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INFLUENCIAR  - Como se influencia um político? Como se força um político? Como se manobra a opinião pública? Até onde se pode ir? A resposta a estas questões pode ser vista em “Miss Sloane”, um “thriller” político, passado em Washington, estreado em Portugal na semana passada, realizado por John Madden e que tem Jessica Chastain, fabulosa, no papel principal - o de Elisabeth Sloane, uma lobista habituada a casos difíceis. Usando as palavras de Miss Sloane, fazer lóbi é prever o que pode acontecer, antecipar o movimento dos adversários e tomar medidas para os contrariar, é conseguir ficar à frente de quem se quer derrotar, é conseguir surpreender os inimigos sem nunca se deixar surpreender por eles. Isto é a bíblia de Elisabeth Sloane e é seguindo-a que ela vence, custe o que custar. Contra as mentiras dos políticos ela usa o que pode para provocar o seu descrédito. Se há políticos trapaceiros e que entram em esquemas, não será justo usar todos os recursos contra eles, mesmo os que podem ser ilegais? Como se combate a falta de ética na política? Seguindo a ética ou contornando-a? Estas são as grandes questões que este filme deixa e são estas questões as que, um pouco por todo o lado, se colocam hoje aos eleitores, que cada vez mais perdem a confiança em políticos que deixam os princípios de lado em nome de tácticas. O filme é poderoso e dá um retrato vil da política. Não é ficção, é a realidade e foram os próprios políticos que o criaram. Há quem diga que este filme é o melhor retrato já feito do que se passa em Washington. E,  arrisco  dizer, também em outras cidades, de outros continentes e de outros países.

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SEMANADA - “Vaticanum”, de José Rodrigues dos Santos, foi o livro mais vendido em Portugal em 2016, com perto de de 90 mil exemplares; outro livro do mesmo autor, “O Pavilhão Púrpura”,  está entre os dez mais vendidos; José Rodrigues dos Santos já ultrapassou os 2,2 milhões de livros vendidos em Portugal no total da sua obra e no estrangeiro vendeu cerca de um milhão; “Sentir”, a biografia de Cristina Ferreira, vendeu cerca de 85 mil exemplares; o primeiro volume da “Bíblia”, na tradução de Frederico Lourenço, vendeu cerca de 20 mil exemplares ; medidas do simplex derraparam e mais de 70% estão por concluir; 98% dos alunos formados da Escola Náutica vão trabalhar para o estrangeiro já que a marinha mercante portuguesa foi praticamente extinta; Portugal vai ter mais 40 novos hotéis este ano, metade dos quais em Lisboa; as temperaturas extremas, de frio ou calor, matam em Portugal, em média por ano, 1500 pessoas; o MAAT teve 150 mil visitantes desde que abriu em outubro passado; foram feitos cortes de 34,5 milhões de euros nos principais hospitais do serviço Nacional de Saúde; ao mesmo tempo foi anunciado que o Ministério da Saúde planeia investir este ano 204 milhões em novas infraestruturas e equipamentos no sul do país; nas últimas semanas o Governo prometeu abrir linhas de crédito para sectores específicos cujo valor total é de centenas de milhões de euros - mais um aumento de dívida; o Bareme Internet da Marktest estima em 3,7 milhões o número de portugueses que usam a Internet para ouvir música.

 

ARCO DA VELHA - No meio da confusão existente o acordo de concertação social não foi firmado numa cerimónia, como é usual, mas através da recolha apressada de assinaturas porta a porta junto de cada um dos subscritores, por um motorista do Governo, enquanto no Parlamento o Primeiro Ministro já o dava por assinado antes mesmo do périplo dos autógrafos terminar.

