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Esvaziar Lisboa

por falcao, em 21.04.11

(publicado no diário Metro de 19 de Abril)


 


Cada vez que um empreiteiro abre um buraco numa rua de Lisboa a reparação provoca um solavanco. Não há tampas de esgoto niveladas com o resto do pavimento e cada nova  vala resulta num buraco ou numa lomba - cada remendo é uma armadilha.


 


Quem por estas dias descer a Marquês da Fronteira, frente ao El Corte Ingles, depara-se com buracos onde estavam postes de obras, com bocados de cimento no pavimento, com uma anarquia  que se prolonga pela Duque de Ávila. Nesta última artéria o caos está instalado quase há uma década, graças à arrogância do Metropolitano de Lisboa e ao deixa-andar da Câmara Municipal – o fim das obras já vai atrasado mais de três anos sobre o prazo original e o  desrespeito das autoridades que governam a cidade pelos seus habitantes é total.


 


A Câmara Municipal de Lisboa, sobretudo com António Costa, encara os munícipes apenas como fonte de rendimento – impostos, taxas, multas da EMEL; mas não encara os munícipes com o pessoas que têm direitos.


 


O troço de rua entre o Jardim de S. Pedro de Alcântara e o Cais do Sodré quase tem mais obstáculos e buracos que uma pista de motocross. A situação repete-se nas zonas mais antigas de Lisboa onde a deterioração do pavimento e as armadilhas são totais.


 


Os peões também têm razão de queixa – passeios ondulados, sujos, que não são lavados e se tornam uma armadilha escorregadia, buracos na calçada pensados para fazer tropeçar quem vai a pé.


 


Lisboa é uma cidade tão bonita para os estrangeiros que cá vêm passar um fim de semana, como pouco confortável e desagradável para quem cá vive.


 


O resultado disto está á vista: a cidade perde cada vez mais habitantes, a sua população está envelhecida. Quem opta por viver em Lisboa pode contar com uma perseguição bem organizada por parte da Câmara Municipal, mas escusa de pensar que os impostos que paga lhe podem valer alguma coisa. As autoridades da cidade preferiam que Lisboa não tivesse habitantes – assim teriam menos incómodo e ouviriam menos queixas. Pelos vistos trabalham com esse objectivo.


 

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publicado às 16:22


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