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por falcao, em 29.07.03
SERVIÇO PÚBLICO

Não resisto a citar um excerto da introdução escrita por Moisés de Lemos Martins ao livro «Televisão e Cidadania, contributos para o debate sobre o serviço público, editado pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sob coordenação de Manuel Pinto . Então aqui vai: A sociedade civil funda-se no amor pela liberdade, pois apenas os actos livres podem demonstrar a sua existência. Será então um acto de liberdade cívica, por exemplo, aceitar pagar uma taxa que assegure a estabilidade financeira da televisão pública. Essa é, aliás, uma condição necessária, embora não suficiente, a um serviço público de televisão. Como garantir de outro modo a sua independência política diante dos governos e a qualidade da sua programação no meio da impiedosa selva da concorrência entre anunciantes? É também um acto de liberdade cívica fiscalizar o serviço público prestado. Fiscalizar é assegurar qualidade. E não será menor acto de liberdade cívica participar na produção de conteúdos. Aos criadores, promotores e divulgadores culturais, às Universidades, designadamente àquelas que formam profissionais dos media, às instituições educativas, científicas, artísticas e culturais, devem ser garantidas efectivas condições de acesso às grelhas de programação, por exemplo através de um concurso permanente de ideias de programas.

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publicado às 20:05

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por falcao, em 29.07.03
OLHEM PARA BOB HOPE!

O artigo chama-se «The C.E.O. of Comedy» e é um perfil do actor escrito em Dezembro de 1998 por John Lahr para a «New Yorker». Pode ser lido aqui. Excerto para aguçar o apetite: Like any shrewd C.E.O., Hope believed in careful product planning. He employed as many as five press agents at a time, and he brought his particular combination of gall and good-enough looks onstage with a distinctive swagger: chest out, body pitched forward on the balls of his feet, hands cupped behind his swinging arms—as Jack Benny quipped, like a headwaiter trying to get a tip. “He came on as if he were carrying a great weight of almost civic dignity in front of him,” Sir Laurence Olivier once told the BBC. “It’s very amusing.” Hope also established a kind of joke factory, which has remained intact from the late thirties until today. (Even now, he keeps a skeleton crew of two writers on retainer.) “I believe I was the first of the comedians to admit openly that I employed writers,” Hope told William Faith in 1981, in “Bob Hope: A Life in Comedy,” which is perhaps the best book about him. “In the early years of radio, comedians fostered the illusion that all of those funny sayings came right out of their own skulls.”

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publicado às 13:19

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por falcao, em 29.07.03
CURIOSIDADES

Caso estivesse na platéia condenada a assistir ao prosseguimento do drama nacional, o que diria Oswaldo Aranha? O que pensaria do espetáculo hoje protagonizado por Lula da Silva, secundado por homens como João Paulo Cunha e Maurício Corrêa repleto de canastrões procedentes de todos os partidos ou siglas promovidas a “movimentos sociais”? - quem escreve assim é Augusto Nunes, a propósito da figura de Oswaldo Aranha, cujo perfil traça No Mínimo. Navegando por ali percebe-se como o desencanto com o folclore de Lula começa a nascer um pouco por todo o lado, e em primeiro lugar pelos jornalistas e opinidores que o louvaram em tempos. Curioso...

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publicado às 13:15

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por falcao, em 29.07.03
HISTÓRIA

Amigos meus dizem-me que corre por aí um abaixo-assinado a propósito do fim do programa «O Lugar da História» com a mudança que vai acontecer no Canal 2. Como tenho a ver com esta mudança quero esclarecer - e isto já foi dito publicamente - que o facto de um programa acabar enquanto tal não significa que o tema que ele encerra seja descontinuado. Bem pelo contrário, o que vai acontecer é que na realidade existirão mais documentários sobre a temática histórica do que até aqui. A ignorância é a mãe de todos os disparates - mas quando se resolve emitir opinião sem ter os dados todos da questão é o que acontece com maior frequência.

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publicado às 12:55

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por falcao, em 29.07.03
LIMITES

A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros - se todos se lembrassem deste princípio basilar a nossa vida era muito mais fácil, o respeito entre todos era muito mais evidente, a justiça seria bem mais simples. A verdade é esta: há limites para a Liberdade, para as várias liberdades - se eles não existirem, muito pura e simplesmente deixa de existir Liberdade. A Liberdade não é um bem infinito.

