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por falcao, em 25.06.07
DESERTO – As candidaturas à Câmara de Lisboa têm desgraçadamente três pontos em comum: a completa ausência de posicionamento estratégico para a cidade; a obsessão pelo défice que cega qualquer rasgo de visão e desenvolvimento; e políticas culturais mais preocupadas em servir clientelas do que em contribuir para o desenvolvimento e reconhecimento da cidade. Cada vez mais me inclino para a abstenção nestas eleições.


OUVIR – O novo disco da norte-americana Jane Monheit vem confirmá-la como uma das grandes vocalistas de jazz da actualidade. «Surrender», o seu terceiro disco, é um exemplo de produção clássica e eficaz, com orquestrações envolventes. O disco inclui um dueto com Ivan Lins num tema do próprio cantor brasileiro, «Rio de Maio», uma bela interpretação de «Só Tinha de Ser Com Você» de Aloysio de Oliveira e Tom Carlos Jobim, e uma inesperada forma de abordar «Moon River», de Henry Mancini. «Caminhos Cruzados», outro original de Jobim, recebe uma ajuda preciosa da harmónica de Toots Thielemans e completa um leque invulgar de selecções. CD Concord, Universal Music.


LER - «Na Praia de Chesil», o novo romance do britânico Ian McEwan, é mais uma incursão num dos domínios que ele mais gosta de explorar, a dissecação das relações entre pessoas. Passado no início dos anos 60, o romance conta a história de duas personagens, da sua maneira de estar e dos seus fantasmas, a partir do relato da noite de núpcias não consumada, passada num hotel à beira mar. Essa noite muda a vida das personagens, cada uma partindo em direcções opostas daquela praia onde finalmente se descobriram. Ewan gosta de dizer que, quando escreve, gosta de pensar nas suas novelas em termos de projecto arquitectónico: tem que se entrar por um portão e aceder a um hall que seja suficientemente aliciante para o leitor querer descobrir o resto do edifício. Foi o que mais uma vez conseguiu, com êxito, neste novo romance, com edição portuguesa da Gradiva (128 páginas).


VER – Por estes dias, para a semana, de 28 a 30 de Junho, a Torre de Belém acolhe a terceira edição do Africa Festival, um dos poucos momentos em que Lisboa é uma plataforma de relacionamento cultural multi-disciplinar com o continente africano. Depois dos dias à beira Tejo, o Cinema S. Jorge acolhe de 2 a 8 de Julho uma série de iniciativas, desde apresentações de livros, a um ciclo de cinema, passando por música e dança. Permito-me destacar a 7 de Julho às 22h00 os filmes «Muxima» de Alfredo Jaar e o belíssimo «Mãe Ju» de Kiluanje Liberdade e Inês Gonçalves. Outro destaque vai para o filme «Bamako», de um realizador do Mali, que tem sido elogiado internacionalmente e que aqui surge em estreia nacional. Por uns poucos dias o Africa Festival recorda-nos do continente a que temos mais fortes ligações e mostra o que devia ser um dos eixos da política cultural da cidade e do país.


SUBLINHAR – O Biography Channel está a produzir e exibir uma série de documentários sobre figuras portuguesas, da música à moda, passando pela literatura e artes plásticas, de uma forma exemplar e que devia servir de modelo para o serviço público de televisão, que deixou de se interessar por esta área, nomeadamente na 2:, onde uma série de parcerias conseguiram em dois anos (2004 e 2005) produzir mais uma dezena de documentários, infelizmente sem seguimento desde que Santos Silva resolveu acabar com a autonomia do canal.


DESCOBRIR – O novo site de um dos melhores jornais do mundo, o britânico The Guardin (www.guardian.co.uk) , muitoi fácil de navegar, mais «limpo» e muito mais elegante que a maioria dos sites de jornais. Quem fez o absurdo novo site do «Público» bem podia vir aqui aprender como se pode fazer um trabalho asseado. E vale a pena assinar a newsletter diária «Guardian Unlimited Today», uma forma inteligente de acompanhar o que se passa no mundo.


PROVAR – Nadas melhor que uma Água das Pedras – passe a publicidade. Numa edição recente da revista «Time», a marca portuguesa era elogiada por ser uma das poucas águas minerais a ter uma gaseificação natural que, dizia a revista, a tornam num bom acompanhamento para propostas gastronómicas com sabores subtis.


BACK TO BASICS – O betão, na forma terrestre e aeronáutica, está a tornar-se no símbolo nacional do país.

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publicado às 11:44



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