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PARLAMENTO - Uma das mais evidentes provas do desprezo do regime pelos cidadãos é a forma como a Assembleia da República empata a nomeação do novo Provedor de Justiça. O Provedor cessante, Nascimento Rodrigues, interpelou a Assembleia sobre o assunto. Fazendo o favor ao Governo e aos partidos da oposição (que não acham isto prioritário), os deputados continuam a paralisar uma instituição fundamental para garantir os direitos dos cidadãos e prevenir os abusos do Estado. O respeito pelos eleitores, senhores deputados, não é coisa de que se devam lembrar só em vésperas de eleições. 

 


LISBOA I - A maior demonstração de que alguma coisa vai mal em Lisboa no que toca a segurança é a polémica entre o Presidente de Câmara António Costa, do PS, e o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, também do PS. Já se percebeu que ambos atribuem culpas um ao outro, que a polícia atribui culpas aos dois e a realidade mostra que a cidade está mais insegura. Mais um dado a ter em conta nas próximas eleições. 

 


LISBOA II - Um estudo recente, sobre as razões para a desertificação de Lisboa, divulgado na imprensa, afirmava que a maioria dos inquiridos considera que Lisboa tem muitos espaços degradados, tem poucos espaços verdes e tem deficiente qualidade de vida. A coisa vai sempre dar ao mesmo: os habitantes de Lisboa-cidade têm custos maiores para terem menores vantagens e são sempre os mais sacrificados nos incómodos provocados pelas obras, pelos encerramentos ao trânsito, por mil e uma razões provocadas por quem usa a cidade sem se preocupar com os seus habitantes. 

 


OBRAS - Nos últimos dias surgiram duas polémicas interessantes sobre o plano de grandes obras públicas. Uma defende que obras de manutenção e recuperação absorvem mais mão de obra (e mais qualificada) que a construção de estradas, TGV’s ou grandes edifícios; a outra vai ainda mais longe e diz que num cenário em que cresce o desemprego qualificado, concentrar o investimento em áreas que não absorvem mão de obra qualificada é o mesmo que despromover a educação e desincentivar o aperfeiçoamento profissional. Sócrates, que tanto fala de qualificação, ainda não se pronunciou sobre isto – aliás evita pronunciar-se sobre qualquer coisa que tenha a ver com estratégia de futuro. 

 


PROVEDOR DO AMBIENTE - Cada vez que passo à noite no Marquês do Pombal e olho para o edifício da EDP todo iluminado recordo-me logo das campanhas ecologistas da empresa. É certo que a conta de electricidade lhes fica em conta, mas sempre podiam dar o exemplo no combate a consumos supérfluos. 

 


CITAÇÃO - «Alguém dá pela existência de um director do actual Instituto dos Museus e da Conservação? Alguém sabe quem é? As sucessivas tropelias da tutela são-lhe alheias ou desconhecidas? Mantem-se em silêncio como uma forma subtil (?) de manifestar discordância ou distância? Não seria imperioso que o responsável técnico e político (o lugar é de confiança) estivesse presente e também activo quando se discutem os Coches, a  Arqueologia, a Arte Popular, a Cordoaria (que é um monumento, mesmo sem ter a sua tutela directa), etc? Pode dispensar-se a competência quando estão em causa decisões de longo alcance, irreversíveis mesmo?» - Alexandre Pomar no seu blog. 

 


FILMES - Esta semana quis ir experimentar o reconstruído cinema Alvalade e apanhei uma desilusão. O espaço é tacanho, o edifício é feio, o cheiro a caramelo e a pipocas no ar entranha-se nos cabelos e tira qualquer prazer a estar na esplanada de entrada e a única coisa que correu bem foi a senhora da bilheteira avisar que a cópia do filme que queria ver - «Milk» - estava riscada. Poupou-me ao sacrifício e fui para outro cinema ver esta extraordinária realização de Gus Van Sant e a interpretação exemplar de Sean Penn, infelizmente em exibição já em poucas salas. 

 


LER – A mais recente edição da revista «Vanity Fair» é tanto para ser lida como para ser vista. Trata-se da célebre edição anual da revista dedicada a Hollywood e que é publicada por ocasião da atribuição dos Óscares. Este ano na capa um actor muito especial de uma outra fita – a política: na capa Barack Obama, lá dentro as estrelas do cinema, todas fotografadas por Annie Leibovitz. E – boa surpresa nos tempos que correm – a «Vanity Fair» de Março vem com muitas páginas de publicidade. Atractivo suplementar: retratos das novas caras do poder dentro da Casa Branca. 

 


OUVIR- Duas reedições do catálogo «Verve», na muito apreciada série «Originals». Dois discos de orquestras de jazz, ambos fascinantes, muito diferentes entre si. Um é de 1962, «On My Way & Shoutin’ Again!» da orquestra de Count Basie , interpretando música de Neal Hefti. O outro é o encontro de Óscar Peterson com a orquestra de Nelson Riddle, em 1963, interpretando clássicos como «Round Midnight» ou «Come Sunday».  

 


DESTAQUE – Mais uma edição da Moda Lisboa, sob a batuta de Eduarda Abbondanza. 

 


COMIDA – Receitas portuguesas, quase caseiras, boa qualidade de matéria prima, cuidado e atenção no serviço. Que se pode pedir mais de um restaurante. Eu comi umas finas postas de pregado bem fritas, acompanhadas de açorda e fiquei fã. Vinhos a preços razoáveis. Cave Real, bar-restaurante, Av. 5 de Outubro 13-15 ((ao pé da maternidade Alfredo da Costa), tel. 213 544 065. 

 


BACK TO BASICS (maior que o costume) – Quem é o «Governo»? – basicamente, sabem, somos nós todos: o Governo gasta o seu dinheiro a fornecer serviços ao público. Pedir que o Governo aperte o seu cinto é o mesmo que pedir-nos, a nós pagadores de impostos, que aceitemos receber menos serviços por aquilo que pagamos. Porque é que isto é uma boa medida ou uma boa causa, mesmo em tempos de crise como estes? – Paul Krugman em «A Consciência de Um Liberal» 

 

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publicado às 13:02


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