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OS SALTA POCINHAS

por falcao, em 25.06.13

Este romance dos candidatos autárquicos salta-pocinhas, que se apresentam como autarcas profissionais e querem passar de uma Câmara para outra independentemente do número de mandatos que levam no cartório, é um dos mais tristes episódios do nosso sistema político.

Mas não é só a situação em si que é caricata – quando o problema começou a surgir, aqui há uns meses, a Assembleia da República tinha tido oportunidade e tempo de corrigir ou esclarecer aquilo que houvesse a fazer em matéria legislativa, o que teria evitado o lavar de roupa suja entre tribunais e candidatos a que temos assistido. Deve aliás sublinhar-se que as maiores culpas de não se ter esclarecido esta situação no local competente, que era o Parlamento, vieram do PSD e do PS, que na altura sacudiram a água do capote e não quiseram pronunciar-se. O PS, previdentemente,  tem evitado apresentar candidatos salta-pocinhas mas o PSD não resistiu e, portanto, está cheio de problemas ainda por cima nas duas Câmaras politicamente mais significativas – Lisboa e Porto.

 

Eu, por princípio, sou contra a perpetuação de responsáveis de cargos políticos nos mesmos cargos e por isso até achei razoável que houvesse um limite de três mandatos. Acho uma cobardia política que, na altura devida, os deputados tenham fugido a pôr esta situação em pratos limpos – tanto mais que deixaram campo aberto para o que agora está a acontecer: face à mesma situação, vários tribunais decidem de maneira diferente e, nuns casos autorizam a candidatura de quem já tem três mandatos, noutros, não. Tudo isto contribui para desacreditar a política e os políticos, para confundir os eleitores – com eleições já marcadas não se saberá, de certeza certa, quem serão os candidatos em várias autarquias. Um triste espectáculo.

 

(Publicado no diário Metro de 25 de Junho)

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publicado às 12:33

A TÁCTICA DO VALE TUDO

por falcao, em 01.07.09

(Publicado no diário Meia Hora de dia 30 de Junho)


 

A seguir às eleições europeias todos os quadrantes políticos, a começar pelo do Governo, mostraram preocupações com o aumento da abstenção e todos garantiram que o combate ao abstencionismo era uma prioridade. Falou-se muito na necessidade de dignificar a acção política. Num repente, que lhe passou rápido, o Primeiro Ministro até deu sinal de querer mudar de estilo. Foi sol de pouca dura, escassos oito depois voltou aos seus comportamentos habituais.

O que aconteceu na semana passada foi mais um empurrão para os abstencionistas e para os votos brancos e nulos – a verdade é que o folhetim da PT-TVI foi um manual sobre a utilização da ilusão e da mentira em política, um manual de desprezo pelos accionistas de empresas privadas em nome de interesses partidários.

Nos últimos dias todos ficámos a saber pelos jornais que aquilo que um Primeiro Ministro diz no Parlamento não tem que ser verdade, que os bastidores estão cheios de arranjos e combinações, que a falsidade na política é uma forma de estar que até parece natural. Com o comportamento assumido na semana passada no caso da PT-TVI o Primeiro Ministro e o Governo deram um mau exemplo que deve ter levado muita gente a pensar que mais vale uma abstenção do que um voto numa mentira.

Ainda o assunto não tinha esfriado e logo uma fonte do PS anunciou que tinha havido uma reunião para garantir apoios de nomes de centro-direita a José Sócrates nas próximas eleições. Nem 24 horas eram corridas e soube-se que os nomes propagandeados foram não a uma iniciativa partidária, mas a um jantar privado em casa do Ministro da Economia, que convidou vários convivas para trocar impressões, e não para manifestarem apoios ou desapoios. Um dos convivas, António Carrapatoso, deu-se mesmo ao trabalho de emitir um comunicado a distanciar-se das notícias veiculadas - e imagino que alguns outros o não tenham feito porque estão em cargos de nomeação governamental. Seja como fôr, o que aqui está em causa é de novo o paradigma da mentira como forma de actuação política, pelos vistos um comportamento recorrente nos círculos próximos de Sócrates.

Se isto continuar assim as campanhas eleitorais que estão a começar e que vão durar até meados de Outubro – quatro meses – prometem ser um manual de más práticas. Está instalado no Governo o espírito do vale tudo, de não olhar a meios para atingir fins. Quando a coisa chega a este ponto o resultado não pode ser bom.

