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por falcao, em 19.11.07
BOM – A mais recente edição da revista «Atlântico» tem sobejos motivos de leitura: um texto programático de José Miguel Júdice sobre a política portuguesa; uma deliciosa análise de Gunter Grass por Vasco Pulido Valente, uma entrevista a Paul Auster por Pedro Mexia (que bom qunado o entrevistador sabe do que fala…) e, sobretudo, mais um magnífico artigo de Rui Ramos sobre a História de Portugal, desta feita sobre as invasões francesas, há 200 anos, e os seus efeitos ao longo do tempo.


MAU – Os atropelamentos sucedem-se porque os radares de velocidade estão nas vias rápidas em, vez de estarem em zonas residenciais. Se a Polícia Municipal servisse para alguma coisa estaria a controlar o que se passa em pleno centro da cidade em vez de locais onde nem há passadeiras de peões. Alguém já experimentou controlar a velocidade bem no centro de Lisboa, como na Avenida Miguel Torga, em Campolide?


PÉSSIMO – Hugo Chavez está a um passo de fazer aprovar uma Constituição que consagra a expropriação da propriedade privada e lhe permitirá continuar indefinidamente a ser Presidente da Venezuela. O pai, Hugo de Los Reys Chavez, é governador do Estado de Barinas (de onde a família é originária); mas como a idade avançada já lhe provoca limitações, foi criado especialmente o cargo de secretário de Estado do Governador (que não existe em mais nenhuma provícia da Venezuela) para Argenis Chavez, um dos irmãos do Presidente. Outro irmão, Anibal Chavez é Presidente da Câmara de Sabanita, a terra natal do clã. E um outro irmão, Adan Chavez, é o ministro da Educação responsável pelas recentes e bizarras imposições de programas escolares «revolucionários». Agora o melhor: na semana passada, ao mesmo tempo que o Primeiro Ministro e o Rei de Espanha criticavam publicamente o ocupante da presidência venezuelana, o Primeiro Ministro José Sócrates convidou Hugo Chavez para visitar oficialmente Portugal já nos próximos dias. Diz-me com quem andas…


O MUNDO AO CONTRÁRIO – Confrontada com o encerramento de salas nos principais museus portugueses por falta de guardas e falta de verba, a Ministra da Cultura, que tutela aos museus, teve por reacção dizer alto e bom som que a culpa não era dela, mas sim do Presidente do Instituto dos Museus, a quem há bem pouco tempo elogiava com fartura, quando se tratou de afastar umas pessoas e promover outras.


INDEFESOS – A sucessão de acidentes das últimas semanas mostra uma coisa: o Estado está mais interessado em reprimir do que em prevenir, uma velha distorção da sociedade portuguesa, muito mais dada a passar multas do que em resolver a causa dos problemas ou prevenir o seu surgimento. Alguma razão há-de haver para tanto acidente com veículos pesados nos últimos dias e isso é que era bom perceber.


PETISCAR – Bom almoço, boa conversa, uma vista larga sobre Lisboa e uma bela proposta: cannelonni de lagosta com vieiras de um lado, e risotto de ostras do outro. Vinho Loridos branco, a copo. Serviço médio, qualidade da comida muito boa, preços razoáveis para os pratos e vinho em causa. A coisa passa-se no restaurante do El Corte Inglês, no sétimo andar. Telefone 213711724. Uma descoberta.


LER – «As Mulheres de Meu Pai». de José Eduardo Agualusa, saíu há uns meses mas só agora o li. Fiquei conquistado pela forma magnífica da escrita, mas sobretudo pela história em si: a vida de um músico africano entre Luanda e a Ilha de Moçambique, cujo percurso e episódios de vida são revisitados pela filha Laurentina (o nome da marca de uma cerveja angolana), que tenta construir um documentário sobre o pai, Faustino Manso. No fim o livro ganha uma pujança ainda maior, fica com uma escrita ainda mais cinematográfica – quase com anotações de direcção. Fascinante.


OUVIR – Herbie Hancock nasceu em Chicago em 1940 e tornou-se notado como um dos grandes pianistas do jazz logo nos anos 60. Aos 23 anos foi convidado por Miles Davis para o seu quinteto. Em finais dos anos 60 escreveu a banda sonora de «Blow Up» de Michelangelo Antonioni. Agora, com 67 anos, Hancock atirou-se ao repertório de uma das grandes folk singers norte-americanas, Joni Mitchell. O seu novo disco chama-se «River- The Joni Letters» , e para além da própria Mitchell, conta com participações de Norah Jones, Corinne Bailey Era (porventura a melhor interpretação vocal do disco, precisamente em «River»), Tina Turner , Luciana Souza e Leonard Cohen. Pelo meio fica uma versão de «Nefertiti», um tema de Wayne Shorter, do tempo em que ambos tocavam com Miles Davis. CD Verve, Universal Music.


VER – A exposição «Planos», de Pedro Calapez, na galeria Lisboa 20, Rua Tenente Ferreira Durão 18-B, em Campo de Ourique. Obras a três dimensões, com recurso a volumes e formas que evocam esculturas e instalações e se cruzam com a pintura. Inesperado e sedutor.


BACK TO BASICS – Alguns políticos, como Santana Lopes, são como os gatos: têm sete vidas; não vale a pena é tentarem esgotá-las todas em rápida sucessão.

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publicado às 09:53


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