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O ELEITOR OCULTO - Com cada nova eleição vem o dilema habitual: a abstenção é que decide o resultado, como a contornar? Até final do século passado, nas eleições legislativas, a abstenção ainda ficava abaixo dos 40%. Mas em 2009 atingiu os 40,3% , em 2011 os 41,9%, em 2015 os 44,1% e em 2019 deu-se o grande salto para os 51,4%. Não há maneira de fugir a isto: o Parlamento que agora foi dissolvido representava a vontade expressa de menos de metade dos eleitores. Durante anos e anos os partidos recusaram-se a encarar o problema e as suas causas. Continuamos a votar com uma Lei Eleitoral basicamente inalterada desde há mais de quatro décadas, quando tudo era diferente na sociedade portuguesa, a começar pela forma de consumo de informação até acabar nas operações mais corriqueiras que se podem fazer pela internet. O Estado, reconheço, foi rápido a possibilitar um contacto digital com os cidadãos em áreas como a obtenção de documentação. Mas a Assembleia da República, e nomeadamente os maiores partidos, nunca quiseram mexer no processo eleitoral, na alteração das formas de representatividade possíveis e na forma de votação, obviamente garantindo a veracidade e segurança do escrutínio. O resultado da recusa em mudar a Lei Eleitoral está à vista. E nas eleições legislativas de 30 de Janeiro as coisas podem ser bem piores: o risco de o número de abstenções ser enorme entre o previsível grande número de contaminados em isolamento, que podem atingir os 600 mil. Arriscamo-nos a que seja o vírus, autêntico eleitor oculto, a decidir por nós. A pandemia veio colocar de novo na ordem do dia a necessidade de alterar a votação, utilizando formas alternativas seguras que evitem a deslocação dos eleitores e facilitem o voto. E, claro, a própria pandemia tem influência nas campanhas eleitorais, limitadas nas acções de rua, com debates televisivos maioritariamente com audiências marginais. As eleições e as campanhas eleitorais, tal como estão, arriscam-se a ser o resultado da vontade de uma minoria, o contrário do que devia ser uma democracia - ou será que estou enganado?

 

SEMANADA - Segundo o Tribunal de Contas dois terços dos contratos públicos foram assinados sem registo no respectivo portal; os programas de entretenimento estão a esmagar as audiências dos debates eleitorais; a compra de carros eléctricos cresceu 68,3% com a pandemia; ainda há 14 concelhos do país sem postos de carregamento de automóveis eléctricos; o número de estudantes internacionais matriculados no ensino superior cresceu em 2021 quase 13% em relação ao ano anterior; imigrantes na escola pública aumentaram 47% em dois anos; Portugal ganhou 109 mil residentes estrangeiros num ano, e o seu total é agora de 771 mil, o dobro dos registados em 2015; os dados provisórios do Censos 21 indicam que 43% dos residentes em Portugal são solteiros, 41% casados, 8% viúvos e 8% divorciados - e comparativamente aos dados dos Censos 2011, o número dos casados sofreu uma quebra de 14%; segundo a Marktest 4,5 milhões de portugueses ouvem regularmente música online; o desempenho económico de Portugal nos últimos 20 anos, medido por indicadores como o rendimento disponível das famílias ou o PIB per capita é o pior desde o final do século XIX; Em Dezembro o índice de preços no consumidor aumentou 2,8% em relação ao mês homólogo de 2020.

 

O ARCO DA VELHA - A PSP recebeu ordens de só se deslocar a situações urgentes porque o novo contrato de fornecimento de combustível, que devia estar em vigor no início do ano, ainda não foi aprovado.

  

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A POLÉMICA DE VENEZA - O que hoje aqui deixo são sobretudo palavras de Patrícia Fernandes, uma Professora da Universidade do Minho, num artigo com o título “A politização da arte”. O artigo comenta a polémica desenvolvida nas últimas semanas sobre a escolha do representante oficial português na Bienal de Veneza deste ano. A escolha, organizada pelo Ministério da Cultura, tinha um regulamento e um júri. A decisão final, baseada no número de votos recolhido por cada projecto, foi contestada pelo agente da segunda classificada, uma artista chamada Grada Kilomba. O referido agente pretendia que a sua representada é que devia ganhar e contestou a decisão do júri. A partir de agora uso, com a devida vénia, excertos do artigo de Patrícia Fernandes. “O concurso - diz ela- parece ser mais uma trapalhada do governo, tendo gerado críticas generalizadas quanto a prazos, regras e mecanismos. Mas os artistas e os curadores concorreram tendo conhecimento das regras estabelecidas e aceitaram-nas no momento da candidatura. Naturalmente, os derrotados têm legitimidade para recorrer do resultado se entenderem que as regras não foram cumpridas – no entanto, a polémica que tem ocupado o espaço público é outra: dentro da lógica identitária e antissistema, o que se tem questionado é o facto de as regras previamente estabelecidas não terem conduzido ao resultado que foi pré-definido por aqueles que têm contestado a decisão final do concurso.” E sublinha uma questão importante: “A crise da arte chegou aqui: já não discutimos o objeto em si, mas as identidades dos artistas e a necessidade de as regras no mundo da arte responderem a exigências identitárias.” E conclui: “Essa visão totalitária decorre da própria supressão das fronteiras entre esfera pública e esfera privada quando afirmamos que o pessoal é político. Ao fazê-lo, eliminamos a possibilidade da diferença, da criatividade e da crítica livres e da arte como objeto de beleza e admiração, porque tudo o que fazemos deve subordinar-se à lógica política.“ Patrícia Fernandes cita, a propósito George Orwell: “não podemos realmente sacrificar a nossa integridade intelectual em nome de um credo político – ou pelo menos não podemos fazê-lo e permanecer escritores”. E termina com um alerta: “Isto revela como a deriva politizadora e identitária repete a mesma lógica da utilização da arte por parte dos regimes totalitários do século XX”

