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PROPAGANDA - Esta semana soube-se que uma empresa que se apresentava como sendo da área das energias alternativas, e que por isso era apoiada pelo Governo, afinal não cumpria os requisitos do sector. O problema não está no engano, está na pressa em arranjar pretextos de propaganda, sem cuidar exactamente do que são. O que o caso prova é que o Governo nem na propaganda estuda bem os dossiers e que, afinal, liga pouca importância à qualidade dos fornecedores de energias alternativas que escolhe como exemplos. Nisto tudo há uma novidade: começa a haver algum desgoverno na propaganda do Governo.

 

INAUGURAÇÕES - António Costa é verdadeiramente bom a inaugurar iniciativas ou obras que foram imaginadas pelos seus antecessores. Mas em dois anos de mandato ainda não apareceu com uma ideia verdadeiramente nova que esteja em andamento e que os seus sucessores possam inaugurar. Para a semana, com pompa e circunstância, António Costa inaugurará o Museu do Design e da Moda, mostrando finalmente uma colecção garantida para a cidade no tempo de Santana Lopes. Ainda bem que ela agora vê a luz do dia, ainda mal que Costa se aproveite do trabalho dos outros para fazer uma campanha na área cultural, em que a sua governação tem sido particularmente desastrosa.



DESNECESSÁRIO - Ao fim destes dois anos de mandato o tal Zé que o Bloco de Esquerda dizia que fazia falta revelou-se, politicamente, uma barriga de aluguer. A sempre errática actuação de José Sá Fernandes oscila entre ceder praças da cidade para serem montras publicitárias e proibir os partidos de aí colocarem cartazes políticos. Na realidade ele tornou-se no exemplo acabado do género de troca tintas que não fazem falta nenhuma na política.

 

PENSAMENTO OCIOSO  - Depois de a Farinha Maizena ter este mês recebido uma inesperada boleia publicitária do Ministro da Economia, Manuel Pinho, a grande dúvida é saber quais são os políticos que obtiveram os cargos que têm na Farinha Amparo. Decididamente, em tempo de crise, as farinhas estão na mó de cima. 

  

OBSERVAÇÃO ACIDENTAL- Esta semana dei comigo a pensar que o número de manchetes de jornais e revistas, com base em declarações de responsáveis judiciais, é inversamente proporcional à eficácia da justiça.  

 

LIVRO - «Luz Indecisa», um livro de poemas de José Mário Silva, é das boas novidades editoriais do ano. Com uma sensibilidade invulgar e uma utilização da escrita que tem em conta o ritmo das palavras, José Mário Silva consegue, neste seu segundo livro de poesia, tornar encantador o quotidiano com relatos de instantes e observações fugazes do que nos rodeia. Com um raro sentido de economia na utilização das palavras, sente-se que cada poema escrito é depurado na procura da simplicidade – e é a simplicidade que mais atrai neste livro. Edição «Oceanos»

 

 

OUVIR – Os Oquestrada existem há algum tempo e fizeram carreiras entre bares, festas arraiais e muitos palcos percorridos ao longo de sete anos. A receita não é muito vulgar: inspirações ciganas, um toque de fado vadio, concertina dos grupos de baile, ritmos dos Balcãs, melodias da Córsega, ventos árabes. De tudo isto se fez a música de festa dos Oquestrada, aqui retratada pela primeira vez num disco, «Tasca Beat – O Sonho Português». Quem os conhece de ouvir cantar por esse país fora ou das gravações que iam circulando, trauteia-lhes as cantigas de cor, com alegria. Nas noites de verão é bom ouvir este disco, creio que propositadamente imperfeito, com o pé a bater o compasso e o calor a invadir-nos pela energia da música. A voz podia ser melhor, a técnica mais apurada, os pastiches menos evidentes – mas é isso que faz a espontaneidade de um grupo de baile com um fundo deliciosamente cabotino. CD Sony Music.

 

PROVAR – Andei uns tempos a evitar lá ir, sabendo eu que não faço parte do clube de fãs de Luís Baena. Mas agora lá fui, levado, ao Terraço do Tivoli, que desde que reabriu é dirigido por este «chef» . A ida passou-se ao almoço e as coisas não correram bem. O buffet pode ser exótico mas é um pouco descuidado – e algo desconexo - para o espaço nobre de restauração do Hotel e, francamente, o resultado da escolha feita na lista estava muito longe do ideal, em parte graças a uma confecção pouco atenta que deixou o peixe seco, embora montado de forma muito arquitectónica no meio do prato, sobre o acompanhamento. Confirmei as minhas impressões anteriores: Baena é melhor para a vista que para o paladar. O serviço continua exemplar , a garrafeira é de eleição e a vista é fantástica. Mas isso já era assim antes das obras. No Tivoli, magnífico hotel da Avenida da Liberdade, fico-me pela Brasserie e pelos encantos renovados do seu bar de entrada, nestes fins de tarde.

 

FOLHEAR – A propósito do lançamento do novo filme sobre a saga Star Treck, a edição norte-americana da revista «Wired» fez um número especial dedicado ao fantástico, ao misterioso, ao oculto. Em destaque cientistas loucos e histórias bizarras, lugares estranhos no planeta, truques de carta, cultos e bizarrias. A direcção editorial deste número especial foi de J.J. Abrams, o realizador e /ou criador de «Lost», «Alias», «Fringe», «Missão Impossível 3» e, claro, do novo «Star Trek». O próprio Adams assina um texto inspirador, «A Magia do Mistério», que é toda uma revelação sobre a forma como ele está no mundo. Os fanáticos de David Lynch (eu sou, reconheço), apreciarão uma foto assinada por ele na página 111, e que o próprio se encarregou de divulgar no twitter. A capa da revista, «The Mistery Issue», é toda ela um programa…

 

BACK TO BASICS – Mesmo nesta idade de imediatismos poucas coisas são melhores do que descobrir e descodificar as alegrias escondidas que a vida nos proporciona – JJ Abrams.

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publicado às 18:22


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