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SOBRE O ESPECTÁCULO NA POLÍTICA

por falcao, em 23.12.16

 

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TEATRO - Achei muito curioso que, à medida que os dias foram passando, o foco das redes sociais tenha deixado de ser o fim do Teatro da Cornucópia e passado a ser o protesto contra a visita que Marcelo Rebelo de Sousa fez no dia, anunciado publicamente, do encerramento das portas ao público. O mais curioso de tudo é que muitas pessoas que se insurgem geralmente contra a apatia dos poderes e dos políticos perante a cultura, desta vez insurgiram-se contra o facto de o Presidente da República ter mostrado preocupação com uma companhia de teatro referencial no nosso panorama artístico. Não houve idêntica preocupação por parte do apagado ser que foi proclamado Ministro da Cultura, e que se viu obrigado a alterar os seus planos de fim de semana para ir ter com o Presidente e encarar a situação de frente, o que antes nem lhe passava pela cabeça fazer; nem se ouviu tão pouco palavra dessa espantosa criatura, que gere esta área de actuação, o secretário de Estado, que, de Honrado, na acção política, tem apenas o nome. O que me quer parecer é que a visita de Marcelo Rebelo de Sousa incomodou todos os que se ficaram pelas palavras e posts no Facebook, na função habitual de carpideiras. Num assomo de interesse pela Constituição multiplicaram-se os que disseram que o Presidente estava a sair da sua esfera de competências. Esses e mais uns tantos clamaram pelo fim da ingerência de Belém nas acções de S. Bento, coisa curiosa vinda de quem, há tempos, tanto dizia, defendia e pugnava pelo contrário. Por muito que me espante não vejo onde está o problema - Marcelo sempre se interessou por temas culturais e ainda por cima, é público, gosta de Teatro, e não estou a ser irónico. E, em abono da verdade se diga, seja qual fôr o desfecho de tudo isto, que também não me causa engulhos que haja na atribuição de subsídios critérios de mérito - desde que se assumam de forma clara. A realidade é que, usando subterfúgios, em diversas áreas, o mérito e o peso histórico de alguns criadores sempre foi reconhecido, em todos os governos, em todos os regimes, em todas as épocas. O estranho é avaliar da mesma forma quem começa e quem é referência. O cinismo aplicado em regulamentos é a arte dos indigentes. E dos oportunistas.

 

SEMANADA - Os custos da habitação pesam cerca de 32% no orçamento das famílias portuguesas; mais de 1700 famílias foram despejadas em 2016; a lista de espera de habitação social é composta por quase quatro mil famílias; o índice dos preços de habitação aumentou 7,6% no terceiro trimestre deste ano; 37% dos novos contratos de trabalho foram feitos com salário mínimo; este ano os CTT contam receber cerca de 200 mil cartas dirigidas ao Pai Natal; neste Natal cada consumidor português deverá gastar 373.35 euros, mais 25% que em 2015; as compras no comércio de rua tradicional estão a aumentar, em detrimento dos centros comerciais; em Lisboa os Sapadores Bombeiros realizam cerca de 20 mil intervenções por ano; os incêndios deste ano provocaram a destruição de mais de 8% do Parque Nacional da Peneda-Gerês; este ano arderam 160 mil hectares no continente, dos quais 14 mil em áreas protegidas; em 2016 a criminalidade geral desceu 6,5% mas a chantagem sexual por actividades nas redes sociais e na net aumentou; apenas 1,5% dos inquéritos sobre pornografia infantil resultam em acusação; o Bareme Imprensa da Marktest quantifica em sete milhões o número de portugueses que contactam regularmente com jornais ou revistas.

 

ARCO DA VELHA - Cristina Pinto, uma desempregada de Felgueiras, criou um bolo que pretende representar Portugal, e a que chamou Dom Marcelo, em homenagem ao Presidente da República.