 

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FOLHEAR IMAGENS - A minha recomendação para iniciar o ano é o livro “Um Passeio de Lisboa a Cascais - postais e fotografias do passado”. Esta edição, de 168 páginas, foi desenvolvida por Miguel Gaspar, Beatriz Horta Correia, Nuno Gaspar e Ana Nobre de Gusmão. É um álbum que recolhe imagens desde o final do século XIX até meados do século XX, num percurso que começa no Terreiro do Paço e se estende até Cascais. O eixo é o percurso da linha de comboio, o território da visão é, quase sempre, o que se apanha da linha de comboio e da estrada marginal. O ponto de partida foi uma colecção de postais ilustrados do avô de uma das autoras, Ana Nobre Gusmão, a que se foram adicionando postais de outras colecções e fotografias de diversas colecções. Retomando a visão que se tem na viagem de Comboio, Ana Nobre de Gusmão escreve no início do livro: “Se partir para Cascais sentado do lado esquerdo do comboio e regressar a Lisboa do lado direito, a paisagem continua a ser a que se espraia através da janela, o comboio a deslizar nos carris. Do outro lado foram destruídos fortes e conventos, casas e palacetes, bosques e jardins, para dar lugar à crescente mancha urbana.” A primeira imagem que aparece no livro é datada de 1901 e mostra o Terreiro do Paço de então. E a última é o mar, na Boca do Inferno, a ser visto, das rochas, por três pessoas. Separados por escassas dezenas de quilómetros, assim se vê o centro do poder do país e o mar onde Portugal acaba. Há imagens muito curiosas  como o mercado do peixe da 24 de Julho em 1905, Alcântara vista do rio no final no século XIX, gado bravo na Praça de Algés em 1909, a praia de Pedrouços, a praia de Carcavelos, os fatos de banho da época, as então termas do Estoril, a construção do Casino, postais de publicidade do Hotel Atlântico no início do século XX. O livro é uma viagem no tempo que permite o confronto com o presente.

 

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UM  TRIO - Este é um daqueles discos ideais para se ouvir sossegado, ao fim da tarde, no regresso a casa, eventualmente com um aperitivo na mão. Fechem os olhos e ouçam. Não se vão arrepender. Falo de “Skyline”, o álbum do final de 2021 que junta o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba com Ron Carter no baixo e JackDe Johnette na bateria. É um trio imperdível, sobretudo porque “Skyline” junta standards da música cubana com originais dos membros do trio, incluindo temas de Carter e DeJohnette. Rubalcaba retorna às sonoridades do seu país, de onde emigrou há duas décadas e onde aprendeu a música que hoje toca. O disco é também uma demonstração das potencialidades de uma das formações de jazz que mais me agradam, o trio piano, baixo, bateria. Entre os temas clássicos contam-se “Lagrimas Negras”, “Novia Mia” e “Siempre Maria” e, de entre os originais de Jack DeJohnette, destaco”Ahmad The Terrible”, uma homenagem do baterista a Ahmad Jamal, com quem tocou tantas vezes, e também “Silver Hollow”, onde Rubalcaba mostra como o piano pode transmitir emoções de forma intensa. Finalmente, a faixa final das nove que compõem o álbum é “RonJackRuba”, um improviso não planeado, gravado ao vivo no estúdio onde “Skyline” foi produzido. Disponível em streaming.

 

OVOS, SEMPRE! - Depois das comezainas de Natal, que tal um jantar simples e que não dá trabalho? Aqui fica a receita que fiz na segunda feira passada: ovos mexidos com salmão fumado e gambas. Para duas pessoas bastam três ovos, desta vez adicionei uma colher de sopa de crème fraiche que tinha sobrado do fim de ano, uma embalagem de 80 gramas de salmão fumado cortado em pedaços, uma dezena de gambas pequenas descascadas, que cozi previamente e deixei arrefecer. Na frigideira coloque uma colher de sopa de manteiga já quando ela estiver bem quente. Os ovos, temperados apenas com pimenta moída na altura,  devem ser muito bem batidos, de preferência com a varinha mágica para ficarem leves. Primeiro deitam-se os ovos, que se vão mexendo com uma espátula em lume brando. Quando começarem a ficar prontos deita-se o salmão e os camarões e mexe-se bem, já com o fogão desligado. Mistura-se tudo bem aproveitando ainda o calor da frigideira, divide-se em dois pratos e salpica-se com cebolinho fresco picado. Acompanha com salada e tostas. Bom apetite.

