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FANTASIA - Às vezes a política não é uma encenação, mas é raro tal acontecer; às vezes a política consegue ser coerente, mas não é nada frequente; às vezes os políticos são sinceros, mas não é costume. A semana que agora acabou foi pródiga em tudo isto. Por momentos parecia um ensaio de bailado entre Passos Coelho e Seguro - só que ambos escorregavam e caíam, sem conseguirem completar os movimentos. Na época da comunicação digital, o Primeiro Ministro e o líder do maior partido da oposição correspondem-se por carta para criar um ambiente de romance - uma coisa para inglês ver, melhor dizendo para troika observar. Nesta última semana não houve dia em que Passos e Seguro não falassem. Falaram demais - dias de cacofonia, de simulações e de muito poucos actos. Até a cena final - a conferência de imprensa matinal de quinta-feira, depois da dramatização de um Conselho de Ministros ao longo da madrugada, foi um triste espectáculo de vazio, uma ilusão de óptica. No fim da conferência de imprensa fiquei com a certeza que a troika vai saber, antes dos cidadãos, os cortes orçamentais que não foram revelados. Fecho os olhos e imagino tudo isto como se fosse um filme: o Governo retocou-se, escolheu uma nova maquilhagem, até fez um casting interessante para novos personagens. Mas mesmo bons actores podem aparecer em maus filmes, quando o realizador falha o seu serviço e o produtor está apenas interessado em tapar as evidências de que as coisas não vão bem. Olho para o Governo e tenho a sensação de que estou a ver um filme que é uma produção falhada, um filme que ultrapassou o orçamento, falhou a história, um filme onde os actores não se entendem e realizador e produtor não conseguem concretizar o projecto. Vítor Gaspar falhou estrondosamente no orçamento de produçāo, e Passos Coelho é um realizador que deixa a história degradar-se, por causa das dificuldades do produtor, e que nāo consegue dirigir os seus actores. Espero que nunca se candidatem a um subsídio à produção de cinema.


SEMANADA - Pinto da Costa anunciou ir avançar para o 13º mandato no FCP; Paulo Portas ainda não confirmou se vai ser candidato à liderança do CDS-PP;  George Soros defendeu uma zona Euro sem a Alemanha; Miguel Relvas renunciou ao cargo de Deputado na sequência da sua saída do Governo; o Governo foi retocado; António José Seguro foi reeleito líder do PS com 96,53% dos votos expressos; o Secretário Geral do Parlamento demitiu-se ao fim de 10 meses na função por questões relacionadas com o controlo das despesas dos partidos; a Assembleia da República tem pago o funcionamento da Comissão Nacional de Eleições e dos seus funcionários à margem das normas legais; trabalhadores com salários em atraso triplicaram em 2012; Mário Soares, falando sobre a situação presente, avisou Cavaco que, “por menos, houve o regicídio” que matou D. Carlos; no início da sua actuação em Portugal a troika previa uma taxa de desemprego de 13,5%, agora a previsão já vai em 18,5%; a procura por novos automóveis caiu 9,8% no primeiro trimestre em toda a Europa e em Portugal aumentou 2,7%; na Alemanha nasceu um partido político cujo programa defende o fim do Euro; várias empresas públicas perderam mais de três mil milhões de euros com contratações de produtos financeiros de risco - entre elas as dos Metropolitanos de Lisboa e Porto, que, juntas,  perderam dois mil milhões de euros a brincarem à especulação financeira.


ARCO DA VELHA -  A ASAE só detectou 12 infracções de menores a beber em locais públicos em 2012.


