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por falcao, em 17.07.07
ELEIÇÕES – Bem vistas as coisas a maioria dos candidatos na corrida à Câmara de Lisboa foi acusada de malfeitorias variadas pela outra metade – e nalguns casos foram atiradas suspeitas graves para cima da mesa. A política em Portugal resume-se a isto: intriga, calúnia, jogo baixo. Nada de debate de ideias, de projectos, de apresentação de propostas sérias. Estas eleições parecem o campeonato nacional do disparate, com PS e PSD a disputarem a liderança na asneira. Não é de admirar que se preveja tanta abstenção.


CAMPANHA – A campanha da Comissão Nacional de Eleições a tentar combater a abstenção é patética de todos os pontos de vista – táctico, estético, técnico. Mas pior ainda é a ideia de que os problemas de um sistema partidário desacreditado, que são a grande causa da abstenção, podem ser minorados por uns quartos de página de publicidade. Pior que isto só mesmo a qualidade intrínseca das campanhas que estão na rua, todas a terem como tema principal a falta de ideias, originalidade e vontade de mudar.


ABUSO – A Entidade Reguladora da Comunicação é hoje em dia um dos mais consistentes e permanentes inimigos da liberdade de expressão. Como esta semana se viu, no caso do «Público», mais uma vez, os seus dirigentes são apenas burocratas sem alma, diligentes e eficazes funcionários na dependência de Santos Silva, o Restritor. É em casos como o da imposição da repetição de um direito de resposta, que se descobre o carácter prepotente e o autoritarismo latente naquele órgão, cujos intervenientes – todos eles - primam pela ignorância mais crassa do que é a comunicação contemporânea.


SOLUÇÃO – Quando as drosófilas aparecem, que fazer? Deitar fora as cebolas a mais que nos impingem nos supermercados que vendem frutas e hortaliças embaladas em quantidades absurdas. A estragação de alimentos é enorme e cada vez maior e pouca gente se preocupa com isso. Agora prefiro comprar nas mercearias e lugares de fruta que ainda sobrevivem em Lisboa e ser eu a escolher a qualidade e quantidade que quero levar para casa. Assim escuso de ver crescerem as preocupações sobre a origem das pequenas moscas, geneticamente interessantes, que respondem pelo catita nome de drosófilas.


OUVIR – O piano, já aqui o disse, é dos instrumentos musicais que mais me emociona e transporta. Quis o acaso que nos últimos tempos eu me tenha reaproximado da música como há muito já não acontecia, ainda por cima do piano em particular. Acontece que por estes dias foi editado um disco que se tornou uma companhia constante – baladas para piano interpretadas por André Previn, um alemão naturalizado americano, que compôs música para filmes célebres e foi maestro titular de algumas grandes orquestras. No intervalo dos seus afazeres musicais sempre gostou de se apresentar ao vivo como pianista de jazz – e é nessa condição que aqui surge. Sugiro, por exemplo, que ouçam as suas interpretações de dois temas de Cole Porter («What Is This Thing Called Love?» e «Night And Day» ) e ainda de um grande tema da dupla Rodgers/Hart, «Bewitched, Bothered And Bewildered». (André Pevin Alone, Balladas For Solo Piano, CD Universal Music).


LER – O novo livro de Pedro Rolo Duarte é uma recolha de episódios de vida, sob o pretexto da batalha pelo abandono do cigarro. É o mais interessante livro do Pedro, merece atenção e garante bons momentos com curiosas reflexões. «Fumo- Deixar de fumar é lixado e mais 80 lições que eu vivi», edição Oficina do Livro ( já agora espreitem a nova livraria que a editora abriu no Rossio).



COMER – Peixe muito fresco, nas noites de verão, no Portinho da Arrábida. O destino deve ser o Farol, o último restaurante da fiada que lá existe, o mais recatado, também o mais simpático e o que frequentemente tem melhor peixe, fresquíssimo mesmo. E para começar, perguntem se há amêijoas…não se vão arrepender. Telefone 212 181 177.


VER – Apenas mais dois dias – até Domingo 15 - para ver as curiosas exposições/instalações de Massimo Bartolini e de Maria Nordman na Fundação de Serralves. Pelo meio podem descobrir os deliciosos «livros de autor» do norte-americano Sol Lewitt, uma iniciativa oportuna da Biblioteca de Serralves para homenagear o autor recentemente falecido.


BACK TO BASICS - «Os livros são os melhores médiuns para os artistas de hoje. Em muitos casos, o material visto nas galerias é mais difícil de ler/observar pendurado numa parede do que em casa, onde as pessoas não se sentem intimidadas. É vontade dos artistas que as suas obras sejam compreendidas pelo maior número de observadores possível. Os livros ajudam a realizar esse desejo» - Sol Lewitt.

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publicado às 08:39



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