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FOLHEAR - “Luanda, de acordo com o que Mary Kingsley escreveu em 1899, não era apenas a cidade mais bela da África Ocidental, era a única cidade da África Ocidental” - assim começa o delicioso capítulo “A Cultura Urbana na Cidade de Luanda” do livro “Breve História da Angola Moderna”, de David Birmingham, um historiador britânico, da Universidade de Kent. Birmingham escreveu vários livros sobre a história de Portugal e da presença dos portugueses em África, nomeadamente em Angola, e esta obra incide sobre o período entre 1820 e o início do século XXI. O autor detalha a evolução social, económica e política de Angola, incluindo episódios históricos como a tentativa de ali criar uma nação judaica em finais do século XIX e princípio do século XX - houve até uma proposta nesse sentido apresentada no Parlamento português em 1912. A Guerra Colonial, a Guerra Civil e a posterior evolução do regime até ao final da primeira década deste século, são épocas abordadas, com numerosos episódios e relatos de acontecimentos pouco conhecidos. É uma visão curiosa, distante da visão portuguesa, e que por isso mesmo é um complemento de informação que vale a pena conhecer. Edição Guerra & Paz.

 

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VER - Confesso-me um fã da obra de Cecília Costa - aprecio o seu traço, a ironia misturada com enigma, provocação e mistério que retrata nos seus desenhos. Tem, além de um estilo, uma atitude - e isso é muito patente em “Longing”, a sua nova exposição que inaugurou esta semana na galeria Baginski (Rua Capitão Leitão 51, no Beato, até 25 de Fevereiro). Nesta exposição, surpreendente, Cecília Costa provoca ligações entre as instalações que concebeu e os seus desenhos, intervindo sobre objectos do quotidiano, reformulando-os e redefinindo-lhes as funções - mesmo que sejam tão efémeros como um cubo de gelo que se vai dissolvendo. Voz certeira disse-me na inauguração que Cecília Costa “põe cuidado em coisas simples”. É isso que faz a diferença da sua obra. Outras sugestões - No Museu do Chiado pode agora ver a recente exposição do Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, que retoma a pintura de Amadeo de Souza-Cardoso, à época surpreendente e polémica, mostrada pela primeira vez em Fevereiro de 1917. Na Escola Superior de Comunicação Social está uma curiosa exposição intitulada “A Propaganda eleitoral nas eleições presidenciais dos EUA - 2016” que reúne espólio da colecção de José Pacheco Pereira e que, além de material das eleições que deram a vitória a Trump, mostra peças de propaganda política desde os anos 30.

 

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OUVIR - O piano, nos vários géneros musicais, é um dos instrumentos de que mais gosto e gravações de piano ocupam lugar de destaque na minha colecção de discos. No jazz contemporâneo há um pianista que há anos me seduz, Brad Mehldau - seja nas suas formações tradicionais de trio, seja nas suas incursões a solo ou, mais recentemente, em duetos. “Nearness”, editado no final de 2016, regista uma selecção de gravações efectuadas durante uma digressão europeia de um duo constituído pelo saxofonista Joshua Redman e Brad Mehldau, ambos amigos e colaboradores de longa data. Aliás Mehldau começou a sua carreira como pianista do quarteto de Redman, no início dos anos 90 e depois ambos trabalharam juntos em diversas ocasiões -  na realidade um e outro estão entre os músicos de jazz mais marcantes da sua geração. Neste disco pegam em temas clássicos como”Ornithology” de Charlie Parker, “In Walker Bud” de Thelonius Monk ou “The Nearness Of You”, de Hoagy Carmichael e Ned Washington e usam-nos para dar uma lição de improvisaçao e de cumplicidade. Temas originais como “Old West” (de Mehldau) ou  "Mehlsancholy Mode", de Redman, mostram também a sua criatividade como compositores. “Nearness”, de Joshua Redman e Brad Mehldau, edição Nonesuch, no Spotify.

 

PROVAR -   O chef argentino Chakall ganhou notoriedade em Portugal, primeiro com a sua cozinha que na altura parecia exótica, e, depois,  com os seus programas de televisão e com mais de uma dezena de livros. Construíu uma personagem onde a exuberância, o colorido das roupas e um constante turbante fazem a sua imagem de marca - certamente fruto da  experiência ganha como jornalista no início da sua carreira profissional. Felizmente, para além da construção da marca, Chakall tem colocado nos vários restaurantes por onde passou um traço de boa cozinha, bom serviço e um honesto compromisso entre qualidade e preço. Há cerca de um ano mudou-se para Marvila, para um dos antigos armazéns da firma de vinhos Abel Pereira da Fonseca, na Praça David Leandro da Silva, num espaço enorme onde pode acolher grandes grupos e eventos, mas onde também pode servir com atenção mesas de duas ou quatro pessoas- o El Bulo Social Club. Há um menu especial de almoço e ao jantar uma carta onde as influências do seu país de origem são notórias. A decoração é exuberante, tão colorida e marcante como o visual do próprio Chef. Há evidentemente evocações bem argentinas como papas rellenas, empanadas argentinas ou um original parafuso - o nome dado a um prego de ojo de bife de 200 gramas servido em bolo do caco e acompanhado por batata frita

