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QUAIS PRESIDENCIAIS?  - Em Portugal muita gente interessa-se sobre as presidenciais norte-americanas, sobre a indicação de Kamala Harris para vice-presidente de Joe Biden, sobre as sondagens que são desfavoráveis a Trump e não falta quem emita opinião sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos. É bom querermos saber o que acontece no mundo e termos posição sobre o que se passa noutros países,  mas seria também bom se as preocupações sobre as presidenciais se estendessem igualmente a Portugal, onde as mesmas irão decorrer dentro de poucos meses. Marcelo Rebelo de Sousa continua a manter o tabu sobre a sua recandidatura, mas a coisa arrisca-se a ser a piada mais gasta de todas pelo caminho que as coisas levam. A decisão de não falar do assunto não é um segredo bem guardado: é uma atitude calculada para evitar que o debate se centre já, nestes próximos meses, no que tem sido a presidência de Marcelo, no que ele tem feito como Presidente, para além dos afectos. O tabu, que não é inédito, teve em Cavaco um expoente e é uma arma cínica usada em demasia na política portuguesa. E o tabu tem geralmente como função querer controlar o calendário de debate, forçando que seja o mais curto possível. Marcelo Rebelo de Sousa, que tem uma vantagem esmagadora nos estudos de opinião, não está interessado em que surjam pessoas a apontar que o rei vai nu, mostrando o que correu menos bem. E, se olharmos com detalhe, muitas coisas correram mal - desde as suas primeiras reacções à tragédia de Pedrógão, até às hesitações na abordagem à pandemia e aos efeitos de um desconfinamento mal executado, passando pelo permanente jogo de cumplicidades com António Costa. Se ninguém quer um foco de desestabilização em Belém, também depois deste mandato há quem pense que ficamos vacinados para um permanente baile de máscaras com S.Bento, um jogo de ilusões e seduções. Vamos passar anos terríveis para conseguir sair com o mínimo de dores da situação caótica - económica, social e psicológica - criada pela pandemia. O que precisamos é de alguém que ajude a encontrar um caminho, que o torne desígnio nacional, que vigie a sua execução. O objectivo não pode ser remendar, tem que ser criar as bases para desenvolver. Vamos querer que Belém continue a ser um cenário de selfies ou que se torne num posto de vigilância com autoridade?

 

SEMANADA - Em Portugal, segundo um estudo da Marktest, 3,2 milhões de pessoas têm cães em casa e 2,7 milhões têm gatos; um outro estudo divulgado esta semana indica que o stock de bicicletas esgotou em Portugal no final de Julho passado, tendo a venda dos diversos tipos de velocípedes aumentado 500% depois do desconfinamento; com as regras excepcionais dos exames em tempos de pandemia as notas de 19 e 20 no secundário quase duplicaram e 45% dos alunos tiveram 15 ou mais valores a matemática; os pedidos de subsídio de desemprego atingiram o maior número dos últimos 15 anos e os distritos de Viana do Castelo e Faro são os mais penalizados pela pandemia; as insolvências aumentaram 12,6% nos primeiros seis meses do ano; o passado mês de Julho, com 25,08º de média, foi o mês mais quente desde que há dados de temperatura ambiente, iniciados em 1931; o número de condutores sem carta detectados nos sete primeiros meses foi de cerca de 3000, um aumento de 22% em relação a igual período do ano passado; segundo a Organização Internacional do Trabalho em termos globais 73% dos jovens que estudavam ou combinavam os estudos com o trabalho antes da crise viram as escolas encerrar devido à pandemia e em muitos casos, nem todos conseguiram fazer a transição para o ensino remoto: um em cada oito jovens (13%) ficou sem qualquer tipo de acesso a aulas, ensino ou formação; sobre a festa do Avante! a Ministra da Saúde afirmou que  “não será permitido o que está proibido nem proibido o que está permitido” .

 

ARCO DA VELHA - Há linhas ferroviárias onde os comboios têm dificuldade em circular por causa dos ramos de sobreiros que invadem a via e que não se podem podar por serem espécie protegida, vigiada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

 

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ROCK EXPO - “Velvetnirvana” é o título da exposição que agrupa fotografias, livros, cartazes, capas de discos, fanzines, flyers, revistas e memorabilia diversa da colecção de António Neto Alves, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez. O material exposto inclui centenas de peças que vão desde 1965, data das primeiras aparições dos Velvet Underground, a 1994, ano da morte de Kurt Cobain.  Na imagem está a reprodução de um desenho de Patti Smith, de 1972. A exposição está articulada em quatro grandes núcleos (Velvet Underground; Nova Iorque experimental; Incandescência punk e Pós?) e é uma viagem pela ligação entre a música e as artes visuais, desde a banana de Warhol na capa do primeiro disco dos Velvet Underground e retrata uma época em que a colaboração entre designer gráficos e bandas era frequente e muitos músicos desta geração tinham formação na área de belas artes. Em “Velvetnirvana” podem ver-se  também trabalhos de portugueses, como uma obra inédita do fotógrafo Paulo Nozolino (Brixton, London, 1979) apresentada num conjunto de painéis com cinco polaroids ampliadas, imagens de Pedro Fradique do concerto dos Sonic Youth no Campo Pequeno, em 1993 e, a culminar, fotografias do concerto dos Nirvana em Cascais, em 1994, da autoria de Rita Carmo. A exposição está no Pavilhão Branco (Campo Grande 245) de terça a domingo, entre as 14h30 e as 19h00, até 27 de Setembro.

