar e atmosfera já percebemos, é menos complicado. Mas tudo o que se passa no Mar e na Atmosfera são do âmbito deste instituto? É na Terra?
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De Sergio Leal a 31.03.2013 às 18:28

E a pergunta base: Porquê?

Para que é que é preciso mudar os nomes?
Vantagens?
Por muito que dê a volta à cabeça, nada me ocorre.

Até DGV (Direcção Geral de Viação) é mais prático, óbvio, lógico, histórico, etc etc etc, do que IMTT, que até mais parece a sigla de um clube de Todo-o-Terreno (não desfazendo, naturalmente).

Mesmo que alguém ganhe com isso, nem sequer vejo como... alguma gráficazita e empresa de webdesign? ...mesmo assim, como corrupção, soa a pouco para uma mudança tão grande...

Não posso querer que seja simplesmente estupidez ignorante... estaremos assim tão mal?
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De José Lopes a 01.01.2017 às 07:55

Gostaria propor uma petição para termos de volta o lógico e bom nome do nosso velho Instituto Meteorológico. Creio que com o nome actual apenas premiamos a incompetencia de uma ministra que quiz ficar na história pela sua "imaginativa" troca de sigla já que quanto a obra... Caramba, chamemos os bois pelos nomes.

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