A opção numa recente visita foi por um duo de ceviche (de peixe branco e atum) e depois por cannelloni de osso buco. Ambos estavam muito bons mas o ceviche merece destaque pela qualidade do tempero e preparação. A refeição terminou com um crumble de maçãs verdes. A lista de vinhos é comedida na variedade, mas a preços razoáveis. Volta e meia tocam-se e dançam-se tangos. Encerra ao Domingo  e segunda-feira (telefone 218619027)218619027

 

DIXIT -   “Tenho dificuldade em aceitar que o meu partido vote ao lado de quem nunca valorizou a concertação social” - carta aberta de Silva Peneda a Passos Coelho a propósito da nova posição do PSD sobre a TSU.

 

GOSTO - Do novo museu da Casa da Moeda - é virtual, está online e pode ser visto em www.museucasadamoeda.pt

 

NÃO GOSTO - Em Portugal ainda há quatro mil crianças que não são vacinadas todos os anos por resistência das famílias.

 

BACK TO BASICS - “O homem é por natureza um animal político e a natureza não faz nada sem sentido” - Aristóteles



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publicado às 13:30

FÁBULA - Era uma vez um senhor chamado António que queria muito mandar em tudo. O senhor António tinha sido eleito para presidente da junta da sua terra, mas gostava mais de outro lugar onde mandasse mais. Nas eleições da sua terra tinha jurado a pés juntos que mandar nas ruas e ruelas da terrinha era mesmo o que ele queria e prometia dali não sair. Mas manhoso como é, e já a pensar na sua tropelia seguinte, o senhor António tinha posto como seu braço direito o senhor Fernando. O senhor Fernando não percebia nada das coisas da terrinha, mas ninguém se importava com isso, muito menos o senhor António. A seguir ao senhor Fernando vinha o senhor Manuel, que já tinha sido o braço direito do senhor António, mas que não era do mesmo clube. e por isso teve que ficar um bocadinho para trás. O senhor Manuel quando se olhava ao espelho pensava-se o Marquês do Pombal e tinha como desejo reconstruir a sua terrinha. Esperto, percebeu logo que o senhor António se queria ir embora e sabia que o senhor Fernando percebia pouco das coisas que interessavam. De maneira que viu uma oportunidade de, não mandando no papel, ser ele a mandar por interposta pessoa. Quando o senhor António se foi embora da terrinha deixou os problemas nas mãos do senhor Fernando que, aflito, se virou para o senhor Manuel e pediu ajuda. O senhor Manuel sorriu, esfregou as mãos de contente, virou-se para o espelho e disse: “agora é que vai ser”. E, assim começou paulatinamente a destruir a terrinha, para depois a reconstruir à sua maneira, como o velho Marquês tinha feito depois de um terramoto. Como agora não havia terramoto, o senhor Manuel encheu o peito de ar e disse: “terramoto eu serei”. O senhor Manuel odiava carros e quem os usava. Para ele a terrinha devia ser como um bibelot - muito certinha, guardada numa redoma, de preferência sem utilizadores. Imaginou logo um esquema: os habitantes da terrinha íam ter obras com fartura que demorassem muito tempo, para andarem pouco pelas ruas; haviam de não poder andar nos seus carritos de uma ponta à outra, por dentro da terrinha - se quisessem que fossem por uma das estradas do lado de fora da redoma, para não sujar o bibelot - assim as visitas escusavam de ver quem vivia na terra. Os indígenas - como o senhor Manuel lhes chamava - demoravam mais tempo e sentiam incómodo? -  “Paciência” - rangia o senhor Manuel, dizendo entre dentes: “se não gostam, que vão morar para outro sítio”. No meio disto o senhor Fernando julgava que estava tudo como ele queria e foi-se até convencendo que o que se passava era da sua lavra. Nunca percebeu que a única coisa que fazia era dizer que sim ao senhor Manuel. Ufano, o senhor Fernando foi pondo notícias nos jornais a explicar que, mesmo não parecendo, o presidente da junta era ele. O senhor Manuel sentava-se ao lado de uma das valas que esventrava as ruas e agarrava-se à barriga , de tanto rir, enquanto lia páginas e páginas da gazeta da terra a falar com o senhor Fernando.

