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Esta semana as semelhanças entre o caos que a Cãmara Municipal se prepara para instalar em Lisboa e o caos instalado no Orçamento de Estado - com uma semelhança : nem Costa foi eleito Primeiro Ministro, nem Medina foi eleito Presidente da Câmara. Coincidências nascidas na interpretação que este PS faz do sentido de voto nas eleições.

 

HABILIDOSOS - No meio das desgraças que assolam Lisboa fiquei a saber que a grande preocupação do presidente não eleito da autarquia,  Fernando Medina, é descobrir o que fazer à Moda Lisboa, que vai estar na Praça do Município, no dia da tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa, o qual gostaria de patrocinar uma festa no local, nessa ocasião, para celebrar a sua investidura. Reparei agora que estamos perante uma conjugação interessantíssima de factores - em São Bento temos um Primeiro Ministro que não ganhou em eleições e que deixou na Câmara Municipal de Lisboa, para lhe suceder, um seu correlegionário que também não ganhou eleições para o cargo que ocupa. Deve ser uma coisa nova da malta do PS - conseguir estar no poder, de forma habilidosa, à revelia dos resultados eleitorais. Enfim, já se sabe que o mundo é feito de mudança. O pior é que Medina resolveu dar cabo do sossego aos lisboetas e começou uma série de obras que prometem o caos para durante a sua existência e depois da sua conclusão. Os vereadores Salgado e Medina estão a querer ser réplicas contemporâneas do Marquês do Pombal mas a verdade é que se assemelham mais a réplicas do terramoto. Já está à vista o resultado dos desvarios na Avenida da Liberdade - maior concentração de trânsito e maior poluição, ao contrário do que se apregoava. Vai ser assim no resto, sobretudo no tal eixo central. Mas o pior de tudo é que, para esta gente, a comodidade de quem vive na cidade não interessa para nada. Apenas interessa arranjar o jardim para os visitantes passearem. É sabido que nos anos de Costa o centro da cidade perdeu habitantes, que muito comércio tradicional foi encerrado, que os lisboetas perderam qualidade de vida. É muito engraçado, embora pouco realista, querer fazer-se uma cidade contra o automóvel, mas à autarquia sabe-lhe bem cobrar os impostos de circulação e os estacionamentos, mantendo transportes públicos ineficazes. Que nome dar a quem ocupa o poder para fazer obras em interesse próprio e  em desrespeito pelo interesse colectivo?

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SEMANADA - António Costa mandou os Ministros falar com o PS pelo país fora no fim de semana passada, a explicar o que o Governo anda a fazer; o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais desdobrou-se em entrevistas e assustou meio Portugal com o que disse sobre o imposto sucessório;  António Costa fez videos a explicar as contas do orçamento - não sei bem em qual das versões das contas se baseou; a ideia dos videos governamentais no YouTube é boa como conceito de propaganda, só que o actor é péssimo; fiquei a ver um dos videos convencido que estava a ver um daqueles canais de compras que passam de madrugada a vender bruxedos; um amigo meu diz que o Costa, nos videos, parece aqueles spots dos canais regionais de televisão norte americanos com vendedores de carros em segunda mão a fazerem contas provando que vendem mais barato que os outros; os videos fizeram-me pensar se António Costa não estaria a querer ser o Chavez da Europa em versão tecnológica; no resto da pátria está tudo tranquilo;  Passos Coelho inaugurou uma escola - de repente pensei que era notícia antiga mas não, foi mesmo desta semana; Mário Centeno anunciou que vai injectar mais 567 milhões de euros no defunto BPN; um amigo meu diz que Mário Centeno é parecido com Zé Colmeia, uma figura de banda desenhada que gosta de ir ao pote do mel; outro diz que, com as confusões do Orçamento, António Costa parece um daqueles condutores que entram em sentido contrário numa auto.estrada e começam a barafustar contra quem vem contra ele.

 

ARCO DA VELHA - Este orçamento já vai em três versões - uma que foi para Bruxelas, outra que foi feita depois para cá corrigindo o que Bruxelas achou excessivo, um rol de erratas que corrigia diversas coisas e finalmente mais umas rectificaçõezitas sobre uns mapas que estavam com numeros um bocadinho errados.