VER - No Museu Berardo, no CCB, está patente mais uma edição do  BES Photo: quatro exposições de outros tantos autores, num critério de escolha que continua polémico. Dois dos escolhidos - Pedro Motta e Sofia Borges - são brasileiros e usam apenas a fotografia como vago suporte de manipulações, não se entendendo de todo o sentido da sua presença, ainda por cima com ambos num mesmo registo pós-fotográfico. O português Albano da Silva Pereira, que ganhou reputação a fazer os Encontros de Fotografia de Coimbra, mostra fotografias da sua vida de viajante, intercaladas com recordações, numa montagem que evoca um “cabinet d’artiste” encenado como um caderno de viagem e com um recurso, desnecessário, a um video. Resta o moçambicano Filipe Branquinho, o único a apresentar uma ideia fotográfica, que como ele próprio refere, evoca o trabalho de Ricardo Rangel ou José Cabral, nomes maiores da fotografia do seu país. Tenho desde há muito grande dificuldade em compreender os critérios do BES Photo, que insiste em misturar meios e processos que usam apenas a fixação da imagem fotográfica como uma das etapas do processo, em detrimento do registo da forma de ver. O estreito corredor onde os trabalhos de Filipe Branquinho estão presentes vale uma deslocação ao CCB. E, noutro registo, as memórias de Albano da Silva Pereira introduzem um espírito coleccionista que remete para a descoberta e a memória.


FOLHEAR - Enquanto não chega a nova encomenda, de Primavera, tenho nas mãos a edição de Inverno de 2012 da “Aperture”, uma revista que se edita quatro vezes por ano, destinada a mostrar os caminhos da fotografia, fundada por Minor White e que pertence à Aperture Foundation, de Nova York. A “Aperture” é a minha maneira de me manter ligado ao que se faz, aos melhores trabalhos no campo da fotografia. É, de alguma maneira,  a minha galeria privada de fotografia que, graças à Amazon, recebo em casa. Vive da imagem fotográfica e não liga muito às modas passageiras. Sinto que os curadores que, por cá, vivem dos equívocos de imagens de jogos florais têm pouco interesse nesta publicação, até porque contraria o pensamento dominante por estas bandas. Nesta edição gostei muito dos retratos da holandesa Rineke Dijkstra, do trabalho, algo revivalista, de Alec Soth em busca dos subúrbios num misto de técnica datada e factos contemporâneos, e das paisagens urbanas de Tim Davis. Mas a peça de reflexão é um excelente trabalho sobre cinco livros de fotografia que marcam a história da América, feitos por Walker Evans, Robert Frank, Joel Sternfeld, Jacob Holdt e Doug Rickard. Dei por mim a pensar que, por cá, muito pouco trabalho, como o que está em qualquer destes livros, foi feito e editado.


OUVIR- José James podia ser considerado simplesmente um músico de jazz. Mas vale a pena pensar que a música soul que lhe corre nas veias e impulsiona a voz é de facto o seu toque diferenciador, mesmo quando ronda o hip-hop. Neste seu novo álbum, “No Beginning, No End”, o primeiro para a Blue Note, ele deixa de lado sonoridades mais electrónicas do trabalho anterior, “Blackmagic” e percorre arranjos mais acústicos e, de alguma forma, mais genuínos e o efeito final é mais intimista, mais intenso. Temas como “Trouble”, “Vanguard”, “No Beginning, No End”, “Tomorrow” ou a versão de “Come To My Door” com Emily King, são provas do talento de José James. E razões mais que suficientes para ouvir este disco.


PROVAR - Há uma razão líquida para ir ao Vélocité Café na Duque de Ávila - é a cerveja artesanal “Sovina”, na variedade Bock. Combina muito bem com o hamburguer de bacalhau com, aioli em pão pita, uma das especialidades da casa. Outra é o prego em bolo de caco de alfarroba e uma outra é a tosta de broa de milho com pasta de chouriço. A lista é razoavelmente extensa, enmtre saladas e snacks e alguns pratos do dia, muitas vezes com uma opção vegetariana. Se gosta de cerveja não hesite em provar esta “Sovina”, feita no Porto e ainda uma raridade em Lisboa. Tem um paladar único - e apesar dos seus 7,5 graus de alcool, o que exige prudência, é de uma grande leveza. O estabelecimento onde tudo isto se passa é um misto de restaurante e cafetaria com oficina de bicicletas, loja de acessórios e, claro, também de diversos modelos de bicicletas para várias idades. Boa decoração, boa onda, bom espaço e, ainda por cima uma cozinha simples mas bem cuidada. Para os adeptos do petisco a tábua de queijos com doces da estação é também uma boa experiência e ao fim de semana há brunch. O Vélocité Café fica na  Avenida Duque de Ávila 120, mesmo ao pé da ciclovia, e tem o telefone 213 545 252.