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SEMANADA - Até Março venderam-se mais de 205 carros por dia, a antecipar a subida de impostos; o FMI pediu um reforço da austeridade; Angola pediu assistência ao FMI exactamente cinco anos depois de Portugal o ter feito; esta semana os prazos constitucionais atingiram o ponto a partir do qual o novo Presidente da República recuperou o poder de dissolução da Assembleia da República; Mário Draghi participou no Conselho de Estado, o primeiro convocado por Marcelo Rebelo de Sousa; na comissão parlamentar de inquérito apurou-se que o Banco de Portugal desaconselhou a resolução do Banif 15 dias antes de a aplicar; em Portugal, no ano de 2015 saíram para offshores 2,25 milhões de euros por dia; o numero de emigrantes portugueses que são licenciados triplicou no último ano; José Sócrates acusou o Ministério Público de fazer terrorismo de Estado; cerca de mil contribuintes por dia pedem ajuda para preencherem o IRS; 16 militantes do PS de Coimbra foram suspensos por terem falsificado fichas de inscrição no partido; do 1º ao 4º ano há mais de 94 mil alunos em turmas que têm, em simultâneo, vários anos de escolaridade diferentes; os orçamentos das universidades e institutos politécnicos vão perder 57 milhões de euros face ao que tinha sido inscrito no Orçamento de Estado para este ano; António Costa quer dar às secretas acesso a dados dos telemóveis.

 

ARCO DA VELHA - Em Vila do Conde foi assaltada uma ourivesaria que fica ao lado de uma esquadra da PSP.

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FOLHEAR - António Caeiro é um jornalista português que viveu na China muitos anos e já escreveu vários livros sobre as relações luso-chinesas : “Pela China Dentro - Uma Viagem de 12 anos”, “Novas Coisas da China- Mudo, logo existo” e, agora, “Peregrinação Vermelha - O Longo Caminho Até Pequim”. Como António Caeiro faz notar, “Portugal foi um dos países europeus onde o comunismo chinês teve mais adeptos e parte da sua actual elite foi maoísta durante a juventude”. Este novo livro é uma história dessa atracção e dos contactos entre Portugal e a China vermelha. Como o autor relata, durante três décadas, até 1979, Portugal e a China não tiveram relações diplomáticas mas os contactos “secretos, clandestinos ou oficiosos” nunca foram interrompidos - o que em parte se explica pela presença em Macau e pelo facto de nenhum dos dois países e regimes considerar o território uma colónia. O livro conta uma sucessão de histórias, algumas quase aventuras e “agarra” os leitores do princípio ao fim - há muita coisa que se descobre e aprende nestas páginas que evocam muitas conversas tidas pelo autor ao longo dos anos. Numa altura em que a China volta a estar no centro do Mundo e em que tanto se fala da presença chinesa em Portugal, aqui está uma boa forma de conhecer melhor a história da relação entre os dois países. (Edição D. Quixote/ Leya).

 

