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Em véspera de eleições, numa pacata loja de materiais de jardim, dei com este bicho. Meti-me à conversa com ele, obviamente com recurso à IA, e o canito disse-me, com um ladrar metálico, que andava à procura de em quem votar. Eu já sabia em quem votaria e desejei-lhe boa sorte. Espero que o bicho tenha tomado uma boa decisão. Afinal o signo do Cão no horóscopo chinês representa lealdade, honestidade, justiça e um forte sentido de dever. Já Milan Kundera dizia que "os cães são o nosso elo com o paraíso." Pus-me a pensar nos provérbios que a língua portuguesa dedica a esta espécie animal. Por exemplo, o conhecido “cão que ladra não morde” tem algumas variantes como “cão bom nunca ladra em falso”, ou ainda o sábio dizer “quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão”, coisa que acontece também com muitos bons seres humanos. Outros provérbios se poderiam aplicar à política, por exemplo “cem cães a um osso“ ou o ajuizado “não acordes cão que dorme”. Nos meandros da política há outro provérbio muito usado, “quem não tem cão, caça com gato”. Quando os afazeres abundam vem logo à memória que se “está a trabalhar como um cão”. E por vezes, no meio de uma conversa mais ácida, há quem pense logo que “quanto mais se conhecem as pessoas, mais se amam os cachorros”. Por outro lado não se deve “tratar abaixo de cão” quem nos desagrada, devendo sempre ter bem presente, mesmo nas mais duras discussões, que “os cães ladram, mas a caravana passa”. Para acabar em beleza aqui deixo uma frase do grande Charles M.Schulz, criador de Charlie Brown: “A felicidade é um cachorro quente”.
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