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INFORMAÇÃO - Terça-feira à noite estava a ver os telejornais das 22h00 quando de repente vi a emissão interrompida para entrar um «directo» que se resumia à entrega do suporte informático da proposta de Orçamento de Estado, pelo Ministro das Finanças ao Presidente da Assembleia da República. Não havia declarações, não havia nada – apenas a simbólica imagem da entrega do documento, aliás com considerável atraso sobre a hora prevista. Ou seja, um directo digno de países subdesenvolvido que se importam mais com as simbologias do que com as notícias. Chávez não faria melhor.

 

SEMANADA - O PP anunciou que se iria abster na votação do orçamento, o PSD anunciou a seguir que também se iria abster; o IPSD apresentou um estudo onde defende a possibilidade da redução da despesa pública para 41% no espaço de uma legislatura; o economista João Ferreira do Amaral afirmou numa entrevista que para avançar nas reformas mais difíceis não basta haver acordos, tem de haver coligações;

 

EVIDÊNCIA – Depois de quatro anos de austeridade imposta à sociedade, Sócrates não conseguiu impor austeridade ao Estado. Ou seja, o Governo PS impôs ao sector privado o que não conseguiu concretizar no sector público.

 

LISBOA – Esta semana a Emel fez nova manobra de propaganda com umas maquinetas que, à custa dos utilizadores, pretendem tornar a empresa mais rentável. A EMEL é um dos cancros da cidade, uma das peçonhas da política autárquica de vários executivos. O Presidente da Câmara devia impôr normas de funcionamento à EMEL que a obrigassem a cumprir prazos de desbloqueamento e a responder às queixas dos munícipes e que a fizessem dissuadir do estacionamento que incomoda e perturba em vez de praticar a caça à multa cega – que é de facto a única coisa que faz. A missão da EMEL está mal definida de início – não é uma ferramente para facilitar a circulação, é um expediente para ir buscar receitas, ainda por cima com uma duvidosa rentabilidade. Mas, acima de tudo,  a autarquia devia reconhecer que os habitantes de Lisboa, que já pagam por usar automóvel na cidade, deviam estar isentos de estacionamento, que se devia aplicar apenas aos automóveis que vêm de fora da cidade. Isso é que era coragem, verdade e honestidade. De outra forma trata-se de um assalto aos lisboetas, feito pela Câmara Municipal de braço dado com a EMEL.

 

PERGUNTINHA  - Depois do treino de Sá Pinto com Liedson será que o Sporting vai voltar a dinamizar a secção de boxe?

   

TELEVISÃO – Todas as quintas-feiras, na TVI 24, pouco depois das dez da noite, vale a pena ver um dos mais interessantes debates políticos da televisão portuguesa, a «Roda Livre» - Manuel Villaverde Cabral, Rui Ramos e Pedro Adão e Silva debatem a actualidade política com humor, bastante sabedoria e alguma salutar discussão.

  

VER -   «A Bela e o Paparazzo»  é um exemplo do que pode ser o cinema português que não tem vergonha de querer ter público e de divertir os espectadores. António-Pedro Vasconcelos fez uma belíssima comédia onde as interpretações de Marco D’Almeida, de Nuno Markl (com «buchas» em forma de dizeres nas t-shirts) e de Soraia Chaves mostram que não é por falta de talento local que não se fazem filmes mais populares. Com um piscar de olhos a comédias como «O Páteo das Cantigas», este é um exemplo de que o cinema português não está condenado a viver apenas de angústias existenciais – e além disso cumpre o importante papel de mostrar no grande ecrã uma geração de actores e de humoristas que marcam esta época que vivemos.

 

LER – A edição britânica da revista «Wired» publica na sua edição de Fevereiro um delicioso artigo onde se explica como Jamie Oliver, o mediático cozinheiro popularizado por programas da BBC, entrou em força no mundo das aplicações para iphone com conselhos e receitas semanais, que incluem listas de compras e porções variáveis face ao número de convivas. Verdadeiramente um achado. Mas esta «Wired» tem muito mais coisas interessantes e está a ficar muito mais atraente que o original norte-americano.

 

CLIMAX – Durante várias semanas a Apple construiu uma novela de suspense à volta do seu tablet, que se espera venha a oferecer à imprensa um fonte de rendimentos semelhante à que o o iPod ofereceu à indústria dicográfica. O mistério foi desvendado na quarta-feira – a máquina chama-se iPad- e as primeiras impressões superam as expectativas. Eu sou dos que acreditam que este novo produto da Apple pode mesmo mudar a forma como consumimos informação, livros e nos relacionamos com o mundo à nossa volta. Na apresentação um dos responsáveis do «New York Times» mostrou como pode ser lido um jornal no iPad, o que confirma que o produto foi desenvolvido em colaboração com os grupos de imprensa norte-americanos – uma boa notícia para todo a indústria de mídia.

 

OUVIR - Depois de uma separação de cinco anos, os noruegueses Eirik Bøe e Erlend Øye resolveram voltar a juntar esforços e o resultado é um conjunto de 13 canções onde o destaque vai para uma sensação de facilidade intuitiva, de um encanto melódico feito sem esforços nem truques, quase como se fosse natural fazer um disco assim tão simples e atraente. Vou arriscar um chavão – isto é música intemporal. Kings Of Convenience, «Declaration Of Dependence», CD Virgin/Source, na Amazon.

 

PROVAR – Em Lisboa passem pela Deli Delux (a Santa Apolónia) e procurem pelos produtos da Boa Boca Gourmet – não se arrependerão. Depois vão a

www.boaboca-gourmet.com  e descubram como um jovem casal, que vive em Évora, está a conseguir fazer uma marca baseada na qualidade das matérias primas, da confecção e do design das embalagens. Verdadeiramente exemplar.

 

BACK TO BASICS – Ninguém acredita num boato até ser oficialmente desmentido – Edward Cheyfitz.

 

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publicado às 11:48



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