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HÁBITOS - Segundo o estudo “One Television Year 2011” da EurodataTV / Mediaediametrie, o consumo de TV na Europa, em 2011, foi de 3 horas e 48 minutos por dia , mais 1 minuto que em 2010. Em Portugal, segundo os dados da Marktest Audimetria, o consumo em 2011 foi de 3h39. Analisando os dados produzidos pela CAEM/GFK entre 1 de Março deste ano e até dia 9 de Maio, o tempo médio visto por pessoa é de 4h29 por dia, 26.3% acima da média europeia e quase uma hora a mais que os dados anteriores de Portugal.
Observando os valores de consumo por pessoa dos 40 países europeus reportados pelo EuroDataTV de 2011, Portugal situou-se a meio da tabela, em 23º lugar. Se compararmos com os valores oficiais da CAEM de 2012, Portugal seria o 4º, apenas ultrapassado pela Sérvia com 5h08 a Macedónica 4h48 e a Hungria com 4h46 e com o mesmo consumo que o Azerbaijão.


Este extraordinário consumo tem uma explicação fácil: segundo os dados da CAEM/GFK, no dia 7 de Maio quase 2 milhões de portugueses viram cerca de 8 horas ou mais de TV. Desses, 34 % são ativos e 70% têm menos de 65 anos. Foram 1.392.000 indivíduos com menos de 65 anos a ver 8 ou mais horas de TV. Dia 7 de Maio, foi a segunda feira com maior consumo de TV desde o início da medição da CAEM. Houve mais portugueses a ver TV e durante mais tempo que em qualquer dia útil não feriado, incluindo dia 30, véspera de feriado. Cada espectador viu  em média 5:30 de TV, mais do que qualquer dos dias úteis (não feriados), incluindo os de férias escolares, desde 1 de Março. Mais cómico ainda é este dado: (entre 11 e 15 de Maio) observa-se que 8.500 espectadores viram 114 horas de Televisão (ou seja mais de 22 horas por dia), e 236.600 viram mais de metade do período ou seja mais de 60 horas (ou seja mais do que 12 horas por dia). E todos os dias se tem continuado a repetir esta novela…



XADREZ – As presidenciais norte-americanas estão a transformar-se numa impressionante partida de xadrez. Logo que Obama declarou aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o conservador Romney anunciou que admitia a adopção por casais do mesmo sexo, sem no entanto aprovar o seu casamento. Traduzido por miúdos, o resultado podia ser este: Obama move para ligação e Romney responde com adopção. Dois dias depois a edição norte-americana da Newsweek (na Europa a capa é diferente) titulava «The first gay president» debaixo de uma foto de Obama com um halo arco íris à volta da cabeça. E a revista « The New Yorker» dava a sua capa a uma imagem da Casa Branca com as colunas da frontaria pintadas das cores do arco iris que é o símbolo gay. Esta dinâmica dos políticos e dos media norte-americanos é de facto impressionante. Com uma declaração Obama fez o seu adversário vir a terreno e conseguiu duas «cover opportunities», deslocando o debate da crise para os chamados temas fracturantes da sociedade. Muito engraçado de observar este trabalho de comunicação utilizando capas de revistas.


 


SEMANADA – António José Seguro declarou-se disposto a encabeçar uma manifestação contra Passos Coelho; foram feitas queixas ao Ministério Público para apurar a responsabilidade de inscrições fraudulentas no PS com o objectivo de manipular as eleições internas das distritais ; começou o julgamento do vice presidente da bancada parlamentar do PS, Ricardo Rodrigues, que em 2010 retirou os gravadores de som a jornalistas da revista «Sábado» que o entrevistavam; Portugal caíu quatro posições no Indíce de Assistência Médica Europeu; estamos na sexta quebra trimestral seguida do PIB; os impostos foram responsáveis por mais de metade da subida dos preços no último ano; a taxa de desemprego real em Portugal atingiu 20% no primeiro trimestre; estão a diminuir as esmolas nas igrejas portuguesas;


 


ARCO DA VELHA – Facebook vale quase duas vezes a bolsa portuguesa


 


VER – Hoje escolhi o site de uma galeria de fotografia, de Nova York, dedicada à música e ao espectáculo. Chama-se morrisonhotelgallery.com e o destaque vai para uma belíssima exposição dedicada à carreira dos Rolling Stones, que está na galeria e que pode também ser vista on line. No site há uma área de exposições apenas existentes em ambiente virtual, e a que está activa neste momento mostra o trabalho de Terry O’Neal, que durante 30 anos fotografou nomes como Frank Sinatra, Dean Martin e muitos outros. Também em destaque uma viagem fotográfica com imagens raras dos primeiros tempos dos Beatles, ainda antes de terem ganho fama e notoriedade. No site pode fazer-se uma pesquisa de fotografias pelos nomes das bandas ou dos fotógrafos.


