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COSTA, CULTURA, RTP e AZULEJOS

por falcao, em 29.02.08

INTERESSSANTE - António Costa está a experimentar o amargo sabor da legislação que fez enquanto Ministro da Administração Interna. Ele bem pode dizer que a lei foi mal interpretada, mas na realidade esta é a prova do que pode acontecer quando se utiliza a capacidade legislativa para fazer guerrilha política – na altura Costa legislou assim, em primeiro lugar, para condicionar alguns dos maiores municípios do país, que estavam na mão da oposição e em crônica situação de endividamento. Acontece que agora se voltou o feitiço contra o feiticeiro. É por isso que, em política e já agora no jornalismo, a memória é fundamental para analisar o que se passa. Baste ir ver o que se disse e quem disse aquando da elaboração por Costa da legislação de que ele próprio se queixa.


 


MAU – A questão não é só a RTP deixar de ter publicidade, é saber como isso se pode fazer. A questão do financiamento global do Grupo RTP merece um debate sério, sem as tiradas demagógicas de Arons de Carvalho nem as imitações apressadas de Sarkozy pelo líder da oposição. Basta observar o crescimento de receitas nos últimos quatro anos, entre aumento constante da indemnização compensatória e da cobrança da taxa do audiovisual, que foi entretanto alargada a consumidores que antes a não pagavam. E, claro, tem que se ter em conta este simples facto: a publicidade numa estação de televisão rende em função das audiências; para se fazerem bons números é inevitável que se perca em qualidade de serviço público. Aqui está uma questão que dava pano para mangas.


  


PÉSSIMO – A nova sede dos serviços secretos, no antigo forte da Ameixoeira, teve um custo de obras que ascendeu a 15 milhões de euros. A obra não resistiu às primeiras chuvas intensas. Tal como o resto do país, a secreta foi inundada e os jornais relatavam a surpresa dos espiões lusitanos quando viram água e lama entrarem de enxurrada pela porta principal do edifício.


 


EXPORTAÇÕES DA SEMANA – O grupo de rock Wray Gunn faz sucesso em França, com presença em revistas, elogios em jornais, discos a vender bem e canções escolhidas para as passagens da Paris Fashion Week; uma obra dos robots pintores criados pelo artista plástico Leonel Moura ilustra a capa da revista do MIT (Massachussets Institute of Technology) sob o tema «Artificial Life»; Paula Rego consolida a sua cotação depois de o quadro «Baying» ter atingido 740 000 euros num leilão promovido pela Sotheby’s em Londres. É com isto que se vai fazendo a imagem de um país – mas já agora convinha que o Governo tivesse isso em conta. Para quando a diminuição do IVA sobre produtos culturais. Irá o novo Ministro da Cultura convencer o jogger Sócrates que não é só aos ginásios que vale a pena dar benefícios fiscais?


 


ESTUDAR – Por falar em Ministro da Cultura, merece estudo atento a análise que Augusto M. Seabra faz na www.artecapital.net, na sua habitual coluna «O Estado da Arte». Excerto: « A pior coisa que pode acontecer ao ministro José António Pinto Ribeiro é ser um gestor de clientelas. O que se poderá desejar de alguém com o seu perfil público, e até do protagonismo político a que por certo não se regateará, é que corte rente com o dirigismo, abra espaço a iniciativas próprias e catalize esforços e parcerias, que saiba também fazer uma cultura da mediação. O que se passou durante os 34 meses da gestão Pires de Limas/Vieira de Carvalho foi também a negação de uma cultura democrática. O fundador do Fórum Justiça e Liberdade tem a obrigação elementar de ter presente esse dado e tirar as devidas consequências na sua acção política como Ministro da Cultura – que crie instrumentos legais e iniciativas em vez das cadeias de comando do servilismo burocrático.»


 


VER - A exposição e o álbum de fotografias «Ponto de Vista», feitos com base nas imagens recolhidas por António Barreto durante as filmagens da série «Portugal- Um Retrato Social». Boas fotografias a preto e branco, enquadramentos rigorosos e- o que é mais importante – um modo de ver que nos ajuda a descobrir. Afinal a fotografia é isso mesmo. Na FNAC do Colombo.


 


OUVIR – Um delicioso disco ao vivo , «The Oscar Peterson Trio Live in Newport». A edição surge integrada nas comemorações do 50º aniversário do Festival de Newport. A gravação foi feita na noite de 7 de Julho de 1957, Norman Granz, o lendário produtor da prestigiada etiqueta Verve, gravou a actuação de Oscar Peterson no piano, Herb Ellis na guitarra, Ray Brown no baixo, Roy Eldridge no trompete, Sonny Stitt no sax alto e Jo Jones na bateria. Aqui estão temas como «Will You Still Be Mine?», «Autumn In New York», «52nd Street Theme» e «Monitor Blues», entre outros. CD Universal.


 


DESCOBRIR – Uma nova forma de olhar para os azulejos, com as obras do japonês Jun Shirasu, na Galeria Ratton, Rua da Academia das Ciências 2C. A exposição chama-se «Regresso do Oriente» e mostra pequenos painéis e também azulejos individuais onde a contenção e um sentido lúdico de observação da natureza e do quotidiano são as marcas dominantes. Até 4 de Abril.



BACK TO BASICS - «As Finanças, em Portugal, foram já muito mais longe do que seria aceitável, ainda que em nome da eficiência da cobrança fiscal» - Pacheco Pereira

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publicado às 16:51


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