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IAB é uma sigla que quer dizer Interactive Advertising Bureau. A organização, que entretanto se espalhou por todo o mundo,  nasceu em 1996 nos Estados Unidos e agrupa empresas líder no sector da media, da tecnologia e da publicidade, que têm a responsabilidade de planear, concretizar e optimizar campanhas de publicidade e acções de marketing digitais. Nos Estados Unidos 86% da publicidade online passa por entidades associadas ao IAB – uma organização de refência que avalia e recomenda standards, métricas e procedimentos e que desenvolve investigação relacionada com a publicidade interactiva. Um dos objectivos da organização é proporcionar o desenvolvimento das empresas associadas, implementando programas de formação e estimulando a difusão do conhecimento sobre todo este universo junto de anunciantes, editores e companhias de Media, agências e toda a comunidade empresarial que tenha pontos de contacto com a publicidade online.

 

O IAB tem criado secções nacionais nos vários continentes e na Europa existe já em mais de duas dezenas de países. Em Portugal a sua formalização foi efectuada em 2013 - mas apenas no início deste ano teve o seu primeiro evento, uma Conferência inaugural – passaram portanto dois anos entre a sua constituição e o seu primeiro sinal público de vida. Infelizmente, e ao contrário do que se esperava, esse primeiro evento não teve desenvolvimentos concretos a nível de actividades que permitam que os objectivos enunciados a nível internacional pelo IAB se concretizem aqui. O contraste com a actividade do IAB Espanha é enorme – o espanhol realiza frequentemente acções de informação e de formação, tem uma actividade constante e regular de acompanhamento da indústria, obviamente através de meios digitais como o Facebook por exemplo (www.facebook.com/iabspain) .  Uma pesquisa rápida no Google e no Facebook não detecta presença online do IAB Portugal – o que é no mínimo um paradoxo: temos uma associação dedicada ao incremento da publicidade digital que não tem presença online. O IAB Portugal existe legalmente há dois anos, há cerca de seis meses foi reconhecido pelo IAB internacional mas a sua actividade prática é praticamente nula e nem sequer os seus estatutos são cumpridos - a Assembleia Geral, que se devia ter realizado até 31 de Março, ainda não foi convocada à data em que escrevo.

 

Numa época em que assistimos a enormes transformações na forma de ver televisão ou na utilização de multiecrãs, dados tão simples como os que o IAB internacional publica regularmente não são seguidos de forma sistemática em Portugal, como por exemplo este - www.iab.net/changingtv . Numa altura em que existem tantas questões relevantes – desde a compra programática até às métricas a utilizar, passando por normas de conduta, até à alteração de padrões de consumo dos Media,  a inexistência de uma actividade continuada, coerente e assertiva do IAB em Portugal é penalizadora para o desenvolvimento da indústria, quer a nível dos Media, quer das agências de meios, quer dos anunciantes. Os meus votos sinceros vão no sentido de que se consiga que o IAB em Portugal tenha num futuro próximo a actividade e a relevância que tem conseguido atingir nas mais de duas dezenas de países europeus onde também existe. Assim como está é que faz muito pouco sentido.

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publicado às 10:08


2 comentários

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De Paulo Lourenço a 14.09.2015 às 17:18

Boa tarde,

Chamo-me Paulo Lourenço e sou docente de Marketing numa das escolas do Politécnico de Leiria;
escrevo-lhe porque estando hoje a vaguear pela Net à procura de resolver o mistério de uma coisa que se devia chamar "IAB Portugal" mas que não consigo encontrar em lado nenhum, dei de caras com este post seu no Esquina do Rio de Abril onde falava disso mesmo. Envio-lhe este comentário pois não tenho acesso ao seu endereço de email, claro.

Como professor, e estando hoje em dia sujeito a uma imensa pressão para me manter actualizado num mundo em que tudo muda de uma semana para a outra, já usei algum material do IAB Espana para me informar, actualizar e partilhar com alunos. Fico "roidinho" por não ter acesso a alguns dos seminários e workshops que promovem, e quando percebi que ia haver um IAB Portugal fiquei entusiasmado. Realmente, parece que a ideia morreu, não sei porquê. Não percebi também porque é que a ideia foi apadrinhada pela APAN (!) e não por uma associação de agências.

Em todo o caso, para não perder mais o seu tempo, adesejava apenas saber se o Manuel teria algumas informações mais actuais sobre o que se passa com o IAB, se sempre avança ou não.

Agradeço-lhe desde já o seu tempo, e espero que o seu post não tenha caído em "olhos moucos", porque precisamos mesmo muito, profissionais e ensino, de coisas como o IAB.

Com os melhores cumprimentos,
Paulo L
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De João Filipe Caeiro a 23.09.2015 às 16:39

O iAB Portugal não vai servir para nada, assim como não serve nos outros países, uma vez que os padrões de medição definidos por eles já provaram que não servem e nunca reuniram consenso, sobretudo, na indústria digital.

O IAB Internacional ganha dinheiro com a abertura dos IABs por esse mundo fora. É este o objectivo que eles esperam conseguir com a "representação" do IAB Portugal. O resto, eles esperam que quem cá esteja faça o trabalho de casa, algo que ainda, como muito bem refere, não se percebeu.

O IAB Portugal não devia ter nascido a partir de um conjunto de "amigos" que representam agências, mas sim a partir de uma entidade totalmente independente e que possa funcionar sem influência directa do mercado. Alguém que, realmente, queira mudar o paradigma da medição dos meios.

Até lá vamos continuar a assistir a seminários, workshops e outros "beberetes" que não servem para nada.

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