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LISBOA -Este ano o trânsito nas entradas e saídas de Lisboa diminuíu menos do que é costume nos meses de Agosto. A cidade tem menos gente e está mais inactiva – apesar da quantidade de turistas que se vêem em todo o lado.  A programação  de actividades de entretenimento tem outra vez maior incidência em Junho e Julho – às vezes demais – e de menos em Agosto. A cidade – a sua Câmara e os organismos a ela ligados – preferem ir de ferias no mês quente e esquecem quem fica – ou visita – a cidade. O Terreiro do Paço é um deserto deplorável que nestes dias de calor parece um grelhador. Uma praça lindíssima apresenta-se como um vazio inóspito e insuportável, fruto de incompetências variadas e do eterno deixa andar desta autarquia. A programação das actividades na cidade podia ter em conta as modificaç\oes da sua população residente e visitante – mas não faz isso por puro desleixo ou, admito, por crassa incompetência. Mesmo aquilo que existe e vale a pena conhecer está mal divulgado – a actividade de comunicação e de publicidade das entidades públicas é um exemplo de como se estraga muitas vezes o bom trabalho de concepção e programação por falta de ousadia e aposta em mostrar de facto o que existe. Lisboa tem em numerosas instituições coisas a acontecer que ficam apenas para os iniciados – o desprezo pela captação de públicos é sistemático. Ninguém perceberá que assim o investimento de produção é deitado ao lixo? Que se investiu a pôr de pé iniciativas que depois não são publicitadas devidamente?


 


PARIS - Durante este ano cerca de 20 filmes estrangeiros estão a ser rodados em Paris e a isto devem ser acrescentadas algumas séries de televisão. O facto não se deve às belezas da cidade nem à elegância dos seus habitantes. A resposta é simples: incentivos fiscais. A FilmCommission local conseguiu um desconto de 20 por cento nos impostos aplicáveis – à semelhança do que existe em algumas outras cidades europeias. Paris conseguiu assim tornar-se tão competitiva que este ano decorrrerão filmagens em 330 dias, gerando uma facturação de 100 milhões de euros em técnicos e empresas especializadas locais. O objectivo dos responsáveis é conseguir atingir 200 milhões de facturação nas equipas e empresas locais por parte dos produtores estrangeiros. A isto devem acrescentar-se todas as facturações realizadas em hoteis e restaurantes, que nem sequer são contabilizadas para este efeito. Quando dentro de meses o realizador francês Luc Besson inaugurar o seu novo estúdio de grandes dimensões, Paris ficará, em termos de facilidades técnicas, em pé de igualdade com Londres ou Berlim. Para o registo é bom que fique ditto que em Portugal tem sido sempre impossível de montar uma Film Commission que tenha para oferecer incentivos fiscais porque nos últimos 25 anos todos os titulares dos Ministérios das Finanças recusaram sequer discutir esse assunto.  Já agora Portugal tem a melhor luz, o melhor clima e tinha (porque entretanto algumas se desfizeram) grandes equipas técnicas. Portugal – e Lisboa em particular – tinha tudo para poder ser um polo de atracção para produções internacionais. Só não tem visao – na Câmara e no Governo.


 


 


ESTRANHO – De tudo o que se vai lendo e sabendo a actuação de Cândida Almeida no processo Freeport merecia ser investigada. Com os dados que existem é lícito questionar se ela manipulou e condicionou as investigações, se o fez por razões políticas, se escolheu esse caminho por instruções governamentais ou por simpatias pessoais. Cândida Almeida colocou-se a ela, e pior ainda, à justiça, na posição de não ser credível e de ser suspeita de parcialidade no seu juízo.


PETISCAR – Nestes dias quentes, se estiver em Lisboa, aventire-se ao Lumiar, perto da Alameda das Linhas de Torrres, e vá experimentar o restaurante Quinta dos Frades. A sala é acolhedora e bem fresca, o serviço é absolutamente impecável e a orientação culinária é do chefe Chakall. Destaque positivo para a qualidade do serviço dos vinhos, com os tintos à temperatura perfeita para esta altura do ano.


Num destes dias ao almoço resolvi experimentar o Bife Amália, um belo pedaço de lombo, competentemente temperado e confeccionado, serviço com um ovo de codorniz a cavalo, um pouco de presunto de boa qualidade, esparregado belíssimo e umas batatas épicas. Durante o mês de Agosto há uma oferta de degustação de champagne Gosset, acompanhado por umas tapas soberbas.  No fim a conta não é pequena, mas tendo em conta a qualidade geral, é ajustada. O Quinta dos Frades fica na Rua Luis de Freitas Branco 5D, telefone 21 759 89m80, tem área para fumadores e informações complementares em www.quintadosfrades.com


 


DESCOBRIR – A edição de verão da Monocle deixou o seu formato habitual e é um belo jornal, de 64 páginas, em bom papel, dedicado ao Mediterrâneo. Tyler Brulé, o fundador e editor da Monocle, explica que tomou a decisão de fazer ium jornal para as pessoas o poderem levar para a praia ou a piscineasem medo de lhe cair água em cima. É convenientemente agrafado, tem numerosos artigos de interesse, de sugestões de visita até gastronomia (receitas incluídas) ou até memorias históricas dos vícios das civilizações mediterrânicas. Tyler Brulé diz que com esta edição se consegue fazer o que é imposssível com um iPad – lê-lo em qualquer local ao sol, dentro de água, sem medo de estragar nada. Pelo menos ele merece um elogio pela forma como nesta época digital se agarra ao papel de jornal.


 


LER – Kjell Askildsen é um escritor norueguês que se tornou conhecido pelos seus contos, curtos, minimalistas, cheios de humor e ironia. “Um Repentino Pensamento Libertador”, é uma recolha de contos de diversas épocas da sua carreira literária e é um livro absolutamente delicioso para ler nestes dias quentes. Uma dúzia de contos, cada um deles com dez a 15 páginas, todas as histórias deliciosas. Lê-se um conto entre dois mergulhos, e vai-se para o mar sorridente.


 


OUVIR – Wynton Marsalis convidou Paco de Lucia para embarcar com ele numa experiência, partilhada com a Orquestra Jazz At The Lincoln Center , baseada na exploração das possibilidades de cruzamento do jazz com música tradicional espanhola , do flamenco ao folklore basco. Claro que podemos pensar que “Sketeches of Spain”de Miles Davis teve alguma influência nesta experiência, mas a verdade é que este “Vitoria Suite” é um disco arrebatador e um exempçlo de que o jazz continua a estar aberto a fazer experio~encias. Duplo CD com um DVD suplementar – 2Vitoria Suite”, Jazz At Lincoln Center, with Wynton Marsalis, featuring Paco de Lucia” Edição Universal/ Emarcy, na FNAC.


 


ARCO DA VELHA –nPinto da Costa defende Carlos Queiroz; O PS vai expulsar uma centena de militantes por actos praticados nas ultimas eleições; Documentos sobre o Freeeport em que aparece o nome de José Sócrates não estão no processo e encontram-se no cofre da PJ de Setubal.


 


BACK TO BASICS –  A Europa foi criada pela História; a América pela filosofia – Margaret Thatcher


 


 

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