DIXIT - Paulo Portas sabe mais de táctica sózinho que a direcção do PSD por atacado - José Eduardo Martins


GOSTO- Código do processo civil vai dar prazo máximo de 30 dias a juízes para proferirem sentenças


NÂO GOSTO - Três dos quatro bancos que tiveram ajuda do Estado reduziram mais o crédito às empresas do que a média do sector.


BACK TO BASICS -  A invocação da necessidade é o argumento mais utilizado para se justificar a limitação da liberdade -William Pitt


(Publicado dia 19 de Abril no Jornal de Negócios)

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publicado às 15:53

CULTURA - Não sou dos que embandeira em arco com a gestão de Manuel Maria Carrilho no Ministério da Cultura. Acho que fala bem, escreve melhor, lê muito, pensa razoável, mas o balanço concreto do seu mandato, promessas e fogo de artifício à parte, é, de facto, escasso em obra feita. Mas também reconheço que o texto que colocou a debate no PS sobre política cultural, e que esta semana foi divulgado na imprensa, é uma análise lúcida da realidade e do triste estado a que o seu partido deixou chegar as coisas. Infelizmente bem sei que em matéria de política cultural o PSD é praticamente inexistente, o que somado à forma como o PS de Sócrates tem gerido a área, deixa as maiores reservas para o futuro. Quanto mais não seja o texto de Carrilho é bom, precisamente para que fora do PS se reflicta sobre o que se deve fazer nesta área. 

 


 


DESPORTO – Em Portugal deixou há muito de haver verdade desportiva no futebol e as histórias relatadas de corruptelas com árbitros sucedem-se - alguns a troco de dinheiro, outros de prendas, mais alguns a troco de favores sexuais. A única forma de devolver a moralidade ao jogo é punir os erros, porque se vamos à procura de processos judiciais e de provas acabamos naquilo a que a justiça portuguesa já nos habituou – o crime compensa. A Liga Portuguesa de Futebol tem a responsabilidade de criar um sistema que avalie o que se passa. E deve pensar, como noutras modalidades,  que o recurso ao vídeo-árbitro é melhor forma de evitar as tentações e os enganos e de identificar os erros. A partir daí a Liga só pode encarar a punição dos erros dos árbitros como a única solução para moralizar o espectáculo desportivo.  

 


 


MANIPULAÇÃO - O funcionamento da Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) levanta cada vez mais dúvidas – desde a forma como a maioria dos seus membros analisou e eliminou as propostas concorrentes ao quinto canal, passando pelo papel de putativo censor de serviço (como no caso da TVI), quase nada funciona em termos transparentes e isentos. Dotada de um orçamento generoso e excessivo, pago pelas audiências e pelos operadores do sector (excesso que se vê bem nas contas que apresenta), a ERC devia ser escrutinada com rigor e cuidado pelo Parlamento. Mal nascida de raiz, fruto de um acordo politiqueiro, a ERC é o exemplo acabado dos perigos da manipulação política e da ineficácia do Parlamento como órgão de controlo deste tipo de entidades. Na realidade o mais certo seria rever a utilidade da própria ERC tal como ela está. 

 


 


VER – No Museu Berardo, CCB, a exposição dos três finalistas da edição 2008 do BES PHOTO. O prémio tem gerado polémica ao longo dos anos, com um júri atreito mais a modas do que à abordagem da fotografia. Os três finalistas representam opções bem diversas: Luís Palma explora a contemplação, um naturalismo de inspiração pictórica algo óbvio mas muito em voga; Edgar Martins aborda a fotografia pelo lado da manipulação da imagem, com um resultado previsível, muito «arty» e politicamente correcto; e André Gomes surpreende pelo trabalho de concepção de narrativa e pela poética de «O Livro de Ângela», naquela que é, eventualmente, a mais conseguida utilização da fotografia como forma de expressão e criação patente nesta edição do BES Photo. 

