Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



POIS… – A capa da revista «The Economist» desta semana era a imagem de uma ave, caída, morta, de patas para o ar, com a bandeira europeia desenhada no ventre, trespassada por uma flecha, sob o título «O Futuro da União Europeia – Agora enterrem-na!». Lá dentro o artigo começava assim: «Os eleitores atiraram mais uma seta direita ao coração do tratado da União Europeia. Desta vez foram os Irlandeses a votar não ao tratado de Lisboa no passado dia 12, por 53-47% numa votação concorrida. Eles seguem-se aos Franceses e aos Holandeses, que rejeitaram em 2005 o predecessor do tratado de Lisboa, a constituição da EU. Já em 2001 os irlandeses haviam recusado o tratado de Nice, mas na realidade foram os Dinamarqueses a iniciar este jogo quando votaram contra o tratado de Maastricht em 1992». E o mesmo artigo termina assim: «Os eleitores disseram por três vezes não a esta caldeirada confusa. Vai sendo tempo de respeitar a sua opinião». Se pudesse oferecia exemplares da revista a Sócrates, a Durão Barroso, a Cavaco Silva e aos seus seguidores no coro que reivindica a ratificação do tratado de Lisboa a todo o custo.


 


LISBOA – A edição de Julho/Agosto da imprescindível revista «Monocle» traz a sua selecção das 25 melhores cidades do mundo para viver. Lisboa entra na lista, conseguindo o 24º lugar, elogiada pela animação, os cafés, o sol, o clima, a paisagem, as praias próximas e pela vida nocturna. Ou seja, a cidade tem sobrevivido à incúria, ao desleixo, até à falta de uma estratégia de inovação e criatividade. A única conclusão é que nem o mau governo da cidade consegue eliminar as suas vantagens naturais. Imaginem que a cidade era bem governada – devia ser fantástico. Num brilhante artigo publicado na mesma edição da revista, Richard Florida propõe que o conceito de qualidade de vida seja alterado pelo de qualidade do lugar, assente em três avaliações: o que lá existe (seja natural ou construído), quem lá está (as pessoas) e o que lá se passa ( o que as pessoas fazem, a sua relação com o ambiente natural e com o espaço construído).  

 


 


 


 


MUNDO – A revista «Wired» fez 15 anos e publica uma edição especial onde mostra as previsões em que acertou e aquelas em que falhou. Dedicada ao mundo digital desde 1993, a «Wired» foi pioneira na divulgação de tecnologias, novas culturas, novas formas de expressão e criatividade, novos aparelhos e tendências. O seu slogan é «Ideas With Impact» - nada podia ser mais simples e verdadeiro. O seu site (www.wired.com) tornou-se um local de referência, para mim de consulta diária. 

 


 


MÚSICA – Duas reedições extraordinárias da editora Riverside, a partir de gravações e edições originais de finais dos anos 50, dois discos excepcionais de Bill Evans. Em 1958 Bill Evans no piano, Sam Jones no baixo e Philly Joe Jones na bateria gravavam os temas que haviam de integrar o álbum «Everybody Digs Bill Evans», o segundo álbum do pianista, com uma capa invulgar, feita de citações elogiosas a Evans, assinadas por Miles Davis, George Shearing, Ahmad Jamal e Cannonball Adderley. Um ano mais tarde, e já depois de ter participado na gravação de «Kind Of Blue» de Miles Davis, Bill Evans voltou ao estúdio com um novo trio – a seu lado estavam agora Scott Lafaro no baixo e Paul Motian na bateria. Destas sessões resultou o álbum «Portrait In Jazz», uma pequena obra prima de criatividade e frescura na abordagem de temas clássicos do jazz, além de uma revelação nos caminhos que Evans trilhava na composição. Estes dois álbuns foram remasterizados digitalmente para 24 bits e estão agora disponíveis graças a uma série de reedições da Riverside/Universal. 

 


 


VER – O fotógrafo britânico Martin Parr ganhou o prémio Photo España 2008, pelo seu percurso profissional e influência na fotografia contemporânea. É uma boa notícia porque Parr é um fotojornalista, da prestigiada agência Magnum, e não apenas um observador académico e diletante a cruzar texturas com formas. As suas fotografias são cáusticas, de ângulos inesperados, críticas, mordazes muitas vezes, irónicas com frequência. Podem ter uma bela ideia da sua obra (que inclui livros e filmes além da fotografia) no seu site www.martinparr.com . Que bom é ver um prémio de fotografia bem atribuído. 

 


 


PROVAR – Por detrás do Hotel Tivoli, da Avenida da Liberdade, fica o Hotel Tivoli-Jardim. É um hotel mais pequeno, um pouco mais modesto, mas de qualidade, que sempre teve no rés do chão um restaurante simpático, de que aliás aqui falei há tempos. Agora o Hotel decidiu concessionar o espaço a um dos mais activos chefes e restauradores da nova geração portuguesa – Olivier. A decoração foi mexida para tornar o local mais moderno e o Olivier Avenida propõe uma lista que inclui surpresas como os mini-hamburguers com foie gras fresco e cebola caramelizada em vinho do porto ou uma bela salada de vieiras. O serviço é simpático, a lista é variada, o ambiente é bom e o preço não é exagerado. Um bom local no centro de Lisboa , telefone 213174105. 

 

 


BACK TO BASICS – Em vez de dar a um político as chaves da cidade, o melhor seria mandar mudar as fechaduras - Doug Larson. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:56



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2005
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2004
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2003
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D