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DESRESPEITO - O ar que Medina respira vem-lhe soprado pela falta de oposição que tem na Câmara Municipal de Lisboa e pelo desrespeito que mostra para com os habitantes da cidade. Com o PSD desaparecido em parte incerta praticamente desde o início do mandato, se não fosse João Gonçalves Pereira do PP, as tropelias de Salgado & Medina passariam quase incólumes entre os vereadores. Ambos vocacionaram a cidade para ser um albergue em vez de ser vivida pelos seus, As medidas de fundo que tomam são da esfera da maquilhagem e da cirurgia plástica aplicada ao alcatrão. Sistematicamente ignoram o bem estar e os interesses de quem vive no centro da cidade e mostram-se mais preocupados em beneficiar os que vêm de fora, seja por um fim de semana ou todos os dias. Se a oposição, para se mostrar, está à espera que as flores dos canteiros plantados à pressa desabrochem na primavera e iludam os incautos, a coisa não vai correr bem.  A Lisboa de Medina é artificial, asséptica, sem vida nem calor, um lindo jardim para ser passeio de visitantes ocasionais e um inferno para quem cá vive. Quererá Medina que a cidade fique ainda mais desertificada e perca ainda mais habitantes? O destino de uma cidade como Lisboa não pode ser traçado por quem não se preocupa em a deixar viver e gosta mais de compôr cenários do que em resolver problemas.

 

SEMANADA -  O número de turistas chineses a visitar Portugal tem aumentado, registando-se no início deste ano um acréscimo de 44% face ao mesmo período do ano passado; a média das compras efectuadas por cada turista chinês é de 600 euros; em Outubro, 36% das páginas dos sites auditados pela Marktest foram acedidas através de equipamentos móveis e 64% através de PC’s; a dívida dos quatro maiores grupos de mídia portugueses ascende a 470 milhões de euros; a receita das câmaras municipais com taxas e impostos em 2015 alcançou o valor mais alto da última década; Cascais é o município onde os impostos e taxas têm maior peso na receita; a zona do Chiado subiu no ranking das zonas mais caras do Mundo e está agora na 34ª posição de uma lista liderada pela 5ª Avenida, de Nova Iorque; as famílias portugueses viram o prazo de pagamento do subsídio parental aumentar em média para dois meses; a dívida pública portuguesa bateu um novo recorde: em Setembro escalou para 133,1% do PIB, o valor mais alto de sempre; em termos de percentagem do PIB a dívida portuguesa é a quinta mais alta do mundo; António Costa diz que o PS devolveu o país à normalidade no meio de um mundo de incertezas; Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que Portugal soube reencontrar a estabilidade e construir confiança e defendeu a necessidade de um projecto nacional de médio e longo prazo; depois de ver a capa do Expresso on line na madrugada de sábado António Costa fez publicar um twitter a desmentir a manchete do jornal sobre o salário mínimo.

 

ARCO DA VELHA - O PS propôs que os membros de executivos municipais e os presidentes de juntas de freguesia façam parte da lista dos titulares de cargos políticos que não serão punidos caso o dinheiro público seja mal gasto e, para colocar a cereja em cima do bolo, António Costa prometeu mais meios e mais poderes aos autarcas.

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FOLHEAR - O início da década de 80, em Lisboa, foi marcado por uma geração que se tornou adulta depois do 25 de Abril de 1974, que viveu os anos da brasa, que terminou os seus estudos e começou a trabalhar. Esta geração já não tinha tido a experiência da guerra, mas vivera no fim da adolescência o que se chamava de revolução. Fora moldada no desafio às regras e entrou de peito feito numa sociedade que já se abrira e estava a desenvolver-se, com a Europa no horizonte mas livre das suas baias que hoje nos condicionam. A confluência de uma geração com um tempo específico e uma oportunidade gerou uma explosão de criatividade na música, nas artes plásticas, no cinema, na imprensa, na rádio, em toda a comunicação, e, claro, também na economia. Para quem a viveu por dentro a década de oitenta foi a mais espectacular de Lisboa - tudo era possível e muita coisa se fez. Revisitar essa década é um exercício ainda difícil porque vai chocar com as memórias próprias de cada um, por enquanto muito vivas. Joana Stichini Vilela e Pedro Fernandes tinham já feito dois livros, dedicados às décadas de 60 e 70 e agora arriscaram a década de 80. O trabalho de pesquisa continua a ser minucioso, a recolha de depoimentos, factos e imagens permanece exemplar, mas nalgum ponto perdeu-se o distanciamento e sente-se por vezes o condicionamento das influências de quem quer moldar a história, mais do que nos livros anteriores. Com esta ressalva “LX 80 - Lisboa entra numa nova era” é um testemunho de um tempo em que o Chiado ardeu, as Amoreiras nasceram e a cidade começou a ser intensamente vivida pelos seus habitantes - o que hoje é cada vez mais difícil. LX 80 - Edição D. Quixote/Leya.