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FOLHEAR - A mais recente edição da colecção “Livros Amarelos” inclui “A Noite Que Foi Natal” de Jorge de Sena, a “Carta do Pai Natal” de Mark Twain e “Os Mortos”, de James Joyce. Esta colecção é feita com o objectivo de mostrar, e dar a ler, o diálogo entre ensaios, contos, poemas ou novelas, procurando as relações que existem entre textos célebres. “A Noite Que Fora de Natal” foi escrita por Jorge de Sena em 1962 e a “Carta do Pai Natal” reproduz um texto de Mark Twain escrito em 1895, em resposta a uma carta enviada pela sua filha Susy ao Pai Natal, em seu nome e em nome da irmã mais nova, fazendo uma série de pedidos. É um texto marcante, onde é impossível não vislumbrar a ternura de Twain pela sua filha, as brincadeiras que imaginou para que ela pudesse falar directamente com Santa Claus. Finalmente, “Os Mortos” é o derradeiro conto, short story melhor dizendo, de “Dubliners”, de 1914 - e por acaso é, em dimensão, o maior de todos. É também considerado como o expoente das short stories em língua inglesa e já serviu de inspiração a um filme realizado por John Huston e a um musical da Broadway. E é um texto fascinante.

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VER - Pode ver-se o “Memorial do Convento”? Até aqui podia apenas ler-se, agora já se pode visualizar. O editor José Cruz dos Santos imaginou uma edição especial da obra, ilustrada por João Abel Manta e prefaciada por Carlos Reis, uma ideia que de imediato seduziu José Saramago, poucos anos antes da sua morte. João Abel Manta fez uma série de 20 ilustrações, até agora inéditas, já que a projectada edição nunca se chegou a concretizar. A “Guerra & Paz” conseguiu ressuscitar o projecto e fez agora essa edição, numa tiragem única e limitada de 500 exemplares, que mostra exactamente a edição que havia sido pensada e criada entre 2005 e 2010, mas que nunca havia sido concretizada. A edição é graficamente magnífica, capa dura, as ilustrações, a côr, coladas ao longo das páginas. São desenhos inspirados pela obra, a maioria a viver num imaginário onde o fantástico é omnipresente e que vive da sugestão dos corpos e dos seus actos. O prefácio de Carlos Reis é magnífico, permite contextualizar “Memorial do Convento” no percurso literário do autor, no momento editorial da sua primeira edição (1982), e, claro, no cruzamento da ficção com a História.

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OUVIR - Quando escreveu “The Last Ship”, sobre a decadência de Wallsend, a cidade onde cresceu, entre docas e estaleiros que foram encerrando, Sting disse numa entrevista, em 2013, que tinha deixado de lhe interessar fazer canções para uma banda rock. “The Last Ship” foi escrito para orquestra, pensado para representação teatral, estreado na Broadway em finais de 2014 e foi um falhanço de bilheteira. Surpreendentemente Sting lançou agora um disco novo, só com temas inéditos, todos com um fraseado claramente rock, com guitarras, baixo e bateria, num som inequivocamente Police. Para além da clara inspiração rock, “57th & 9th”, é um trabalho onde se notam as influências do jazz que Sting foi cultivando nos últimos anos, assim como das sonoridades celtas que sempre foram uma obsessão sua. Além do amor e suas desventuras estas canções falam também de questões contemporâneas, como as mudanças climáticas ou a questão dos refugiados. Há momentos em que é inevitável recordar “Born In The 50’s” do primeiro álbum dos Police, um hino rock onde a voz de Sting disputava o protagonismo da gravação com a guitarra - o que aqui volta a acontecer em várias ocasiões, nomeadamente em “I can’t stop thinking about you” ou “Petrol Head”. Uma das faixas iniciais, “50.000”, é claramente uma evocação da emoção de estar em palco e ao mesmo tempo uma homenagem a nomes como Prince e Bowie, desaparecidos este ano. O disco vai buscar o seu nome a uma das zonas de Nova Iorque onde ainda há estúdios de gravação e foi num deles que grande parte do trabalho de “57th & 9th” decorreu. Há uma edição especial, uma caixa, disponível na FNAC e El Corte Ingles, com três faixas extra, notas sobre as canções, escritas pelo próprio Sting, um dvd com uma entrevista ao autor, uma gravação ao vivo e ainda uma colecção de fotografias feitas para este disco.

