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por falcao, em 18.07.05
A IMAGEM DE LUIZ PACHECO

VER - Por uma vez deixem-me ser juiz em causa própria. No próximo dia 22 será exibido na 2: , pelas 22h30, um documentário inédito sobre o escritor e editor Luiz Pacheco. O projecto, «Mais Um Dia de Noite», feito em parceria entre a estação e o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, é, na minha opinião, uma das mais conseguidas produções promovidas pela 2: desde que existe. A responsabilidade é do talento e criatividade do realizador António José de Almeida e da produtora Panavideo. A aposta na produção independente, estratégica para a estação, tem dados bons frutos e - aconteça o que acontecer no futuro - pelo menos ficam feitos trabalhos como estes. E, já agora, fiquem com a ideia de que na noite da próxima terça-feira será exibido mais um episódio de «A Minha Viagem A Itália», de Martin Scorsese – uma visita à história do cinema italiano que é absolutamente apaixonante. E muito esclarecedora para os defensores do artesanato umbilical cinematográfico português, feito à conta do erário público.

OUVIR – Nos últimos anos o jazz vocal ganhou peso e estatuto – até comercial. A importância relativa que tem nas vendas da indústria discográfica é apenas um fenómeno conjuntural e geracional: o seu target etário não é a faixa que deixou de comprar música e a passou a importar da net; os seus destinatários vão pelo caminho seguro das FNACs deste mundo, continuam a comprar CD’s e são ainda pouco familiares com o processo dos downloads. Aos poucos o iTunes da Apple está a mudar as coisas – mas o jazz também já lá está abundantemente. Serve toda esta lenga lenga para vos aconselhar o mais recente álbum do pianista e compositor canadiano Denzal Sinclaire, cujo título é o seu próprio nome. Ele é uma daquelas raras vozes que se identifica às primeiras notas, que cativa aos primeiros acordes. Só os grandes cantores transmitem a tremenda sensação de naturalidade que Denzal tem.Com uma carreira de dez anos, Sinclaire toca aqui com uma formação minimalista: voz, piano, contrabaixo e bateria. Como rapidamente compreenderão não é preciso absolutamente mais nada. A edição é da Verve e está distribuída pela Universal Music.

COMER – Sabe sempre bem regressar à velha Primavera, no Bairro Alto. Comida caseira bem confeccionada pela D. Helena, serviço atento e amigo providenciado pelo Senhor Rafael. Confesso que ainda me deslumbro pelos panadinhos – a carne de corte finíssimo, a fritura apurada. As pescadinhas de rabo na boca também têm o seu encanto, mas o melhor de tudo é a informalidade e serenidade que se combinam neste local. O telefone é o 213420477.

DESENVOLVIMENTO – O mercado de conteúdos para plataformas móveis de comunicação vai mais que triplicar no decurso do próximo ano e atingirá o valor de 7.6 mil milhões de euros em Julho de 2006 na Europa, Ásia e Américas – revela uma estimativa da LogicaCMG, uma empresa de consultadoria desta área. Um quinto dos utilizadores de telefones móveis em todo o mundo já experimentaram alguma forma de download para os seus aparelhos e esta percentagem deve atingir os 60 por cento no decurso dos póximos 12 meses. Melodias de toques, jogos e música são os três downloadas mais populares, mas na Europa regista-se um interesse crescente por conteúdos ligados a informação e desporto. Actualmente já existem mais de 1.5 mil milhões de utilizadores de telefones móveis em todo o mundo.

BANDA LARGA – A Viacom anunciou que duas das suas operações de televisão, a VH1 (música) e a Nickelodeon (programação infantil e juvenil), vão iniciar canais de banda larga dentro em breve. Com esta operação a Viacom pretende fidelizar audiências, oferecer produtos complementares e exclusivos e proporcionar aos espectadores a possibilidade de, em qualquer momento, terem acesso a determinado programa.

DIFERENTE – A administração da BBC recomendou que o seu canal um faça menos repetições de programas em prime time.

BACK TO BASICS – Se querem ver mudanças no mundo comecem por fazer mudanças em vós próprios. Quem o dizia era Mahatma Gandhi.