 

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VER - Pedro Chorão nasceu em 1945, estudou biologia em Inglaterra e começou a interessar-se pela pintura já depois de fazer 20 anos. Nos anos 70 estudou na Escola Superior de Belas Artes e as suas primeiras exposições datam dessa altura. Pela primeira vez é possível descobrir o conjunto da sua obra, graças a duas exposições sob o título genérico “O Que Diz A Pintura, obra entre 1971 e 2016”. No Torreão Nascente  da Cordoaria Nacional está um conjunto de obras a que deu o título de “Corpo a Corpo” e na Fundação Carmona e Costa está outro conjunto de obras sob a designação “A Torto E A Direito”. As duas exposições são complementares e permitem apreciar facetas diferentes da actividade do artista. No vasto espaço da Cordoaria é possível apreciar de forma clara a evolução desde os tempos de estudante de Belas Artes até obras já deste ano e no conjunto permito-me destacar um grupo de trabalhos de 1987, ali titulado “um ensaio fotográfico”, todo ele focado no Alentejo, que Chorão diz ser a região que mais lhe interessa em Portugal “pela simplicidade plástica, tanto na forma como na cor” (na imagem). Na Fundação Carmona e Costa o destaque vai para o trabalho de colagens, marcante numa fase da carreira de Pedro Chorão, e que evidencia como no panorama nacional ele estava à frente do seu tempo. A exposição da Cordoaria é imperdível e fica até 19 de Fevereiro e a da Fundação até 7 de Janeiro.

Outras sugestões: na Galeria Fonseca Macedo, em Ponta Delgada,  Backstage Of An Island, de Miguel Palma. Teresa Gonçalves Lobo mostra no seu atelier do Funchal e em Lisboa, na Galeria das Salgadeiras, “Entre Nós”, uma exposição de desenho, instalação e fotografia a partir da obra de Herberto Hélder. Para terminar a Galeria Vera Cortês mudou de sítio e da 24 de Julho passou para Alvalade,  Rua João Saraiva 16, 1º. A exposição inaugural do novo espaço é “Attempting Exhaustion” de Daniel Blaufuks, até 14 de Janeiro.

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OUVIR - O meu disco da semana é “Legacy”, uma colectânea de David Bowie que em dois CD’s,por ordem cronológica, reúne quatro dezenas de canções que revisitam os melhores momentos da sua carreira discográfica - de “Space Oddity a “Ashes To Ashes”, passando por versões de temas que tiveram convidados tão especiais como os Queen (“Under Pressure”), Pat Metheny (“This Is Not America”), Mick Jagger (“Dancing In The Street”) ou Pet Shop Boys (“Hello Spaceboy”). Destaque igualmente para uma nova mistura de “Life ,On Mars” ou o muitas vezes mal ignorado “Drive-In Saturday”.

Na senda de redescobrir velhos discos, trago a notícia de uma reedição de “The Last Waltz”, um duplo CD que registou o concerto de despedida de The Band, a 25 de Novembro de 1976, em São Francisco, portanto há 40 anos. Entre os convidados estavam Dylan, Clapton, Neil Young, Van Morrison e Joni Mitchell, entre outros. É curioso estas duas edições - a de Bowie e a The Band serem agora lançadas ao mesmo tempo. Trazem-nos de volta a outros tempos, mas servem também para mostrar como há sempre quem faça música que nunca envelhece e que fica uma referência.