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publicado às 11:37

É FARTAR VILANAGEM

por falcao, em 07.01.09

(Publicado no diário MEIA HORA de 6 de Janeiro de 2009)



 


Há poucos dias o Governo decidiu autorizar a realização de obras públicas, por ajuste directo, sem concurso público, até ao montante de cinco milhões de euros. A crise e a necessidade de agilizar a execução de novas obras, como contributo para a dinamização da economia, foram as justificações apresentadas. Cinco milhões de euros? - Estamos aqui a falar de obras de uma dimensão razoável, um milhão de contos em moeda antiga.


Como que por feliz acaso esta decisão surge em ano de eleições legislativas e autárquicas – e já se sabe como as obras são sempre um bom argumento eleitoral. Na realidade eu fico completamente espantado com o descaramento da decisão e, também, com o silêncio cúmplice de toda a oposição.


Está visto que vai ser um ano farto em rotundas, obras e obrinhas, arranjos e arranjinhos. O bom senso diz que muito provavelmente, em vez de algumas obras estruturais, mais caras, mais importantes em termos de futuro, mas mais difíceis de autorizar, vão ser malbaratados milhões de euros por esse país fora para satisfazer interesses locais, interesses políticos, interesses partidários.


Uma questão de bom senso e realismo obriga a dizer que, para além dos trunfos políticos que estas obras podem significar, elas podem também auxiliar a encher os cofres das campanhas partidárias graças a generosas e agradecidas contribuições daqueles que forem escolhidos por ajuste directo para tantas obras. Não vai faltar quem queira contribuir e não há-de ser difícil encontrar quem se disponha a receber. É neste pântano que cresce a corrupção.


Gostava de ouvir mais pessoas pronunciarem-se sobre isto, no meio de tanto apelo à moderação, no meio de tanta hipocrisia a propósito de contenção, no meio de uma carga fiscal que não para de aumentar e que atingiu o maior valor de sempre no ano passado. 


Se havia dúvidas de que o regime estava podre e que os partidos que o sustentam para lá caminham, a prova final está aqui. É fartar, vilanagem.


Bem podem os estrategas dos programas dos partidos, a nível nacional e local, desdobrarem-se em promessas de rigor, em juras de honestidade, em declarações de respeito pelo dinheiro dos contribuintes. Os protagonistas desta farsa são os coveiros da confiança dos cidadãos. Não peçam, depois, que as pessoas participem e vão votar. 

 

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publicado às 11:21

(publicado no diário «Meia Hora» de 7 de Maio)


A situação no PSD pode ser um bom momento para se perceber como poderá evoluir o sistema político-partidário português nos próximos anos. A situação criada pela demissão de Luís Filipe Menezes criou espaço para estas mini-primárias, que decorrerão até ao final do mês.


O que está em jogo em cima da mesa é eleger um líder partidário, que será igualmente o candidato a Primeiro Ministro nas legislativas do próximo ano, o responsável pelos outros próximos processos eleitorais (europeias e autárquicas) e, também, o responsável pela constituição do próximo grupo parlamentar do PSD, o que não é de todo uma questão menor e, em determinadas circunstâncias (por exemplo não conseguir derrotar Sócrates), é mesmo decisivo para o futuro do partido.


Na realidade, apesar do pouco tempo para o processo, o que está em jogo nestas directas do PSD é muito mais o médio-longo prazo que o imediatismo do curto-médio prazo. Por isso mesmo era bom que o debate se centrasse em questões estratégicas e políticas, e saísse da esfera em que está, essencialmente centrado em torno de pessoas, das suas reputações, histórias, intenções ou memórias. Se é certo que as pessoas são importantes, não é menos certo que o problema maior do PSD nos últimos anos está na diminuição do seu espaço político, na ausência de ideias novas, da sua descaracterização. Falando claro, o PSD perdeu valor enquanto marca, perdeu posicionamento. É preciso uma espécie de processo de rebranding, não no sentido de mudar de logótipo nem de colocar apenas uma cara nova nos cartazes, mas sobretudo em apontar uma nova missão e novos valores, procurando credibilizar o produto político – desculpem a linguagem «técnica», mas neste caso ela adequa-se bem à situação.


Na conjuntura actual, em que Sócrates ocupou o centro-direita e pegou em muitas questões que eram bandeiras do PSD, o novo líder social-democrata terá que mostrar que não é igual a Sócrates, que tem alternativas concretizáveis e uma linha política que seja capaz de voltar a congregar vontades, unir os militantes e conquistar independentes.


Da maneira que as coisas estão não é tarefa fácil levar o PSD a encontrar o seu lugar.


A tentação do conforto e segurança que as opções «regresso ao passado» apresentam, podem aparentemente parecer as mais seguras, mas arriscam-se também a ser as mais desmotivadoras – sobretudo quando se evita discutir política e ideias. E o fundamental, para assegurar a vida para além dos próximos feriados de Junho, é discutir propostas políticas e ideias, e não apenas pessoas. 

