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DEBATE – Aguardo com expectativa que a ERC emita as suas instruções editoriais sobre a forma como devem ser montados os debates que envolvam Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino. É que no Domingo passado, no debate em directo a propósito das eleições nos Açores, Marcelo arrasou de tal forma Vitorino que tão cedo ele não deve querer outra vez um frente a frente destes. De modo que resta à ERC regulamentar o tempo de antena de Vitorino para ele brilhar sozinho, que é como brilha melhor.

 

OPORTUNIDADE – É inegável que o Primeiro Ministro geriu com sentido de oportunidade e eficácia a resposta do Governo à situação desencadeada pela crise dos mercados financeiros. Conseguiu responder a dois níveis – por um lado com medidas imediatas para diminuir os riscos em Portugal; e, por outro, aproveitou bem o momento para lançar uma série de medidas no Orçamento de Estado do próximo ano que o vão ajudar bastante no ciclo eleitoral que aí vem. O contraste com o apagamento da oposição foi dramático. Por este andar Sócrates ganha o jogo por falta de comparência do adversário.

 

ELEIÇÕES – Resumo das eleições nos Açores: maior abstenção, menos votantes, o PS reforçou a maioria absoluta mas com menor número de votos que na eleição anterior. Quer-me parecer que o início do ciclo eleitoral não trouxe boas notícias em termos da saúde do sistema democrático e partidário. E não me surpreendo se nas eleições gerais, autárquicas e europeias do próximo ano este cenário de alheamento dos cidadãos voltar a ocorrer. Tudo caminha nesse sentido…

 

VER – Vale a pena ir a Coimbra, à Quinta das Lágrimas, ver a exposição que o colectivo de artistas «Laboratório Afectos» lá montou, por iniciativa da dinâmica Galeria Sete, um espaço coimbrão de arte contemporânea. O desafio proposto aos 11 artistas convidados foi o de explorarem o tema dos afectos à sombra da história do amor de D. Pedro e de Inês de Castro. Destaco as obras de Pedro Valdez Cardoso, de Maria Pia Oliveira, de Ana Fonseca e de Cristina Ataíde, todas elas surpreendentes no conceito, na forma e no resultado final obtido. Desde a alcova secreta do encontro de amantes interpretado por Maria Pia Oliveira, até à violência da História mostrada por Pedro Valdez Cardoso, passando pelo labirinto de desejos que compõem a paixão de Cristina Ataíde ou a permanente provocação que alimenta as fantasias, mostrada por Ana Fonseca, a exposição invadiu os jardins da Quinta das Lágrimas dando oportunidade aos visitantes de se confrontarem com a arte contemporânea em cruzamento com um local histórico.

 

PENAR – Quando se sai da Quinta das Lágrimas em direcção a Lisboa o mais natural é perderem-se se não conhecerem os cantos às cidades. Eu sei que as cidades de província são ciosas em guardar os seus visitantes, mas Coimbra faz penar um suplício com a falta de sinalização, a sua diminuta dimensão, a dificuldade de visualização. Este problema, no entanto, não afecta só Coimbra. Os responsáveis pela colocação de sinalização dentro de cidades devem achar que toda a gente conhece os caminhos e vai daí desprezam os incautos viajantes que apenas procuram direcções para seguirem para outro destino. É muito irritante.

 

LER – Fareed Zakaria, editor internacional da Newsweek, tem-se destacado pela sua análise da actual crise. Um livro que editou este ano, «O Mundo Pós-Americano» é uma obra fundamental para compreender o que se passa, como o Mundo se está a transformar. Com uma forma de escrita cativante, Zakaria junta factos e números, sugere interpretações, propõe hipóteses. Com uma simplicidade fascinante o autor descreve o que se passa nas novas grandes potências, aborda o peso das diferentes culturas e religiões, analisa o que se passa no ensino, na indústria e nas alterações geoestratégicas. Muito provavelmente este é o mais fascinante livro que este ano me passou pelas mãos. «O Mundo Pós-Americano», Fareed Zakaria, 251 pgs, editado pela Gradiva.

 

PETISCAR – Querem uma sugestão para um petisco de meio da tarde num fim de semana ou para uma entrada fria? Experimentem as «Enguias de Portugal em Molho de Escabeche» produzidas pela fábrica de conservas da Murtosa (Comur), numa inconfundível embalagem verde e amarela. A receita é a tradicional da região – as enguias, depois de fritas, são temperadas num escabeche e assim ficam à nossa espera até que a lata se abra. Com um bom pão e rabanetes às rodelas para ir alternando, o sucesso é garantido.

 

OUVIR – A prestigiada editora de Jazz Verve está a reeditar algumas das suas gravações clássicas numa série que tem o nome de «Originals» que inclui várias gravações feitas sob a influência da descoberta da bossa nova pelos norte-americanos. Recomendo «Big Band Bossa Nova» com Stan Getz e a orquestra de Gary McFarland (1962), «Piano, Strings And Bossa Nova» pelo pianista Lalo Schifrin (1962) e «Bossa Nova» do cantor brasileiro Luiz Bonfa, com Lalo Schifrin e Oscar Castro Neves, gravado em Nova York a 30 e 31 de Dezembro de 1962 – um ano de descobertas.

 

BACK TO BASICS – A vida sem datas marcantes tinha menos graça – Prixarde D.

 

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publicado às 18:50



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