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publicado às 13:30

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por falcao, em 18.07.05
AUDIOVISUAL E DESENVOLVIMENTO

O Governo anunciou um ambicioso projecto de desenvolvimento e modernização que, entre outras coisas, passa pelo reforço da utilização da banda larga. As plataformas de comunicações estão em vias de ser um dos grandes distribuidores de conteúdos de natureza audiovisual e, apostar no desenvolvimento da rêde, há-de necessariamente ter consequências no desenvolvimento da produção e da criatividade. Os conteúdos audiovisuais – os clássicos (como cinema e televisão) e os modernos (jogos, videoclips e produtos para comunicações móveis) – são a expressão contemporânea da cultura, da identidade e da língua de um país.
Desgraçadamente a situação da produção audiovisual em Portugal já atravessou melhores dias. Desde há dez anos (desde que Carrilho foi Ministro da Cultura e lá colocou o extraordinário Costa Ramos) que o ICAM se dedica com uma persistência extraordinária a destruir qualquer possibilidade de desenvolvimento industrial na área audiovisual, cedendo permanentemente ao lobby dos mais conservadores e estatistas realizadores cinematográficos. Um Fundo para a produção audiovisual (criado por Armando Vara) ficou no tinteiro. Os dois governos PSD recentes limitaram-se a ceder ainda mais ao lobby cinematográfico e acabaram de desarticular o pouco do audiovisual que tinha sobrevivido. O sector regressou à sina única dos subsídios ao cinema, à ditadura do celulóide, essa espécie de betão da cultura.
O êxito de audiências da TVI pode ter muitas explicações mas também prova como a produção de ficção nacional contemporânea é possível, como é determinante para fidelizar espectadores e para criar um relacionamento geracional com os públicos. Aqui está um exemplo de como a aposta na criatividade nacional é uma estratégia que gera crescimento, a prova provada de que sem investimento não há audiências. Alguém conhece algum sector de actividade que recupere e cresça se não fizer investimentos?

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publicado às 13:29

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por falcao, em 10.07.05
VER - Lourdes Castro foi uma das participantes do grupo KWY, que, nos anos 60, em Paris, juntava, entre outros, João Vieira, René Bertholo, Christo, Costa Pinheiro, José Escada, Gonçalo Duarte e Jan Voss. Desde há muitos anos a viver na Madeira, Lourdes Castro é talvez a mais desconhecida das nossas grandes artistas plásticas. Tem uma oportunidade de visitar a sua obra até 27 de Julho na Fundação Arpad Sznees/Vieira da Silva, em Lisboa.

DESCOBRIR – Uma nova pintora, Ana Cardoso, apresenta a exposição «Color Paintings» na já incontornável galeria VPF CREAM ARTE, Rua da Boavista 84, 2º, sala 2, em Lisboa (perto do Mercado da Ribeira). Vai estar até 17 de Setembro

DEVORAR – A série «The Blues», uma encomenda original da estação pública norte-americana PBS, agora editada em DVD. A produção é de Martin Scorsese que definiu os sete episódios e os seus realizadores – entre os quais se contam, além do próprio, nomes como Wim Wenders, Charles Burnett e Clint Eastwood. Na FNAC pode comprar a série integral ou optar apenas pelos episódios que lhe interessarem mais. Wenders evoca Skip James, Blind Willie Johnson e J. B. Lenoir e Eastwood percorre os blues tocados ao piano por nomes como Ray Charles. Fica a navegação avisada que a 2: vai passar a série integral no último trimestre do ano.

COMER – Vale a pena experimentar o restaurante do Hotel Tivoli Jardim, por trás da Avenida da Liberdade. A sala é ampla e luminosa, foi (bem) redecorada há pouco tempo e ao comando está agora o Chefe Luis Carvalho que na nova lista estreada recentemente propõe delícias como arroz de pato (com moelas) e dourada assada sobre tomate fresco e broa. Existe uma boa escolha de 50 vinhos com a particularidade de terem um preço único, 14 euros. É uma belíssima alternativa para almoços. Telefone 213539971.