 


 


VER II – De entre as exposições em galerias lisboetas destaco a individual de José Pedro Croft na Galeria Filomena Soares (Rua da Manutenção 80, a Xabregas, terça a sábado entre as 10 e as 20 horas). Croft apresenta desenhos, esculturas de chão e esculturas de parece em ferro zincado, colorido.  As esculturas de parede, que são talvez a zona mais interessante da exposição, elas como que partem dos desenhos, formando um círculo de cumplicidades. É verdadeiramente uma mostra de equilíbrio e coerência. 

 


 


LER – Continuo fanático da revista mensal «Monocle», confesso que tenho pena de não ter ouvido a conferência do seu director, Tyler Brulé, quando esteve recentemente em Lisboa, numa visita pouco divulgada. Na edição de Abril da «Monocle», entre muitos outros temas, destaque para uma entrevista com Bernard-Henri Levy, um artigo sobre o maior jornal do mundo, o japonês «Yomiuri Shibun» e uma multidão de pequenas e preciosas notas sobre o que vai acontecendo por esse mundo fora – a «Monocle» nos tempos que correm é acima de tudo um remédio contra a crise: afinal há coisas boas e que funcionam. 

 


 


OUVIR – Molly Johnson é uma cantora canadiana, com uma voz de invulgar sentido rítmico. O seu novo disco, «Lucky» é uma selecção bem escolhida de standards de jazz em interpretações swingantes e cheias de energia. O quarteto que a acompanha está à altura e ajuda a fazer deste disco uma preciosidade. CD Verve/ Universal. 

 


 


PETISCAR – Há cerca de quarto anos o chefe Hardev Walia decidiu mudar-se de Londres para Lisboa e dar a conhecer aos alfacinhas prazeres desconhecidos da cozinha indiana. Mestre na arte de escolher as especiarias e fazer o tempero, chamou ao seu restaurante «Tamarind», um fruto tão exótico e delicioso como as receitas que Hardev Walia prepara. A sala é pequena, colorida e tranquilizante – à noite reservar é prudente. Existe um menu de almoço com quatro escolhas, a bom preço, e, à noite,  independentemente da carta, vale a pena perguntar ao chefe o que ele propõe. Os seus conselhos são de seguir – se acha que um caril de grão é uma coisa estranha, perca o receio e escolha chana masala; mesmo que não seja grande apreciador de borrego não hesite no rogan josh – nunca provou nada assim. O pão Nan de alho é extraordinário, os molhos de entrada são bem condimentados e para sobremesa peça o gelado de pistacchio com doce de cenoura quente ou a mousse de chocolate com queijo e natas, acompanhada de palitos de gengibre – arrebatador. Restaurante Tamarind, Rua da Glória 43-45, tel. 213 466 080. 


 


 


 


BACK TO BASICS – O desporto não serve para criar carácter, apenas para revelar o que existe  - Knute Rockne 

 

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publicado às 17:28

Sobre os problemas da imprensa

por falcao, em 19.04.08

(publicado no Jornal de Negócios de 18 de Abril)



PÉSSIMO – A total falta de bom senso do PSD, os disparates que alguns dos seus dirigentes dizem quando falam de comunicação, a completa falta de pudor em querer manipular e interferir em processos de decisão editoriais, fazendo de questões pessoais factos políticos. Muito maus factos políticos. 


