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CINISMO - Num daqueles supremos exercícios de ironia o Governo prepara-se para votar nos primeiros dias de Outubro um diploma intitulado «Lei do Pluralismo e da não concentração nos meios de comunicação social». O diploma visa - na realidade e de facto - limitar o pluralismo e, ao mesmo tempo, reforçar os poderes da Entidade Reguladora da Comunicação, cujo balanço de actividade é uma mancha negra na liberdade de imprensa em Portugal e no descarado proteccionismo às ingerências governamentais no sector (de que é exemplo o recente e caricato episódio da divulgação pública dos documentos sobre o caso da licenciatura de Sócrates, que estiveram escondidas durante meses e apenas foram reveladas depois de o «Expresso» as ter publicado) . Claro que a autoria da Lei vem das mãos do Ministro Santos Silva.  

 


 


AUDIOVISUAL - A alteração progressiva da matriz de serviço público na RTP ao longo dos últimos anos, conjugada com o aumento da capacidade de produção instalada da empresa e com a grande diminuição de produção de documentários e magazines na RTP 2, teve uma consequência terrível num conjunto de pequenas empresas de produção audiovisual independentes que mantinham elevados padrões de qualidade na produção, tinham desenvolvido competências  e especialização precisamente na produção de documentários e que, de uma forma geral, viram desaparecer a relação de continuidade que permitia a existência de equipas e de um «cluster» criativo específico nesta área. Por isso é importante discutir o papel do serviço público e dos operadores de televisão (através da obrigações das respectivas concessões) na criação e desenvolvimento da produção audiovisual nacional. A realidade é que sob as orientações políticas de Santos Silva em matéria de serviço público têm desaparecido produtores e a paisagem audiovisual portuguesa tem empobrecido. É aliás espantoso que, da área da Cultura, que tem a tutela do audiovisual , nada se diga sobre esta situação. 

 


 


 


ECONOMIA- Para além deste jornal, há uma outra maneira interessante de ler economia – trata-se da revista «Portfolio», editada nos Estados Unidos pelo grupo Conde Nast. Apresentada como uma publicação de informação confidencial sobre negócios, a «Portfolio» tem de facto uma abordagem inovadora na forma como apresenta as questões – na edição de Setembro analisava a crise que a cadeia de televisão NBC estava a passar, ao mesmo tempo apontava as oito medidas que as grandes estações de televisão terão que adoptar se quiserem manter-se vivas num negócio que está a mudar a velocidade acelerada, e – entre vários outros artigos e secções interessantes - entrevistava o CEO da Renault, Carlos Ghosn. A revista encontra-se à venda em Portugal e pode ter uma ideia de como ela é no site www.portfolio.com – por acaso muito interessante na actual conjuntura de crise. 

 


 


OUVIR - Sou fã de Burt Bacharach e garanto que isto não tem nada a ver com o facto de ele ter sido o pianista e maestro de eleição de Marlene Dietrich. Bacharach é um dos grandes compositores da música popular norte-americana e a sua carreira é marcada pelas canções que fez com Hal David, composições tornadas célebres pelas vozes de Dionne Warwick, os Carpenters, Tom Jones, Dusty Springfield ou Aretha Franklin. Da sua extensa lista de colaborações constam nomes como Elvis Costello ou ainda bandas sonoras de filmes como «Casino Royale». Por outro lado sou fã de Steve Tyrell porque ele tem uma vox fora de série e , sobretudo, uma capacidade de interpretação absolutamente extraordinária. De modo que quando vi um disco chamado «Back To Bacharach» assinado por Steve Tyrell, o impulso de o descobrir foi imediato. É um disco absolutamente extraordinário, com uma qualidade de interpretação musical e vocal invulgares – Tyrell trabalhou com Bacharach na produção e finalização do disco, percebe-se que este foi um projecto longamente pensado. Aqui estão temas como «Walk On By», «The Look Of Love», «What The World Needs Now», «I Say A Little Prayer For You», «Always Something There To Remind Me» e «Raindrops Keep Falling On My Head», entre outros. CD Koch Records, disponível na Amazon. 

 


 


VER - Na rua da Boavista 84, ao Cais de Sodré, fica a Transboavista, um edifício dedicado à arte contemporânea e que engloba três espaços de características diferentes. A VPF Cream art gallery é destinada a nomes já com obra produzida e reconhecida e apresenta novos trabalhos de Ana Cardoso sob o título «Sans Image». Na Rock Gallery, destinada a mostrar o trabalho de novos artistas, está Cristina Robalo e na Plataforma Revólver, um espaço mais experimental, está uma colectiva, comissariada por Luísa Especial e que inclui obras de Ana Telhado, Catarina Patrício, Eduardo Guerra, Jorge Siganier Castro, Pedro Vaz e Rita Sá. 

 


 


COMER - Um daqueles locais de Lisboa a que apetece sempre voltar é o «La Moneda». Eu, que o costumava geralmente frequentar á hora de almoço, tive há pouco tempo um jantar de um grupo de amigos – numeroso grupo de amigos – e a coisa correu absolutamente sobre rodas, em termos de serviço e de qualidade da comida. Não é fácil cozinhar bem para um grupo grande mas o «La Moneda» sai-se bem do desafio, sob a batuta do seu dono, o chileno Leo Guzman que dirige as operações na cozinha – sempre com novas surpresas – o menu está longe de ser uma coisa estática, o que é mais uma razão para lá voltar. Fica na Rua da Moeda 1C, à Praça D. Luís, telefone 21 390 8012. 

 


 


BACK TO BASICS – Na América o sexo é uma obsessão, no resto do mundo é apenas uma coisa que acontece – Marlene Dietrich 

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publicado às 17:13


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