IMPOSSÍVEL – Não consigo perceber porque é que há tantos meninos e meninas da EMEL com tantos polícias municipais atrás e ninguém põe ordem no estacionamento em segunda (e terceira) fila que está cada vez mais caótico. O problema afecta a cidade em geral mas nas avenidas novas a desgraça é completa. A Avenida Miguiel Bombarda, por exemplo, chega a ter apenas uma faixa disponível entre as quatro teóricas que apresenta. Não poderão as polícias pôr ordem no estacionamento em segunda fila em vez de andarem a multar outros estacionamentos bem menos inconvenientes?

OUVIR – O pianista brasileiro Nelson Freire é uma preciosidade a descobrir. Confesso a minha rendição às suas interpretações dos 12 estudos e da Sonata para Piano nº10 de Chopin. Agora com 60 anos e com uma carreira de quatro décadas, Nelson Freire é pouco conhecido dos portugueses mas muito aplaudido nos Estados Unidos. Pena A edição de «Nelson Freire-Chopin» é da Decca, um Super Audio CD (com surround) distribuída pela Universal.

LER - Vale a pena ir lendo o blog www.direitaliberal.blogspot.com que pretende contribuir para mostrar que à direita não existe só aquilo que a esquerda acha: o passado. Esta semana estrearam-se os debates promovidos pelo blog da direita liberal, as «noites à direita» com um jantar no Nicola. A ideia em si é boa: debater o que é ser liberal, o que é ser de direita, sair das verdades feitas e ousar ter uma aproximação contemporânea e iconoclasta. Para Setembro está já anunciado o tema do próximo debate, a Cultura, que será moderado por Pedro Mexia.

REMATE – Music makes the world go round. Que outra forma de expressão artística, além da música, conseguia criar um evento como o Live 8? Ninguém me tira da cabeça que, além de Geldof e Bono, também Tony Blair esteve por trás da iniciativa, primorosamente marcada para dias antes de uma cimeira do G8 em que ele próprio é o anfitrião. Chama-se a isto marcar a agenda. Com música, claro.

BACK TO BASICS – A Irlanda não se tornou num case study europeu a gastar dinheiro em betão e construção.

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publicado às 12:20

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por falcao, em 06.07.05
DISCUTIR E DEBATER

Leitura obrigatória - a direita liberal , blog de que, com a devida vénia, citamos:
DEPOIS DO SUCESSO DA PRIMEIRA SESSÃO, "NOITES À DIREITA" REGRESSA EM SETEMBRO COM PEDRO MEXIA
Pedro Mexia aceitou o convite para participar no encontro de Setembro das "Noites à Direita" dedicado à por vezes complicada relação entre a direita e a cultura. Foi ontem mesmo na primeira sessão das "Noites" que o convite lhe foi endereçado, na sala a abarrotar do Café Nicola, que se mostrou pequeno para tanto público - o próximo deverá ter lugar em local mais amplo.

A Agência Lusa dá conta do acontecimento, mas parece que só lá viu dirigentes e deputados do CDS. Só por isso, acrescentamos que Nogueira Leite, Emídio Rangel, Nuno Costa Santos, Sofia Galvão e Gonçalo Reis foram alguns dos muitos ilustres participantes na iniciativa, para além do grupo de promotores - António Pires de Lima, Filipa Correia Pinto, Leonardo Mathias, Luciano Amaral, Paulo Pinto Mascarenhas, Pedro Lomba e Rui Ramos, que infelizmente não pôde estar presente (Manuel Falcão também não esteve).

Segue a notícia na íntegra da Lusa:

Política: Direita não estava "preparada para governar" - Pires de Lima

Lisboa, 06 Jul (Lusa) - O ex-vice-presidente do CDS- PP Pires de Lima afirmou terça-feira à noite que "a direita não estava preparada para governar" em 2001, e confessou o "sabor da desilusão e até da incompetência" desses três anos no poder.

Num debate sobre "A direita e a liberdade", António Pires de Lima admitiu que PSD e CDS "foram apanhados de surpresa" pela demissão de António Guterres após a derrota nas autárquicas e considerou que isso teve consequências na forma como a coligação foi elaborada, em formato pós-eleitoral.

"A falta de autenticidade, a falta de convicção rapidamente se detectaram", sublinhou, lamentando que os três anos em que PSD e CDS-PP estiveram no poder não tenham conseguido deixar uma "marca de eficácia" no país.