MAU – O panorama geral que o mais recente estudo sobre audiência de imprensa apresenta é o da quase generalizada descida de influência da imprensa de circulação paga, nomeadamente dos chamados jornais de referência generalistas. Independentemente dos efeitos do desenvolvimento tecnológico e da repercussão das edições digitais, existe um problema editorial que leva a que as audiências não se fixem nestes jornais, apesar do esforço de marketing que fazem. Um jornal é suposto ser como uma pessoa que nos é próxima, com personalidade definida, que ofereça algo de diferente, que surpreenda. Quando as agendas político-partidárias continuam a ocupar grande parte dos recursos humanos e técnicos das redacções (em conferências de imprensa, palestras, inaugurações fictícias, cerimónias de lançamento e outras basbaquices diversas), o resultado é que grande parte do noticiário é forçosamente igual; depois entra-se num círculo fechado em que o mesmo facto gera as mesmas notícias e, ainda por cima, um surto de comentários sobre o mesmo assunto. É o jornalismo umbilical, apenas suplantado pelo que é feito, sentado à secretária, a atender telefonemas, com recados e supostas notícias – esta semana é disso bom exemplo o lamentável caso da edição digital do «Expresso» sobre Pinto da Costa. Esta redução de facto do universo da realidade é um condicionamento da informação que vem alegremente sendo feito pelos agentes políticos (Governo, órgãos de soberania, partidos, etc) e que vem sendo suicidariamente aceite pelos responsáveis editoriais. Os casos de sucesso, que escapam à descida ou menos a sofrem, são os que se especializam, criam agendas próprias, contextualizam a informação, procuram noticiário de proximidade, não misturam noticiário com opinião e sabem separar a influência dos lobbies e das fontes, do trabalho de reportagem e de edição. Não são as pessoas que não querem ler jornais – há é jornais que oferecem pouco de interessante para as pessoas lerem. Enquanto a questão não fôr encarada de frente as audiências continuarão a cair e as receitas, de publicidade e da venda, continuarão igualmente a cair. 



OUVIR – Mari Boine é uma norueguesa que conseguiu encontrar uma forma de misturar o jazz com a música popular da sua terra natal, a Lapónia, criando ambientes misteriosos e envolventes. O seu mais recente disco, o segundo volume de remisturas, chama-se «It Ain’t Necessarily Evil» e inclui o tema do filme « The Kautokeiko Rebellion». Boine é vocalista e baterista e a sua música parte de uma base rítmica forte com vocalizações onde as palavras entrm pouco mas os sons e expressões contam muito. É uma ponto de encontro de influências étnicas, jazzisticas e até rock. CD Universal Music. 


LER – Na edição de Abril da revista «Monocle» um óptimo artigo sobre Cabo Verde e a cidade da Praia. Na mesma edição um excelente artigo sobre a proliferação de canais noticiosos de televisão levanta a questão de saber se estes canais são de facto de informação ou, se se destinam a fazer propaganda dos seus financiadores. Muito oportuno. 



VER – Até 8 de Junho, uma exposição imperdível no Centro de Artes Visuais de Coimbra, do artista belga Michael Borremans, que tem explorado o desenho, a pintura, a fotografia e o vídeo. Intitulada «Weight» esta mostra é surpreendente e inquietante, resulta de uma colaboração entre o Centro de Artes Visuais e o De Appel Arts Centre de Amesterdão, e pode ser vista nas instalações do CAV, Pátio da Inquisição 10, Coimbra, de terça a Domingo entre as 14 e as 19h00. 


PETISCAR – O restaurante Praia da Luz, no Porto, em plena Avenida do Brasil. Uma boa esplanada com serviço simpático e descontraído, com ofertas que incluem um rosbife honestíssimo e uma simpática lasanha de legumes. www.praiadaluz.pt , 226173234. Tudo se passa em frente ao mar, em frente ao mar a sério, sem outro horizonte à vista que não seja água. 



PENSAR – O prémio de fotografia do BES está em risco de se tornar numa anedota que tem pouco a ver com a fotografia. Alexandre Pomar, no seu blogue (www.alexandrepomar.typepad.com), ataca a questão de frente: «O que foram defeitos iniciais do BES Photo (presença no júri de selecção dos programadores dos artistas nomeados, junção de veteranos e novos) e outros defeitos não corrigidos (amálgama de fotógrafos-artistas com artistas que se servem da fotografia, velha e difícil questão que se deve usar com prudência; sucessivas recusas de participação) deu lugar à ausência  de justificação para as nomeações e, por consequência, uma confrangedora inanidade.» Leiam que vale a pena. 


BACK TO BASICS – Os jornais não devem ter amigos – Joseph Pulitzer. 

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publicado às 11:56


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