 

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FOLHEAR - Quando leio um livro como “M Train”, de Patti Smith, interrogo-me sobre o sentido da vida e sobre o que algumas pessoas, cuja obra admiramos, dela fazem. O livro anterior de Patti Smith, “Just Kids”, apesar de relatar os anos 70 em New York e a relação de Patti com Robert Mapplethorpe, parece uma reportagem num jardim escola quando comparado com este “M Train” - o relato da vida e da cumplicidade que ela desenvolveu com Fred “Sonic” Smith, o guitarrista dos MC5, um dos génios da guitarra eléctrica, desaparecido prematuramente em 1994. Patti Smith E Fred viveram, tiveram filhos, fizeram música e viagens. Este livro é o relato de uma paixão e de uma cumplicidade, do que fizeram e do que ficou por fazer, das viagens que ela ainda faz pensando em Fred, das suas obsessões, dos seus hábitos e rotinas, mas é sobretudo uma viagem ao processo criativo de uma artista marcante da sua geração. Não é nem uma biografia nem uma memória - é um ensaio sobre o dia-a-dia. E é um dos melhores livros que se pode ler para perceber o que vai dentro da cabeça de uma artista cheio de talento. (Edição Bloomsbury, na Amazon).

 

 

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VER - Recomendações para esta semana: na Galeria Belo-Galsterer a exposição colectiva “PAPERWORKS III - Paisagem sem Paisagem”, com C. B. Aragão, Claudia Fischer, João Grama e Marta Alvim (Rua Castilho 71, r/c esq); na Pequena Galeria (Av 24 de Julho 4c), a exposição RETRATOS, dos fotógrafos Marilene Bittencourt e Fernando Ricardo; “AS PALAVRAS”, assemblages de José Pinto Correia, na Corclínica, Campo Grande 28 - 2º-C; mas o meu destaque, embora tardio, vai para  a belíssima exposição “MÃOS”, de Teresa Dias Coelho, na Galeria Monumental, que encerra já neste sábado dia 20 - a partir das 16h00 desse dia tem uma finissage, aproveite para ir ao Campo dos Mártires da Pátria 101 ver outras obras como esta que aqui se reproduz.

 

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OUVIR - Este segundo disco do saxofonista Charles LLoyd para a Blue Note tem o feeling dos blues, a descoberta de temas originais do próprio Lloyd, o encanto de algumas versões e a perenidade de tradicionais folk. Se o saxofone é a imagem de marca do disco, o retoque da diferença é dado pelas guitarras de Bill Frisell e Greg Leisz, sobretudo a do primeiro. Nas versões destaco “Masters Of War”, de Dylan, onde as guitarras estão em primeiro plano, a versão de “Last Night I Had The Stangest Dream”, um original de Ed McCurdy que aqui conta com a participação especial de Willie Nelson e de “You Are So Beautiful”, de Billy Preston, aqui interpretado por Norah Jones. Se escolher um dos originais vou para o tema final, “Barche Lamsel” e se escolher um dos tradicionais vou para “Shenandoah”, onde Frisell mostra todo o seu talento na guitarra. Este é daqueles discos onde se percebe que todos os participantes tiveram mesmo gôzo em tocar. Uma belíssima supresa este “I Long To See You”- Charles Lloyd & The Marvels, edição Blue Note/Universal - claro que com uma mãozinha de Don Was na produção.

 

