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REGIME – O comportamento recente de José Sócrates, enquanto cidadão que é Primeiro Ministro, indicia que a natureza do regime  está em mudança. Ao patrocinar processos judiciais contra jornalistas e colunistas, processos que têm por alvo opiniões e não factos, Sócrates abriu o precedente de pretender condicionar o exercício da liberdade de crítica e de opinião. Compreendo que José Sócrates não fique satisfeito com o que lê sobre si – mas mais valia pedir contenção e juízo aos seus amigos, nomeadamente do grupo de Macau do PS, com Alberto Costa à cabeça, que se envolveram em cenas muito pouco edificantes em matéria política e de cidadania.

 

NAVEGAR – Imperdível o novo blogue de Bernardo Pires de Lima e Pedro Marques Lopes – www.uniaodefacto.blogs.sapo.pt . Por exemplo: «Vital Moreira entrou na campanha em grande. Não por ter ao seu lado o Dr. Soares, antigo pró-americano e companhia habitual de Frank Carlucci em inúmeras fotografias, mas por ter colocado a posição de Sócrates e Luís Amado em causa. Ficámos baralhados. Ao nível de Estado, o apoio vai para Durão Barroso. Ao nível eleitoralista, a apoio não vai para Barroso. Vital já conseguiu um apoio entusiasta de Ana Gomes, o suficiente para que Sócrates e Amado venham a terreiro pôr um fim à brincadeira. Vital é um brincalhão. Sócrates não anda para gracinhas. Isto ainda vai dar direito a processo.»

 

DÚVIDA METÓDICA - Há um PS que apoia Barroso; há outro que não apoia. O eleitor, ao votar PS para o Parlamento Europeu está a apoiar quem? Uma coisa ou o seu contrário? (Deputado António Filipe, no Twitter)

 

LER – A renovada Guimarães Editores reorganizou as suas colecções e está a fazer um meritório trabalho de edição e reedição de obras pouco conhecidas. Recentemente voltou a colocar no mercado as «Histórias Extraordinárias» de Arthur Conan Doyle, o autor que ficou célebre pelas aventuras de Sherlock Holmes. Estes pequenos contos que compõem as «Histórias Extraordinárias» são um pouco perturbantes, belíssimas observações da sociedade da época. Na mesma editora estão também disponíveis os «Contos de Mistério» do mesmo autor. Já agora, se passarem na livraria da Guimarães (Rua da Misericórdia 68 no Chiado e na Livraria Universitária, na Biblioteca Nacional) espreitem também a colecção dedicada a Edgar Allen Põe («Contos Fantásticos» e «Contos Policiais»).

 

OUVIR – John Scofield é um guitarrista de jazz com uma longa carreira ao lado de nomes como Chick Corea, Herbie Hancock ou Charlie Mingus. Tem uma extensa discografia e não há praticamente nenhum grande músico de jazz com quem não tenha gravado ou tocado. Neste seu novo disco, «Piety Street», Scofield afasta-se do seu terreno tradicional e leva a guitarra a passear pelos blues, e, em particular, pelo território dos gospel. A aproximação que faz é, digamos, herética – mas aliciante. Scofield e os músicos que o acompanham optaram por introduzir arranjos funky, alterando por completo o ritmo e balanço tradicional dos gospel. O resultado, primeiro, estranha-se e, depois, entranha-se: redescubram clássicos como «Motherless Child», «His Eye Is On The Sparrow» «I’ll Fly Away» ou «Something’s Got A Hold On Me» nas interpretações de Scofield ou deixem-se arrastar pelo ritmo de uma das suas próprias composições – como o arrebatador «It’s A Big Army». CD Emarcy, Universal.

 

DESCUBRA AS DIFERENÇAS – Querem ver como as coisas são diferentes em Portugal e em Espanha? O Jaguar XF Diesel V6 de 3 litros, versão Luxury, vem anunciado na «Vanity Fair» espanhola pelo preço de 52.990 euros. O mesmo carro em Portugal custa 75.413 euros, 42% mais caro – a diferença do preço está nos impostos. Curioso, não é?

 

VER – Quando tiverem vontade de descobrir uma boa exposição para visitar, espreitem o site www.artecapital.net. De lá retiro três sugestões, de áreas bem diferentes: no Museu da Electricidade, os finalistas do «Prémio EDP novos artistas» (António Bolota, Bruno Cidra, Gabriel Abrantes, Gonçalo Sena, Hernâni Gil, Margarida Paiva, Mauro Cerqueira, Nuno Sousa e Sónia Almeida) – o vencedor será conhecido dia 20. Se gostam de fotografia têm oportunidade de descobrir a excelente colecção de fotografia portuguesa dos anos 50, que pertence ao Museu do Chiado, e que está reunida na exposição «Batalha de Sombras», no Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira (Rua Alves Redol 45). E finalmente, um grupo de jovens artistas apresenta na Galeria Arte Contempo (Rua dos Navegantes 46 A) a colectiva «Republica ou o Teatro do Povo».

 

PETISCAR – Não se pode olhar para o «Torricado» e encará-lo como um restaurante tradicional – o mais certo é encará-lo como uma petisqueira simpática. Localizado na Praça de Touros do Campo Pequeno, no lado virado para a Avenida da República, é servido por uma boa esplanada, mas tem um espaço interior com os seus problemas, apertos e correntes de ar. Claro que o prato forte é o que lhe dá o nome, o torricado ribatejano, está presente no seu esplendor:  pão torrado em brasas, com alho e azeite, e acompanhado com uma boa posta de bacalhau assado. Mas se quiser coisa mais leve não deixe de experimentar os pastéis de massa tenra, as empadas de caldeirada de porco preto (deliciosas) e os pastéis de bacalhau à Gomes de Sá. A responsabilidade deste espaço é do Chef Luís Suspiro, e se para rematar os petiscos escolher um doce tem muito por onde picar. Telefone 217975356.

 

 

BACK TO BASICS – A liberdade de opinião só pode existir quando o Governo está completamente seguro de si próprio – Bertrand Russell

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publicado às 13:30


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