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por falcao, em 24.10.03
A ESQUINA IMPRESSA

Porque hoje é sexta feira, é dia d'A Esquina aparecer impressa no «Jornal de Negócios»-

Excertos:

Dediquei o meu fim de semana a ler dois livros: «Confissões de Um Director de Jornal» e «The Mammoth Book Of Journalism». O primeiro, cómico, é editado pela Dom Quixote e relata as memórias de certa fase da vida de José António Saraiva como director do «Expresso». O outro, coisa séria, é uma colectânea de textos de grandes jornalistas, seleccionados e editados por Jon E. Lewis e publicados pela Robinson.

Vale a pena aqui dizer que eu próprio integrei a redacção do «Expresso» e participei nas animadas reuniões de segunda-feira à hora de almoço em que Vicente Jorge Silva ironizava, brilhantemente, sobre o primeiro caderno, enquanto o autor do livro ora publicado escarnecia com desdém, e sem rasgo, das preocupações da «Revista», que então dava os primeiros passos, ainda integralmente em papel de jornal.

ao longo das suas 550 páginas «The Mammoth Book Of Journalism» publica reportagens que ficaram na História, desde o relato da morte pela guilhotina de um homem, em Roma, ocorrido em 1845, escrito por Charles Dickens, até uma actualíssima reportagem de um bombardeamento a Bagdade em 2003, feito por Robert Fisk. Pelo meio ficam os históricos relatos da Convenção Republicana de 1972 por Hunter S. Thomson, o texto de Gore Vidal sobre a experiência de um americano na Mongólia em 1982 e ainda um retrato de Spielberg feito por Martin Amis no mesmo ano. Espalhadas pelas páginas do livro estão reportagens e relatos de George Orwell, Ernest Hemingway, Mark Twain, Winston Churchill, Jack London, John dos Passos, Dorothy Parker, John Reed, John Steinbek, Tom Wolfe ou James Cameron. Esta é daquelas leituras que falta a muita gente – para ao menos quando falam sobre jornalismo e comunicação poderem ter uma ideia sobre a essência daquilo que dizem.



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publicado às 07:27

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por falcao, em 24.10.03
INDEPENDÊNCIA

Excerto da minha coluna de hoje em »O Independente»

...O facto de cada um de nós ter uma posição própria deve levar a ser ainda mais cuidadoso a garantir a respectiva independência na vida profissional, nas posições que toma. Todos temos o direito a ter opções políticas, a ter posições críticas, a pensar pela nossa cabeça. E é bom que aqueles que de alguma forma têm vida pública sejam conhecidos por aquilo que pensam e não sejam hipócritas ao ponto de considerar que a independência é a ausência de posição.

Em Portugal, infelizmente, são aqueles que não pensam «de esquerda», que são mais acusados de não serem independentes. É como se a independência fosse conciliável com uma filiação ideológica de esquerda, mas incompatível com uma de direita.



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publicado às 07:21

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por falcao, em 23.10.03
SMS

Irra! - recorda-me o teu nome...

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publicado às 01:27

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por falcao, em 23.10.03
REFEIÇÕES

Almocei sózinho - que é uma coisa que gosto de fazer - e estive com um velho amigo noite fora, na conversa vadia - de projectos a rock, passando por Tintin, houve de tudo. Apareceram pelo meio amigos dos dois, mas ficámos ambos no parlapié um com o outro. É isto que mais me descansa quando estou muito cansado: sair da rotina e reganhar uma conversa de amizade - pura, sem outras intenções. Uma pessoa farta-se de falsidades, não é?

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publicado às 01:26

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por falcao, em 22.10.03
O PAUZINHO NA ENGRENAGEM - 2

Vou fazer como nos filmes:« Não existe qualquer semelhança entre a história relatada e a realidade, todos os personagens são fictícios».