 


OUVIR – O novo disco do canadiano Rufus Wainright está a causar alguma polémica. Fãs do cantor queixam-se de terem sido atraiçoados e há mesmo quem diga que este é o seu pior disco. Será verdade ou há pessoas para quem a diferença é difícil de suportar? Eu inclino-me mais para a segunda hipótese. As mudanças de estilo em música são como as mudanças de paradigma na política: produzem reacções estranhas. Rufus, neste disco, mudou. Deixou de lado alguma faceta demasiado elaborada – e às vezes um pouco gongórica – dos arranjos muito orquestrais, e simplificou. Arrisco-me a dizer que este é o mais pop de todos os seus discos, com inspiração procurada na música soul e nos rhythm’n’blues  - às vezes até com toques de gospel. Aqui está um trabalho onde a simplicidade marca a diferença. E eu gosto do resultado em canções como «Sometimes You Need», «Barbara», «Candles»,  «Jericho» ou «Rashida», do som dos metais, do baixo acentuado, do piano insistente com que o disco termina numa emotiva balada. (CD Decca Universal, inclui DVD com entrevistas, bastidores da gravação e uma versão do tema «Rashida»).


 


FOLHEAR – A capa da Wired norte-americana de Maio é dedicada a Marc Andreessen, com o título «The Man Who Makes The Future». O nome pode dizer pouco a alguns e é certamente menos popular que o de Bill Gates, Steve Jobs ou Marc Zuckerberg. No entanto Andreessen é considerado pela “Wired”, como o homem que, nas últimas duas décadas, mais fez para mudar a forma como comunicamos. Aos 22 anos ele foi o inventor do Mosaic, o primeiro browser gráfico da internet que permitiu tornar mais fácil e popular a navegação na net. Depois fundou o Netscape e, mantendo o seu espírito visionário, foi pioneiro na “nuvem”, criando o Loudcloud. Mais recentemente, como investidor, esteve ligado ao lançamento de empresas como o Twitter, o Skype, Instagram ou Groupon. A sua história é fantástica, a e a entrevista da Wired é fascinante – na verdade trata-se da primeira da série que a revista vai fazer para assinalar o seu 20º aniversário sobre as grandes figuras que ajudaram a fazer este novo mundo. 20 anos de Wired – nem queria acreditar quando percebi como o tempo passou – ainda me lembro de ver as edições dos primeiros anos.


 


ROTEIRO – A edição europeia da «Time» de 21 de Maio, com François Hollande na capa, sugere um programa para quem tenha apenas quatro horas para passar em Lisboa. Vou fazer um resumo, já que achei divertido o roteiro. Na primeira hora passar pelo Solar do Vinho do Porto, tomar uma bica na Brasileira do Chiado e apanhar o elétrico 28 (evitando os carteiristas, digo eu) até ao Largo das Portas do Sol e apreciar a vista do miradouro. Na segunda hora entrar numa pastelaria e provar um pastel de nata ou uma queijada; se for terça ou sábado passar pela Feira da Ladra e ir comer bacalhau ou polvo ao Zé da Mouraria (na Rua João do Outeiro), acompanhado por vinho verde (que eles dizem que se bebe como água…). Na terceira hora, já comido e bebido, e depois de comer uma sobremesa e um galão no Pois café (Rua São João da Praça em Alfama), passar pelo Museu do Fado e, a seguir, apanhar um táxi para o Museu do Oriente – classificado como quase tão bom como uma viagem a sério a Goa ou Macau. Na quarta hora ir à LX Factory, entrar na Ler Devagar, avançar até aos Jerónimos e, tendo energia, apanhar o ferryboat para o outro lado do rio, rumo a Cacilhas e ir ao Ponto Final beber um tinto e petiscar pão com queijo. O mais curioso de tudo isto é que aposto que há muitos lisboetas que ainda não conhecem todos os pontos deste roteiro que a “Time” deu a conhecer por toda essa Europa.


 


GOSTO – As exportações portuguesas vão com um crescimento acumulado de 11%


 


NÃO GOSTO – O desemprego jovem atingiu 36,2%


 


BACK TO BASICS – Quanto mais se proíbe uma determinada coisa, mais popular ela se torna – Mark Twain


 

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