 

PROVAR - Às vezes leio por aí algumas crónicas e notícias sobre novos restaurantes que me levam a querer conhecê-los. De repente percebo que o local em causa se dedica apenas a servir menus de degustação, onde os comensais são obrigados a encarar o que o cozinheiro (que nestes sítios se chama Chef) lhes dá, sem possibilidade de escolha. O racional por trás desta coisa é simples: se o cozinheiro é tão artista que se intitula Chef, a sua obra carece de liberdade de expressão que não pode ser toldada por um qualquer apetite momentâneo de um freguês insensível. Assim sendo quem vai ao local é para apreciar arte, porque a escolha já foi feita - seleccionando o artista que se vai provar. Pois devo dizer que não é coisa que me agrade. Gosto de olhar para uma lista e escolher o que me apetece, se quero entrada ou não, se quero peixe ou carne, e se quero doce, o que raramente acontece. Felizmente alguns locais mantêm o bom senso e, tendo menus de degustação, têm também alternativas; e outros possibilitam que se escolha apenas parte do menu. Chama-se a isto oferecer ao cliente liberdade de escolha em vez de imposição de gosto. Não tenho paciência nenhuma para cozinheiros que dedicam mais atenção a elaborar nomes complicados para os pratos que apresentam do que a querer servir e satisfazer quem os visita.

 

DIXIT -  “Éramos nós todos que estávamos a cair com aquele homem (o embaixador Russo em Ancara) e, quase ao mesmo tempo, a ser trespassados por um camião em Berlim. Este é o século XXI que teve início, não em Janeiro de 2000, mas em Setembro de 2001” - João Gonçalves, no Facebook.

 

GOSTO - O Diário da República passou a estar disponível online, com todo o seu arquivo, e um motor de busca de funcionamento exemplar.

 

NÃO GOSTO - Os cursos de comandos estão sem regras orientadoras há oito anos.

 

BACK TO BASICS - “As ideias são o que faz erguer as civilizações e o que desencadeia revoluções, Há mais dinamite numa ideia do que em muitas bombas” - Vincent Long Van Nguyen, bispo católico vietnamita

 

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ELEIÇÕES - Daqui a pouco tempo realizam-se as presidenciais norte-americanas e cresce o debate sobre o peso da abstenção nos resultados eleitorais. Recentemente, em Portugal, essa questão colocou-se nas eleições regionais dos Açores, com a abstenção a rondar os 60%. E com o início do novo ciclo eleitoral, no próximo ano, com as autárquicas, crescem as dúvidas sobre a dimensão da abstenção, os seus efeitos e o que pode significar em termos de regime. Não resisto a citar um excerto de um texto de Manuel Villaverde Cabral, publicado esta semana no “Observador” e que retrata exactamente o que se passa. Com a devida vénia, aqui vai: “Nos Estados Unidos como em Portugal e, crescentemente, na maior parte dos países que têm a liberdade de votar, na enorme crise da representação política que reina entre nós, são os abstencionistas que fazem, por defeito, os resultados eleitorais. Assim como o actual presidente português, com a sua badalada vitória, acabou por ter os votos de menos de um quarto dos eleitores inscritos, o abstencionismo também é muito alto nos Estados Unidos, embora a comparência às eleições presidenciais («turn out»), seja mesmo assim, superior à nossa. O que não deixa de ser inquietante é que os destinos da humanidade estejam, sem exagero, nas mãos dos abstencionistas, tal como o estão os destinos dos portugueses, mas a verdade é que assim é!”. Este é o estado a que políticos e seus partidos conduziram a participação cívica: tudo se resume a pagar com impostos o desgoverno que praticam. A certa altura as pessoas cansam-se. Porque será que os eleitores são uma espécie em vias de exteinção e a quem interessa o seu extermínio?

