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TODO O TEMPO É FEITO DE MUDANÇA

por falcao, em 30.12.16

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TEMPOS - Em 2017 os primeiros nascidos da Geração Z completarão 21 anos. Vieram ao mundo em 1996, ao mesmo tempo que o Google. Fazem já parte integral do universo digital. Mais do que isso, de um mundo onde a comunicação é constante, disponível em qualquer lugar, como nunca antes deles. No bolso levam computadores mais potentes que os PC’s do ano em que nasceram. Fotografam, escrevem e filmam com eles. Acessoriamente também os usam para telefonar. Comunicam entre si por sistemas de mensagens. Da mesma forma que a geraçaão nascida nos anos 60 ouvia música em transistores fanhosos, e a dos anos 80 andava de walkmans atrás, esta geração ouve e vê em streaming e partilha a vida online. Acompanharam o nascimento do Facebook em 2004, do Twitter em 2006, do iPhone em 2007 (e depois começaram os outros smartphones...), do Instagram em  2007, do whatsapp em 2009. Muitos vêem mais video, filmes e séries nos ecrãs dos telemóveis, tablets e laptops que nos aparelhos de televisão tradicionais. Para uma percentagem importante o canal principal de imagem é o YouTube, que nasceu em 2005. Se olharmos bem para estas datas, estamos perante uma geração que assistiu e cresceu a par com o novo mundo digital e móvel. Em Portugal, actualmente, segundo a Marktest,  35% das páginas dos sites são acedidas através de equipamentos móveis. Entre estes equipamentos, os acessos por smartphone representaram 30% ,  enquanto os tablet foram responsáveis por 5% dos pageviews. Para usar uma expressão da consultora de inovação Fabernovel, a GAFAnomics (o sistema económico desenvolvido pela Google, Apple, Facebook e Amazon) já é coisa corrente e agora está a crescer uma nova economia, onde a inteligência artificial, a realidade aumentada, os carros autodirigidos de motores eléctricos e a segunda geração da conquista espacial estão ao virar da esquina do tempo. É uma geração que, no dia a dia, nas marcas,  valoriza a atracção, a relação que se estabelece, a prontidão na resposta e a capacidade de crescimento. É este o próximo desafio. 2017 está aí e é a porta aberta para o Futuro.

 

SEMANADA - Numa reunião do PS o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, comparou as conversações na concertação social a uma negociação numa feira de gado; dias depois veio pedir desculpa, mas só após diversas entidades terem manifestado o seu desagrado; os protestos vieram de parceiros da concertação social e de negociantes de gado; os combustíveis estão a aumentar há cinco semanas; ao longo deste ano os acidentes de viação provocaram um morto por semana; no ano passado existiam 176 docentes contratados por universidades portuguesas que não recebiam qualquer remuneração; sobre este facto o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, disse estar "tranquilo" e considerou que a situação de docentes a trabalhar nas faculdades sem remuneração "é normal";  nos dez primeiros meses do ano foram comunicadas ao Ministério Público quase 4300 alertas por suspeitas de branqueamentos de capitais; segundo a Polícia Judiciária António Palolo é o pintor português mais falsificado de sempre; o Presidente da República sublinhou que a Justiça nacional “é ainda muito lenta”; em 2017 Lisboa vai ser a capital ibero-americana da Cultura; o Governo autorizou por estes dias a transferência de mais de meio milhão de euros para quatro autarquias governadas pelo PS - Proença-a-Nova, Arruda dos Vinhos, São Pedro do Sul e Penamacor.

 

ARCO DA VELHA - Familiares directos do presidente da Câmara de Gaia, e do vice-presidente, a adjunta da presidência e autarcas de juntas de freguesia, todos com responsabilidades políticas no PS, integram a direcção, remunerada,  de três das principais instituições de solidariedades social do concelho, a quem a autarquia entregou o negócio dos Ateliers de Tempos Livres (ATL) nas escolas, que antes eram geridos pelas associações de pais.

 

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FOLHEAR - Desde 2014 a equipa editorial da Monocle começou a publicar em Dezembro uma edição especial, autónoma, a que chamou “The Forecast”, porque explora tendências. Há duas semanas saíu a terceira edição e o tema de capa deste novo “The Forecast” é o evoluir da comunicação entre as pessoas, com base no princípio de que nada substitui uma boa conversa. Tal como a “Monocle”, a publicação não tem uma conta de Facebook - para sublinhar o seu apego à continuada importância do papel impresso como forma de comunicação. “The Forescast” é quase um livro - tem 210 páginas em bom papel, e incorpora um suplemento adicional de 50 páginas sobre 100 ideias, destinos, design e descobertas que vale a pena fazer em 2017. Na declaração de princípios deste “Monocle 100”, uma frase define tudo: “Na paisagem digital acontece o expectável; no mundo real, cara a cara, pés no chão, coisas inesperadas e interessantes acontecem”. A primeira imagem deste “Monocle 100” é da Praia da Arrifana, em Aljezur. Nada substitui ir ao sítio, falar com as pessoas, olhos nos olhos, à volta de um café ou de uma refeição - esse é o mote de toda esta publicação. “The Forecast” sublinha que uma reportagem não se faz através da internet - faz-se indo aos locais, falando com as pessoas - uma verdade básica que por vezes hoje é esquecida. Temas imperdíveis: como envelhecer bem, a importância do transporte automóvel na vida das cidades,  exemplos de boa televisão na Dinamarca e na Alemanha. Custa 18 euros e vale a pena - é boa companhia para muitas horas.

