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por falcao, em 10.09.07
BOM – A desassombrada posição do Presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa, que responsabiliza directamente António Costa, enquanto Ministro da Administração Interna, pelo aumento este ano verificado na sinistralidade rodoviária devido à desarticulação a que procedeu das campanhas da Prevenção Rodoviária Portuguesa.


MAU – Ficou esta semana a saber-se que está a aumentar o abandono escolar em Portugal. A notícia teve menos destaque nos telejornais do que o folclore montado à volta da entrega de computadores por membros do Governo durante o fim de semana por esse país fora.


PÉSSIMO – Diz um porta voz da PSP que a força policial não se revê na prática de espancamentos a civis por agentes policiais, na base de, literalmente, tomar em mãos a execução de punições. Convirá que alguém que mande nas polícias perceba porque é que os casos se repetem, porque é que os polícias portugueses são por via de regra violentos e prepotentes. Na realidade a regra é o abuso de poder e não o contrário.


O MUNDO AO CONTRÁRIO – Quem publicar transcrições de escutas telefónicas realizadas por forças policiais ou instâncias judiciais tem direito garantido a prisão. E o que acontece aos polícias, magistrados e outros agentes de justiça que as entregam a jornalistas para assim irem moldando a opinião pública e induzindo julgamentos sumários na praça pública?


INDEFESOS – O veto do Presidente da República à Lei da responsabilidade civil extracontratual do Estado foi um péssimo momento do Presidente da República. A única explicação possível para o facto de o mais alto magistrado da nação querer penalizar os cidadãos na sua relação com o Estado, é porque ele bem sabe quão mal o Estado funciona, quão injusto é e como a Lei, se aprovada, mostraria abusos, atropelos e injustiças quotidiana cometidos. E este veto, precisamente, encaixa-se nos abusos e atropelos aos direitos dos cidadãos.


PESADELO – Vivo no pesadelo de um dia pedir favas guisadas e me aparecer um prato com umas favas insípidas acompanhadas por chouriço, entrecosto e farinheira, tudo embrulhado individualmente em celofane com um selo da ASAE em cada um. Agora, quando estou num restaurante e vejo um tipo de bigode a olhar com cara de mau para o que está a comer, começo logo a temer que entre por ali dentro uma brigada da ASAE mascarada de tropa de choque com metralhadoras na mão.


PETISCAR – O pesadelo veio-me à ideia à hora de almoço num pacato restaurante de bairro, bem perto da sede da ASAE, enquanto comia precisamente umas favas deliciosas. Dei comigo a pensar que qualquer dia já não se consegue saborear um prato assim, que tanta uniformização e estandardização vão acabar com estes sítios. O restaurante em causa é um exemplo de bom serviço, simpatia, bom preço e honesta comidinha portuguesa. Chama-se «Manaus» e fica no nº23 da Avenida Conde de Valbom.


LER – Durante uns anos a revista «The Economist» publicava anualmente uma edição especial a que chamava «Intelligent Life», dedicada a algumas das melhores coisas da vida. A partir de agora a «Intelligent Life» passa a ter quatro edições por ano, uma por cada estação. A dedicada ao Outono de 2007 acaba de ser distribuída e está à venda na maior parte dos postos de venda onde se pode encontrar «The Economist». Há mudanças no grafismo, novas secções, novos temas e áreas por explorar. Muita informação sobre novidades na área da cultura e entretenimento, um portfolio fotográfico sobre caça, bons artigos sobre finanças pessoais e o preço da arte, incursões no mundo dos grandes cozinheiros e dos críticos de vinhos e ainda a previsão de que num futuro próximo utilizaremos leds para iluminar, melhor e mais barato, as nossas casas. Não deixa de ser engraçado que numa época em que tantos profetizam o fim da imprensa escrita, continuem a aparecer belos e ambiciosos projectos editoriais, lançados por empresas jornalísticas que não são propriamente nem inexperientes nem aventureiras.


OUVIR – A colecção de gravações organizada para celebrar os 150 anos da Steinway, a fabricante de pianos de excelência usados por alguns dos melhores pianistas de todo o mundo. São 10 CDs que recolhem gravações de diversas épocas, muito bem apresentadas e organizadas. A colecção recolhe registos inéditos, gravações nunca editadas em CD e outras actualmente fora de edição. A tocar estão nomes como Vladimir Horowitz, Claudio Arrau, Maurizio Pollini, Vladimir Ashkenazy, Mitsuko Uchida, Arturo Benedetti Michelangeli, Wilhelm Kempff, Emil Gilels, Martha Argerich e Alfred Brendel. Colecção Steinway Legends, distribuição Universal Music.



PERGUNTANDO… Alguém sabe o que aconteceu ao filme «Fados», do espanhol Carlos Saura, com estreia anunciada e falhada para vários festivais, e onde a Câmara Municipal de Lisboa investiu centenas de milhares de euros?


BACK TO BASICS – O mais importante de tudo é nunca deixar de colocar questões, Albert Einstein

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publicado às 12:18



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