PROVAR -  Frequentemente gosto de comer sózinho, ao almoço, sentado, na calma, a ler uma revista e ás vezes, hoje em dia, a folhear no iPhone o Flipboard ou outra aplicação do género. Mas o que mais gosto mesmo nesses momentos é ficar a olhar à minha volta . o movimento da sala, os clientes, os empregados. Tenho, deste ponto de vista, saudades das Galerias Ritz, onde se podia ficar sentado ao balcão em algumas posições estratégicas que dominavam a entrada e permitiam ter uma boa visão das coisas. E, para o género, a comida era boa. A única sala que ainda permite isto hoje em dia é o Galeto, um bastião da tradição do snack bar e talvez o restaurante lisboeta que junta maior numero de clientes solitários regulares, sobretudo à noite - e continua a servir até tarde. Hoje vou lá pouco nesse horário, mas volta e meia gosto de lá ir ao almoço. A comida é mediana, mas sem sobressaltos, o balcão é confortável - um bom balcão sentado como há poucos hoje em dia em Lisboa. O bife à Galeto não engana com as suas batatas fritas semi sintéticas, o ovo a acavalo bem estrelado e um esparregado com uns torneados incomparáveis. Continua a ter combinados, que convivem com alheiras e outros petiscos como iscas à portuguesa. Pronto - isto é mesmo vício de ficar a devanear enquanto se petisca e se faz uma viagem ao passado - às vezes parece que de repente entrámos nos anos 70. Galeto - 213 544 544, Avenida da República 14, das 07h30 ás 03h30.

 

DIXIT - “Está toda a gente a querer fazer desaparecer Cavaco Silva, a fazer de conta que já não existe” - Joaquim Aguiar sobre as audiências que o presidente eleito, Marcelo Rebelo de Sousa, tem realizado com protagonistas governamentais e políticos.

 

GOSTO - Das lojas antigas de Lisboa

 

NÃO GOSTO - Da destruição das lojas antigas de Lisboa

 

BACK TO BASICS - “Estudem o passado se quiserem definir o futuro” - Confúcio

 

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publicado às 14:00

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ENCALHADOS - O PS tem uma tradição matemática  simples: primeiro gasta-se, depois logo se vê. Foi assim com o agora louvaminhado Guterres, foi assim até ao extremo com Sócrates e está a ser assim com Costa, independentemente da reconhecida capacidade de vendedor de tapetes voadores que tem demonstrado. Como temos visto em anos recentes a receita do PS é criar condições para o Estado aumentar a dívida - e os contribuintes é que a pagam sempre. Como se tem visto nos últimos dias, o PS gosta da Europa que lhe dá dinheiro, mas não gosta mesmo nada da que lhe estabelece regras quanto aos gastos e ainda menos da que cobra dívidas. O PS, em geral, acha as dívidas uma falsa questão; já o Bloco prefere esquecê-las e o PC ignorá-las. A coligação tem um ponto comum nisto: venha o dinheiro, não me falem em obrigações. Este é o lema do cimento ideológico que sustenta Costa. Na realidade estes meses de governação vêm mais uma vez provar que a utopia esbarra na realidade - mais uma vez as promessas ficam no saco dos votos perdidos e os impostos voltam a cair maioritariamente na classe média. Permito-me recordar que os anos de austeridade do anterior Governo se traduziram numa queda do défice público de 11,2 por cento do PIB registado em 2010, para 3 por cento do PIB em 2015 . Já agora para os que dizem que a dívida do Estado foi feita nos anos da troika e não antes, recordo que no período de austeridade a subida foi de apenas 11 por cento do PIB, enquanto entre 2005 e 2011, no consulado do PS com Sócrates, foi de 58 por cento do PIB. E assim, de gasto em gasto, lá vamos continuando encalhados. Coisas…

 

SEMANADA - Depois de ter dito que não mexia no Orçamento por imposição de Bruxelas, o Governo começou a fazer ajustamentos; atirou-se aos consumos ligados aos hábitos individuais - nos impostos sobre combustíveis e sobre automóveis, que já são dos maiores em toda a Europa; a ideia de que o Governo não iria aumentar impostos está a revelar-se uma partida de Carnaval; Bruxelas queria um corte adicional de 500 milhões no Orçamento; O Ministro do Planeamento e Infra-estruturas anunciou que o Governo quer investir 450 milhões em novas obras públicas; no meio da discussão orçamental Costa vai oportunamente a Berlim falar com Angela Merkel e a sua agenda diz que o tema da conversa será a crise dos refugiados; Passos Coelho vai recandidatar-se à liderança do Partido Social Democrata e a sua grande definição ideológica e estratégica é, depois de anos a defender o neo-liberalismo, afirmar-se com o slogan “Social Democracia Sempre; o desemprego em Portugal é o quarto maior da zona Euro; o regresso das 35 horas semanais vai provocar um aumento de custos nas áreas onde se trabalha por turnos; em 2015 a GNR registou 2300 crimes graves feitos através da internet; Cavaco Silva condecorou com a Grã Cruz da Ordem da Liberdade António Guterres, o Primeiro Ministro que se pôs ao fresco quando a situação se começou a complicar em Portugal; na mesma ocasião Cavaco Silva recomendou Guterres para secretário-geral da ONU e Guterres mostrou-se desiludido com a Europa; depois de anos a queixarem-se que o IVA era o pai de todos os males na restauração, a Associação do sector apresentou um estudo por si patrocinado onde afirma que a descida do IVA não resolve os problemas da restauração.

