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por falcao, em 25.06.06
COMEÇOU O BAILE…


Dois barulhentos avisos vieram esta semana perturbar o estado de graça do Governo: declarações do eurodeputado socialista Manuel dos Santos e do deputado socialista João Cravinho, ambas colocando directamente em causa a acção do primeiro-ministro. O primeiro criticou as políticas sociais e algumas reformas do Governo, o segundo pôs em causa que fosse possível inverter o processo de decisão que leva a General Motors a querer encerrar a sua fábrica na Azambuja.

É cedo, muito cedo, para perceber se as políticas anunciadas pelo Governo se transformam em reformas efectivas ou se ficam, uma vez mais, na categoria das declarações de intenções e anúncios pomposos não concretizados. Até agora, a verdade, é que as reformas mais visíveis se dirigem contra os que têm mais dificuldade em reagir. – na saúde e na segurança social por exemplo. O fisco persegue o óbvio (o trabalhador por conta de outrem e o consumidor de IVA), mas não molesta na mesma proporção a grande evasão – da mesma forma que o Governo não legisla no sentido de tornar mais apetecível o investimento em Portugal – para os portugueses nomeadameente - com uma política fiscal mais atraente. Na realidade a política fiscal continua opaca na reforma e costumeira nos hábitos – vai atrás do fácil.

As declarações de Manuel dos Santos mostram o descontentamento pela ausência de sensibilidade social de algumas medidas do Governo – e mesmo que essas declarações tenham uma base de demagogia para consumo da oposição interna, a verdade é que elas têm um fundo de verdade, o suficiente para serem ouvidas e darem que falar.

Já o caso de Cravinho é diferente, e mais sério. O que Cravinho vem dizer – e bem – é que os centros de decisão das grandes indústrias estão fora de Portugal e, a menos que se ofereçam vantagens que aos locais não se proporcionam, é difícil inverter o ciclo de procura de novas paragens. Cravinho coloca o problema de fundo: falta uma estratégia nacional, falta uma política de desenvolvimento sustentada. É certo que a falta não é de agora – mas o caso da General Motors veio dramaticamente colocá-la na ordem do dia.

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