 

SEMANADA - Os portugueses compraram em média nove mil telemóveis por dia no primeiro semestre deste ano - em 2010 a média era de 17 mil aparelhos por dia; 80% dos aparelhos vendidos este ano foram smartphones; os call centers  empregam cerca de cem mil trabalhadores; o consumo de cerveja caíu 25% nos últimos dez anos em Portugal; as praxes académicas já provocaram nove queixas, em seis estabelecimentos de ensino diferentes, nos dois primeiros meses do novo ano lectivo; um estudo da Marktest indica que o concelho do país com melhor indíce de qualidade de vida é Castelo de Vide; 40% das medidas previstas no Simplex foram executadas nos primeiros seis meses do programa; há 930 mil portugueses sem médico de família; a Educação teve mais dinheiro no Orçamento de 2012 do aquele que está previsto no orçamento de 2017; o turismo criou este ano 45 mil postos de trabalho; 25% dos mortos na estrada são vítimas de atropelamento e Portugal regista mais de cinco mil acidentes com peões por ano; Trump passou a liderar sondagens no Dia das Bruxas; os célebres novos lugares de estacionamento que a Câmara Municipal de Lisboa vai criar para moradores da cidade serão afinal pagos e terão um custo mensal de 30 euros;  foi revelado que a França fez um acordo secreto com a Comissão Europeia para não cumprir as metas do défice.

 

ARCO DA VELHA - Uma utilizadora de um autocarro no Porto, que numa travagem brusca foi projectada contra uma das portas do veículo, recebeu uma carta da empresa transportadora STCP a exigir o pagamento de 870 euros por danos causados ao veículo

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FOLHEAR - Como será daqui a uns anos organizar uma colectânea de escritos trocados entre duas personalidades? Será uma empreitada digital no correio electrónico? Existirão livros com as mensagens trocadas no whatsapp, no messenger do facebook ou no hangouts do gmail? O livro que aqui vos trago hoje não é nada disso: é uma recolha da correspondência escrita e trocada entre Jorge de Sena e Eugénio de Andrade durante 30 anos, entre 1949 e 1978. São cartas e postais, tudo transportado a troco de selos de correio. A organização deste livro, editado pela Guerra & Paz, coube a José da Cruz Santos, com o apoio de Mécia de Sena, de Isabel de Sena e de Jorge Fazenda Lourenço, um editor que trabalhou com os dois poetas que se correspondiam evidenciando uma profunda amizade. Manuel S. Fonseca, que dirige a editora, faz notar que “por estas cartas e postais passa Portugal”. E pormenoriza: ”As grandes batalhas literárias, os conflitos estéticos, o rumor pesado da Academia contra o qual Eugénio e Sena se batem, mas também a vida política, a falta de liberdade, a explosão dela no 25 de Abril, as esperanças e as frustrações que se lhe seguiram, que Eugénio, primeiro denuncia: “… a esquerda revolucionária já está a ser aproximada pelos bem pensantes do país, incluindo os comunistas, da mais sinistra reacção” e a que logo Sena responde “… revolução, que cada vez me parece mais um conluio de continuistas e de arranjistas, com alguns revolucionários parvos pelo meio, e muitos demagogos a agarrar os tachos com muita pressa…” de tudo isto há testemunho, vibrante, nestas cartas.”

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VER - Esta semana, apenas sugestões fotográficas. Começo pela colecção de retratos que o pintor, artista gráfico e fotógrafo Fernando Lemos fez de amigos seus - escritores, artistas, ensaístas e actores - entre 1949 e 1952. Fernando Lemos foi uma figura destacada entre os surrealistas portugueses e cerca de seis dezenas de retratos fotográficos são agora expostos no Museu Berardo, no CCB. Intitulada “Fernando Lemos: Para um Retrato Coletivo de Portugal, no fim dos Anos 40”, a mostra pode ser vista até 31 de Dezembro. Como sublinha o comissário da exposição, Pedro Lapa, mais do que retratos de pessoas, procura mostrar o retrato de uma geração - “são retratos da solidão colectiva”. Ali se podem ver os retrato de Sophia de Mello Breyner Andresen, Adolfo Casais Monteiro, Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva, Jacinto Ramos, António Dacosta, Jorge de Sena e Mécia de Sena, Cardoso Pires, Mário Cesariny, Glicínia Quartin, Manuela Seixas e um magnífico auto-retrato do próprio Fernando Lemos, que aqui se reproduz. Fernando Lemos, hoje com 90 anos, vive no Brasil desde 1953. Outra exposição a reter é “Reverso, o Mesmo e o Outro”, onde Mariano Piçarra juntou 34 fotografias inspiradas no pensamento do filósofo José Marinho - é aliás a segunda vez que o faz - a primeira foi em 1999 com “Grave” - na Biblioteca Nacional até 21 de Janeiro. No Espaço Novo Banco, Praça Marquês de Pombal 3, pode visitar selecções do acervo da excelente Coleção de Fotografia Contemporânea que foi criada pelo BES e que depois passou para o Novo Banco. Por último Valter Vinagre apresenta “Da Natureza das Coisas” a partir deste sábado e até 18 de Dezembro, na Travessa da Ermida, em Belém.