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publicado às 00:26

MAU – Algumas entidades – como a ASAE – utilizam a mediatização para procurarem induzir legitimidade na sua acção. O processo mediatização/ legitimação tem coisas que fazem lembrar o conceito de justiça popular – infelizmente uma forma de actuação que a ASAE mimetiza (os seus agentes actuam de forma discricionária, de acordo com decisões do momento, invocando interpretações e aplicações da Lei por vezes discutíveis, sem validação do poder judicial). É cada vez mais urgente que ao Provedor de Justiça sejam dados meios e poderes para poder fiscalizar a acção de todas estas entidades, autoridades e polícias que pululam e constroem um modo de actuação que perturba os direitos de cidadãos e de entidades privadas. Razão tem Pacheco Pereira quando afirma que, à falta de justiça, saúde e educação, sobram-nos polícias e autoridades que todos os dias aumentam, têm mais poderes e competências – sem que isso se traduza em maior segurança, maior justicça ou em maiores e melhores garantias.  


 


PÉSSIMO – A pior raça de políticos é a que esgrima com o argumento de que tudo o que fazem é a bem da pátria, quando no fim se vai a ver e o bem que procuram tem mais a ver com eles próprios do que com os cidadãos e o país. 



BOM – A «Íntima Fracção» está no site do Expresso, acessível a todos. A criteriosa escolha musical e as palavras contidas de Francisco Amaral estão assim mais disponíveis e podem ser descobertas por mais gente. Antigo programa de rádio, a «Íntima Fracção» tornou-se uma referência que passou por várias estações, da Antena Um à Rádio Comercial, passando pela Rádio Universidade de Coimbra ou a TSF. É o testemunho de uma forma pessoal, criativa e esteticamente empenhada de fazer rádio, uma rádio onde a palavra não é inimiga da música. Agora, todas as semanas, nos blogues do Expresso, a prova de que a beleza tem um som – «Íntima Fracção». Eu costumo dizer que o Francisco Amaral é o meu herói radiofónico que me mantém ligado ao mundo do que vale a pena ouvir e descobrir. 


DIDÁCTICO – Espero que todos os que têm responsabilidade na gestão de espaços culturais, ou da cultura de modo mais lato, tenham lido a entrevista («Actual» da semana passada) que Jorge Calado fez a Peter Gelb, o Director da Matropolitan Opera de Nova Iorque, ex-presidente da editora discográfica Sony Classical. Além da entrevista propriamente dita, ali está enunciado o rol de transformações que Gelb promoveu no ano e meio que leva de funções numa casa que não recebe um cêntimo de subsídios públicos ou do Estado – coisa que só é possível porque existe uma cultura de Mecenato, fundada numa atitude aberta em termos de incentivos fiscais efectivos. A questão não é tanto fazer omoletas sem ovos, é mais ir à procura de bons ovos para grandes omoletas, para enveredar pelo léxico actual da política cultural à portuguesa.




IR – No terceiro aniversário da Casa da Música, destaque amanhã, sábado, para a apresentação da banda rock alternativa The Kills e para a pop electrónica dos The Whip, vindos directamente de Manchester. Domingo às 18h00 a estreia de Maria João Pires na Casa da Música e, à noite, o trio de jazz do pianista norueguês Tord Gustavsen. Um programa atraente e diversificado, à imagem do que tem sido a mais recente gestão deste espaço. 


 


OUVIR – O Concerto para piano nº5 (também conhecido como Concerto do Imperador), numa interpretação de Mikhail Pletnev, um pianista russo que nos últimos anos se tem distinguido no seu trabalho sobre as obras de Beethoven. Nesta gravação, da Deustche Grammophon, Pletnev é acompanhado pela Orquestra Nacional da Rússia, dirigida por Christian Gansch. Esta obra de Beethoven, estreada em Novembro de 1811, foi pensada pelo seu autor como uma prova do seu próprio virtuosismo enquanto pianist. Pletnev ensaiou uma abordagem diferente da mais usual, modificando o tempo, e propondo uma nova leitura da obra. Há quem considere que o tempo é demasiado rápido, mas a verdade é que Pletnev conseguiu assim recriar a vivacidade que Beethoven desde o início definiu como a matriz deste Concerto. 


 


LER – A edição nº19 da revista «Attitude», com o foco na cidade marroquina de Tânger. A «Attitude» é uma das mais interessantes revistas editadas em Portugal, essencialmente dedicada ao design, arquietctura e decoração de interiores. 