 

ARCO DA VELHA - Um tribunal de Coimbra condenou um homem de 71 anos a dois anos e três meses de pena suspensa por abusar sexualmente  de um neto, que tinha quatro anos à altura do crime, e uma juíza de Lisboa mandou deter um cidadão por ter inadvertidamente faltado a um depoimento sobre um assalto à sua própria casa. Que avaliação podem estes dois juízes ter?

 

As Direitas na Democracia Portuguesa

 

FOLHEAR - Os dias que correm são particularmente adequados para se ler um livro recente intitulado “As Direitas Na Democracia Portuguesa”. A edição foi coordenada por Riccardo Marchi, um investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e inclui onze estudos que abordam a evolução da direita nos últimos 40 anos. Gostaria de destacar o trabalho de António Araújo sobre os intinerários socioculturais da direita portuguesa, o trabalho de Ana Sofia Ferreira sobre a evolução das ideologias políticas do PSD e do CDS-PP, o excelente”As Direitas, o Estado e as Igrejas” de Luis Salgado de Matos, o trabalho do próprio Marchi” “À Direita da Direita: O Desafio da Extrema Direita à Democracia Portuguesa”, a contribuição de Manuel Monteiro, um ex-líder do CDS-PP sobre a organização que dirigiu e, sobretudo  o trabalho de Andrè Freire e Sofia Serra Silva sobre “A Opinião Pública de Direita, antes e depois da crise de 2008”. Recomendo que o próximo candidato a líder da oposição a Costa leia bem este capitulo. A edição é da Texto, grupo Leya.

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VER - Sugiro um programa para o fim de semana: uma visita à Ilustrarte, a VII Bienal Internacional de Ilustração para a Infância que até 17 de Abril vai estar no Museu da Electricidade. Esta edição da Ilustrarte atribuíu o primeiro prémio à espanhola Violeta Lópiz, que ilustrou o livro “Amigos do Peito” do brasileiro Cláudio Thebas (na imagem). No Museu da Electricidade estão mais de 150 ilustrações, feitas por meia centena de artistas, seleccionados de entre 1700 inscritos, de mais de sete dezenas de países. Portugal está representado por trabalhos de Teresa Lima, Catarina Sobral, Joana Estrela e Daniel Moreira. Edições anteriores da Ilustrarte registaram entre 25 a 30 mil visitantes. O artista convidado desta exposição é o francês Serge Bloch, um dos mais destacados ilustradores contemporâneos. Finalmente esta edição inclui uma exposição dedicada à obra de Alice Vieira, , uma das mais importantes escritoras portuguesas para a infância e juventude. O preço da entrada é 2 euros e reverte para a campanha Unicef- Crianças Sírias.