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VER - Vou começar com uma sugestão no Porto, na Galeria Pedro Oliveira - a exposição de Cecília Costa. A exposição agrupa vários desenhos a óleo, outros a fita cola e carvão e duas esculturas de madeira, na realidade duas propostas de mesas transfiguradas - uma delas com livros e outra com uma esfera de aço polido (na imagem). Sob o título “Força Fraca”, Cecília Costa combina figuras geométricas com as suas mesas alteradas - até 21 de Maio. Do Porto passamos para Coimbra onde, no  Centro de Artes Visuais (CAV) está a exposição “O Coração da Ciência”, que sob a curadoria de Albano da Silva Pereira reúne até 12 de Junho fotografias de Álvaro Rosendo, Candida Hofer, Joan Fontcuberta, Joel Peter Witkin, Jorge Molder e Paul Den Hollander, entre outros. Em Lisboa, destaque para “Linhas de Diálogo”, uma exposição que no Espaço Novo Banco, Praça Marquês do pombal, em Lisboa, apresenta uma selecção de obras das colecções de fotografia da Fundação Coca Cola Espanha e da Colecção Novo Banco (ex-BES), que, sabe-se agora, está à venda por força do que aconteceu à instituição bancária - é considerada uma das mais importantes colecções de fotografia contemporânea europeias. E, a terminar, na sala de exposições da Torre do Tombo com “Livros de Muitas Cores” onde podem ser vistas fotografioas de escritores portugueses feitas por Luísa Ferreira em 1997 e 2000 para os pavilhões de Portugal na Feira do Livro de Frankfurt e no Salão do Livro de Paris.

 

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OUVIR - A 13 de Abril de 1965 a histórica sala do Olympia de Paris acolhia, pela primeira vez, um digressão de alguns dos maiores artistas da etiqueta discográfica que pôs a música soul nas bocas do mundo - a Tamla Motown. Nessa noite, em Paris, actuaram Steveie Wonder, The Supremes, The Miracles, Martha (Reeves) & The Vandellas e Earl Van Dike and The Soul Brothers: The Tamla Motown Show. Paris tinha acolhido anos antes o jazz norte-americano e recebia de braços abertos a soul music. A sala do Olympia estava cheia (ao contrário do que tinha acontecido dias antes nos concertos em Londres). A editora decidiu gravar o concerto e o resultado foi um LP que fez história “Motortown Revue in Paris”. 40 anos depois eis que surge uma edição em CD duplo que agrupa três dezenas de temas cantados nessa noite, 12 dos quais surgem agora em disco pela primeira vez. “Motortown Review In Paris” é um duplo CD com edição especial da Tamla, distribuído em Portugal por Universal Music.

 

PROVAR -  Cheio de hesitações entrei na Mexicana um dia destes à hora de almoço. Pedir um bife três pimentas, muito mal passado, com ovo estrelado e batata frita é um teste a qualquer local. Em primeiro lugar ver se a carne é de boa qualidade - em segundo lugar ver se de facto veio mal passado mas saboroso da pimenta e do tempero, ter a certeza que tenha sido frito e não grelhado com  molho depois adicionado por cima; outro ponto importante - que o bife, apesar de mal passado venha quente e que não esteja frio de frigorífico no meio (já me aconteceu numa das casas do cozinheiro Vitor Sobral); em terceiro lugar desejar que o molho não seja parecido com restos de um galão, destruindo todo o sabor; verificar ainda que o ovo venha estrelado e não recozido e, finalmente que as batatas estejam fritas e estaladiças e não espapaçadas e moles. Pois então tenho a dizer que gostei do bife na renovada Mexicana. A rematar o café estava bom, sem vir queimado e o pastel de nata recomenda-se. A sala do fundo, do restaurante, está com mais luz, mais limpa, a mobilia foi bem restaurada, os painéis estão fantásticos. Nem mesmo os balcões frigoríficos da entrada me escandalizaram. Acho que a Mexicana se salvou de aparência e de conteúdo- Há um mix de empregados antigos e novos, o serviço está mais atento e simpático. Dentro de pouco tempo vai abrir uma taberna, vocacionada para os petiscos. Hei-de lá ir experimentá-la. E à Mexicana voltarei quando por lá passar de novo. Avenida Guerra Junqueiro 30C, à Praça de Londres, telefone 218 486 117.

 

DIXIT - “Estamos a criar um império europeu em Bruxelas, guiado pela Alemanha” - João Ferreira do Amaral.

 

GOSTO - Da inauguração do novo equipamento cultural de Coimbra, o Convento de S. Francisco, que pretende ser um pólo de atracção de públicos de toda a região Centro.

 

NÃO GOSTO - Do que significa um Ministro que ameaça fisicamente quem o critica, como João Soares fez a Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente.

 

BACK TO BASICS - Aprendi a usar a palavra “impossível” com o maior dos cuidados - Von Braun.





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