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TRUQUE - Um bom exemplo do que são as novas formas de fazer publicidade aconteceu na noite dos Oscares - o momento em que a apresentadora Ellen deGeneres promoveu uma selfie (fotografia tirada a si própria), que correu mundo e foi um fenómeno impressionante de partilha nas redes sociais. A história que apareceu no dia a seguir é curiosa: durante toda a emissão da entrega dos Oscares, Ellen deGeneres brincou com um telemóvel Samsung Galaxy Note branco que tinha na mão - e foi esse aparelho que ela passou ao actor Bradley Cooper para ele fazer a selfie que correu mundo, ao lado de estrelas como Brad Pitt, Meryl Streep, Kevin Spacey e Jennier Lawrence, para além da própria deGeneres, à sua volta . O momento da selfie foi filmado e emitido na transmissão televisiva e lá está bem visível o logo da Samsung. Acontece que a Samsung investiu cerca de 20 milhões de dolares em spots que passaram nos intervalos da transmissão da entrega dos Oscares deste ano e a presença em palco do Galaxy fazia parte do pacote negociado. Mas a marca não se ficou por aí e preparou a sua presença em ecrã, desde pessoas que o usavam na passadeira vermelha a fazer fotografias e a filmar, até ao momento da selfie. Segundo o “Wall Street Journal” a selfie terá sido ideia de Ellen deGeneres, mas a cadeia ABC, detentora dos diretos da transmissão e comercialização da publicidade, sugeriu que ela o fizesse com um Samsung Galaxy Note, e responsáveis da Samsung estiveram nos ensaios e ensinar Ellen deGeneres a familizar-se com o aparelho para que na altura certa o pudesse utilziar de forma bem visível. Na realidade o selfie não foi uma coisa espontânea, foi um product placement bem pensado e trabalhado que deu um enorme retorno à marca coreana. A foto foi retweetada quase três milhões de vezes na segunda feira à tarde e a Samsung chegou a ser mencionada 900 vezes por minuto nas redes sociais durante esse espaço de tempo. É impossível quantificar o valor que isto significa - mas excede em muito aquilo que foi pago pelos spots exibidos nos intervalos da emissão.




SEMANADA - Existem 36 câmaras municipais em risco de falir pela segunda vez, mesmo depois dos mil milhões de euros do programa de apoio à economia local, desenhado pelo Governo para ajudar os municípios a pagar dívidas aos fornecedores; por causa do mau tempo alguns municípios adiaram os corsos de carnaval para depois da quaresma, para domingo que vem; “as coisas estão feitas, só não as ouve quem não quer” - disse Fernando Tordo, sobre a falta de audiência para as suas obras gravadas, na mesma entrevista em que afirmou que receber o emblema de 75 anos de sócio do Benfica é um dos seus projectos de vida; a PSP admitiu que o consumo de álcool por agentes durante a anterior manifestação de polícias foi a principal causa dos problemas ocorridos frente à Assembleia da República;  no início desta semana, o Ministro da Administração Interna terá perguntado ao director nacional da PSP se a polícia tinha agora condições para evitar incidentes semelhantes aos da última manifestação; em Portugal, em 206, seremos apenas sete milhões de pessoas se a evolução demográfica continuar ao ritmo actual; as vendas de automóveis aumentaram 44,3% em Fevereiro; este Governo criou 208 grupos de trabalho em dois anos e meio e, desses,  há 58 grupos que não divulgaram relatórios.

 

ARCO DA VELHA - As empresas cotadas na bolsa com ligações a ex-governantes e dirigentes partdiários têm quase o triplo do volume de negócios das restantes e 47% dos políticos que integram orgãos sociais das empresas cotadas passaram por um Governo.

