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GOVERNO – Justiça, Educação, Saúde, Tecnologia e Criatividade são os grandes desafios de Portugal para vencer no futuro próximo. São estas as áreas de governação onde a ousadia, a reforma e o investimento fazem falta. É por aqui que pode passar a mudança. Se nada for mudado, e se o paradigma continuar focado onde tem estado, o país não será mais competitivo, não será mais justo e deixaremos às gerações seguintes uma herança pior do que aquela que recebemos. Esta é a responsabilidade de quem aceita governar. 

 


OBRAS – Mal o PS ganhou, começou o regabofe em torno da questão do TGV. Afinal a preocupação dominante nestes dias que correm não é a ligação à Europa, a ligação a Madrid. É fazer uma série de linhas, de curta duração, é reivindicar uma série de paragens que tornariam o TGV num comboio-correio dos tempos modernos com paragem em todas as estações. Na questão do TGV há dois interesses, que são antagónicos: os do país e do nosso desenvolvimento; e os das empresas construtoras que fomentam os lobbies locais e que querem multiplicar as linhas. Alguém tem de explicar que há outras possibilidades de requalificar o transporte ferroviário rápido sem passar pelos investimentos gigantes do modelo TGV – aqui está uma coisa que será a prova de fogo do novo Ministro das Obras Públicas, o cabeça de lista do abaixo assinado a favor dos grandes investimentos públicos. Como vai ele decidir? Pelo futuro do País? Ou pelas construtoras e seus lobbies? 

 


 


SERVIÇO PÚBLICO – Nos últimos quatro anos assistiu-se a um progressivo apagar das obrigações de serviço público em matéria audiovisual. A descaracterização progressiva levou a cenários verdadeiramente surpreendentes – quer a nível da informação, quer da programação. Os telejornais da RTP 2 (já nem falo da RTP 1…) estão frequentemente entregues ao sensacionalismo, entre desastres, desaparecimentos e acidentes e não se distinguem de outros telejornais: deixou de haver a preocupação com o enquadramento internacional, com notícias da área da ciência e tecnologia, da economia, ou com o acompanhamento da actualidade cultural e criativa. Na área da produção de documentários os recuos são enormes e até no relacionamento com a DOC Lisboa se chegou a um ponto de conflito insustentável. Discutir o que é serviço público é o primeiro passo para depois ver se o Estado cumpre os seus deveres ou se está abusivamente em concorrência com os privados. Bons exemplos de serviço público em estações privadas são as emissões de «O Futuro Hoje» de Lourenço Medeiros na SIC Notícias, e, no caso da rádio, na TSF «O Mundo Digital» de Rui Tukayana ou o «Made In Portugal» de Rui Miguel Silva são também emissões exemplares. Por falar em TSF não deixa de ser curioso que na quinta-feira da semana passada esta estação privada foi a única que interrompeu a transmissão do jogo do Benfica-Everton para fazer um especial sobre o novo Governo, cuja composição havia sido acabada de anunciar. A isto chama-se fazer serviço público.  

 


 


LER – O número de Novembro da revista «Monocle» é uma das suas melhores edições de sempre. Dois destaques – um editorial e outro comercial. Comecemos pelo editorial, um suplemento de 36 páginas que constitui um guia para a criação de pequenas empresas nos dias que correm – é simplesmente brilhante, cheio de boas ideias e sugestões óbvias mas muitas vezes esquecidas; o segundo, comercial, é um destacável de 12 páginas, colocado ao lado de uma página de publicidade na revista, e que é um guia sobre as indústrias criativas no Reino Unido. A página de publicidade onde o guia está colocado tem o título «Britain Is A Creative Partner To The World» e toda a operação é financiada pelo equivalente ao AICEP português, o UK Trade & Investment – aqui está um exemplo a estudar. Para além destes destacáveis, há um excelente artigo sobre o que a cidade sueca de Gotemburgo fez para atrair novas pequenas empresas e uma boa análise do que pode ser o futuro da indústria da música. No entretanto experimentem visitar o site www.monocle.com . 


 


OUVIR – Discos de jazz gravados ao vivo têm um encanto especial – reproduzem a essência de um género musical baseado na improvisação e no diálogo com o público. «Yesterdays» reproduz um concerto de Keith Jarrett com Gary Peacock e Jack DeJohnette, realizado a 30 de Abril de 2001 em Tóquio, no Metropolitan Festival Hall. Já se sabe que o ano de 2001 foi particularmente interessante para este trio – na realidade é o quarto disco a sair dos concertos desse ano. A gravação percorre composições históricas da fase be-bop como «Strollin» de Horace Silver, «Shaw’nuff» de Dizzy Gillespie e Charlie Parker, «Scrapple From The Apple» de Charlie Parker, e temas clássicos como «You Took Advantage Of Me», «Smoke Gets In Your Eyes» e «Stella By Starlight», entre outros. A gravação foi editada este ano pela ECM quer em CD quer num duplo LP de vinil, o que não acontecia na ECM desde há 15 anos. Um dos melhores trios do jazz contemporâneo numa demonstração de grande sensibilidade e refinada inteligência musical. 

 


 


VER – Este ano o titular do maior prémio de fotografia, o Pictet, é o fotógrafo israelita Nadav Kander, que vive em Inglaterra. O trabalho vencedor, «Yangtze, The Long River», pode ser visto no site do fotógrafo, www.nadavkander.com – muito bem construído, com uma recolha das mais significativas reportagens que fez ao longo da sua carreira. Vale a pena verem, percorrerem as fotos da reportagem vencedora e descobrirem o universo das imagens de Kander.


 

 


 


PROVAR – Sala simpática, serviço atencioso, acústica agradável (uma raridades hoje em dia nos restaurantes), boas propostas em matéria de comida japonesa, a fugir um pouco do que é mais vulgar e corriqueiro hoje em dia. O restaurante chama-se Sushi Ya e tem como especialidades as massas yakisoba (noodles salteados e misturados com diversos ingredientes) e ainda as robatas, pequenas espetadas grelhadas de vegetais carne e peixe com molho agridoce. Se tem amigos que torcem o nariz a experiências japonesas experimente ir aqui – e enquanto pode experimentar sushis e sashimis com temperos inesperados, pode também provar o outro lado, menso divulgado, da gastronomia nipónica. O Sushi Ya fica na Ajuda, ao alto da Calçada da Tapada, nº106 e tem o telefone 211913819.  


 


BACK TO BASICS – Na realidade não escrevo humor – limito-me a observar o Governo e a relatar os factos – Will Rogers 

 

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publicado às 19:05


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