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O consumo de imagens video em dispositivos móveis está a alterar a nossa relação com todo o universo das imagens. Hoje em dia o conceito de televisão começa a separar-se do aparelho que invadiu as casas a partir de meados do século passado. A mudança de hábitos de visionamento passa pelo progressivo afastamento das estações tradicionais, graças à possibilidade de escolha e consumo de conteúdos online. A proliferação de ligações de banda larga veio permitir que empresas como a Netfliz, a Hulu e a Amazon passassem a disponibilizar o acesso a filmes e séries em streaming, em detrimento da programação tradicional dos canais de televisão. Nos Estados Unidos há já 10 milhões de casas que deixaram de assinar TV por cabo ou por satélite e que vêm TV através de banda larga em plataformas de streaming.

Um estudo recente do IAB (interactive Advertising Bureau), que também contemplou Portugal, mostra que  este ano, a nível europeu, há mais 35% de pessoas a verem videos em smartphones e que22% das pessoas afirmam verem menos televisão tradicional em relação ao que faziam há um ano atrás. 60% dos inquiridos admite que tem frequentemente em utilização simultânea dois ecrãs (o da TV e o de um dispositivo móvel). No caso português os conteúdos mais vistos em dispositivos móveis, nomeadamente smartphones, são trailers de filmes e sketches de humor e, só muito depois, aparecem videoclips musicais – uma tendência pouco frequente a nível internacional, onde a música costuma ocupar um lugar mais relevante. Numa outra perspectiva de análise cerca de 60% dos utilizadores de smartphones vê video através do YouTube mas há já 40% que utilizam o Facebook para o mesmo efeito.

Esta nova realidade coloca uma questão importante aos produtores de conteúdos audiovisuais: como promover as suas novas produções? Recentemente o serviço de streaming video da Amazon escolheu o Facebook para fazer o lançamento da sua nova série “Catastrophe”, oferecendo o primeiro episódio gratuito na rede social. A HBO fez o mesmo com duas séries também recentes: “Ballers” e “The Brink”. Até aqui o YouTube era a plataforma que garantia maior visibilidade e audiência aos videos. Mas com as recentes novidades introduzidas no Facebook a sua capacidade de encontrar audiência para os videos está  a aumentar exponencialmente – na realidade o algoritmo do Facebook, com as analogias e a informação que permite utilizar, é mais eficaz a encontrar os destinatários certos de determinado conteúdo – e essa vantagem permite-lhe posicionar-se de maneira diferente já que no YouTube, por eqnauanto, apenas se consegue encontrar o conteúdo por pesquisa.

O que as novas organizações de distribuição de conteúdos video estão a fazer é perceber que já não chega usarem a publicidade convencional nos espaços comerciais das estações de televisão – e por isso estão a tomar a dianteira no rastrear da mudança de comportamento dos consumidores. Se as próprias estações de televisão estão a começara fazer isto, os anunciantes que hoje ainda as utilizam vão rapidamente aperceberem-se das alterações significativas que começam a existir. O mundo está sempre em mudança. E quando as estações de televisão vão á procura de audiências fazendo publicidade online e nas redes sociais, vale a pena começar a pensar no tema.

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publicado às 13:12



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