 

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CONTOS FANTÁSTICOS - "Ficções" é  talvez o livro mais reconhecido de Jorge Luis Borges e tem agora  nova edição portuguesa, da Quetzal, numa tradução de José Colaço Barreiros. Esta é a primeira edição de uma série que a Quetzal vai fazer com obras do autor argentino que foi uma das mais importantes figuras da literatura do século XX.  Publicado pela primeira vez em 1944, Ficções inclui contos fundamentais para entender o universo de Jorge Luis Borges, como «O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam», «As Ruínas Circulares» ou «A Biblioteca de Babel». Há narrativas de natureza policial, como «A Morte e a Bússola», a história de um detetive que investiga o assassinato de um rabino e outras, que recriam livros imaginários como «Tlön, Uqbar, Orbis Tertius», reflexão extraordinária sobre a literatura e sua influência no mundo físico. Outras  podem ser consideradas fundadoras do moderno género fantástico, como «O Sul», que, nas palavras do próprio autor, é talvez a sua melhor história. A capa  desta edição reproduz um pormenor de uma obra de  Hieronymus Bosch, As Tentações de Santo Antão, que faz parte da colecção do Museu Nacional de Arte Antiga. Tal como as pinturas de Bosch, o universo de Borges é povoado de sonhos, delírios, labirintos, geometrias obscuras, referências a espelhos, animais, abismos e a textos apocalípticos.

 

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CANÇÕES & HISTÓRIAS - Assim de repente, sem grandes avisos prévios, Taylor Swift saíu-se com novo álbum, o oitavo da sua carreira, intitulado “Folklore” e que é uma colecção de 16 canções simples, directas, narrativas, que são do melhor que ela tem feito ao longo da sua carreira. A realidade é que Swift aproveitou o confinamento para se dedicar a este projecto, que é publicado um ano depois de o anterior álbum, “Lover” ter sido aclamado. Mas este é melhor, mais canções com história, mais envolventes, mais fortes. Guitarra acústica e piano são dominantes neste “Folklore”, que em grande parte foi feito em conjunto com o guitarrista dos National, Aaron Dessner. Com os planos de 2020 alterados devido à pandemia, Swift à falta de concertos,  começou a escrever estas pequenas histórias que resultam tão bem e gravou-as. Além de Dessner, numa das canções há a participação de Bon Iver em “Exile” - um dos momentos incontornáveis do disco e também do seu tradicional colaborador Jack Antonoff. O que não falta neste álbum são boas canções, como “The Last Great American Dinasty”, “Seven”, “August”, “Invisible String”, “Betty” ou “Hoax”, para só citar algumas mais marcantes. Mas o mais extraordinário é a qualidade de todas as canções, a riqueza do seu conteúdo, a simplicidade da música - uma combinação rara nos dias de hoje. Há quem já tenha escrito que este é o seu melhor disco e é bem possível que seja assim. Disponível no Spotify.

 

PETISCOS - O take away entrou definitivamente nos nossos hábitos e agora começam a surgir mais empresas que confeccionam e entregam elas próprias a comida que preparam sem terem porta aberta para a rua. Francisco Completo tem uma carreira na restauração com casas como a Tasca Urso, a Tasca República, o Ah! e o Veneno. Agora criou o “Despacha-te Xico”, que confecciona diversos pratos que depois entrega. Os pedidos podem ser feitos na página facebook.com/despachatexico/ ou no instagram em despachatexico - em ambos podem consultar o menu, que em breve será alargado. Não há ponto de venda, a entrega é feita na morada indicada pelo cliente todos os dias das 10,30 às 20,30, num círculo alargado dos concelhos da grande Lisboa - a encomenda deve ser feita de véspera. As tartes são a sua especialidade - de pato, de requeijão e espinafres, de perdiz, de camarão, de galinha do campo e de bacalhau, além dos pastéis de massa tenra de lombo de novilho. Há várias sobremesas e vinhos alentejanos, da Espargueira. Recentemente tive ocasião de testar o serviço e provar a tarte de bacalhau, acompanhada de ervilhas à francesa. Foi tudo entregue em casa no horário combinado, a tarte deu bem para seis convivas e todos elogiaram o petisco, ervilhas incluídas. Os preços são honestos, mas destaco que a confecção é apurada e que a matéria prima (no caso o bacalhau) era boa e abundante. Coisinha para repetir - ou ir experimentando outras variedades. 

 

DIXIT - “Ouço professores catedráticos dizerem coisas que antes ouvia dizer a abades minhotos” - Pedro Mexia.

 

BACK TO BASICS - “Quando pedimos um conselho geralmente é porque procuramos um cúmplice” - Marquis de la Grange

 







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