PETISCAR – No piso térreo do Hotel Tivoli, em Lisboa, nasceu há poucas semanas uma réplica da célebre Brasserie Flo, de Paris. Decorada como a casa-mãe, confortável, de serviço intocável, esta Brasserie fazia falta na Avenida da Liberdade. É belíssima a chucrute, com carne fumada, salsicha, tempero impecável, mostarda como deve ser. Do outro lado da mesa os elogios ao bife tártaro eram veementes, as ostras de entrada estavam perfeitas. Atendendo ao local e à qualidade, o preço é mais que razoável. Que assim se mantenha, pode ser que se tenha ganho finalmente uma Brasserie em Lisboa. 


 


CONSUMOS – As gelatinas Royal que se vendem feitas em embalagens individuais são bem boas. O problema está que muitas vezes elas esquecem que deviam ter abertura fácil e revelam-se bem difíceis de provar. Hão-de convir que aberturas difíceis é um daqueles problemas que irrita quem faz incursões ao frigorífico. ~


BACK TO BASICS – A moda é uma forma de fealdade tão insuportável que somos forçados a alterá-la de seis em seis meses, Oscar Wilde. 

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publicado às 10:28

OS LOUCOS TOMARAM CONTA DO HOSPÍCIO

por falcao, em 13.04.08

A insanidade percorre o país e conquistou os líderes partidários que deixaram de ter cuidado com as palavras e os actos. Desde os ataques de Louçã a Jorge Coelho, passando pelo apelo à censura da destacada socialista que (mal) dirige a Direcção Geral da Educação do Norte, terminando agora nas acusações do deputado social democrata Rui Gomes da Silva a Fernanda Cãncio. Ela não precisa de defesa, mas que me lembre já escrevia e reportava antes de Rui Gomes da Silva ter a notoriedade que lhe deram. Quando os ataques pessoais são matéria para guerra política vai tudo mal - e está tudo mal no amplo espectro partidário português. Esta gente está a dar cabo dos partidos e do sitema político. E como bem diz Francisco José Viegas no seu blog, Fernanda Cãncio é muito melhor jornalista que Rui Gomes da Silva político.

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publicado às 11:34

...

por falcao, em 07.02.08
SOBRE A MENTIRA NA POLÍTICA
(Publicado na edição de dia 6 de Fevereiro do diário «Meia Hora»)

O «Expresso» do passado dia 26 de Janeiro tinha na primeira página uma fotografia de Correia de Campos, então ainda Ministro da Saúde, com esta legenda: «Agarrado à cadeira, Correia de Campos explica em entrevista ao Expresso que não lhe passa pela cabeça sair do Governo».

Três dias depois, a 29, soube-se que o Ministro estava de saída do Governo. O gabinete do Primeiro Ministro distribuiu uma nota onde explicava que Correia de Campos saía do Governo «a seu pedido». No sábado passado o «Sol» dizia o que era a evidência: «Ministros remodelados não queriam sair» .

Vem isto a propósito da utilização da verdade, do recurso à mentira, da ética na política.

Que me lembre o actual Primeiro-Ministro contornou a verdade em várias ocasiões: ao dizer que não aumentaria impostos antes das eleições, ao dizer (também em eleições) que submeteria o eventual novo texto regulador da Comissão Europeia a referendo, ao dizer que não admitia para o novo aeroporto outra opção que não a Ota, ao dizer que não havia recebido o estudo do LNEC quando afinal já sabia o teor geral das suas conclusões, ao dizer no início do ano que não estava à vista nenhuma remodelação. Já nem falo das trapalhadas pessoais em que se envolveu com os detalhes sórdidos da conclusão da sua licenciatura, com o facto de existirem suspeitas de que teria feito assinaturas de favor em projectos de pessoas que estavam impedidas legalmente de os fazer, na eventualidade de ter indevidamente acumulado um subsídio de exclusividade durante parte de um seu mandato como deputado. Pior: perante factos ele clama, indignado, contra o que diz ser uma campanha movida contra si.

O retrato geral que ao fim deste tempo José Sócrates proporciona é o de alguém que não se preocupa nada em quebrar uma promessa eleitoral, que prefere deturpar, esconder ou esquivar-se a determinados factos sobre a sua pessoa ou a acção do Governo. Em suma, gastou o capital de confiança e já se começa a duvidar do que diz. Como se pode agora acreditar que as reformas são para continuar, se todos os sinais vão em sentido inverso? A política não tem que ser baseada na mentira – apesar de esta ser a linha geral a que infelizmente tantos políticos – e este Governo em particular – nos tem habituado. Em política a mentira é a mãe da demagogia. E demagogia é o que não falta ao presente executivo.

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publicado às 10:15


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