 

DIXIT - “Antes, o artista era alguém que olhava a tela em branco e pensava: “Ah, tantas possibilidades!” Agora é alguém que pensa: “Tela em branco? Em branco? Racismo!”- José Diogo Quintela

 

BACK TO BASICS - “A sobreposição do discurso e da ideologia à produção material artística é o eclipse da obra de arte” - Robert Klein

 

 







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publicado às 11:00


2 comentários

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De Joao Almeida a 08.01.2022 às 10:07

Amigo Manuel, na minha optica, hoje foram todas na *mouche*. Abraço. João
Sem imagem de perfil

De frar a 11.01.2022 às 22:28

BOYS E GIRLS (Merkel, Sarkozy, etc) DO PSEUDO-ACOLHIMENTO DEVEM SER JULGADOS POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE
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Exemplo 1:
- Merkel (etc...) bloqueiam a investigação à forma como chegam armas a 'grupos rebeldes' que... não possuem fábricas de armamento!
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Merkel (etc...) estão preocupados é em acusar de '''RACISTAS''' os Identitários separatistas que dizem o óbvio:
- «a recepção de refugiados faź parte do negócio... os países aonde são produzidas as armas utilizadas pelos 'grupos rebeldes' é que têm de pagar a ajuda aos refugiados».
.
[É isso: a máfia do armamento fornece armas a 'grupos rebeldes' (sim: os 'grupos rebeldes' não possuem fábricas de armamento!) para lucrar, não apenas com a venda de armas, mas também com o acesso a recursos naturais de baixo custo (petróleo, etc)... e mais... refugiados são deslocados para locais aonde existem investimentos interessados em negócios de abundância de mão-de-obra servil].
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Exemplo 2:
- Merkel (etc...) bloqueiam a introdução da Taxa-Tobin.
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Merkel (etc...) estão preocupados é em acusar de '''RACISTAS''' os Identitários separatistas que dizem o óbvio:
- «num planeta aonde mais de 80% da riqueza está nas mãos dos mais ricos, que representam apenas 1% da população, quem deve pagar a ajuda aos povos mais pobres é a Taxa-Tobin, e não a degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil de outros povos».
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O EUROPEU-DO-SISTEMA XX-XXI NÃO GOSTA DE TRABALHAR PARA A SUSTENTABILIDADE... E QUER PROIBIR OS IDENTITÁRIOS DE O FAZEREM
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Um exemplo:
- quando os Identitários discutem a constituição de uma sociedade economicamente sustentável, isto discutem a promoção/valorização de todos os trabalhadores necessários à sociedade (incluindo a mão-de-obra servil)... o europeu-do-sistema XX-XXI quer que essa discução seja PROIBIDA: sob a acusação de ser '''RACISMO''" não estar disponível para receber a abundância de mão-de-obra servil que os supremacistas demográficos (africanos e outros) estão disponíveis para fornecer.
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Separatismo Identitário
(separatismo-50-50)
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A situação já é anterior a Jesus Cristo:
- O CIDADÃO DE ROMA CONTINUA IGUAL!!!
---> o cidadão de Roma XX-XXI (tal como o cidadão de Roma do passado) projecta uma economia partido do pressuposto da existência de outros como fornecedores de abundância de mão-de-obra servil.
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Separatismo Identitário na Europa:
--» Por um lado, temos o EUROPEU CIDADÃO DE ROMA: pois, é aquele europeu que projecta uma economia...
--» Por outro lado, temos o EUROPEU IDENTITÁRIO: este europeu valoriza o Ideal de Liberdade que esteve na origem da nacionalidade: 'ter o seu espaço, prosperar ao seu ritmo'.
[pois é, é isso: na origem da nacionalidade, não estiveram, nem tiques-dos-impérios, nem negociatas de índole esclavagista: vulgo cidadanismo de Roma]
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SEPARATISMO-50-50
---» Todos Diferentes, Todos Iguais... isto é: todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta -» INCLUSIVE as de rendimento demográfico mais baixo, INCLUSIVE as economicamente menos rentáveis.
.
-» blog http://separatismo--50--50.blogspot.com
.
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.
P.S.
QUE SE ENTENDAM!
Não-nativos naturalizados europeus renegam o Ideal de Liberdade que esteve na origem da nacionalidade... que se entendam... com os europeus (leia-se: os nacionalistas do sistema, o cidadão de Roma XX-XXI)... das sabotagens sociológicas (substituições populacionais, holocaustos massivos, etc) anti-intenções identitárias que prejudicam negociatas de índole esclavagista.
OS IDENTITÁRIOS QUEREM LIBERDADE/DISTÂNCIA/SEPARATISMO DESSE PESSOAL.
.
.
P.S.2.
O que há a dizer aos supremacistas demográficos (africanos e outros) é simples e óbvio:
- possuem imensos, imensos, territórios ao seu jeito!...
- não sejam nazis!!!
- ou seja: aceitem a existência de outros!!!
Resumindo: os 'globalization-lovers', UE-lovers, etc, que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.

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