 

OUVIR - Há cerca de 30 anos que Ennio Morricone não compunha temas para uma banda sonora de um western. Actualmente com 87 anos, Morricone pode gabar-se de ter sido, desde os tempos em que compunha para os western-spaghetti de Sergio Leone, uma das influências maiores de vários grupos de rock. O facto é cabalmente demonstrado aqui pelo clássico dos White Stripes, um original de 2000,  “Apple Blossom”, que encaixa que nem uma luva no meio dos temas orquestrais de Morricone para Hateful Eight . Só mesmo Quentin Tarantino, na sua versão de DJ sem barreiras,  se podia lembrar de juntar a banda de Jack White ao génio de Morricone. Vale a pena sublinhar que por aqui também passa Roy Orbinson no magnífico ”There Wont’t Be Many Coming Home”, vários momentos de diálogo do filme, e uma canção popular australiana, muito bem interpretada, como Jennifer Jason Leigh a canta na película. Produtor assumido desta banda sonora, Tarantino, que nunca tinha feito uma banda sonora integral para nenhum dos seus filmes, aproveitou a deixa que em tempos Morricone lhe deixou, ao dizer que já não encarava trabalhar com ele. Pois aqui está - e mesmo sabendo que alguns dos temas são reaproveitamentos nunca antes usados de composições feitas para um filme de John Carpenter (“The Thing”), o génio de Morricone domina. Aqui está. Estreado esta semana em Portugal sob o título escasso “Os Oito Odiados” , vale a pena ter o disco para saborear as memórias do filme quando se chega a casa. CD Decca/Universal.

 

PROVAR -  Há restaurantes que investem mais em comunicação e em relações públicas que na simpatia do atendimento. Gostam de criar a ideia que estão na moda, ter filas, recusam reservas e têm empregados a dizer com ar arrogante “no mínimo vai ter uma espera de 45 minutos”. Cada vez gosto menos de restaurantes da moda, de chefs que se copiam uns aos outros sem ter em conta um tema básico, que é bem servir o cliente. Às vezes leio que num restaurante o espectáculo é tão importante como a comida. Nada é tão importante como o bom atendimento, o conforto e a qualidade do que se apresenta à mesa. Por isso estas linhas de hoje são dedicadas a restaurantes que não estão em locais da moda, que têm comida bem confeccionada a partir de boa matéria prima, que são hospitaleiros e praticam preços honestos. É quanto basta. Sexta feira passada em boa hora constatei que um dos locais da moda, no Principe Real, de origem italiana, enxotava quem não quisesse ficar numa longa fila e dirigi-mo-nos ao velho Comida de Santo onde fomos bem recebidos, estivemos muito confortáveis e comemos uma belíssima feijoada à brasileira, baseada na tradição e sem modernices, acompanhado de um vinho da casa, do Dão, muito equilibrado. No domingo, a seguir, aproveitando o bom tempo, quis ir perto do mar e recordei-me que em tempos era fiel cliente do Carula, em Paço de Arcos. A casa continua a receber bem - o dia era de sedutor cozido, mas ficámo-nos no robalo, que estava óptimo, acompanhado por umas couves saborosas. Foi antecedido por uma pasta de sapateira e gambas igualmente muito boa. Resumo: a Comida de Santo e o Carula são dois locais onde tenho ido menos do que devia - porque são restaurantes que sabem que a amabilidade da tradição é bem melhor que a arrogância do sucesso. Comida de Santo , Calçada Engenheiro Miguel Pais 39 (à Rua da Escola Politécnica, em Lisboa), telefone 213 963 339; Carula, Rua Costa Pinto 41, Paço de Arcos (é a mesma rua do Hotel Paço dos Arcos-Vila Galé, à Marginal) telefone 214 432 206.

 

DIXIT - A nossa doméstica esquerda pós-moderna confunde a bruta e fera realidade, onde se joga o destino pessoal e coletivo de 10 milhões de portugueses, com um teste à sua boa consciência. Nem a tragédia do esmagamento da Grécia do Syriza lhe parece ter ensinado a perceber a desagradável diferença entre virtude e razão de Estado” - Viriato Soromenho Marques

 

GOSTO - O diário britânico The Guardian considerou o Hot Clube um dos dez grandes locais para ouvir jazz na Europa.

 

NÃO GOSTO - Numa sondagem realizada pela Win Gallup International Portugal está entre os 13 países menos felizes, com 5% a considerar-se muito feliz, 45% feliz, 39% nem feliz nem infeliz, 9% infeliz e 1% muito infeliz.

 

BACK TO BASICS - A finança é a arte de passar dinheiro de mão para mão até que finalmente desapareça - Robert W. Sarnoff

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publicado às 13:45


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