 

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VER - A Galeria Quadrado Azul, criada por Manuel Ulisses, foi buscar o seu nome à revista fundada por Almada e Amadeo no tempo do futurismo. A Galeria Quadrado Azul nasceu no Porto em 1986 e abriu outras portas em Lisboa, em 2006. Para assinalar os 30 anos de actividade Manuel Ulisses, apresenta nas Quadrado Azul do Porto e Lisboa duas exposições colectivas, comissariadas por Miguel Von Hafe Pérez, ambas com o título genérico QAXXX. A de Lisboa (na imagem) fica até 14 de Janeiro e a do Porto até 25 de Fevereiro. Em ambas estão expostas obras de artistas que marcaram a actividade da Galeria, como Alberto Carneiro, Álvaro Lapa, Ângelo de Sousa, Artur Barrio, Candice Lin, Fernando Lanhas, Francisco Tropa, Hugo Canoilas, José de Guimarães, José Pedro Croft,  Mica Tajima, Paulo Nozolino, Pedro Tropa, Susana Solano e Renato Ferrão, entre outros. Porto: Rua Miguel Bombarda 553; Lisboa: Rua Reinaldo Ferreira 20A, Alvalade. Outras sugestões: reabriu o Museu de Arte Popular com a exposição “da fotografia ao azulejo”, até 1 de Outubro de 2017. A exposição mostra aspectos de Portugal e de tradições regionais, tomando como ponto de partida o azulejo e a imagem fotográfica que muitas vezes o inspira. Finalmente se passarem por Elvas, até 16 de Abril, não percam no Museu Colecção António Cachola Rua da Cadeia) a exposição “Crystal Clear”, de Augusto Alves da Silva, uma das melhores mostras de 2016.

 

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OUVIR - Aos 71 anos Neil Young continua a surpreender. Está a tornar-se comum descobrir como alguns nomes do rock conseguem manter o seu espírito criativo tão aceso durante tanto tempo, e no entanto isto não é surpresa noutras artes - basta ver Clint Eastwood no cinema ou David Hockney nas artes plásticas para ter bons exemplos disso mesmo. A carreira musical de Neil Young começou há 50 anos, com os Buffalo Springfield mas a fama a sério veio com Crosby, Stills, Nash & Young. Ao longo da sua carreira Neil Young sempre gostou de abordar temas políticos e sociais e o seu novo álbum, “Peace Trail” é musicalmente oriundo dos blues e do rock (logo a começar pela sua inconfundível guitarra) e tematicamente relata situações concretas na política americana e na situação mundial, um pouco como um jornal de actualidades cantado. Há duas canções que fogem desse universo - “Can’t Stop Working” explica porque é que aos 71 anos ele continua a gravar discos atrás de discos e como isso é fundamental para se sentir vivo; e a faixa final, “My New Robot”, explora sonoridades electrónicas que fazem lembrar o seu álbum Trans. “Mr Pledge” fala das pessoas já com alguma idade que “caminham com os seus olhos postos  num ecrã” - é uma metáfora dos tempos modernos. “Indian Givers”, “Texas Rangers”,  “Show Me” e “John Oaks” são outras canções a reter neste disco onde Young conta com a participação do baterista Jim Keltner e do baixista Paul Bushnell. Musicalmente "Peace Trail" é dos seus melhores trabalhos dos últimos tempos. Pode ouvir no Spotify, onde Young finalmente autorizou que a sua obra fosse acessível.

 

PROVAR -  Estou fã da Mercearia dos Açores e da Loja Açores, estabelecimentos inteiramente dedicados aos produtos do arquipélago. Na Baixa, Rua da Madalena 115, fica a propriamente dita Mercearia dos Açores e junto a Picoas, na Rua Viriato 14, fica a Loja Açores. O destaque vai para os diversos queijos dos Açores, que são dos melhores de Portugal e também para a belíssima manteiga Rainha do Pico. Bolo lêvedo, doces artesanais (de amoras, maracujá, physalis, ananás ou capucho, entre outros), biscoitos de canela, chá Gorreana nas suas várias qualidades e numerosas conservas das melhores marcas açorianas - nomeadamente as Santa Catarina, da ilha de S. Jorge, com atum temperado com gengibre, funcho, tomilho ou tomate picante são incontornáveis. A loja da Rua da Madalena é maior, mas a das Picoas tem também os principais produtos. E se não estiver em Lisboa pode sempre usar a loja online em www.merceariadosacores.pt. Há também um belíssimo patê de atum com oregãos e flocos de atum temperados, ideais para sanduíches. Entre as bebidas destaque para os vinhos do Pico, nomeadamente os brancos, e para o Gin Goshawk. Na charcutaria prove o chouriço picante ou a morcela de S. Miguel. Uma visita à loja online mostra bem a diversidade de produtos disponíveis.

 

DIXIT -  “O PM faz o discurso de Natal numa creche. O PR comenta, lamentando, a morte de George Michael. O MNE chama gado aos parceiros sociais. Alguém consegue levar os nossos governantes a sério? Mais grave, será que eles se levam a sério?” - João Marques de Almeida, no Facebook

 

GOSTO - As subvenções públicas aos partidos políticos e às campanhas eleitorais vão ser reduzidas em definitivo em 10% e 20%

 

NÃO GOSTO - A dívida pública portuguesa chegou ao fim de 2016 com um significativo aumento face a 2015.

 

BACK TO BASICS - Jamais haverá ano novo se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos - Anónimo

 

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