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publicado às 12:25

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por falcao, em 28.07.03
O JANTAR

Há um jantar em Belém. Por junto é a única notícia do dia. A ver vamos se sai sumo ou se é só conversa. Juntar é fácil, mudar é que é mais difícil.

E, depois, não sei bem se a muitos interessa mudar: há quem continue a pensar que não interessa o que acontece aos outros desde que connosco continue tudo bem. Há quem continue a achar que os princípios são uma ideia geral. Há quem continue a achar que somos todos iguais, mas que uns são mais iguais que outros. Há quem continue, pura e simplesmente, a não se interessar enquanto o caso não lhe bater à porta. Isto resume, penso eu, o que se passou no país nos últimos seis meses.

Acho bem que se mude o que tiver de mudar, que se corrija o que estiver mal, que haja consenso sobre estas coisas, mas que se faça justiça, que não se protejam ainda mais os que já são protegidos, que não se estabeleçam protecções especiais a coberto de cargos. Para o cidadão comum o que interessa é que sejamos de facto todos iguais, com os mesmos direitos e deveres. Entre os políticos há quem, subliminarmente, queira um tratamento especial. Entre os jornalistas, convém dizê-lo, também surgem vozes a apelar a uma «descriminação positiva».

Este filme tem justiceiros a mais, esperemos que as verdadeiras vítimas, os que foram molestados, não acabem mais vítimas ainda de protecções especiais que se estabeleçam e que acabem por levar este caso a lado nenhum.

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publicado às 13:35

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por falcao, em 27.07.03
IGUAL

Cada vez que vejo um carro igual ao teu vejo-te lá dentro.

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publicado às 13:10

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por falcao, em 27.07.03
DOMINGO

Hoje a praia vai estar cheia, os restaurantes insuportáveis. Fico por aqui, no jardim, bem sentadinho, a ouvir uns discos («Footsteps Of Our Fathers» de Branford Marsalis e «Up For It» de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette) e a deliciar-me com um extraordinário livro sobre História recente: «Hitler & Churchill, Secrets Of Leadership», de Andrew Roberts. Pelo meio umas cervejotas, mais para a tarde um vodkita. Parece-me que a coisa não vai correr mal.

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publicado às 13:05

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por falcao, em 27.07.03
PILHAGENS

Outro dia o Pedro Lomba escrevia assim:Estou sem assunto para escrever. Mas esperem aí que ainda não li os jornais. na sua Flor De Obsessão . Também ando há uns dias à volta do mesmo. Já li os jornais todos e resta-me pilhar os blogs dos outros para ter um bloguito para escrever. Para retratar o estado actual dos temas da imprensa sugiro a página 28 do «Público» de hoje, dedicado a este tema: «Burro mirandês reconquista lentamente a importância perdida». Tem uma caixa com um título também sugestivo: «Novas utilizações para o animal». E ao lado podem ler-se «Curiosidades Asininas», com especial destaque para a problemática das burras com cio.

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publicado às 12:23

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por falcao, em 27.07.03
HÁ MUITO TEMPO QUE NÃO ME DIVERTIA ASSIM

Não resisto a uma citação, que aqui fica com a devida vénia ao seu autor, Pedro Mexia:AO SÁBADO SOU MASOQUISTA: Lá me esforcei, como de costume, por ler até ao fim um único colunista do primeiro caderno do Expresso, e como sempre caí no tédio mais desesperado (embora a enésima ruminação do Prof. Espada sobre a gentlemanship seja antológica). E depois, o primeiro caderno do Expresso tem para mim esta característica exasperante: mesmo quando concordo com a opinião de um artigo (p. ex. sobre o Iraque), nunca concordo com a argumentação usada, com a prosa, como tudo isso. Leio divertido as habituais secções Vamos Acabar Com Este Gajo Para Ver Se O Professor Avança (notícias e opiniões sobre Santana Lopes) e Este Estupor Fez Durante Uns Anos Um Jornal Muito Melhor Que O Nosso (notícias e opiniões sobre Paulo Portas). Depois, amarfanho o lençol de papel e lá vai ele forrar o sítio do gato. Só que eu não tenho gato. . Isto e muito mais pode ser sempre lido no Dicionário do Diabo.

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publicado às 12:14



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