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por falcao, em 02.10.07
BOM – O surgimento da edição portuguesa da revista «Time Out». Aqui está um guia que faltava, completo e transversal, que fazia falta desde que o «Se7e» acabou, um guia melhor que qualquer dos roteiros e suplementos que os diários generalistas publicam. Se os críticos das diversas áreas forem um bocadinho mais acutilantes e menos consensualistas os leitores ficarão ainda mais a ganhar.


MAU – O aumento da carga fiscal em Lisboa – que já é a cidade mais penalizada do país. Ser habitante de Lisboa quer dizer sofre muito, pagar e calar para se ter muito pouco em troca. A Câmara nem presta em condições os serviços mínimos que devia e agora António Costa adoptou a típica medida socialista: aumentar os impostos. Daqui a dois anos vamos ver quanto cortou na despesa e quanto aumentou na receita dos cidadãos. Contra isto é que não vejo o ex-activíssimo José Sá Fernandes insurgir-se e defender os direitos dos cidadãos, como tanto gosta de apregoar.


PÉSSIMO – Por mais que se queira entender, o programa de troca de seringas dentro das cadeias é o legitimar do tráfico de droga em estabelecimentos prisionais, debaixo do olhar dos guardas, num local onde o crime é suposto ser punido. Em vez de recuperação, a permissividade – eu sei, é mais fácil.


DESILUSÃO – O filme «O Capacete Dourado» de Jorge Cramez, mais uma oportunidade falhada no cinema português – à partida parecia haver tudo para funcionar – depois a narrativa perde-se, o argumento titubeia, os diálogos são desesperantes. Salva-se a interpretação de Eduardo Frazão no papel principal, mas o desempenho de Ana Moreira reforça a ideia de que é uma actriz demasiado repetitiva e sem capacidade de criação de personagens.


O MUNDO AO CONTRÁRIO – Eu achava que quando se deita uma moeda num parquímetro se estava a pagar à EMEL e à cidade, e não a uma rua em particular. Engano – detentor de de um bilhete válido por mais meia hora, coloquei o carro num outro local que não aquele onde tinha tirado o bilhete (ainda em validade de tempo) e eis que um pressuroso agente da EMEL me diz que tinha de pagar mais porque estava noutra zona. O dinheiro não vai para o mesmo cofre? Por acaso saí da cidade? Se isto não é roubo à mão armada, o que é?


PESADELO – Mário Soares elogia Hugo Chávez; Mário Soares revela-se intermediário de negócios petrolíferos da Galp com a Venezuela; Mário Soares é recebido por Cavaco Silva na companhia do Presidente da Galp. Tal está a molenga…


PETISCAR – Já aqui falei do tema, mas nunca é demais voltar ao convívio dos petiscos goeses do tradicional Sebastião (o homem do «Cantinho da Paz» e, desde há 35 anos, um pioneiro da boa comida indiana em Portugal), agora no Restaurante Casa de Goa, que fica na Calçada do Livramento 17, junto ao Palácio das Necessidades. A sala é boa, o serviço é atento, a qualidade e o tempero da comida são irrepreensíveis. Ainda por cima a Casa de Goa dispõe de estacionamento próprio, não há preocupações com parquímetros nem reboques, um alívio nesta cidade escravizada pela EMEL. Telefone 21 393 01 71.


LER – Isto nem é bem um livro, é mais um opúsculo, mas é delicioso. Reúne contos curtíssimos e divertidíssimos (além de muito bem escritos), da autoria de J. P. Simões, com desenhos deliciosos de André Carrilho. São 60 páginas de puro prazer, estas que compõem «O Vírus da Vida», uma edição da Sextante. J.P. Simões, recorda-se, é homem de vários talentos e foi a voz dos Bellechase Hotel antes de iniciar uma carreira a solo.


FOLHEAR – A edição de Setembro da revista «Egoísta» é dedicada ao sexo. Assim mesmo, sem rodeios. E embora não perceba porque é que uma edição com este tema abre com um escrito de Inês Pedrosa, tem que se reconhecer que as fotografias de Pedro Cláudio, Augusto Brázio, Luís de Barros, Sandra Rocha e sobretudo João Carvalho merecem bem ser vistas. Tal como merecem ser lidos o diálogo imaginado de Camilo a Eça urdido por Vasco da Graça Moura, os textos de José Eduardo Agualusa e de Hélia Correia e o belíssimo momento de Nelson Rodrigues.


OUVIR – As sonatas para piano nº 28, Opus 101, e nº 29, Opus 106, de Beethoven, na interpretação de Mitsuko Uchida, verdadeiramente arrebatadora. O «The Independent On Sunday» dizia que esta interpretação da pianista japonesa «é tão deslumbrante que parece que se estão a ouvir estas obras pela primeira vez». CD Philips, Universal Music.



PERGUNTANDO… O Dr. António Costa saberá quantas faixas de circulação úteis existem rotineiramente na Avenida João Crisóstomo? Já desistiu de pôr ordem no estacionamento caótico ou era apenas fogacho de início de mandato?


BACK TO BASICS – «Quando a investigação é mal feita ou os investigadores estão num beco sem saída, então todos os dias e a todas as horas aparecem informações ciurúrgicas, sempre absolvendo os investigadores (de incompetência, de ineficácia, de negligência) e quase sempre apontando a dedo os culpados de ocasião.» (António Marinho e Pinto, advogado).

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publicado às 11:14


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