 

PROVAR -  Já se sabe que a Mealhada é a zona por excelência do leitão à moda da Bairrada, mas muitas vezes pensa-se que é tudo igual e, na verdade, não é. Seguindo uma recomendação amiga experimentei há pouco “O Rei dos Leitões”, um restaurante amplo que existe desde 1947 mas que há poucos anos foi alvo de remodelações profundas, que o tornaram mais confortável. Se as obras foram de feição a mudar o que dantes existia, na cozinha manteve-se a boa tradição e uma excelente qualidade, que se estende muito para além do leitão e dá cartas em pratos tradicionais como a chanfana ou noutros mais inesperados na região, como excelentes pratos de peixe e de marisco - de bacalhau a Nero dos Açores. Mas o leitão foi o que lá me levou e, pelo que provei, levará mais vezes. Perfeito, temperado como deve ser, assado no ponto, acompanhado de excelentes e frescas batatas fritas e salada bem apresentada. No couvert a manteiga proposta é a Marinhas, uma produção artesanal e de superior qualidade. de Esposende. A rematar um pastel de Tentúgal que foi boa companhia para o café. A lista de vinhos mostra uma garrafeira soberba, para todos os gostos e bolsas, com o Dão bem representado e os frisantes locais bem escolhidos - se quiser algo mais a carta de champagnes e espumantes é também assinalável. Nota final para o conforto das mesas e cadeiras, para a excelente insonorização que permite uma refeição tranquila mesmo com o restaurante cheio e para o serviço atencioso, eficaz e conhecedor. O "Rei dos Leitões" fica no nº17 da Avenida da Restauração, na Mealhada, tem um amplo parque de estacionamento próprio e o telefone é o 231 202 093. Encerra às quartas-feiras.

 

DIXIT -  “Fair Play? Isso para mim não existe, é tudo treta” - Jorge Jesus, treinador do Sporting.

 

GOSTO - Pedro Borges, da Midas Filmes, ganhou com o seu Cinema Ideal o prémio de melhor empreendedor da Associação Europa Cinemas. Esta semana tive o prazer de ir lá ver o magnífico “Ela”, de Paul Verhoeven, com Isabelle Huppert.

 

NÃO GOSTO -  Dos ataques anti semitas verificados em Portugal contra figuras públicas que visitaram Israel.

 

BACK TO BASICS - “Hegel tinha toda a razão quando disse que na História aprendemos que o Homem nunca aprende nada com a História” - George Bernard Shaw

 

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publicado às 13:30

ESTADO - Há três verbos que definem a acção do Governo nestes primeiros seis meses de vida: revogar, demitir e nomear. Os três andam juntos e justificam-se uns aos outros em nome da alteração das políticas. Raramente um Governo terá feito de forma tão sistemática, em tão pouco tempo, tantas  alterações de dirigentes de organismos públicos, interrompendo mandatos e substituindo anteriores responsáveis, independentemente do seu desempenho, por outros novos nomeados com o exclusivo critério da confiança política. Para usar uma expressão introduzida pelo Primeiro Ministro, parece que as vacas voadoras tomaram o freio nos dentes e se transformaram em drones, que voam sobre o Estado português, ocupando posições estratégicas na economia, na saúde, na segurança social, em todo o lado onde surja um pretexto para encaixar alguém sintonizado. As vacas voadoras deixaram de ser figura de retórica e são quem assumidamente reboca a geringonça. Aquilo a que assistimos é à tomada do aparelho de Estado por um partido, sem olhar a meios nem a competências. Aos poucos o Estado perde credibilidade e a célebre frase de Guterres, “no jobs for the boys” parece mais uma vez uma anedota de péssimo gosto. Há quem diga, elogiando, que António Costa reintroduziu a política na acção do Estado; creio que o que fez foi reintroduzir a politiquice e o aparelhismo, as duas degenerações senis da partidocracia.