Dito isto, um outro capítulo do meu livro que há-de vir poderia começar assim:

Na minha suave inocência achava que as Secretarias Gerais das empresas serviam para optimizar processos, para ajudar a resolver problemas rapidamente, para serem alavancas do cumprimento dos objectivos estratégicos. Já tinha ouvido dizer que havia quem as considerasse centros de poder próprio cujo exercício servia para pôr em causa decisões, impedir concretizações, dificultar operações. Ontem mesmo percebi como podem ser também medíocres testemunhos de raiva e impotência, mesquinhas bandeiras de resistência à mudança, instrumentos desajeitados de pura incompetência e de falta de capacidade de raciocínio.

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publicado às 00:31

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por falcao, em 22.10.03
GASOLINA

Gosto de meter gasolina à noite. Não gosto de abastecer combustível no meio da confusão do trânsito matinal. À noite tudo é mais rápido. Abasteço quase sempre na mesma bomba, em Campo de Ourique, que fica aberta toda a noite - uma das poucas que restam em Lisboa. Venho de lá agora. Hoje reparei outra vez que a partir de certa hora aquilo torna-se numa tertúlia: há um pessoal a beber umas super bocks pela garrafa, um pessoal a fumar uns cigarros, o empregado de turno à bomba a dar dois dedos de conversa aqui e ali. Enquanto pago fico a ouvir as conversas, a ver a solidão, dou comigo a perceber como aquela deve ser muitas vezes a mais saborosa cerveja que se pode beber.

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publicado às 00:22

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por falcao, em 20.10.03
O PAUZINHO NA ENGRENAGEM - 1

Estou a recolher apontamentos para escrever o meu primeiro livro. Há-de chamar-se «O Pauzinho na Engrenagem» e contará a história de como é possível parar um projecto sem fazer quase nada para isso. Basta ir dizendo que sim num dia, noutro dizendo que não, semeando umas armadilhas, parando uns papéis, cumprindo a burocracia à risca, fazendo por tornar difícil o que podia ser fácil. Há quem tenha feito uma carreira nestes expedientes.

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publicado às 23:39

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por falcao, em 20.10.03
UM PAÍS MELHOR

Gostava mesmo de ter um país melhor. Onde as reformas se consigam concretizar. Onde se consiga trabalhar, onde as pessoas tenham bom nível de vida e se consigam realizar. Onde o sistema político funcione sem ser em clima de conspiração permanente, onde os partidos sejam expressões de organização colectiva e não arregimentações de interesses particulares. Ouvi o Eng. Henrique Neto na SIC e pensei que temos muito em comum. Se pessoas como ele fossem mais activas na política talvez pudéssemos ter um país melhor mais depressa.



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publicado às 23:37

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por falcao, em 20.10.03
POPULISMO

Alguns bem pensantes fartam-se de atacar o populismo. Depois dos últimos dias fico com uma dúvida: expressões como «estou-me a cagar», «à canelada» ou «são todos uns merdas» também serão sinal de populismo? Será que vamos assistir às críticas aos autores destas frases no contexto da actuação da justiça?

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publicado às 23:34

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por falcao, em 19.10.03
UM FILME

Trata-se de um diário sobre o processo de concepção, espera-se que pré-produção e, espera-se também, produção de um filme. Chama-se O Mistério da Serra de Sintra e é do meu amigo Jorge Paixão da Costa.

Citação:

O Telles telefonou-me:

"Tens alguma coisa para o ICAM?"

"Tenho!"

"A sim? O quê?"

"Uma vontade enorme de lhes explicar umas coisas sobre a lei do cinema"



O Telles ficou mudo. Fez-se um silêncio. E quando eu pensava que estava tudo dito, ele deve ter acabado o que estava a fazer e redisse-me:



"Tens alguma coisa para o ICAM, um guião?

Tenho, mas não é completamente meu!

É de quem?"

É do Eça.

Não faz mal, eu falo com ele!

O melhor é falar com o Efe.

Com o Efe ou com o Eça?

Com o Efe!

Porquê?

Porque o Efe é que falou com uma senhora..."



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publicado às 01:02



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