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COSTA, O REVERTEDOR ILUSIONISTA - António Costa passou o seu primeiro mandato a reverter, com a ajuda prestimosa do Bloco e do PCP, muitas das medidas tomadas pelo governo de Passos Coelho. Nessa altura foram tomadas medidas duras na sequência do descalabro em que o país foi deixado por um executivo do PS, liderado por Sócrates. Se o PS não tivesse empurrado o país para a beira do precipício não teria sido necessário tomar tais medidas, adoptadas na sequência aliás do pedido de resgate imposto pelo então Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a 6 de Abril de 2011. Numa entrevista dada em Abril de 2015 à TVI Teixeira dos Santos contou que Sócrates não queria fazer o pedido de resgate nessa altura, preferindo esperar mais algum tempo para esse ónus não cair no seu Governo, mas sim do seguinte, que saísse das eleições legislativas de Junho de 2011 que já adivinhava iria perder. Mas a verdade é que a bancarrota foi provocada por governos do PS, assim como o pedido de resgate às instituições financeiras internacionais. Falo disto porque o PS e os partidos à sua esquerda mostram uma amnésia localizada neste período da história e tentam convencer as pessoas que todos os males começaram quando o PS perdeu eleições. Podia recomendar auxiliares de memória ao Dr. António Costa, que funcionassem aliás em duas vertentes: em relação à forma como o PS governou entre 2005 e 2011 e em relação às reversões e promessas que o primeiro Governo de Costa com a geringonça então fez. E digo isto porque nesta semana soube-se que o Governo procura comprador para a TAP, depois de ter voltado a assumir o seu controlo em 2016, fazendo juras de eterno amor que culminaram na sua efectiva nacionalização. Se a ideia era voltar a privatizar teria sido mais útil dispensar-nos de pagar os 3,2 mil milhões que os contribuintes foram forçados a lá meter. Portanto, a Costa já não chega reverter as decisões de Passos, a ânsia é tanta que até reverte as suas próprias decisões. E o mesmo se passa com o caso da semana, o misterioso plano sobre as pensões de reforma, que afinal, e contrariando todas as juras da geringonça, se anuncia agora que sofrerão cortes num futuro próximo. A síntese podia ser esta: à falta das reformas estruturais, que não faz, António Costa faz reversões pontuais com truques de ilusionista, tapando parte da verdade. Lembrem-se disto nas próximas eleições.



SEMANADA - Metade dos obstetras do SNS tem mais de 50 anos; as aulas arrancaram coim mais de 60 mil alunos sem professor; 59% dos professores em falta estão nos distritos de Lisboa e Setúbal;  no último ano lectivo a PSP apreendeu 75 armas dentro ou junto a escolas; desde Janeiro registaram-se mais de 100 mortes por afogamento;  90 em cada 100 famílias subscreve serviços em pacote dos operadores de comunicação, num total de 4,5 milhões de clientes, mais 3,5% que no ano passado; em 2021 a PSP expulsou 20 polícias e suspendeu 108; as importações de carros usados subiram em Agosto 46%, em relação ao mesmo mês do ano passado; o Governo pretende incorporar no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos a Contribuição do Serviço Rodoviário, uma taxa portuguesa considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça da União Europeia; os dados pessoais de 115 mil clientes da TAP foram divulgados pelos hackers que assaltaram os sistemas da companhia, que na altura havia garantido que não tinha havido violações de confidencialidade; o Ministério da Defesa português foi vítima de hackers que, na sequência do ataque, divulgaram documentos secretos da NATO a que tiveram acesso; o Processo Especial de Viabilização, criado durante a pandemia, teve 22 empresas interessadas mas apenas sete foram apoiadas; segundo a Marktest na semana de 5 a 11 de setembro, os sites de Informação foram os mais procurados e receberam 23 milhões de visitas, tendo sido seguidos pelos sites de TV, com 15 milhões e pelos de Desporto e Automóveis, com 12 milhões.



O ARCO DA VELHA - A Câmara de Idanha-a-Nova comprou no fim de 2020, por 260 mil euros, um edifício que já era seu e que tinha sido comprado em 1998.

 

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QUADROS EM ECRÃS - A surpresa e o inesperado fazem parte do percurso artístico de Ana Jotta e muitas vezes as suas obras parecem encenações, talvez influenciadas pelos anos em que trabalhou no teatro, como cenógrafa. Desde a semana passada Ana Jotta apresenta a sua nova exposição, “September Song”  na Galeria Miguel Nabinho (Rua Tenente Ferreira Durão 19). Desta vez a surpresa que Ana Jotta apresenta reside no material de suporte das suas pinturas, ecrãs de projecção portáteis (na imagem). Assim, em vez de os quadros estarem nas paredes, estão dispostos no meio do espaço da galeria e as pessoas circulam entre eles, o que cria uma forma diferente de ver as obras. Em “September Song” Ana Jotta usa os ecrãs para projectar a sua visão da paisagem que a rodeava enquanto fazia estas obras, num espaço fora da cidade, bem diferente do ateliê onde normalmente trabalha. No site da galeria, miguelnabinho.com , podem ver as onze pinturas da exposição, assim como uma entrevista com Ana Jotta, filmada no próprio local onde os quadros foram feitos. O outro destaque da semana vai para a quarta edição do IMAGO LISBOA Photo Festival, que este ano  gravita em torno da ideia de "Distúrbios''. A programação central deste festival de fotografia apresenta trabalhos  de 23 autores – 6 deles portugueses – que observam e exploram a ideia do distúrbio. O IMAGO LISBOA apresenta até 8 de Outubro nove exposições a decorrer em diversos locais da cidade de Lisboa: MNAC, Sociedade Nacional de Belas Artes, Galeria de Santa Maria Maior, IPCI, Museu da Água, Galeria Imago Lisboa, SALTO, Imago Garage e Carpintarias de São Lázaro.

