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PSD – Os primeiros momentos do processo de eleição do novo líder do PSD não são muito entusiasmantes. A começar pelas trocas de acusações entre as equipas de alguns candidatos e a terminar nos nomes que integram algumas dessas equipas e apoios, nota-se que na realidade a mudança não está muito presente. Na realidade se a coisa se resumir a estilo pessoal teme-se que a discussão afinal acabe por se fulanizar.

 

PS – Há poucos dias vi anunciada uma manifestação de apoio a Sócrates para sábado, na Alameda, em Lisboa. Depois deixei de ouvir falar no assunto e percebi que nesse dia ele tem um encontro com militantes do PS no norte. Fico na dúvida se a anunciada manifestação era partida de Carnaval ou se foi mesmo o PS que se transformou numa paródia.

 

BANCA- Razão tinha Vitor Constâncio quando disse que as nomeações para o BCE são mais fruto de habilidade diplomática do que de competência. Não deixa de ser irónico que, depois de tudo o que se passou em Portugal com a supervisão da Banca, na directa dependência de Constâncio, nomeadamente no BPN e no BPP, ele acabe agora por ficar exactamente com a responsabilidade da supervisão bancária no Banco Central Europeu.

 

LIVROS – Olho para o top dos dez livros mais vendidos nas lojas Bertrand na última semana e tenho uma surpresa: «Mudar», de Pedro Passos Coelho, está em terceiro lugar de vendas, logo atrás de «As Regras de Moscovo» de Daniel Silva e «Amor» do inenarrável Paulo Coelho. Atrás do livro do candidato à liderança do PSD estão obras de José Rodrigues dos Santos, Isabel Allende, Dan Brown e Margarida Rebelo Pinto. Que me recorde é a primeira vez que um livro programático de um político português regista este nível de vendas – cerca de 7500 exemplares até agora, com a terceira edição a chegar às livrarias. É curioso aliás folhear «Mudar» - nota-se um cuidado formal, de escrita, de ritmo de escrita, de ligação entre temas, que é invulgar em edições deste género. Na apresentação do livro, Pedro Passos Coelho contou que tinha frequentes conversas com o responsável pela editora, a Quetzal, Francisco José Viegas. Estou em crer que Francisco José Viegas desempenhou de facto o papel de editor, no sentido anglo-saxónico do termo, e assim o resultado final reflectirá as suas sugestões do ponto de vista da forma – pelos vistos com bom resultado.

 

FILMES – Fim de semana de Carnaval: o filme mais visto foi «Dia dos Namorados», que entre 11 e 14 de Fevereiro totalizou 44.285 espectadores. Em segundo lugar está «Avatar» com 43.717 espectadores e, claro, «A Princesa e o Sapo» com 39.366. O primeiro filme português a aparecer foi «A Bela e o Paparazzo» que teve neste período 10.787 espectadores, mas que já acumulou 72.829 espectadores, desde que estreou a 28 de Janeiro – bom resultado até quando comprado com os 115.420 espectadores de «Invictus», que estreou na mesma altura. Outros números – Avatar já ultrapassou o milhão de espectadores em Portugal desde que foi estreado dia 17 de Dezembro, nas nuvens vai com 168.979. De entre os filmes em exibição o segundo mais visto em termos globais é «Sherlock Holmes» que totaliza 394.465 entradas desde 24 de Dezembro.

 

OUVIR – Tom Waits acabou de fazer 60 anos e este seu disco gravado ao vivo em vários concertos na Europa e Estados Unidos, percorre as várias fases dos seus quase 40 anos de carreira – desde os blues ao folk e ao rock, passando pelo experimentalismo, sempre com a sua voz única a servir de catalisador. O grande teste de um disco gravado ao vivo é saber se, depois de o ouvir, nos lamentamos de não ter assistido ao concerto. Pois foi isso mesmo que me aconteceu: fiquei roído de inveja de não ter estado em nenhum dos concertos de Waits. O álbum é duplo, o segundo CD tem 35 minutos de belas histórias contadas despretenciosamente pelo próprio Waits – Tom’s Tales. Também isto é surpreendente. «Glitter And Doom Live», Tom Waits, 

 

VER – «Suspender o Ar» é a nova exposição de Cristina Ataíde, que estará na Casa da Cerca, em Almada, até 16 de Maio. Reinterpretando vários marcos da sua obra, Cristina Ataíde explora ao mesmo tempo algumas curiosas direcções nos seus novos desenhos (que são talvez a parte mais interessante da mostra), muito sensoriais, com uma carga física intensa, mesmo que sendo aparentemente despojados de corpos e da presença humana.

 

PETISCAR – Mesmo ao lado do velho e conservador Belcanto, perto do S.Carlos, fica agora O Largo, um conceito que ultrapassa o mero restaurante e aposta em ser um local para convívio, para ver e ser visto e para poder proporcionar um bom entretenimento, no sentido lúdico e também gastronómico. Há alguns anos que em Lisboa não abria um local assim, com este objectivo assumido de ser o local onde vale mesmo a pena ir. Na cozinha de O Largo está Miguel Castro e Silva (do Bull & Bear no Porto e, mais recentemente, do De Castro em Lisboa). O projecto de arquitectura é de Miguel Câncio Martins, um português com actividade em toda a Europa – o seu desafio era grande já que o restaurante fica nos antigos claustros do Convento da Igreja dos Mártires. O resultado é excelente em estilo, sobriedade e conforto. Por detrás de tudo está Frederico Collares Pereira que investiu no projecto e o dirige. O Largo consegue ser um daqueles locais onde a boa cozinha se conjuga com um serviço exemplar e com um ambiente «trendy». Miguel Castro e Silva fugiu um pouco aos pratos que foram o seu ex-libris e tem propostas como robalo marinado com ervas frescas, as vieiras em cama de endívias e ovos Averuga e as lulas salteadas com camarão beurre blanc. Nas entradas e sobremesas há muitas escolhas – que incluem, nas primeiras, uma honesta terrina de foie gras e , nas segundas, gelados Santini e uma criação do chef, mousse de chocolate a zero graus com creme de avelã. Resta dizer que há uma zona de fumadores e que ao almoço existe um menu executivo que começa nos 18 euros. Mas é à noite que as coisas se animam mesmo - e aí conte com uns 50 euros por pessoa sem demasiadas extravagâncias. Rua Serpa Pinto 10A, Lisboa. 213 477 225.

 

BACK TO BASICS – Diz-se que o poder corrompe, mas é talvez mais adequado dizer que o poder atrai os corruptíveis – David Brin

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publicado às 15:06


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