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Onde nos está a ler? Em casa, no escritório, na rua? Em que dispositivo? A probabilidade de estar a ler estas linhas num tablet ou smartphone é grande e o número de pessoas que usam dispositivos móveis não pára de crescer. Este facto só por si provoca mudanças estrturais nas formas de comunicação, da informação à publicidade. A mudança de hábitos e de comportamentos é mais rápida que nunca.

O mais recente relatório da Anacom, relativo ao segundo trimestre de 2015, indica que em Portugal  62,2% dos telefones móveis já são smartphones, o que significa cerca de 5 milhões de smartphones (no mesmo período do ano passado a percentagem era de 46,4% do total). Ainda segundo o mesmo relatório, 51,8% dos acessos domésticos à internet são feitos a partir de dispositivos móveis (smartphones ou tablets). Por outro lado o acesso à internet de banda larga via dispositivos móveis aumentou 30,5% face ao segundo trimestre de 2014 – ou seja, há 5,2 milhões de utilizadores de banda larga móvel. Finalmente no final do segundo trimestre de 2015 a fibra óptica significava já 20,8% do total das subscrições de cabo, um crescimento de 51% em relação ao início de 2014. Estes números espelham bem como estas transformações atingem o mercado português.

Segundo a eMarketer, no próximo ano, a nível global, o investimento em publicidade em dispositivos móveis vai ultrapassar o investimento em publicidade feita em computadores tradicionais. Todas estas transformações levam a uma conclusão: o mobile não é apenas mais um canal, é uma forma de distribuição e utilização de comunicação completamente diferente. Conseguir estabelecer a comunicação com as pessoas certas para determinado produto passa a ser mais fácil. O crescimento da utilização de dispositivos móveis proporciona a captação de mais dados, mais fiáveis e mais utilizáveis.

Ao empresas de media – desde as que distribuem informação às redes sociais – apuram cada vez mais os dados que obtêm dos seus utilizadores. Para as marcas isto proporciona uma maneira completamente diferente de contactar os seus consumidores. Com a sofisticação na utilização dos dados já não é só a quantidade de contactos que se procura, é sobretudo a sua qualidade. Está a passar o tempo em que a medida fundamentar era o número de clicks. A quantidade está a ser substituída pela qualidade e o futuro é de quem conseguir utilizar os dados por forma a estabelecer uma relação comercial directa entre o consumidor e as marcas. Nesta panorama a integração de dados entre  publishers, agências e as marcas é fundamental para alcançar objectivos concretos. Este é o novo desafio e a nova fronteira da comunicação publicitária. Os pontos de contacto entre marcas e consumidores deixaram de ser uma hipótese abstracta e já são em muitos casos certezas efectivas. E, á medida que cada vez maior número de pessoas está on line permanentemente, mais isso é uma verdade.

 (Publicado na Buzzmedia de 13 de Outubro 2015)

 

 

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