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por falcao, em 03.10.05
TODO O MUNDO É UM PALCO

DIGITAL – Uma das razões porque às vezes as coisas funcionam bem reside na velha planificação. A mudança de televisão analógica para digital, que em toda a União Europeia deve ocorrer até 2012, vai necessitar – para além de equipamentos de transmissão e recepção diferentes – de toda uma infra-estrutura de distribuição de sinal adequada às novas especificidades técnicas. Pois na Grã-Bretanha foi apresentado um Guia de Boas Práticas para o sector da construção, imobiliário e renovação urbana, com todos os detalhes sobre o que deve ser feito e o que deve ser evitado. Na introdução o Ministro do Broadcasting, James Purnell, sublinha que «é preciso começar a preparar agora o que terá de se iniciar daqui a três anos» (já que o início do switchover digital na Grã Bretanha está previsto para 2008). A publicação, do Chartered Institute of Housing dirige-se quer a senhorios quer a inquilinos e tem uma única preocupação: ajudar o consumidor. Curioso, não é?.

NÚMEROS – Na Grã Bretanha a organização não desportiva que tem maior número de filiados não é nenhum partido político – é a Royal Society For The Protection Of The Birds com 1.049.392 inscritos. Os pássaros revelam-se assim muito mais gratificantes que a política: os Conservadores apresentam 300.000 inscritos, os Trabalhistas 200.000 e os Liberais 70.000.

REFEIÇÃO – Apenas o jantar, aviso já. Os mais velhos poderão lembrar-se do Angelus a caminho de Sesimbra, onde há uns anos se fazia o fondue de referência; anos mais tarde a mesma equipa estava na Porta Branca (Bairro Alto), onde entre as várias iguarias se propunha tubarão. Pois quer o fondue, quer o tubarão, quer algumas outras iguarias estão de volta, desta vez a Brejos de Azeitão, no «Anxel». É escusado dizer que a carne do fondue é especialíssima, muito tenra, com um corte invulgar, bem temperada. A sala é simpática, a garrafeira razoável e moderada em preços. As reservas podem ser feitas para o 917040963. A mesma equipa tem em Lisboa o restaurante «Mãe de Água», na Rua das Amoreiras 10, telefone 21 388 28 20.

VER – Na Plataforma Revólver, Rua da Boavista 84-3º (em Lisboa, a Santos) a exposição «Travel», uma colectiva de oito novos artistas provenientes dos países africanos de expressão portuguesa que apresentam trabalhos propondo novas formas de abordagem à tradição plástica africana não só nas áreas mais tradicionais (como a escultura, tapeçaria e pintura), mas também em novos suportes artísticos como o vídeo. A descobrir, num fim de tarde.

OUVIR – Charlie Haden continua militante e delicioso. O seu disco mais recente, gravado na Europa, vai buscar o título a uma organização cívica norte-americana criada para combater a participação norte-americana na Guerra do Iraque, chamada «Not In Our Name». A organização aliás também teve um papel importante na campanha contra a reeleição de Bush, mas como se sabe falhou. Neste disco o baixista Charlie Haden aparece com uma nova formação que vai buscar o nome de um dos seus grupos de referência, a «Liberation Music Orchestra», que em 1968 fez disco contra a guerra no Vietname. Tal como no disco inicial, aqui também Carla Bley está ao lado de Haden ao piano e assegura os arranjos – muito bons e surpreendentes. A Libaration Band tem uma predominância de metais, que proporcionam uma sonoridade bem característica, muito marcada pelos trompetes de Michael Rodriguez e Séneca Black. O álbum foi gravado em Roma no final da digressão europeia da banda em 2004 e inclui versões de temas como «This Is Not America» de Pat Metheny e David Bowie, «America The Beautifulk», um clássico de Samuel Ward, «Skies Of America» de Ornette Coleman, o tradicional «Amazing Grace» ou uma versão muito própria baseada na sinfonia do Novo Mundo de Dvorak, «Going Home». Sobretudo pela qualidade dos arranjos e da interpretação criativa de velhos temas, este é um disco a descobrir. CD editado por Verve/Gitanes, distribuído por Universal Music.

DESABAFO – O que me faz mais impressão em Manuel Alegre é a solidão em que o deixaram, mesmo os que lhe eram mais próximos. Não é normal, nem decente.

BACK TO BASICS – Dedicado às campanhas autárquicas e aos políticos que temos: O Mundo inteiro nada mais é que um palco – William Shakespeare.

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