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por falcao, em 29.08.05
PÚBLICO E PRIVADO

TV - Nos Estados Unidos desenvolve-se uma polémica sobre o sentido da existência da PBS, a Corporation For Public Broadcasting. Quando a PBS surgiu nos anos 60 existiam três grandes networks nacionais, hoje a realidade é a existência naquele país de cerca de 500 canais de cabo com expressão, alguns dos quais têm programação que rivaliza em interesse público com a PBS. Nessas condições, porquê atribuir 400 milhões de dólares por ano de fundos federais atribuídos pelo Congresso à PBS? – esta é a pergunta que começa a ganhar peso e que levou mesmo a uma tentativa, não conseguida, de redução de 25% deste montante por parte de uma comissão do Congresso. Os responsáveis da PBS têm argumentado que a inexistência de compromissos comerciais lhes tem permitido manter uma posição independente, quer na investigação de grandes temas, quer nos critérios de programação. Mais cedo ou mais tarde esta é a discussão que vai tocar os operadores públicos europeus.

PRODUÇÃO - Desde há muitos anos que a Califórnia é a central de produção de filmes norte-americanos e as finanças desse Estado têm beneficiado muito com a indústria audiovisual. Acontece que agora estão a perceber que cada vez que um filme é produzido noutro local, o prejuízo estadual é de milhões de dólares. O Governador da Califórnia, o actor Arnold Schwarzenegger pretende introduzir vantagens fiscais que tornem o seu Estado competitivo em relação ao Canadá e outros Estados norte-americanos onde os incentivos de natureza fiscal tornam a produção muito mais barata que na Califórnia. Querem um exemplo: na Louisiana o investimento privado em produção audiovisual passou de 12 m ilhões de dólares em 2002 para 330 milhões em 2004 depois de o Estado ter criado incentivos. Um estudo da Califórnia Film Commission mostra que além de perder receitas, o Estado perde empregos quando a produção de filmes e de programas de televisão se desloca para outros locais. O mesmo estudo mostra que um filme com um orçamento de 70 milhões de dólares contribui com 10 milhões em taxas e impostos para a riqueza do Estado e um episódio de uma série de ficção de uma hora para televisão, tipicamente com um orçamento de 2.2 milhões de dólares, gera 260 000 de receitas fiscais, A polémica é antiga e aplica-se a muitos lados. Porque é que em Portugal não há uma Film Commission? – a resposta é simples, o Ministério das Finanças nunca quis encarar incentivos fiscais. Só por curiosidade vão ver o que se passa na Irlanda.

EXECUTIVO - Governar não é fácil – que o digam os actuais governantes que no ano passado criticavam o que se passava com os incêndios e este ano se viram a braços com uma crise gigante. Estar na oposição a mandar bocas é sempre mais fácil que aplicar medidas que dêem resultados palpáveis. E já nem falo da comparação do tom dos media a analisar as acções dos governos sobre os incêndios em 2003, 2004 e 2005. Um finalista de comunicação bem que poderá fazer a sua tese sobre este assunto – vai ser giro de ler.

FOGOS - Começo a concordar com aqueles que dizem que o melhor será tornar integralmente públicos os meios de combates a incêndios. Há quem diga que o negócio à volta desses meios pode estar ligado ao surgimento de tanto incêndio não explicado. Pode parecer cruel mas nestas coisas revela-se o pior da natureza humana. E na dúvida o melhor é fazer como em Espanha - onde os meios privados já não existem. Não era pior fazer um estudo comparativo do que se passa na Europa nesta matéria e também nas responsabilidades inerentes à propriedade da terra. Começo também a concordar com o exemplo dos países do norte da Europa que fizeram alterações à lei da propriedade, permitindo expropriações de heranças não reclamadas nem tratadas, por forma a evitar a proliferação do mato.

IRRA - Não sei quem teve a ideia do slogan «Portugal Marca», mas certamente foi alguém que se distrai e aceitou perfilhar a mesma ideia que a Espanha usou há poucos anos para se promover. Eu até gosto de Espanha, não gosto é de cópias e de barretes. E esta campanha junta as duas coisas.

BOA IDEIA – As garrafas de 25 cl de Mateus Rose.

DÚVIDA – Existe relação entre Peseiro e Pézudo?

OUVIR – O CD da banda sonora de Six Feet Under com os Lamb, Stereo MC’s, PJ Harvey e a grande Peggy Lee, entre outros.

BACK TO BASICS – Recado a alguns candidatos autárquicos: mais vale estar calado que dizer asneiras.

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publicado às 16:41



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