O debate de terça-feira à noite, que encheu o Café Nicola, em Lisboa, foi o primeiro de um ciclo - "Noites à Direita" - que visa dar voz àqueles que, neste espaço político, defendem o liberalismo, não só económico mas também na área dos costumes.

O "agente provocador" escolhido para este debate foi o ex-deputado do PS, Vicente Jorge Silva, que apesar de se confessar também ele um liberal, acusou a direita de uma "duplicidade insustentável".

"Para a direita, o Estado estará a mais na economia, na segurança social e na educação, mas estará a menos nas convicções", criticou, considerando que a direita actual ainda está muito marcada pelo "fantasma do salazarismo".

Na resposta, Pires de Lima admitiu a crítica, mas devolveu-a à esquerda, "tão libertária e socialmente evoluída nos costumes, mas depois proteccionista quanto à intervenção do Estado".

"A esquerda tem uma relação difícil com a liberdade", acusou o deputado do CDS-PP.

Na sala estiveram vários companheiros de bancada parlamentar de Pires de Lima, como Nuno Melo, Telmo Correia, Teresa Caeiro ou Nuno Magalhães, figuras que ocuparam lugares de destaque na anterior direcção.

Da actual comissão executiva, o núcleo duro do CDS, apenas Pedro Pestana Bastos marcou presença no debate das "Noites à Direita", que não tem pretensões de se tornar uma organização partidária.

"Não queremos ser uma organização ou movimento com conotação partidária que se substitua aos partidos actuais, o que queremos é permeabilizá-los às nossas ideias", explicou Pires de Lima.

Num debate sobre a direita, não podia faltar a discussão sobre aborto e a Constituição da República Portuguesa.

Embora manifestando-se contra a liberalização total do aborto, Pires de Lima voltou a defender a sua descriminalização, posição que vai contra a orientação oficial do CDS-PP.

"Pura e simplesmente, até um determinado número de semanas as mulheres não deviam ser criminalizadas", disse.

Já sobre a Constituição o ex-vice-presidente do CDS foi mais crítico e deixou um repto à esquerda.

"Uma das homenagens que a esquerda podia fazer ao 25 de Abril era reescrever a Constituição e torná-la um hino à liberdade", propôs.

Também aqui Pires de Lima contou com o apoio de Vicente Jorge Silva, que sublinhou a "indiscutível carga ideológica" da Lei fundamental, com o ex-deputado socialista a defender que esta se deveria reduzir a uma carta de princípios o mais sintética possível.

As "Noites à Direita" voltam a reunir em Setembro, para discutir cultura.

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publicado às 16:37

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por falcao, em 04.07.05
MAIS ESTADO?

Durante seis meses o PS, então na oposição, elencou um rol de erros, incertezas, impurezas e imperfeições do anterior Governo. Não só estava no seu direito, como muitas vezes tinha razão. Acontece que em bastantes vezes o fez com uma discurso fundamentalista, politicamente correctíssimo, invocando as melhores práticas e os mais legítimos princípios.
Manda a lógica – e impõe a justiça – que os mesmos critérios se apliquem agora, que é o PS Governo. Trapalhadas em torno das SCUT, falsidades em torno das promessas eleitorais sobre impostos, manipulação em torno do deficit e erros crassos contabilísticos em torno do orçamento rectificativo estão numa lista, feita por baixo e de memória, da obra que este Governo tem apresentado.
Admitir os erros nunca é fácil. Quando se está no poder e se tem maioria absoluta, admitir erros é ainda mais difícil. O poder cega – ou pelo menos distorce bastante o sentido da realidade e da auto-crítica.
O grande problema dos problemas de visão de quem está no poder é que as várias miopias produzem efeitos directamente na vida dos cidadãos. E esses efeitos – na realidade – não têm sido bons nem na vida das pessoas nem no futuro do país.
A história destes últimos quinze dias reduz-se a aumentar taxas e impostos que todos pagamos e – percebemos agora - a aumentar a despesa que o Estado suporta. Aumentar a nossa capacidade de produção, em serviços ou na pouca indústria que sobreviveu é coisa de que não se fala.
Vejo muitas medidas para cobrar mais. Não vejo nada para se estimular que se trabalhe mais e melhor. Olho à volta e só vejo mais Estado. Não me parece que seja o melhor caminho para resolver os problemas de Portugal.

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publicado às 10:19

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