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SEMANADA - A greve dos Estivadores no Porto de Lisboa causa prejuízos superiores a 100 mil euros por dia; os sete operadores do Porto de Lisboa estão em situação de pré-falência; a actividade económica do Porto de Lisboa em 2015 foi metade da registada em 2012; o Governo pretende que as empresas cotadas em bolsa que, em 2018, não atinjam uma quota de 20% de mulheres nas administrações, tenham a cotação suspensa; um padre que dirigia uma instituição integrada na Casa do Gaiato foi acusado pelo Ministério Público de maltratar crianças e idosos; o subsídio de desemprego só chega a menos de 22% dos trabalhadores independentes; as exportações portuguesas tiveram o pior arranque do ano desde 2009; o investimento estrangeiro feito através dos vistos gold aumentou 45% até Abril deste ano; a Madeira aumentou os incentivos fiscais para atrair mais vistos gold; Cavaco Silva interrompeu o seu silêncio para dizer que “a política económica é demasiado importante para ser deixada aos políticos; o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou o desejo de que as eleições “autárquicas não venham interromper a governação”; o Estado está a cobrar mais 1,6 milhões de euros por dia em impostos sobre combustiveis e já arrecadou este ano mais de mil milhões de euros graças a eles; as obras da segunda circular, em Lisboa, vão começar em Junho, ainda com as obras do eixo central a decorrer e sem prazo de finalização apurado; as turmas do ensino profissional não entraram no cálculo da lotação das escolas públicas quando o Estado decidiu cortar o financiamento aos privados.


ARCO DA VELHA - Kátia Aveiro vai cantar na final da Liga dos Campeões, em Milão, neste sábado - e depois ainda há quem ande à procura das causas do mau tempo...

 

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FOLHEAR - A edição de Junho da revista Monocle é dedicada ao mar, opção que atinge as várias secções. Talvez por isso a revista publica uma nota sobre Marcelo Rebelo de Sousa e o desenho que acompanha o texto de Joana Stichini Vilela sobre o novo Presidente da República, mostra um Marcelo de fato de banho e polo, com leves mocassins, como se fosse a caminho dos seus bem amados mergulhos no mar. É uma boa maneira de a Monocle assinalar o resultado das presidenciais portuguesas. Outras referências a Portugal surgem nesta edição. Mário Ferreira, da DouroAzul, fala das suas actividades de cruzeiros ao longo do rio e dos seus planos de expansão para o Brasil, com cruzeiros no Amazonas. É mostrado o exemplo da manutenção da construção artesanal de barcos num estaleiro, no Tejo, que usa técnicas tradicionais, fundado pela família Ferreira da Costa, e que hoje é dirigido por Jaime Costa, bem perto de Lisboa, e que continua a fazer lindíssimos barcos. Na área de sugestões a Monocle recomenda o turismo rural da Casa Agostos, em Santa Bárbara de Nexe, no Algarve, uma obra do atelier de arquitectura Pedro Domingos. Finalmente o portfolio de fotografias no fim da edição é dedicado a São Tomé e Principe e infelizmente não foi feito por quem melhor fotografou esse arquipélago nos últimos anos, Inês Gonsalves, que lá vive. Em vez disso a Monocle publica uns postais ilustrados sem grande graça - aqui está uma oportunidade perdida.

 

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VER - No espaço da Fundação Carmona e Costa, na Rua Soeiro Pereira Gomes nº1, ao Rego, está patente até 9 de Julho uma mostra de obras em papel, de Pedro Calapez, feitas entre 2012 e 2016. Arriscaria dizer que são precisamente as obras mais recentes, já deste ano, concentradas numa única sala, que mostram uma alteração do modelo de trabalho de Calapez, abrindo novo horizontes de uma forma quase inesperada e surpreendente. Numa das outras salas está a instalação, aqui na imagem, que funciona como se um caderno de esboços ganhasse subitamente vida em quatro paredes. Outra exposição a ver reúne obras de Rui Sanches, Mitsuo Miura, e também Pedro Calapez, sob a designação comum de Backstories, na Fundação Arpaz Szenes - Vieira da Silva até 25 de Setembro. Aqui o mais marcante é o trabalho de Rui Sanches, na sala inicial, sobretudo os seus jogos de ilusão sobre o quotidiano. Dando um salto para fora do país, a portuguesa Cristina Ataíde volta a expor no Brasil, desta feita em Curitiba, na Galeria Ybakatu, até 30 de Junho, sob o título “Na Palma da Mão”, que agrupa desenhos e esculturas em alumínio ainda inéditas em Portugal; a seguir estará em São Paulo. Finalmente, para quem gostar de festejos numa certa aura de polémica entre críticos, artistas e galeristas, este é o fim de semana da primeira extensão da feira de arte Arco, de Madrid, a Lisboa. Está na Cordoaria até domingo dia 29 e 44 galerias de vários países, predominantemente Espanha e Portugal, mostram obras de cerca de uma centena de artistas, com bilhetes entre 15 e 25 euros.

