Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Vai uma voltinha, Dr. Costa ?

por falcao, em 23.04.13

Hoje vou aqui deixar um convite ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa: venha comigo dar um passeio de moto nas ruas da cidade para ver o estado em que elas estão, para perceber o perigo que os buracos e os pavimentos ondulados representam para os motociclistas. Prometo ir devagar, mas gostava que visse – e sentisse nos solavancos -  o que se passa.

 

O efeito, para os turistas que nos visitam, do desleixo na conservação dos pavimentos da cidade, é péssimo – basta ver o estado calamitoso da Avenida Brasília, junto ao rio, que parece uma pista de todo o terreno. Por todo o lado há exemplos destes – até em pavimentações recentes.

 

Este ano vai haver eleições e qualquer dia começa o regabofe da caça aos votos. Imagino até que inventem umas repavimentações. Mas o importante seria existir um trabalho de manutenção sério, alguém na Câmara que se preocupe em prevenir em vez de ficar imóvel a assistir á degradação da cidade. Já nem falo da sinalização no pavimento, que na maior parte das zonas mal se vê, criando fatores adicionais de perigo.

 

Choca-me  ver que se investe em tanta coisa e na segurança dos cidadãos que circulam em Lisboa se investe tão pouco. Quanto significaria, em melhorias na segurança nas ruas da cidade, o custo das obras sucessivas na rotunda do Marquês de Pombal?

 

Aqueles que por opção preferem andar de motociclo em Lisboa, aliviando o trânsito, a poluição e o estacionamento, são penalizados em comparação com outros lisboetas. São o parente pobre das atenções da autarquia. Há uns 40 anos que circulo em duas rodas na cidade e nunca a vi em tão mau estado como agora. Faz pena.

 

(Publicado no diário metro de  23 de Abril)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:48


2 comentários

Imagem de perfil

De Bernardo Campos Pereira a 23.04.2013 às 21:53

Vai uma voltinha, Manuel Falcão?

Para quem circula há 40 anos em duas rodas na cidade, sugeria que o comentador Manuel Falcão tentasse fazer o mesmo mas sem poluir, sem gastar combustível, sem incomodar os peões e sem fazer barulho, sem motor – venha comigo dar um passeio por Lisboa... de bicicleta. Garantidamente que irá devagar, e que sentirá o que realmente se passa, como nunca viu de moto ou de carro. Verá que de facto, para os turistas o estado da cidade é calamitoso, mas não tanto pelos pavimentos em mau estado como refere, mas pelo comportamento selvagem dos automobilistas e motards que circulam a altas velocidades e ocupam os passeios e espaço urbano com estacionamento abusivo – destruindo o ambiente de uma cidade com potencial para ser uma maravilha. Faz pena.
Sem imagem de perfil

De RF a 24.04.2013 às 02:50

O português tem, realmente, um sentido cívico muito reduzido. Tão reduzido, que dificilmente ultrapassa o comprimento do seu nariz. Se o Manuel Falcão observasse para além da sua protuberância nasal, facilmente se aperceberia que o parente pobre em Lisboa é o peão.

O estacionamento ilegal obstrui e destrói passeios. O excesso de velocidade resulta frequentemente em atropelamentos. A poluição sonora provoca aumentos de stress. A poluição aérea gera doenças respiratórias e cancerígenas.

Mas, o que me espanta, é que peões, somos todos nós. E, dos males acima referidos, provocados tanto por automóveis como por motociclos, sofrem todos os que por Lisboa circulam. No entanto, raramente ouço automobilistas ou motociclistas queixarem-se desses problemas, e reconhecerem que são as suas opções de mobilidade que os causam.

Lá está. O nariz é pequeno e a visão é fraca.

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2005
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2004
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2003
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D