 

FOLHEAR - A edição de Março da revista “Monocle” é dedicada à Itália e um dos artigos mais engraçados mostra-nos cinco pessoas que  estão a provocar mudanças importantes - desde um banqueiro que criou um funbdo de auxílio a pequenos negócios, até à mulher que saíu do Banco de Itália para dirigir a RAI e provocar uma revolução no operador de serviço público de televisão, passando por novos talentos na área do design e até política e que estão alterar os padrões existentes. Mas este artigo é apenas o cartão de visita e o aperitivo de uma edição que percorre algumas cidades italianas, os artesãos de Nápoles, que indica dez áreas de excelência nas quais a Itália contínua a ser líder, passando por exemplos a seguir na indústria, nos media e na cultura - e na área dos media o destaque vai para esse fenómeno que é a Gazzetta dello Sport, o jornal italiano mais lido - que na opinião de Andrea Monti, o seu Director, é não apenas um jornal mas uma organização noticiosa multi plataforma. Claro que não faltam referências a algumas das grandes marcas italianas, assim como se recomendam percursos de viagens, restaurantes e lojas diversas. Se planeia ir em breve a Itália, vale bem a pena ler esta edição antes, para fugir ao óbvio e procurar o que pode ser mais interessante.

 

VER - No espaço BES Arte & Finança, no Marquês do Pombal, até 15 de Abril, vale a pena visitar a exposição “Amar as Diferenças”, de Michelangelo Pistoletto e Marco Martins. Com curadoria do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, a exposiçãoé fruto de uma parceria entre o cineasta Marco Martins e o artista Michelangelo Pistolette. Esta é a primeira apresentação deste projecto multidisciplinar, na realidade uma instalação entre o cinema e as artes plásticas.  São apresentadas obras de Michelangelo Pistoletto exibidas em diversos museus internacionais e, em simultâneo, é projectado ininterruptamente o filme criado por Marco Martins que já esteve em exibição no Museu do Louvre, DOC Lisboa, Festival Internacional de Cinema de Roma e a Arte Fiera, de Bolonha. Poder ver em Lisboa obras de Pistoletto, ainda por cima num contexto de cruzamento com o trabalho de um cineasta português, é um momento raro, que infelizmente tem passado algo despercebido. A exposição, que conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, estará patente ao público de segunda a sexta, das 9h às 19h, até ao dia 15 de abril.

 

OUVIR - A Deutsche Grammophon resolveu juntar numa só edição, em duplo CD, as gravações feitas, em diversos momentos, por Lang Lang, um dos mais aclamados pianistas contemporâneos, das obras de Sergei Rahmaninov, um expoente do romantismo russo. Este duplo CD reúne edições originais de 2005 da própria Deutsche Grammophon e de 2001, da Telarc,. No primeiro disco, da DG, estão o Concerto para piano nº2, a célebre Rapsódia Paganini (gravada ao vivo em 2004 com a orquestra do Mariinsky Theatre dirigida por Valery Gergiev), e a terminar  o “Trio Élégiaque” em que Lang Lang é acompanhado por Vadim Repin no violino e por Mischa Meisky no violoncelo. O Concerto para piano nº3 e a Sonata para piano nº2, estes últimos que integravam a gravação da Telarc, foram gravados ao vivo respectivamente no Royal Albert Hall e no Seijio Ozawa Hall. Todas estas gravações, aqui reunidas pela primeira vez na mesma edição, são uma prova do virtuosismo e da capacidade de interpretação de Lang Lang.

 

PROVAR - Vão proliferando as cervejas artesanais, sobretudo oriundas do norte de Portugal. Depois da estimada cerveja Sovina, já aqui comentada há uns meses, surgiu mais recentemente, no Minho, a “letra” (www.cervejaletra.pt) . O nome vem do facto de as diversas variedade serem identificadas por uma letra: a A é uma Weiss, de maltes de trigo e cevada, a B é uma Pilsner, de Cevada; a C é a Stout, de maltes de cevada, trigo e chocolate torrado e a D é uma Red Ale, à base de Cevada e Cristal. Provei a A e a B, ambas aromáticas, de sabor cheio e envolvente. Prefiro a Pilsner, mais leve, mas igualmente saborosa e intensa. Os métodos de fabrico são artesanais, os ingredientes são 100% naturais.

 

DIXIT - “Como na salada dos pais do imortal Basílio, o acordo foi mexido por uns cegos e temperado por uns loucos” - Vasco Graça Moura, a propósito do acordo ortográfico.

 

GOSTO - A previsão meteorológica aponta para temperaturas de 20º no fim de semana.

 

NÃO GOSTO - Uma em cada três mulheres da União Europeia é vítima de violência.

 

BACK TO BASICS - Há quem diga que o tempo muda as coisas, mas a verdade é que somos nós que temos que provocar essas mudanças - Andy Warhol

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