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SINAL – Da maneira como as coisas estão, qualquer dia as grandes marcas de luxo começam a fabricar modelos especiais de pulseiras electrónicas de vigilância, especialmente para o mercado português.  

 


 


PÉSSIMO – Os novos carrinhos assadores de castanhas de aço inox, assépticos, todos iguais, monocordicamente horríveis, sem uma ponta de pessoalização são a imagem de marca da ASAE neste Portugal moderno: tudo igual, tudo feito, tudo feito sem respeito pela tradição, tudo feito em nome de normas e sem raciocínio. O senhor director da ASAE, já se sabe, gosta de um mundo hiper-controlado mas o que vai deixar de legado é pavoroso. Devia ser sumariamente despejado no caixote de lixo da história, ele sim muito embrulhadinho numa embalagem asséptica para não contaminar o país. 

 


 


POLÍTICA – Todos os que se aproveitam da política para invocarem influências, facilitarem negócios ou encherem os bolsos estão a dar machadadas no regime. Já pensaram porque é que as listas de deputados geram sempre tanta confusão nos maiores partidos? – é que o Parlamento e o lugar de deputado continuam a ser vistos na paróquia como um cartão de visita que facilita apresentações e pode abrir portas. Nada mudou em relação às descrições que os escritores de final do século XIX faziam do provincianismo de grande parte dos políticos portugueses, apenas se agravou. Por exemplo, a nebulosa de interesses no caso da migração de figuras do universo do PS, colocadas na Caixa Geral de Depósitos, para tomarem de assalto o BCP, é uma história que ainda há-de fazer correr muita tinta.  

 


 


BETÃO – Há uns anos o PS criticava com grande arraial a chamada política do betão. Ao longo dos tempos foi mudando a sua posição e agora surge como o grande defensor das grandes obras, mesmo que seja em desrespeito por orientações do Tribunal de Contas – como infelizmente tem sido o caso, repetidamente mostrado nos últimos tempos, nas Estradas de Portugal. Claro que quando se olha para as coisas com maior atenção percebe-se o porquê: em cerimónias de inaugurações variadas a Estradas de Portugal gastou um milhão de euros no final do consulado Mário Lino, ou seja investiu um milhão de euros na propaganda do Governo. Quando se governa assim já se viu que tudo é possível – e que é legítimo pensar o pior. 

 


 


DESGOVERNO – Desta vez o estado de graça durou pouco: o Ministro das Finanças foi considerado um dos piores da Europa, o desemprego atingiu números assustadores, o processo «Face Oculta» parece um cocktail molotov que incendeia tudo, há Ministros desaparecidos de cena, outros que aparecem demais e criam chispas até dentro do PS – como Vieira da Silva. Este mês e pouco é mais de desgoverno do que de Governo – e claramente é uma sucessão de trapalhadas. 

 


 


LER – O número de Dezembro da edição britânica da revista «Wired» vem subtitulado «The Ideas Issue». Cada vez mais autónoma em relação à edição original norte-americana, a «Wired» UK aborda temas que vão desde a legião de programadores que desenvolve aplicações para o twitter, até à reinvenção da Polaroid por holandeses, passando por um brilhante artigo sobre a cimeira da Dinamarca e os cépticos das mudanças climáticas e um belo dossier com 25 ideias para 2010, da ciência à política, passando pela inovação, criatividade e tecnologia.


 

 


 


DESCOBRIR – Entre o jazz e a fotografia se vai desenvolvendo a carreira de Rodrigo Amado. Numa só semana duas novidades: na Galeria Módulo, em Lisboa, inaugura dia 28 a sua terceira exposição de fotografia intitulada East Coasting (o nome de um disco de Charles Mingus), que mostra imagens feitas durante uma digressão enquanto música de jazz ; e ao mesmo tempo é editado «Motion Trio», o seu oitavo disco, que conta com a participação de Miguel Mira e de Gabriel Ferrandini ao lado de Rodrigo Amado. Motion Trio é o nome da formação e do próprio álbum e é uma demonstração da capacidade de improvisação dos músicos, ao mesmo tempo que criam momentos intimistas e emotivos, contribuindo para uma tensão permanente que é um dos grandes atractivos deste registo. 

 


 


FEIRA – Até à próxima segunda-feira, dia 23, decorre a 9ª edição da ArteLisboa que junta na FIL 67 galerias (33 portuguesas, 31 espanholas, uma coreana, uma cubana e uma húngara) e obras de centenas de artistas. A verdade é que este é um bom momento para comprar Arte – a crise atirou os preços para baixo. O problema é que este ano o número de grandes galerias portuguesas que optou pela ausência aumentou de forma significativa, o que há-de ter que levar a repensar o modelo da Feira e, sobretudo, a necessidade de ela definir de forma mais clara uma identidade e uma presença transversal na vida cultural da cidade – para além do objectivo das vendas. 

 


 


VER – Os magníficos desenhos de Cecília Costa na Galeria Baginski numa série intitulada «Carvão», que faz adivinhar uma nova direcção na obra da artista. Na mesma galeria podem também ser vistas oito esculturas explorando formas orgânicas de Bruno Cidra, nomeado para o prémio EDP 2008. A galeria fica na Rua Capitão Leitão 51-53, ao Beato. 

 


 


SUGESTÃO – Um lanche a meio da tarde no De Castro, o pequeno restaurante onde em Lisboa se pode provar a arte culinária de Miguel Castro e Silva. O local serve durante toda a tarde e, se deixar passar a confusão da hora de almoço, só tem a ganhar. Agora também aberto à noite, é no entanto prudente fazer reserva. Brevemente terá uma ampliação, bem necessária face à exiguidade do espaço. Depois de uma fase inicial atribulada e algo confusa, agora o serviço tem vindo a melhorar. Os petiscos, esses, continuam bons, com uma confecção muito cuidada e óptima escolha de produtos tradicionais. Telef. 217979214, Avenida Elias Garcia 180 B (do lado da Gulbenkian, portanto). 

 


 


 


 


 


BACK TO BASICS – Convém ter uma má opinião acerca de todo o mundo – é mais seguro (Oscar Wilde) 

 

 

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publicado às 10:58


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