 

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OUVIR - Há alguma coisa de Bill Withers na forma como Gregory Porter canta. Depois do sucesso obtido com “Liquid Spirit”, que ganhou um Grammy, Porter regressou agora a um registo mais pessoal e intimista, numa produção discreta mas assente em temas sólidos, desde logo “Holding On”, que abre o novo álbum “Take Me To The Alley”. Porter tem uma voz e um estilo de interpretação tão marcantes que às vezes é preciso distanciarmo-nos para que possamos entender como ele evolui de disco para disco, sem perder a força natural que caracteriza a sua voz e que é a sua marca muito pessoal. Neste álbum Gregory Porter apresenta quase exclusivamente composições suas, canções que contam histórias da sua vida, do seu filho, da sua mãe, da família. Há aqui quase um regresso à tradição dos espirituais, o que faz com que este álbum pareça  musicalmente menos variado e mais conservador do que “Liquid Spirit”. Na realidade, neste seu quarto disco, “Take Me To The Alley”,  Gregory Porter optou por traçar o seu próprio caminho, com base nas suas histórias de vida, arriscando musicalmente, com maior influência do gospel e menos utilização das sonoridades da  pop que lhe trouxeram a fama no disco anterior. Mas isso é também fruto de uma opção de produção rigorosa, com arranjos mais discretos, que fazem passar para primeiro plano o conteúdo das histórias pessoais presentes nas canções. CD Blue Note, Universal

 

PROVAR -  A carne de javali não é das mais fáceis de cozinhar. Se mal preparada fica rija, seca e sensaborona. Se bem tratada, ganha fulgor. É o que acontece na Casa Nepalesa, um restaurante surpreendente das Avenidas Novas onde o javali com espargos verdes em molho de caril é uma belíssima descoberta. A mão amiga que lá me fez regressar tem também razão ao elogiar a qualidade da confecção do arroz basmati: a Casa Nepalesa utiliza exclusivamente a célebre marca Tilda, dos Himalaias, e assim consegue de facto um arroz de invulgar qualidade. A decoração evoca a origem dos fundadores do restaurante, o serviço é atencioso e irrepreensível. A garrafeira é de extensão moderada, com preços honestos e selecção cuidada. Há uma multidão de entradas tentadoras, propostas de peixe e vegetarianas, várias possibilidades com gambas de moçambique e com frango, para além dos pratos mais tradicionais de borrego e cabrito, tudo com a intensidade do picante a poder ser ajustada à preferência de cada um, Mas foi de facto a surpresa da combinação do javali com os espargos verdes e o caril que me conquistou. Para rematar provou-se um gelado de manga com pistácio, que se recomenda. Avenida Elias Garcia 172 A, (quase a chegar à Fundação Gulbenkian), telefone 217 979 797. É melhor marcar que a casa não é muito grande.

DIXIT - “A Câmara Municipal de Lisboa manifesta (...) um completo desrespeito por quem vive e trabalha na cidade e revela uma incompetência que não é admissível em quem gere uma capital europeia” - do comunicado do Automóvel Club de Portugal sobre as obras que que estão a piorar a circulação em Lisboa.

GOSTO - O Parque Eduardo VII ganha nova vida este fim de semana com o regresso da Feira do Livro, até 13 de Junho.

NÃO GOSTO - O défice orçamental quase duplicou no mês de Abril.

BACK TO BASICS - Só duas coisas são infinitas - o Universo e a estupidez humana - Albert Eisntein

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