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PÉSSIMO – Caso se confirme o arquivamento do caso Maddie essa é uma péssima notícia para a justiça portuguesa, um facto que mostra a total incapacidade da Polícia Judiciária em mais um caso de desaparecimento. A Judiciária está a criar a desagradável reputação de só conseguir provas à base de confissões em interrogatórios apertados. Quando pode apertar – talvez até abusar – obtém alguma declaração, mas mesmo aí não consegue encontrar uma prova, como aconteceu no caso de outro desaparecimento, no Algarve, de uma menina chamada Joana. Era interessante pegar em casos semelhantes – desaparecimentos de menores – ocorridos em Portugal nos últimos 20 anos – e analisar quais os solucionados, com provas descobertas pela Judiciária. Cada vez mais se gera a sensação de que a Judiciária é incapaz de investigar crimes violentos. Será ineficácia, falta de preparação, medo, ou pura e simplesmento desprezo pelas vítimas? 

 


 


MAU – Nos últimos três anos, por esta altura, realizava-se em Lisboa o África Festival, que pretendia afirmar a cidade como uma plataforma de encontro entre a cultura portuguesa e expressões culturais africanas, com destaque para as dos países de expressão portuguesa. Concertos, exposições e ciclos de cinema realizaram-se nos últimos três anos. O Festival, que se estava a implantar (com boa repercussão na imprensa estrangeira), e desempenhava um importante papel na estratégia de posicionamento cultural de Lisboa a nível internacional, desapareceu pela habitual razão, falta de verbas. Mas na folha de gastos, e nos balanços anuais, a triste realidade é que foi substituído pelas animações folclóricas de Domingo na Praça do Comércio. Se juntarmos os custos desses Domingos aos da exposição laudatória do génio do putativo candidato a sucessor do Marquês de Pombal  – estou a falar do vereador Manuel Salgado – de certeza que o Africa Festival era mais barato, tinha mais público e mais resultados em termos internacionais. Questão de prioridades, de políticas e de vaidades… 

 


 


 


BOM – A Meo passou em meados de Junho o objectivo dos 100.000 clientes, que estava previsto para Dezembro próximo. E nos últimos 12 dias desse mês conseguiu mais 17.000 novos clientes, uma média de 1400 novos clientes por dia. Zeinal Bava tem razões para se mostrar satisfeito com esta primeira grande batalha da sua nova PT. 

 


 


OUVIR – Passo os dias a ouvir o novo disco dos Coldplay, canções magníficas, ambientes sonoros (produzidos por Brian Eno), verdadeiramente exemplares. A generalidade da crítica considera o novo «Viva La Vida, Death And All His Friends» o melhor álbum da banda ,  inspirado pela obra de Frida Kahlo, diz Chris Martin o vocalista. As boas vendas obtidas pelo disco provam o estatuto que os Coldplay atingiram ,mas são também um sinal de como estratégias de marketing musical alternativas podem funcionar num mercado em crise. Downloadas gratuitos de uma canção, dois singles diferentes enviados às rádios e concertos gratuitos em grandes cidades são responsáveis pelo êxito, que inclui cerca de um terço do total de vendas feitos sob a forma de downloadas pagos na Internet. Para além do negócio, a verdade é que «Viva La Vida» é uma grande canção e que este é um magnífico álbum.  

 


 


PROVAR – Se querem saber o que é um presente saboroso e inesquecível, experimentem umas magníficas caixas de seis embalagens de conservas do fabricante «La Gôndola», um conserveiro tradicional da vila de Perafita, próxima de Matosinhos. No delicioso presente que recebi tinha polvo de caldeirada, sardinhas em tomate e azeite, ovas de bacalhau (um petisco!!!), sardinhas pequenas em azeite, sardinhas em escabeche e lulas de caldeirada. Tudo delicioso. Em Lisboa as caixas oferta podem ser encontradas no Gourmet do Jumbo das Amoreiras. 

 


 


 


 


PETISCAR – O que pode fazer o sucesso de um restaurante? – Boa comida, estacionamento fácil bom serviço, boa vista, simpatia e bom ambiente. Pois é isto mesmo que se encontra no «Spianata», um restaurante com inspiração italiana, situado na Travessa de Santa Quitéria 38, por cima de um supermercado e de um parque de estacionamento, mesmo ao pé da Av. Pedro Álvares Cabral. O dono da casa tem tradição – esteve há muitos anos no La Trattoria e depois foi um dos fundadores do Mezzaluna. Voltou agora às lides com este Spianata. Massas honestas, pizza de massa muito fina e crocante, garrafeira comedida e a preço decente. Para além de tudo o mais, o restaurante dispõe de uma grande esplanada com uma vista fantástica de Lisboa, muito simpática nestas noites de Verão. Ao almoço há um buffet despretencioso. A relação qualidade- preço devia ser um exemplo para muita gente. Telefone 213881892. 

 


 


LER – Poucos livros me deram tanto prazer nos últimos tempos como uma imaginativa edição de «The Bob Dylan Scarpbook: 1956-1966». Devo esclarecer que este não é um livro no sentido clássico, é um objecto de evocação de memória, de reconstituição de uma época ( a da fase inicial da carreira de Bob Dylan). Para quem seja devoto de Dylan – como eu confesso que sou – isto é mesmo uma delícia. O livro reúne textos de Robert Santelli e agrupa reproduções dos manuscritos de letras de canções como «Talking New York» ou «Blowin In The Wind», reproduções de documentos pessoais, fotografias, bilhetes e cartazes de concerto, memorabilia diversa, tudo paginado com um grafismo inventivo. O livro inclui ainda um CD com gravações de entrevistas dessa época. À venda na FNAC. 

 


 


Back To Basics – Não podemos regular a inovação -  senso comum não aplicado por alguns reguladores nacionais.

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publicado às 17:21


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