 

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UMA VIDA NO MÉDIO ORIENTE - Henrique Cymerman é um jornalista que ao longo da carreira se tem dedicado a observar o Médio Oriente. O seu novo livro, “Conversando Com O Inimigo- do Porto a Abu Dhabi via Telavive” é um registo autobiográfico da sua experiência, um relato da vida, onde fala da infância, da decisão de emigrar para Israel, do conflito israelo-árabe, de conspirações internacionais que testemunhou e das conversas com o Papa Francisco, que lhe concedeu a primeira entrevista a um meio de comunicação não pertencente à religião católica, e que  em 2013 o nomeou “Anjo da Paz”. Nascido no Porto, descendente de uma família judia que chegou a Portugal em 1926, Henrique Cymerman, que os portugueses estão habituados a ver como correspondente da SIC em Israel, onde está radicado desde o final da década de 1970, apresenta-nos um retrato de quem vive numa região em conflito. O livro conta como chegou à fala e entrevistou personalidades como Yasser Arafat, Mahmoud Abbas, o fundador do Hamas, Ahmed Yassim e diversos outros líderes da organização, entre os quais o actual,  Ismail Hanie. O livro detalha ainda como os encontros decorreram e em que circunstâncias, incluindo as entrevistas que fez a Osama Bin Laden,  a líderes do Daesh ou ao líder da Jihad Islâmica na Palestina. Acusado de poder ser espião por uns, elogiado pelo seu trabalho de jornalista e entrevistador  por outros, Henrique Cymerman escreveu um relato da sua vida, bem sintetizado no título: “Conversando Com o Inimigo”.

 

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SUPER QUARTETO - Provavelmente está encontrado um dos melhores discos de jazz do ano. Chama-se “Long  Gone” e reagrupa os membros do lendário quarteto que em 1994 gravou “MoodSwing” e que, além do saxofonista Joshua Redman, inclui Brad Mehldau no piano, Christian McBride no baixo e Brian Blade na bateria. O quarteto voltaria a reunir-se em 2020 para a gravação do álbum “Round Again” e agora surge “Long Gone” com seis temas que evidenciam o talento de cada um dos músicos mas, sobretudo, a forma como tocam em conjunto. Posto isto deve dizer-se que o saxofone de Joshua Redman ocupa na maior parte dos temas o lugar principal, nomeadamente na faixa de abertura “Long Gone” e em “Disco Ears”, onde o diálogo com o piano de Mehldau é a demonstração do entendimento que existe entre os dois músicos. “Statuesque” é outro dos temas marcantes, um exemplo de uma bela composição, assim como “Kite Song”, um momento surpreendente cheio de ritmo e melodia.  Mas apesar dos longos solos de Redman este é um disco partilhado e feito em conjunto, com a delicadeza das intervenções de Mehldau, a subtileza da discreta mas presente bateria de Blade e a eficácia do baixo de McBride. A faixa final é um registo ao vivo de um dos temas marcantes de “MoodSwing”, “Rejoice”, uma bela despedida para este disco. Edição Nonesuch, disponível em streaming.

 

TPC - Pensem em beringelas. Depois pensem em forno. Adicionem ao pensamento molho de tomate. Tenham à mão mozarella fresca. Passemos então aos detalhes, seguindo uma receita da deliciosa newsletter El Comidista do jornal El País. Para o molho de tomate devemos ter uma lata de tomate pelado, cebola, uma cenoura pequena, louro, um dente de alho, sal e pimenta e, claro azeite. O primeiro passo será um refogado leve de cebola e alho, ao qual deve ser adicionada a cenoura ralada. Só depois entra o tomate. É nessa altura que se deve adicionar sal e pimenta a gosto, juntamente com a folha de louro. Agora coloquem o tacho, tapado, em lume muito brando durante uma hora. Aproveitem para preparar as beringelas, de preferência não muito grandes. Devem cortá-las em tiras grossas, de pouco mais que 1cm, mas não levem a faca até ao fundo, deixem as fatias presas umas às outras em baixo, ficando a beringela como um harmónio. Salguem entre os cortes e deixem escorrer durante uns 20 minutos. No final passem por água abundante para retirar o excesso de sal e sequem bem com um pano.  Entretanto o forno deve estar pré-aquecido a 180º. O passo seguinte é cortar a mozarella em rodelas de dimensão média e colocar intercaladas nas fatias da beringela - em todas ou de duas em duas, dependendo do gosto de cada um. Depois é colocar a base do molho num recipiente de ir ao forno com as beringelas por cima - pode temperar com oregãos se gostar. Tapar com folha de alumínio e colocar no forno meia hora. Ao fim desse tempo tirar a folha de alumínio e deixar mais meia hora. Se quiser pode pôr um pouco de pão ralado por cima das beringelas para ganharem mais cor no forno. Bom apetite.

 

DIXIT - “A credibilidade, quando se perde, é um caminho sem retorno. António Costa perdeu-a. E já não volta. Ser hábil não é suficiente para ser credível” - Rodrigo Saraiva

 

BACK TO BASICS - “A guerra resume-se a isto: fazer entrar um pedaço de metal num pedaço de carne” - Jean Luc Godard

 

 




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