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DOIS ANOS PERDIDOS

por falcao, em 10.09.09

(Publicado no diário «Metro» de 9 de Setembro)


Quando olho para o que se passa em Lisboa desde que António Costa é Presidente da Câmara sinto uma sensação de tempo perdido, dois anos para ser exacto. Sob a desculpa de arrumar a casa, muito pura e simplesmente deixou-se a cidade ao abandono. Sob o pretexto das dificuldades financeiras deixou-se degradar a limpeza e o arranjo das ruas da cidade – mas verbas importantes foram desviadas para outros projectos, menos prioritários. Passeios sujos, asfalto com buracos, obras sem controlo que se arrastam (como na Fontes Pereira de Melo), desinvestimento nos apoios sociais aos mais idosos – este é o resumo destes últimos dois anos em Lisboa.


Para os que vivem e trabalham em Lisboa a vida está pior, mais desconfortável, mais difícil. As medidas anunciadas – a tolerância zero no estacionamento, por exemplo – ficaram no papel e não se concretizaram. O Terreiro do Paço assemelha-se a um pesadelo, num projecto sem nexo, o trânsito na baixa foi transformado num caos, com placas de indicação de sentido e direcção desactualizadas.


Largas somas foram aplicadas em obras de duvidosa prioridade e utilidade, como as ciclovias - veremos qual a utilização real que elas vão ter, porque para já é bem reduzida.


Mas em contrapartida os espaços públicos – como o jardim do Campo Grande – continuam a degradar-se e os cemitérios estão cada vez mais maltratados – sujos, descuidados.


Nestes dois anos não houve reestruturação dos serviços da Câmara, aproximação aos munícipes, diminuição da burocracia. Pelo contrário, por exemplo, a EMEL piorou a sua actuação e arrogância, e é, claramente, um caso a merecer atenção no futuro.


A qualidade de vida e o conforto de uma cidade é medido, em primeiro lugar, pelos seus habitantes – devem ser eles os destinatários da governação camarária. Mas na realidade é bem difícil encontrar o que foi feito por António Costa e pela sua equipa, mais entretidos em jogos políticos do que em servir os lisboetas. A cidade, na realidade, está mais desarrumada.

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