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OUVIR - Um dos mais importantes catálogos do jazz mundial, da editora Blue Note, relançou agora alguns dos seus álbuns históricos, gravados na década de 50 e 60, com um conjunto de caixas, cada uma incluindo cinco álbuns originais de um artista - o nome da colecção é “Blue Note - 5 Original Albuns”. Na caixa do saxofonista Dexter Gordon destaque para os álbuns “Doin’ Allright” e “Dexter Calling”, ambos gravados apenas em três dias, em Maio de 1961, com músicos como Freddie Hubbard, Horace Parlan e Paul Chambers, entre outros. Na caixa do saxofonista e compositor Wayne Shorter destaque para o seu primeiro disco registado para a Blue Note (ao todo gravou 11 para a etiqueta entre 1964 e 1970)  - falo de “Night Dreamer”, gravado em 1964 no estúdio de Rudy Van Gelder com Lee Morgan, McCoy Tyner, Reggie Workman e Elvin Jones. Destaque ainda para as caixas dedicadas ao guitarrista Kenny Burrell, ao saxofonista Joe Henderson e ao pianista e teclista Herbie Hancock, nomeadamente para os álbuns “Inventions & Dimensions” e “Speak Like a Child”. A terminar a caixa dedicada ao baterista Art Blakey e aos seus Jazz Messengers, nomeadamente para o disco “A Night In Tunisia”, que contou com a participação de Wayne Shorter. Trata-se uma uma invulgar colecção de gravações que juntam alguns dos mais destacados músicos e compositores de jazz dessa época, numa fase especialmente criativa. Os álbuns de toda a colecção reproduzem em formato CD as capas e conteúdo dos LP’s originais. Colecção disponível em Portugal, distribuída pela Universal Music.

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PROVAR -  Desta vez não venho falar de um restaurante, mas de uma invulgar colecção de selos postais - trata-se de uma emissão filatélica dos CTT sobre as indústrias conserveiras portuguesas. Esta emissão tem a particularidade de a série sobre conserveiras ser apresentada dentro de uma lata de conservas especialmente serigrafada e preparada para o efeito. A fábrica “Conservas Ramirez”, fundada em 1853 e que é a mais antiga instalação industrial conserveira em funcionamento em todo o mundo, foi a parceira dos CTT  nesta colecção que inclui seis selos com uma tiragem de 125.000 exemplares. Biqueirão, sardinha, cavala, atum, lula e enguia são as espécies incluídas na série, cujo design esteve a cargo de Fernando Pendão. Eu, que sou fã de conservas, fiquei deliciado com a ideia. E já agora nem compreendo porque é que em bons restaurantes portugueses não são apresentadas com maior frequência conservas como entrada ou base de um prato - como acontece com tanta frequência noutros países, a começar por Espanha.

 

DIXIT -  “Estão a pôr ciclovias no meio das passadeiras e não devia ser permitido” - José Miguel Trigoso, Presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa

 

GOSTO -  A Menos é Mais Arquitectos Associados e João Mendes Ribeiro estão na shortlist do prémio internacional do Royal Institute Of British Architects graças ao seu projecto do Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas, nos Açores.

 

NÃO GOSTO -  Da política de afastamentos e nomeações de compadrio que o Ministério da Cultura está a levar a cabo e que já ditou a saída de Miguel Leal Coelho da administração do CCB, e da coordenação do seu Centro de Espectáculos, que ergueu ao longo de duas décadas.

 

BACK TO BASICS - A tradição deve funcionar como guia, nunca pode ser encarada como uma limitação - W. Somerset Maugham

 

 

 

 

 

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